Cidades

INFORME PUBLICITÁRIO

Onze novos municípios aderem ao programa Cidade Empreendedora oferecido pelo Sebrae/MS

Com o início do terceiro ciclo da iniciativa em Mato Grosso do Sul, aumenta para 33 o número de cidades atendidas neste ano pelo programa

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Em solenidade, realizada em Campo Grande, nesta segunda-feira (9), 11 novos municípios do Estado firmaram parceria com o Sebrae/MS para a execução do programa Cidade Empreendedora – iniciativa que visa promover o desenvolvimento local a partir do fortalecimento dos pequenos negócios.

Na data, o evento foi aberto pelo presidente do Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae/MS e presidente do Sistema Fiems, Sérgio Longen, que enfatizou a relevância do trabalho desenvolvido pelo Sebrae em parceria com as entidades do Sistema S e setor produtivo.

 “Cada vez mais, o Sebrae tem avançado com trabalhos nos municípios, fazendo a diferença para a retomada da nossa economia. Essa atuação com as pequenas e médias empresas é feita em parceria com o Sistema S, que compõe a base, inclusive, do nosso Conselho do Sebrae. Hoje, temos agentes em todo o Estado dando suporte para as pequenas empresas e a grande maioria desse apoio é oferecida de forma gratuita ou em parceria com as prefeituras, como é o caso do programa Cidade Empreendedora”, destacou Longen.

Durante a solenidade, os gestores das cidades inscritas no Cidade Empreendedora assinaram os contratos para a execução do programa. 

  • Estiveram presentes Gerolina da Silva Alves, prefeita de Água Clara; 
  • Akira Otsubo, prefeito de Bataguassu; 
  • Germino da Roz Silva, prefeito de Batayporã; 
  • Reinaldo Miranda Benites, prefeito de Bela Vista; 
  • André Luiz Nezzi de Carvalho, prefeito de Caarapó; 
  • Edilson Magro, prefeito de Coxim; 
  • Eugênio Guedes, gerente de Desenvolvimento Econômico de Naviraí; 
  • Valdir Couto de Souza Júnior, prefeito de Nioaque; 
  • William Luiz Fontoura, prefeito de Pedro Gomes; 
  • Helio Peluffo Filho, prefeito de Ponta Porã; e 
  • Lúcio Roberto Calixto Costa, prefeito de Santa Rita do Pardo.

Com a adesão ao Cidade Empreendedora, os municípios compõem o terceiro ciclo do programa e recebem acompanhamento do Sebrae durante 18 meses – a partir deste ano até 2023 – para o desenvolvimento de ações voltadas ao fomento de geração de emprego, renda e oportunidades de negócios. 

As iniciativas são promovidas a partir de um eixo econômico competitivo, escolhido pelo próprio município. 

Todas as administrações municipais deste novo ciclo optaram pelo eixo “Cidade de Negócios”, voltado para transformar desemprego em empreendedorismo e alavancar o desenvolvimento por meio dos pequenos negócios.

Segundo o diretor-superintendente do Sebrae/MS, Claudio Mendonça, as estratégias trazidas pelo Cidade Empreendedora promovem mais do que um impacto na realidade local e possibilitam o desenvolvimento das regiões como um todo. 

Atualmente 22 municípios já são atendidos pela instituição por meio do programa e, com as novas adesões, o número aumenta para 33 cidades contempladas pela iniciativa neste ano, o que representa 41% dos municípios do Estado.

“Em cada município, trabalhamos em parceria com a Prefeitura Municipal e lideranças locais, como Associação Comercial e Sindicato Rural, para que juntos possamos promover o desenvolvimento. O Cidade Empreendedora atua para melhorar o ambiente de negócios de cada cidade, desburocratizar os processos, e, principalmente, para dar apoio aos empreendedores. Queremos que o empresário se fortaleça para que ele consiga melhorar o seu negócio, gerar emprego, renda, e, dessa maneira, alavancar o desenvolvimento”, ressaltou Mendonça.

Representando os gestores dos novos municípios integrantes do programa, o prefeito de Nioaque e presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), Valdir Júnior, enfatizou a importância do Cidade Empreendedora para apoiar o desenvolvimento de cada região.

 “Além de trazer um plano de ação para que a gente promova o desenvolvimento, o Sebrae dará suporte para as pequenas e médias empresas, fortalecendo o comércio local. Nós nos preocupamos com a saúde, educação e infraestrutura da cidade, e o programa também prevê um apoio direto à gestão pública para que possamos capacitar os nossos secretários para que eles trabalhem com expertise em todos os setores”, pontuou.  

Durante a cerimônia de assinatura, entre as autoridades que compareceram, também estiveram presentes os conselheiros do Sebrae/MS: Jaime Verruck, vice-presidente do CDE e secretário da Semagro; Alfredo Zamlutti, presidente da FAEMS; Marcelo Bertoni, presidente do Sistema Famasul; Edison de Araújo, presidente do Sistema Fecomércio; Ricardo Senna, secretário-adjunto da Semagro; Marcelo Turine, reitor da UFMS; Camila Ítavo, vice-reitora da UFMS; Gustavo Arruda, superintendente estadual do Banco do Brasil; Márcio de Araújo, diretor-presidente da Fundect; Nilson dos Santos, presidente da ACED; Fernando Martins, presidente da AMEMS  e Leonardo Lopes do Conselho Fiscal do Banco do Brasil.

Atendimento às novas Cidades Empreendedoras

Em cinco municípios que integram este novo ciclo, uma das principais ações do Cidade Empreendedora já começa a ser executada amanhã (10). 

Em Naviraí, Nioaque, Caarapó, Pedro Gomes e Ponta Porã, terá início a ação “Sebrae na sua Empresa”, quando agentes do Sebrae/MS visitam os pequenos negócios do município com a proposta de identificar os problemas enfrentados e propor soluções por meio de capacitações gratuitas.  

Já nas demais cidades – 

  • Água Clara, 
  • Bataguassu 
  • Batayporã 
  • Bela Vista
  • Coxim e Santa Rita do Pardo  

Os atendimentos aos empresários por meio da ação “Sebrae na sua Empresa” teve início em abril, logo, a cerimônia de contrato veio somente para formalizar a parceria entre as instituições. 

Além dessa iniciativa, em Água Clara, Bataguassu, Batayporã, Bela Vista e Nioaque já foi realizada a pesquisa socioeconômica.

O levantamento é voltado para ouvir a opinião de quem mora nas cidades sobre aspectos econômicos, sociais e de infraestrutura do município. 

Os dados coletados pelo estudo irão nortear construção de um plano de ação que será desenvolvido para o município pelo Sebrae, em conjunto com cada Prefeitura Municipal.

Cidade Empreendedora

O programa incentiva o desenvolvimento dos municípios ao trabalhar em duas vertentes distintas – uma voltada para a melhoria do ambiente de negócios, com iniciativas que envolvem a desburocratização para a abertura e alterações de empresas, por exemplo; e a outra que traz ações específicas para dar suporte aos pequenos empreendedores e produtores da agricultura familiar com a proposta de auxiliá-los a estruturar melhor o negócio, além de aumentar a geração de renda e emprego.

No último ano, em parceria com as prefeituras municipais que aderiram ao programa, foram promovidas ações em 22 municípios de Mato Grosso do Sul. 

As cidades integram o segundo ciclo do Cidade Empreendedora (2021-2022) e, por isso, em 2022, o trabalho continua em Amambai, Bandeirantes, Camapuã, Chapadão do Sul, Corumbá, Costa Rica, Dourados, Inocência, Jaraguari, Jardim, Maracaju, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Paraíso das Águas, Porto Murtinho, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Rio Verde de Mato Grosso, Selvíria, Sonora e Terenos. 

Anteriormente a esse ciclo, na primeira vez em que o Cidade Empreendedora foi executado no Estado, outros nove municípios foram atendidos pelo Sebrae/MS. No total, são 39 cidades diferentes que já foram contempladas pelo programa em Mato Grosso do Sul.

Mais informações sobre o programa Cidade Empreendedora podem ser obtidas por meio do número 0800 570 0800 ou através do site.

INTERIOR

Investigação contra cigarros contrabandeados resulta em mandado da PF

Agentes estiveram em imóvel no interior de Mato Grosso do Sul para cumprir busca e apreensão depois de 9 meses da investigação iniciar

11/04/2026 17h00

PF cumpre mandado de busca e apreensão em Sete Quedas

PF cumpre mandado de busca e apreensão em Sete Quedas Foto: Divulgação

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A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (10), mandado de busca e apreensão no município de Sete Quedas contra o crime de contrabando de cigarros estrangeiros relacionado à uma apreensão feita em julho do ano passado que despertou a atenção da instituição.

De acordo com informações oficiais, o cumprimento do mandado foi em um imóvel na cidade do interior. Tudo começou há cerca de nove meses, quando agentes apreenderam 400 mil maços de cigarros de origem estrangeira transportados em conjunto veicular na rodovia MS-141, em Naviraí, e que estavam ocultos sob carga de resíduos recicláveis.

A ação da PF deflagrada na tarde desta sexta-feira resultou no confisco de aparelhos celulares, documentos e outros materiais que serão submetidos à análise forense para elucidação da participação de terceiros na empreitada criminosa.

Cigarros, contrabando & MS

Em Mato Grosso do Sul, a comercialização de cigarros contrabandeados do Paraguai é muito mais comum que no restante do Brasil, por conta da fronteira com o país vizinho.

Esse cenário faz com que, de 10 maços vendidos no Estado, 7 sejam de marcas ilegais, o que resulta em uma perda bilionária aos cofres do governo do Estado, que não recolhe o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) desses produtos.

Estimativa feita pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), com base nos dados do Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), mostra que, nos últimos seis anos, R$ 2,7 bilhões deixaram de ser arrecadados em Mato Grosso do Sul em razão da venda ilegal de cigarros contrabandeados.

Só em 2024, ainda de acordo com o FNCP, foram R$ 150 milhões perdidos em imposto que poderia ter sido cobrado.

Esse valor é alto porque o ICMS cobrado em Mato Grosso do Sul sobre o cigarro legal é de 30%. Essa política de impostos altos incidentes sobre esse tipo de produto é uma prática comum no País inteiro, como uma forma de desestimular que a população faça uso de um produto que comprovadamente faz mal à saúde.

Pelos dados do Ipec, no ano passado, 72% dos cigarros comercializados em todo o Estado tinham origem ilegal, porcentual que representa mais que o dobro do valor nacional, que foi de 32% em 2024.

Apesar de o valor ser alto, ele representa uma pequena queda em relação a 2023, quando esse mercado representava 74% das vendas de cigarro no Estado. E esse porcentual já chegou a ser de 85%, em 2019.

Matéria publicada em fevereiro deste ano pelo Correio do Estado mostrou que, de acordo com números da Polícia Federal, no ano passado, a corporação apreendeu R$ 87.771.190 em cigarros contrabandeados em Mato Grosso do Sul. As apreensões ocorreram nas cidades de Mundo Novo (6), Ponta Porã (5), Campo Grande (4) e Corumbá (1).

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LEVANTAMENTO

PM soma mil chamados para intervir em casos de violência doméstica em MS

Atendimentos de emergência da instituição são realizados através do disque 190

11/04/2026 16h00

Delegacia da Mulher de Campo Grande, em parede com o distintivo da Polícia Civil

Delegacia da Mulher de Campo Grande, em parede com o distintivo da Polícia Civil Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Polícia Militar acumula mais de mil atendimentos de emergência para intervir imediatamente em casos de violência doméstica este ano, número que corresponde a aproximadamente 20% do número total de vítimas deste crime no estado em 2026, segundo dados oficiais da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS).

De acordo com o Monitor da Violência contra a Mulher, lançado no ano passado pelo Poder Judiciário em parceria com a Sejusp-MS, são 1.067 atendimentos de emergência oriundos do Disque 190 em casos de violência doméstica. Em suma, a Polícia Militar é acionada nestes casos para agir com a intervenção imediata, visando a proteção da vítima e o encaminhamento do agressor para as autoridades competentes.

Pegando o mesmo período analisado (janeiro, fevereiro, março e começo de abril) e comparando com anos anteriores (de 2017 até 2025), este ano fica atrás no quesito somente para 2022, 2023 e 2024, quando foi registrado uma média aproximada de mais de 500 atendimentos de emergência por mês.

Como era de se esperar, Campo Grande lidera a estatística entre os 79 municípios sul-mato-grossenses, com 535 chamadas de emergência, seguido por Dourados, com 80, e Três Lagoas, com 45.

Vale destacar que este levantamento não equivale a quantidade de ocorrências e vítimas totais de violência doméstica no estado em 2026. Neste quesito, Mato Grosso do Sul acumula 5.546 vítimas em 100 dias este ano, uma média de quase 55 mulheres por dia sofrendo algum tipo de violência, seja física, psicológica ou emocional.

Até o momento, 9 mulheres foram mortas em MS por parceiros ou familiares, o chamado feminicídio. O caso mais recente foi da subtenente Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, que foi encontrada morta na sala de casa, ainda fardada, com marca de tiro no pescoço. O namorado da vítima, de 50 anos, estava com a arma na mão. 

De acordo com as investigações, o casal se relacionava há um ano e quatro meses e morava na mesma casa há dois meses. O caso foi confirmado como feminicídio após a perícia descartar a possibilidade de suícidio, versão que Gilberto contou depois de ser apontado como o principal suspeito.

Nova lei

Agressores que colocarem em risco a vida de mulheres e crianças em casos de violência doméstica deverão usar tornozeleira eletrônica de forma imediata.

A medida está prevista na Lei 15.383/2026, sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada nesta sexta-feira (10) no Diário Oficial da União. A norma já está em vigor e também autoriza delegados a determinarem o monitoramento em cidades sem juiz, além de ampliar recursos públicos para aquisição dos equipamentos.

A nova legislação altera a dinâmica das medidas protetivas ao tornar obrigatória a adoção da tornozeleira sempre que houver risco à integridade física ou psicológica da vítima ou de seus dependentes. Antes, a Lei Maria da Penha previa o monitoramento eletrônico apenas como uma possibilidade.

Outro ponto central é a ampliação da atuação das autoridades policiais. Em municípios que não são sede de comarca, delegados passam a poder determinar o uso do dispositivo, devendo comunicar a decisão ao Judiciário em até 24 horas. Caberá ao juiz avaliar a manutenção da medida e informar o Ministério Público.

A lei também estabelece que a vítima deverá receber um dispositivo de alerta capaz de avisar, em tempo real, sobre a aproximação do agressor. O sistema utiliza geolocalização para monitorar o cumprimento das chamadas áreas de exclusão, permitindo resposta mais rápida das forças de segurança em caso de violação.

Além do monitoramento, a norma endurece as penalidades. O descumprimento de medidas protetivas, como violar o perímetro estabelecido ou danificar o equipamento, terá aumento de pena de um terço à metade, sobre a base atual de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

A legislação também reforça políticas públicas de prevenção. Campanhas de enfrentamento à violência contra a mulher deverão incluir orientações sobre procedimentos policiais, funcionamento das medidas protetivas e formas de evitar a revitimização.

Para garantir a aplicação das medidas, o texto amplia de 5% para 6% a destinação de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública voltados ao combate à violência contra a mulher. O financiamento poderá ser usado, inclusive, para compra e manutenção de tornozeleiras e dispositivos de alerta.

Outro avanço é a transformação em política permanente do programa de monitoramento eletrônico e acompanhamento de vítimas. A iniciativa prevê a entrega de dispositivos portáteis que emitem alertas automáticos tanto para a mulher quanto para a polícia mais próxima, caso o agressor descumpra as restrições impostas pela Justiça.

A lei tem origem no Projeto de Lei 2.942/2024, apresentado pelos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (PSol-RS). O foco principal da medida é fortalecer a prevenção e reduzir casos de feminicídio no país.

*Colaborou Alison Silva

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