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ENSINO MÉDIO

Oitenta e sete escolas poderão dar certificados

Oitenta e sete escolas poderão dar certificados

DA REDAÇÃO

09/03/2011 - 00h00
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A Secretaria de Estado de Educação (SED) credenciou 87unidades escolares da Rede Estadual de Ensino, nos 78 municípios de Mato Grosso do Sul, para a certificação integral ou parcial do ensino médio aos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado no ano de 2010.

A lista traz as unidades escolares da Rede Estadual de Ensino credenciadas a expedirem certificação integral ou parcial do ensino médio aos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado no ano de 2010, e que solicitaram a certificação no ato da inscrição.

Ao comparecer à unidade escolar, o interessado deverá estar munido da Carteira de Identidade e sua respectiva cópia.

A unidade escolar responsável pela certificação vai elaborar, em duas vias, o documento a ser expedido, sendo uma delas arquivada na sua secretaria. No ato da certificação, a escola recolherá, para arquivo, a cópia da Carteira de Identidade.

Para fazer jus à certificação, o interessado deverá comprovar que ainda não concluiu o ensino médio e observar os seguintes requisitos: ter 18 anos completos até a data da realização da primeira prova do Enem, ou seja, 6 de novembro de 2010; ter atingido o mínimo de 400 pontos em cada uma das áreas de conhecimento, objeto da avaliação do Enem; ter atingido o mínimo de 500 pontos na prova de Redação.

Na área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, o interessado deverá obter o mínimo de 400 pontos na prova objetiva e, adicionalmente, o mínimo de 500 pontos na prova de Redação, não sendo permitida a expedição de certificados distintos.

Ao candidato que não atingir a pontuação exigida em todas as áreas poderá ser expedida a certificação parcial do ensino médio, desde que atendido o requisito da idade. Os candidatos pleiteantes a certificação nos municípios de Campo Grande, Corumbá, Dourados, Naviraí, Ponta Porã e Três Lagoas deverão observar a relação entre a letra inicial do seu nome e a respectiva unidade escolar certificadora.

 

Segue a relação das escolas credenciadas:

 

 

Municípios

Unidades Escolares

*

1. Água Clara

Escola Estadual Chico Mendes

Rua Abelo Ferreira de Oliveira, 50, Jardim Aeroporto, CEP 79.680-000, fone: (0xx67) 3239-1627

A - Z

2. Alcinópolis

Escola Estadual Prof.ª Romilda Costa Carneiro

Av. Averaldo Fernandes Barbosa, 1009, Centro, CEP 79.530-000, fone: (0xx67) 3260-1227

A - Z

3. Amambai

Escola Estadual Dom Aquino Corrêa

Rua José Luiz de S. Ferraz, 1.133, Vila Cruzeiro, CEP 79.990-000, fone: (0xx67) 3481-1512

A - Z

4. Anastácio

Escola Estadual Roberto Scaff

Rua Giovane Toscano de Brito, 885, Centro, CEP 79.210-000, fone: (0xx67) 3245-2462

A - Z

5. Anaurilândia

Escola Estadual Guaicuru

Rua Rui Barbosa, 1.198, Bairro Esmeralda, CEP 79.770-000, fone: (0xx67) 3445-1548

A - Z

6. Angélica

Escola Estadual Senador Filinto Müller

Rua Alameda 14, 126, Centro, CEP 79.785-000, fone: (0xx67) 3446-1743

A - Z

7. Antonio João

Escola Estadual Aral Moreira

Rua Pantaleão Coelho Xavier, 260, Centro, CEP 79.910-000, fone: (0xx67) 3435-1145

A - Z

8. Aparecida do Taboado

Escola Estadual Ernesto Rodrigues

Av. dos Estudantes, 1.161, Chácara Boa Vista, CEP

79.570-000, fone: (0xx67) 3565-2500

A - Z

9. Aquidauana

Escola Estadual Cel. José Alves Ribeiro

Rua José Bonifácio, 595, Bairro Alto, CEP 79.200-000, fone: (0xx67) 3241-2226

A - Z

10. Aral Moreira

Escola Estadual Dr. Fernando Corrêa da Costa

Rua 11 de Outubro, 902, Centro, CEP 79.930-000, fone: (0xx67) 3488-1336

A - Z

11. Bandeirantes

Escola Estadual Ernesto Solon Borges

Rua Tiradentes, 379, Centro, CEP 79.430-000, fone: (0xx67) 3261-1375

A - Z

12. Bataguassu

Escola Estadual Manoel da Costa Lima

Rua Dourados, 557, Centro, CEP 79.780-000, fone: (0xx67) 3541-2055

A - Z

13. Batayporã

Escola Estadual Braz Sinigaglia

Rua José Adelino da Rocha, 1.705, Centro, CEP 79.760-000, fone: (0xx67) 3443-1025

A - Z

14. Bela Vista

Escola Estadual Castelo Branco

Rua Duque de Caxias, 377, Centro, CEP 79.260-000, fone: (0xx67) 3439-1172

A - Z

15. Bodoquena

Escola Estadual João Pedro Pedrossian

Rua Treze de Maio, 636, Centro, CEP 79.390-000, fone: (0xx67) 3268-1667

A - Z

16. Bonito

Escola Estadual Bonifácio Camargo Gomes

Rua 31 de Março, 1.839, Centro, CEP 79.290-000, fone: (0xx67) 3255-1416

A - Z

17. Brasilândia

Escola Estadual Adilson Alves da Silva

Rua Dr. Teixeira de Carvalho, 844, Centro, CEP

79.670-000, fone: (0xx67) 3546-1218

A - Z

18. Caarapó

Escola Estadual Profa Cleuza Aparecida Vargas Galhardo

Rua Marciliano Maciel, 475, Vila Jary, CEP 79.940-000, fone: (0xx67) 3453-1179

A - Z

19. Camapuã

Escola Estadual Abadia Faustino Inácio

Rua Pedro Celestino, 1.362, Centro, CEP 79.420-000, fone: (0xx67) 3286-2391

A - Z

20. Campo Grande

Escola Estadual Arlindo de Sampaio Jorge

Rua Pariris, 360, Vila Moreninha II, CEP 79.065-080, fone: (0xx67) 3314-9011

A - F

Escola Estadual Elvira Mathias de Oliveira

Rua Agronômica, 38, Vila Santo Eugênio, CEP 79.060-490, fone: (0xx67) 3314-1255

G - L

Escola Estadual Profa Neyder Suelly Costa Vieira

Rua Marco Aurélio Beier, 100, Conj. Aero Rancho, CEP 79085042, fone: (0xx67) 3314-6067

M- S

Escola Estadual Riachuelo

Rua 11 de Outubro, 220, Bairro Cabreúva, CEP 79.008-390, fone: (0xx67) 3314-1200

T - Z

21. Caracol

Escola Estadual Dr. Rubens de Castro Pinto

Av. Mato Grosso, 501, Centro, CEP 79.270-000, fone: (0xx67) 3495-1290

A - Z

22. Cassilândia

Escola Estadual Hermelina Barbosa Leal

Rua Dr. Manoel Thomas da Silva, 678, Centro, CEP

79.540-000, fone: (0xx67) 3596-1077

A - Z

23. Chapadão do Sul

Escola Estadual Jorge Amado

Av. Dezesseis, 500, Bairro Esperança, CEP 79.560-000, fone: (0xx67) 3562-1053

A - Z

24. Corguinho

Escola Estadual José Alves Quito

Av. Paulo Vieira Barbosa, 469, Centro, CEP 79.460-000, fone: (0xx67) 3250-1222

A - Z

25. Coronel Sapucaia

Escola Estadual Cel. Sapucaia

Rua Fortunato de Oliveira, 150, Centro, CEP 79.995-000, fone: (0xx67) 3483-1381

A - Z

26. Corumbá

Escola Estadual Dr. João Leite de Barros

Rua Cabral, 761, Centro, CEP 79.301-080, fone: (0xx67) 3231-2401

A – L

Escola Estadual Júlia Gonçalves Passarinho

Rua Dom Aquino Corrêa, 406, Centro, CEP 79.302-040, fone: (0xx67) 3231-7162

M – Z

27. Costa Rica

Escola Estadual José Ferreira da Costa

Av. José Ferreira da Costa, 1.374, Centro, CEP

79.550-000, fone: (0xx67) 3247-1066

A - Z

28. Coxim

Escola Estadual Viriato Bandeira

Rua Delmira de Melo Bandeira, 678, Centro, CEP

79.400-000, fone: (0xx67) 3291-1348

A - Z

29. Deodápolis

Escola Estadual 13 de Maio

Av. Osmir de Andrade, 91, Centro, CEP 79.790-000, fone: (0xx67) 3448-1623

A - Z

30. Dois Irmãos de Buriti

Escola Estadual Estefana Centurion Gambarra

Rua Cecílio Mascarenhas, s/n, Centro, CEP 79.215-000, fone: (0xx67) 3243-1278

A - Z

31. Douradina

Escola Estadual Barão do Rio Branco

Av. Presidente Dutra, 21, Centro, CEP 79.880-000, fone: (0xx67) 3412-1134

A - Z

32. Dourados

Escola Estadual Pastor Daniel Berg

Rua Antônio E. de Figueiredo, 800, Centro, CEP

79.802-020, fone: (0xx67) 3421-9583

A - I

Escola Estadual Presidente Vargas

Rua Oliveira Marques, 1.955, Centro, CEP 79.805-021, fone: (0xx67) 3421-4345

J – R

Escola Estadual Ramona da Silva Pedroso

Rua Adroaldo Pizzini, 2.750, Jardim Santo André, CEP 79.810-100, fone: (0xx67) 3421-3000

S - Z

33. Eldorado

Escola Estadual Eldorado

Rua Iguatemi, 1.130, Centro, CEP 79.970-000, fone: (0xx67) 3473-1172

A - Z

34. Fátima do Sul

Escola Estadual Vila Brasil

Rua Cristobalina Ruis Cabelo, 1.966, Jardim Tatiana, CEP 79.700-000, fone: (0xx67) 3467-1630

A - Z

35. Figueirão

Escola Estadual Dr. Arnaldo Estevão de Figueiredo

Rua Custódio, 420, Vila Maria, CEP 79.428-000, fone: (0xx67) 3274-1396

A - Z

36. Glória de Dourados

Escola Estadual Profa Eufrosina Pinto

Rua Ivinhema, 1.800, Centro, CEP 79.730-000, fone: (0xx67) 3466-1312

A - Z

37. Guia Lopes da Laguna

Escola Estadual Salomé de Melo Rocha

Rua Floriano Peixoto, 639, Centro, CEP 79.230-000, fone: (0xx67) 3269-1040

A - Z

38. Iguatemi

Escola Estadual 8 de Maio

Av. Laudelino Peixoto, 1.152, Centro, CEP 79.960-000, fone: (0xx67) 3471-1300

A - Z

39. Inocência

Escola Estadual Prof. João Pereira Valim

Av. Alexandre Batista Garcia, 1138, Jd. Bom Jesus, CEP 79.580-000, fone: (0xx67) 3574-1199

A - Z

40. Itaporã

Escola Estadual Rodrigues Alves

Rua Antônio João, 210, Centro, CEP 79.890-000, fone: (0xx67) 3451-1376

A - Z

41. Itaquiraí

Escola Estadual Leopoldo Dalmolin

Rua Dourados, 843, Centro, CEP 79.965-000, fone: (0xx67) 3476-1572

A - Z

42. Ivinhema

Escola Estadual Senador Filinto Müller

Rua João Ferreira Borges, 151, Bairro Piravevê, CEP

79.740-000, fone: (0xx67) 3442-1183

A - Z

43. Japorã

Escola Estadual Japorã

Av. Fernando Saldanha, 525, Centro, CEP 79.985-000, fone: (0xx67) 3475-1123

A - Z

44.  Jaraguari

Escola Estadual José Serafim Ribeiro

Rua Bandeirantes, 1.180, Centro, CEP 79.440-000, fone: (0xx67) 3285-1210

A - Z

45. Jardim

Escola Estadual Cel. Juvêncio

Av Duque de Caxias, 160, Centro, CEP 79.240-000, fone: (0xx67) 3251-1299

A - Z

46. Jateí

Escola Estadual Profa Bernadete Santos Leite

Av. Bernadete Santos Leite, 1.025, Centro, CEP 79.720-000, fone: (0xx67) 3465-1164

A - Z

47. Juti

Escola Estadual 31 de março

Rua Presidente Epitácio, 480, Centro, CEP 79.955-000, fone: (0xx67) 3463-1135

A - Z

48. Ladário

Escola Estadual 2 de Setembro

Av. 14 de Março, 598, Centro, CEP 79.370-000, fone: (0xx67) 3226-1380

A - Z

49. Laguna Carapã

Escola Estadual Álvaro Martins dos Santos

Rua Brasílio José Espíndola, 650, Centro, CEP 79.920-000, fone: (0xx67) 3438-1336

A - Z

50. Maracajú

Escola Estadual Padre Constantino de Monte

Rua Marquês da Cruz, s/n, Centro, CEP 79.150-000, fone: (0xx67) 3454-1045

A - Z

51. Miranda

Escola Estadual Caetano Pinto

Av. Afonso Pena, 198, Centro, CEP 79.380-000, fone: (0xx67) 3242-1003

A - Z

52. Mundo Novo

Escola Estadual Castelo Branco

Av. Campo Grande, 1.650, Centro, CEP 79.980-000, fone: (0xx67) 3474-1097

A - Z

53. Naviraí

Escola Estadual Antônio Fernandes

Rua Laurentino Pires de Arruda, 430, Jd. Progresso, CEP 79.950-000, fone: (0xx67) 3461-3193

A – L

Escola Estadual Eurico Gaspar Dutra

Rua Bororós, 222, Centro, CEP 79.950-000, fone: (0xx67) 3461-2817

M – Z

54. Nioaque

Escola Estadual Odete Ignêz Resstel Villas Bôas

Rua Quintino Bocaiúva, 259, Centro, CEP 79.220-000, fone: (0xx67) 3236-1699

A - Z

55. Nova Alvorada do Sul

Escola Estadual Antônio Coelho

Rua Luiza Alves Leite, 636, Centro, CEP 79.140-000, fone: (0xx67) 3456-1663

A - Z

56. Nova Andradina

Escola Estadual Profa Nair Palácio de Souza

Rua 7 de Setembro, 156, Vila Beatriz, CEP 79.750-000, fone: (0xx67) 3441-2835

A - Z

57. Novo Horizonte do Sul

Escola Estadual Dorcelina de Oliveira Folador

Rua João Fernandes Brambila, 1.214, Centro, CEP

79.745-000, fone: (0xx67) 3447-1267

A - Z

58. Paranaíba

Escola Estadual Gustavo Rodrigues da Silva

Rua Mello Taques, 1.740, Centro, CEP 79.500-000, fone: (0xx67) 3503-1024

A - Z

59. Paranhos

Escola Estadual Santiago Benites

Rua João Ponce de Arruda, 2.217, Centro, CEP 79.925-000, fone: (0xx67) 3480-1147

A - Z

60. Pedro Gomes

Escola Estadual Profa Cleuza Teodoro

Rua Valdemir de Assis Graça, 10, B. Novos Horizontes, CEP 79.410-000, fone: (0xx67) 3230-1114

A - Z

61. Ponta Porã

Escola Estadual Joaquim Murtinho

Rua General Osório, 321, Centro, CEP 79.900-000, fone: (0xx67) 3431-2292

A - L

Escola Estadual Profa Geni Marques Magalhães

Av. Vínicius Soares do Nascimento, 150

Jardim Universitário, CEP 79.900-000, fone: (0xx67) 3433-3130

M - Z

62. Porto Murtinho

Escola Estadual José Bonifácio

Rua 13 de Maio, 1.010, Centro, CEP 79.280-000, fone: (0xx67) 3287-1149

A - Z

63. Ribas do Rio Pardo

Escola Estadual Dr. João Ponce de Arruda

Rua Conceição do Rio Pardo, 1.997, Centro, CEP

79.180-000, fone: (0xx67) 3238-1410

A - Z

64. Rio Brilhante

Escola Estadual Fernando Corrêa da Costa

Rua Coronel Antônio Alves Correa, 922 Centro, CEP

79.130-000, fone: (0xx67) 3452-7496

A - Z

65. Rio Negro

Escola Estadual Leontino Alves de Oliveira

Rua 9 de Maio, 615, Centro, CEP 79.470-000, fone: (0xx67) 3278-1341

A - Z

66. Rio Verde de Mato Grosso

Escola Estadual Thomaz Barbosa Rangel

Rua Barão do Rio Branco, 50, Centro, CEP 79.480-970, fone: (0xx67) 3292-1273

A - Z

67. Rochedo

Escola Estadual José Alves Ribeiro

Rua Duque de Caxias, 227, Centro, CEP 79.450-000, fone: (0xx67) 3289-1218

A - Z

68. Santa Rita do Pardo

Escola Estadual José Ferreira Lima

Rua Nicanor Gregório Rodrigues, 169, Centro, CEP

79.690-000, fone: (0xx67) 3591-1188

A - Z

69. São Gabriel do Oeste

Escola Estadual São Gabriel

Rua José Ferreira Rosa, 384, Centro, CEP 79.490-000, fone: (0xx67) 3295-1716

A - Z

70. Selvíria

Escola Estadual Ana Maria de Souza

Av. Goiás, 556, Centro, CEP 79.590-000, fone: (0xx67) 3579-1144

A - Z

71. Sete Quedas

Escola Estadual 13 de Maio

Rua John Kennedy, 400, Centro, CEP 79.935-000, fone: (0xx67) 3479-1554

A - Z

72. Sidrolândia

Escola Estadual Sidrônio Antunes de Andrade

Rua Targino de Souza Barbosa, 191, Centro, CEP

79.170-000, fone: (0xx67) 3272-1769

A - Z

73. Sonora

Escola Estadual Comandante Maurício Coutinho Dutra

Rua da Cana, 72, Centro, CEP 79.415-000, fone: (0xx67) 3254-1195

A - Z

74. Tacuru

Escola Estadual Prof. Cleto de Moraes Costa

Rua José Carlos C. Alexandria, 1.242, Centro, CEP

79.975-000, fone: (0xx67) 3478-1156

A - Z

75. Taquarussu

Escola Estadual Dr. Martinho Marques

Av. Getúlio Vargas, 25, Centro, CEP 79.765-000, fone: (0xx67) 3444-1287

A - Z

76. Terenos

Escola Estadual Antônio Valadares

Rua Dr. Ary Coelho de Oliveira, 592, Centro, CEP

79.190-000, fone: (0xx67) 3246-7133

A - Z

77. Três Lagoas

Escola Estadual Afonso Pena

Rua Zuleide Peres Tabox, 444, Centro, CEP 79.603-180, fone: (0xx67) 3521-2436

A – L

Escola Estadual João Ponce de Arruda

Rua Manoel Pedro de Campos, Bairro Santa Rita, CEP 79.630-040, fone: (0xx67) 3521-2552

M - Z

78. Vicentina

Escola Estadual Padre José Daniel

Rua Vicente Pallotti, 679, Centro, CEP 79.710-000, fone: (0xx67) 3468-1112

Prisão Preventiva

Justiça mantém vereador preso após acidente e suspeita de suborno em MS

Parlamentar teria fugido sem prestar socorro após colisão que deixou adolescente de 17 anos em estado grave e é acusado de tentar subornar e ameaçar policial.

20/09/2026 17h54

Dionaldo Morinigo (PDT), vereador de Ponta Porã e subtenente do Corpo de Bombeiros, teve a prisão preventiva mantida pela Justiça neste domingo (20)

Dionaldo Morinigo (PDT), vereador de Ponta Porã e subtenente do Corpo de Bombeiros, teve a prisão preventiva mantida pela Justiça neste domingo (20) Foto: Reprodução.

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A Justiça manteve preso preventivamente, neste domingo (20), o vereador de Ponta Porã Dionaldo Morinigo (PDT), de 49 anos, que também é subtenente do Corpo de Bombeiros. Ele é investigado após se envolver em um acidente de trânsito que deixou um adolescente de 17 anos gravemente ferido e, segundo os autos, fugir do local sem prestar socorro.

O caso ganhou novos contornos após a colisão. Conforme as informações reunidas na investigação, um escrivão da Polícia Civil que presenciou o acidente seguiu o parlamentar e conseguiu abordá-lo cerca de dois quilômetros depois.

Durante a abordagem, Dionaldo teria tentado convencer o policial a resolver a situação sem acionar os órgãos de segurança.

A prisão em flagrante foi convertida em preventiva a pedido do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Durante audiência de custódia realizada na manhã deste domingo (20), no plantão judicial da VI Região, o juiz Rafael Vieira de Leucas manteve o vereador preso ao considerar que, diante das circunstâncias apresentadas no caso, medidas cautelares mais brandas não seriam suficientes.

O acidente ocorreu na noite de sexta-feira (18), em Ponta Porã, município localizado na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

Segundo os autos, Dionaldo conduzia uma Toyota Hilux quando passou em alta velocidade por uma lombada e atingiu lateralmente uma Volkswagen Saveiro.

O veículo atingido era conduzido pelo adolescente de 17 anos. Com o impacto, o jovem ficou desacordado e precisou ser encaminhado ao Hospital Regional.

Conforme informações apresentadas ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o adolescente sofreu ferimentos graves. Depois da colisão, entretanto, o vereador teria deixado o local sem prestar socorro à vítima.

Abordagem e suspeita de suborno

A saída do vereador do local foi presenciada por um escrivão da Polícia Civil, que decidiu acompanhar a caminhonete. A perseguição se estendeu por aproximadamente dois quilômetros até que o policial conseguiu abordar Dionaldo.

Foi nesse momento que, conforme o relato registrado nos autos, o parlamentar teria se apresentado como integrante do Corpo de Bombeiros e agente político.

Durante a conversa, Dionaldo teria perguntado ao escrivão se existia alguma maneira de “resolver ali” a situação, sem que os órgãos policiais fossem envolvidos.

A declaração foi interpretada como uma possível tentativa de suborno. Ao analisar o caso, a Justiça também considerou que a conduta pode indicar, em tese, uma tentativa de interferência na atuação dos agentes públicos responsáveis pela ocorrência.

Ainda segundo as informações da investigação, a abordagem teria sido marcada por momentos de tensão. Dionaldo é acusado de xingar e ameaçar o escrivão, afirmando que iria “pegá-lo depois”.

Sinais de ingestão de álcool

As circunstâncias verificadas após o acidente também passaram a integrar a investigação. Dionaldo se recusou a realizar o teste do bafômetro.

Apesar da recusa, policiais que participaram da ocorrência relataram sinais de possível consumo de bebida alcoólica, entre eles cheiro de álcool, roupas desarrumadas, agressividade e exaltação.

Latas de cerveja também foram encontradas dentro da caminhonete conduzida pelo parlamentar.

Diante do conjunto de elementos reunidos, o vereador foi preso em flagrante e indiciado por crimes que incluem lesão corporal no trânsito, corrupção ativa, desacato e ameaça. O processo também registra a fuga do local do acidente.

Posteriormente, o MPMS pediu ao TJMS a conversão da prisão em flagrante em preventiva.

O pedido foi acolhido. A avaliação judicial foi de que a adoção de medidas cautelares menos severas não seria suficiente diante das circunstâncias apresentadas no processo.

Vereador relata violência durante prisão

A audiência de custódia realizada neste domingo também abriu uma nova frente de apuração. Durante o procedimento, Dionaldo relatou ter sido vítima de violência no momento da prisão.

Diante da declaração, o juiz determinou o encaminhamento do caso ao Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gacep), ligado ao Ministério Público, para que os fatos sejam apurados.

A medida não altera, neste momento, a decisão de mantê-lo preso preventivamente. Além da prisão, a Justiça determinou a suspensão do porte de arma do vereador. Uma pistola Sig Sauer calibre 9 milímetros permaneceu apreendida.

O Comando-Geral do Corpo de Bombeiros também foi comunicado sobre o caso para que sejam adotadas as medidas administrativas cabíveis em relação ao subtenente.

 

Contratos Sob Suspeita

Documentos revelam contratos que colocaram Santa Casa na mira do MPMS

Investigação aponta pagamentos sem comprovação, suspeita de concorrência simulada e quase R$ 10 milhões repassados a empresas ligadas a um dos núcleos apurados pelo Gecoc.

20/09/2026 17h25

Agentes do Gecoc estiveram na Santa Casa durante a Operação Antidotum, que investiga contratos e pagamentos milionários da instituição.

Agentes do Gecoc estiveram na Santa Casa durante a Operação Antidotum, que investiga contratos e pagamentos milionários da instituição. Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado.

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A investigação que levou à prisão de integrantes da cúpula da Santa Casa de Campo Grande aponta para uma estrutura que teria se instalado em diferentes setores da instituição e de sua operadora de planos de saúde, envolvendo contratos considerados fraudulentos pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), pagamentos sem comprovação da efetiva prestação dos serviços e sucessivas tentativas de impedir o acesso de órgãos de controle a documentos.

Enquanto o Ministério Público investiga contratos milionários e suspeitas de desvios dentro da Santa Casa, pacientes continuam enfrentando dificuldades para conseguir procedimentos no maior hospital de Mato Grosso do Sul.

Um caso recente expõe esse contraste: Neusa Epifânia de Castro de Almeida, de 59 anos, permaneceu por mais de uma semana internada à espera de uma cirurgia para colocação de prótese após fraturar o fêmur.

Segundo a família, ela chegou a ser submetida a jejum cinco vezes diante da expectativa de realização do procedimento, que acabou sendo sucessivamente adiado pela falta de liberação do material necessário.

O episódio ocorreu justamente no período em que a Operação Antidotum atingiu a cúpula da instituição.

A família chegou a questionar se as dificuldades administrativas provocadas pela investigação teriam relação com a demora, mas, até o momento, não há comprovação de que os supostos desvios ou a operação tenham causado diretamente o atraso da cirurgia.

O caso, no entanto, evidencia o contraste entre os milhões de reais colocados sob suspeita pelo Ministério Público e as dificuldades enfrentadas por pacientes que dependem da estrutura hospitalar.

Os detalhes da investigação aparecem nos autos que embasaram a Operação Antidotum, deflagrada em 11 de setembro pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc).

A apuração começou após uma denúncia recebida pela 29ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e resultou na abertura de um Procedimento de Investigação Criminal.

No centro da apuração está a gestão de Alir Terra Lima, que assumiu a presidência da Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande em fevereiro de 2023 e, segundo o MPMS, passou a exercer também influência sobre a Operadora Santa Casa Saúde.

A investigação se divide principalmente em duas frentes. A primeira envolve a contratação da Redvalue Tecnologia, Administração e Serviços Ltda., empresa responsável pela digitalização do acervo documental da Santa Casa.

O trabalho contratado incluía a organização e preparação dos documentos físicos, a digitalização das páginas, a indexação dos arquivos, processo que permite classificá-los e localizá-los posteriormente, e o armazenamento digital.

O serviço abrangia prontuários médicos de pacientes e outros documentos administrativos mantidos pela instituição.

A execução e o controle desses serviços passavam pelo Serviço de Arquivo Médico e Estatística (Same), setor responsável pelos prontuários e coordenado por Monique Gregório de Oliveira, uma das seis pessoas presas preventivamente na Operação Antidotum.

Segundo o Ministério Público, era justamente ali que ficavam registros necessários para conferir quantas páginas haviam sido efetivamente digitalizadas e comparar essa produção com os valores cobrados e pagos à Redvalue.

Foi nesse ponto que surgiram alguns dos questionamentos do Conselho Fiscal. Conforme os autos, em março e abril de 2025, foram encaminhados a Monique pedidos de informações sobre os procedimentos utilizados para medir, conferir e fiscalizar os serviços de digitalização. Segundo o MPMS, as solicitações não foram respondidas.

A falta dessas informações, sustenta o Gecoc, dificultou a conferência da quantidade efetivamente digitalizada, dos períodos de execução, dos lotes processados e, principalmente, da correspondência entre os serviços realizados e as notas fiscais pagas pela Santa Casa.

As suspeitas, porém, não ficaram restritas à execução do contrato. Os investigadores também passaram a analisar como a Redvalue havia sido escolhida.

Segundo o Gecoc, a contratação, formalizada em outubro de 2024, teria ocorrido sem estudo técnico, termo de referência, análise de viabilidade ou demonstração de vantagem econômica.

A cotação utilizada para justificar a escolha também entrou na mira do Ministério Público. Conforme a investigação, empresas apresentadas como concorrentes teriam vínculos entre si e com o mesmo núcleo empresarial relacionado a Maurício Aparecido Benites, empresário ligado à Redvalue e um dos seis investigados presos preventivamente na Operação Antidotum.

Para o Gecoc, esses vínculos levantaram a suspeita de que a disputa de preços apresentada no processo de contratação poderia não ter representado uma concorrência efetiva entre empresas independentes.

Conselho apontou diferença de R$ 511 mil

Uma análise realizada pelo Conselho Fiscal da própria Santa Casa identificou divergência entre aquilo que teria sido efetivamente produzido pela Redvalue e os valores pagos pela instituição.

De acordo com o documento, a diferença chegou a aproximadamente R$ 511,3 mil. Diante das inconsistências, o Conselho Fiscal recomendou a apuração das responsabilidades pelos pagamentos e a suspensão imediata do contrato. 

Mesmo após a recomendação, porém, o contrato permaneceu vigente. O MPMS atribui a decisão a Alir Terra Lima e afirma que a então presidente tinha poder para determinar a suspensão da contratação. 

A investigação também aponta que não foi encontrada documentação que demonstrasse a qualificação técnica da Redvalue para atuar em hospitais de grande porte nem certificações que, conforme o Ministério Público, seriam necessárias para a execução dos serviços.

Também não teriam sido identificados estudos sobre custos operacionais ou a economia que a contratação poderia proporcionar à Santa Casa. 

Empresas teriam vínculos entre si

Outro ponto considerado relevante pelo Gecoc está nas empresas utilizadas para a cotação de preços. Embora o procedimento administrativo registrasse propostas de quatro empresas, a investigação afirma ter encontrado vínculos entre participantes da concorrência.

Para o Ministério Público, os elementos levantam suspeita de que a disputa tenha sido simulada para conferir aparência de concorrência a uma contratação previamente direcionada. 

Um dos exemplos apresentados envolve a Redvalue e a Ex Be Finance & Tecnology. O MPMS afirma que a Ex Be também mantinha vínculo com Maurício Benites e que, na época das cotações, pertencia formalmente ao empresário.

Posteriormente, a empresa passou para o nome de Fernanda de Freitas Diniz, apontada no documento como companheira dele. 

Os investigadores destacaram ainda semelhanças entre as propostas comerciais apresentadas pelas empresas, com estrutura, expressões e organização textual consideradas praticamente idênticas.

Na avaliação do MPMS, isso indicaria a possibilidade de os documentos terem sido produzidos a partir de um mesmo modelo ou fonte. 

Segunda frente envolve Santa Casa Saúde

A investigação avançou também sobre contratos celebrados pela Operadora Santa Casa Saúde. Conforme o Ministério Público, empresas formalmente controladas por Paulo da Cruz Duarte, descrito nos autos como sócio e parceiro profissional de Alir Terra Lima, passaram a prestar uma série de serviços à operadora.

As atividades contratadas iam desde assessoria jurídica, atendimento, cobrança e emissão de boletos até comercialização de planos, administração de beneficiários, entrevistas qualificadas, telemedicina, publicidade e trabalhos relacionados à implantação da filial de Dourados.

O volume de recursos movimentado por essas contratações chamou a atenção dos investigadores. Segundo os autos, somente em 2025, cerca de R$ 9,6 milhões foram repassados às empresas vinculadas a Paulo Duarte pelos diferentes serviços prestados à operadora.

No mesmo ano em que esses contratos movimentaram quasee 10 milhões, a Santa Casa Saúde registrou resultado negativo de aproximadamente R$ 3,6 milhões.

Além dos valores, o Gecoc passou a analisar a relação profissional existente entre Paulo e Alir antes mesmo das contratações.

Segundo a investigação, os dois já mantinham atuação conjunta na advocacia, aparecendo como advogados em processos nos quais representavam clientes em conjunto, além de compartilharem estrutura profissional instalada em imóvel pertencente a Alir.

Para o Ministério Público, esses vínculos integram o conjunto de elementos analisados para apurar as circunstâncias em que as empresas ligadas a Paulo passaram a prestar serviços à operadora.

MPMS fala em ocultação de documentos

Além dos contratos e pagamentos, uma parte significativa da investigação é dedicada ao que o Ministério Público classifica como uma “ocultação sistemática de documentos”.

Na prática, o Gecoc sustenta que informações consideradas essenciais para fiscalizar contratos e conferir pagamentos não eram entregues, eram fornecidas de maneira incompleta ou permaneciam fora do alcance dos órgãos de controle, mesmo após pedidos formais.

Entre os materiais cobrados estavam contratos e anexos, propostas comerciais, critérios usados para definir preços, memórias de cálculo, ordens de serviço, notas fiscais detalhadas e relatórios capazes de demonstrar quais serviços haviam sido efetivamente executados.

Segundo os investigadores, documentos necessários para reconstruir contratos, pagamentos e serviços teriam sido reiteradamente negados ou apresentados de forma incompleta ao Conselho Fiscal.

Um dos episódios citados pelo Ministério Público para sustentar essa suspeita envolve justamente o setor comandado por Monique.

No caso da Redvalue, o Conselho Fiscal encaminhou ofícios em março e abril de 2025 solicitando informações sobre a medição, conferência e fiscalização dos serviços de digitalização. Conforme os autos, os pedidos não foram respondidos.

Já na Operadora Santa Casa Saúde, o MPMS atribui a Beatriz Lemes da Silva a responsabilidade pela entrega de documentos relacionados às empresas vinculadas a Paulo Duarte.

A investigação afirma que, mesmo depois de sucessivas cobranças, teriam sido apresentados apenas documentos selecionados, permanecendo ausentes contratos originários, propostas comerciais, notas fiscais detalhadas, memórias de cálculo e relatórios de execução. 

CGE também teria enfrentado resistência

A dificuldade de acesso aos documentos, segundo o Ministério Público, não teria ficado restrita ao Conselho Fiscal. A Controladoria-Geral do Estado (CGE) realizou auditoria especial na Santa Casa com foco na aplicação de recursos financeiros provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS) durante 2025.

Quando requisitou informações sobre despesas da Santa Casa e da operadora, entretanto, a CGE não teria recebido todo o material solicitado. O relatório citado pelo MPMS registra problemas no fornecimento das informações.  

A controvérsia chegou ainda ao Poder Judiciário. Em uma ação de produção antecipada de provas movida pelo Instituto Artigo Quinto, a Justiça determinou a apresentação de documentos relacionados às contas, contratos e pagamentos da instituição. A determinação foi posteriormente confirmada pelo Tribunal de Justiça.

Segundo os autos da investigação criminal, Alir Terra Lima e Beatriz Lemes da Silva não apresentaram a documentação e recorreram da decisão.

Ao tratar da resistência da instituição, o juiz Eduardo Lacerda Trevizan registrou nos autos seu “espanto” com a resistência da Santa Casa em apresentar suas contas.  

Operação Antidotum

A partir do conjunto de elementos reunidos, o Ministério Público pediu à Justiça prisões preventivas, buscas e apreensões e o afastamento cautelar de investigados ligados à Santa Casa e à operadora. O requerimento foi apresentado pelo Gecoc, vinculado à 29ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

A Operação Antidotum foi deflagrada em 11 de setembro e levou à prisão preventiva de seis investigados. Segundo o Ministério Público, as condutas atribuídas a eles são diferentes e estariam relacionadas às diversas etapas das contratações e pagamentos apurados.

Alir Terra Lima, então presidente da Santa Casa, é apontada pelo Gecoc como figura central da estrutura sob investigação.

O órgão sustenta que ela teria permitido a manutenção de contratos sob suspeita mesmo após questionamentos de órgãos de fiscalização, além de exercer influência sobre decisões administrativas e financeiras da instituição.

Alessandro Dias Junqueira, que atuava na área administrativa e como fiscal do contrato da Redvalue, teria participado da contratação e atestado serviços cuja execução, segundo o MP, não estava suficientemente comprovada.

Rinaldo Hakme Romano, ligado à direção financeira, teria participado da condução do contrato, recebido de Maurício uma minuta do acordo antes da formalização do negócio e atuado na viabilização dos pagamentos.

Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa, que exercia função na área financeira e presidia o Comitê de Contratos, é apontado como participante da formalização do negócio e da programação e autorização de pagamentos que, conforme o Ministério Público, teriam ocorrido sem a comprovação integral dos serviços correspondentes.

Monique Gregório de Oliveira, já mencionada por comandar o setor relacionado à medição da digitalização dos prontuários, teria, segundo o Gecoc, conhecimento das falhas apontadas na aferição dos serviços.

A apuração também registra que pedidos de informações encaminhados pelo Conselho Fiscal ao setor não foram respondidos e analisa documentos posteriormente produzidos para justificar a execução dos serviços e os pagamentos.

Já o empresário Maurício Aparecido Benites é apontado pelo Ministério Público como responsável pelo núcleo empresarial relacionado à Redvalue.

Segundo a apuração, ele teria participado das tratativas do contrato, encaminhado previamente uma minuta do acordo e mantido vínculos com outras empresas que participaram da cotação utilizada na contratação.

Essas relações estão entre os elementos usados pelo Gecoc para sustentar a suspeita de que a concorrência entre as empresas teria sido apenas aparente, ou seja, de que as propostas apresentadas como alternativas para a contratação não representariam uma disputa efetiva entre empresas independentes.

As acusações fazem parte da investigação conduzida pelo Ministério Público e ainda serão submetidas ao contraditório e à análise da Justiça. Não há condenação dos investigados pelos fatos apurados na Operação Antidotum.

 

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