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Obra tocada por empresa pivô de escândalo está com 1/4 concluída em MS

No trecho o foco tem sido a recuperação de pontos críticos e implantação de novos dispositivos de drenagem, com intuito de prevenir erosões e desgastes prematuros do pavimento

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De responsabilidade da LCM Construção e Comércio S.A., o trecho sul-mato-grossense de obra tocada pela empresa que possui ligação com suposto esquema criminoso, longe aproximadamente 2,8 mil quilômetros de MS, já está 1/4 concluído. 

Esse trecho específico trata-se do segundo lote de obras, para modernização e segurança, entre os municípios de Camapuã e Figueirão, em ligação do limite municipal até a rodovia MS-223. 

Segundo divulgado na manhã desta quinta-feira (14), pela comunicação da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) de Mato Grosso do Sul em balanço, o lote registra avanço de 26,42%. 

Conforme divulgado pela pasta, no trecho o foco tem sido a recuperação de pontos críticos e implantação de novos dispositivos de drenagem, com intuito de prevenir erosões e desgastes prematuros do pavimento.

Com o contrato prevendo implantação de: travessias para passagem, dispositivos de proteção e direcionamento da fauna, para evitar a morte de animais selvagens, entre outras ações, a previsão é de que a conclusão aconteça até 2026. 

Entenda

Luiz Otávio Fontes Junqueira, responsável pela LCM, passou a ser investigado pela Polícia Federal, como acompanhou o Correio do Estado, pelo suposto envolvimento em esquema criminoso voltado para direcionar licitações e desviar recursos públicos longe quase 2,8 mil km do Mato Grosso do Sul. 

Com as apurações policiais iniciais apontando que uma organização criminosa teria atuado em pelo menos quatro certames, fraudando o caráter competitivo em pregões eletrônicos que somam mais de R$ 60 milhões em contratos a Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Amapá (Dnit/AP).

Laços locais

Ainda que tal operação nacional não tenha ligação direta com Mato Grosso do Sul, apesar de um mandado de busca e apreensão cumprido em Campo Grande no fim de julho, a LCM têm "laços" com MS pelo menos desde 2021, época em que celebrou dois contratos no valor de R$ 18.954.622,30. 

Já neste 2025, a empreiteira de origem mineira aparece com pelo menos três contratos ativos com a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), somando R$132.512.070,23, conforme consta no Portal da Transparência do Governo de Mato Grosso do Sul. 

Entre esses, o maior data de fevereiro que, após ser assinado com valor inicial de R$ 101.212.310,02, já havia subido para quase 108 milhões de reais cerca de seis meses depois. 

Em nota ao Correio do Estado, a Agesul afirmou que a investigação policial não envolve nenhum dos acordos firmados entre as partes e que não vai rescindir nenhum contrato, por entender que não há necessidade, até o momento, por não ter registrado problemas na execução por parte da LCM.

“A investigação encontra-se em fase inicial, não havendo, até o momento, qualquer decisão judicial determinando a suspensão ou a rescisão dos contratos administrativos firmados entre a Agesul e a referida empresa.

Os contratos celebrados pela Agesul com a LCM não possuem relação com o objeto da investigação conduzida pela Polícia Federal. 

Qualquer eventual medida administrativa que envolva a rescisão contratual deverá observar, obrigatoriamente, os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa.

Até a presente data, não foram registrados problemas na execução contratual por parte da LCM, permanecendo esta agência atenta e acompanhando os desdobramentos do caso”, complementa a Agesul.

**(Colaborou Felipe Machado)

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Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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