Cidades

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Opep reduz estimativa de demanda mundial por petróleo

Opep reduz estimativa de demanda mundial por petróleo

Redação

15/07/2008 - 08h40
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     A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu hoje a estimativa de demanda mundial por petróleo nos próximos meses, devido ao declínio do crescimento econômico global e à crescente conservação de combustíveis. A nova projeção representa um sinal de que o cartel não vê necessidade de elevar a produção da matéria-prima (commodity) até o fim do ano.

        

        A Opep reduziu em cerca de 100 mil barris diários a projeção de demanda global em 2008 e disse que a taxa de crescimento da demanda em 2009 será de 900 mil barris diários, 100 mil barris a menos que neste ano. De acordo com a organização, "2009 pode ser o ano de maior queda na demanda por petróleo desde 2002".

        Com informações do Estadão

Trabalho escravo

MPT resgata 12 trabalhadores no Pantanal e garante indenização de R$ 1,9 milhão

Os trabalhadores foram resgatados em propriedades rurais de Aquidauana e Corumbá, em situações análogas à escravidão

11/03/2026 16h30

Trabalhadores foram indenizados e devidamente formalizados

Trabalhadores foram indenizados e devidamente formalizados Divulgação/MPT

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O Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul (MPT/MS) por meio de força-tarefa ao combate escravo resgatou 12 trabalhadores em propriedades rurais localizadas nos municípios de Aquidauana e Corumbá, na região do Pantanal e assegurou indenização de pouco mais de R$ 1,9 milhão às vítimas. 

No dia 2 de março, a ação coordenada pela Auditoria Fiscal do Trabalho realizou o resgate de três trabalhadores em uma propriedade rural em Aquidauana.

Dois deles eram idosos e realizam atividades em uma carvoaria e em uma fazenda de pecuária. Neste último local, realizavam tarefas como combate a pragas, construção e manutenção de cercas. 

Uma das vítimas relatou trabalhar na propriedade há cerca de 35 anos e nunca ter o vínculo trabalhista formalizado, assim como os demais trabalhadores. O pagamento era feito por diária, no valor de R$ 120. 

Dois trabalhadores estavam instalados em um cômodo atrelado à sede da fazenda, com camas improvisadas de madeira, ao lado de um depósito de sal usado na alimentação do gado.

O outro resgatado pernoitava em um barraco de lona distante da sede, no meio do mato, sem acesso à água potável ou sanitários. 

No dia seguinte (3), nove trabalhadores foram encontrados em situação degradante em uma propriedade rural localizada em Corumbá. Eles teriam sido contratados em Miranda para aplicar agrotóxicos na retirada de plantas daninhas no pasto. 

O grupo foi levado de ônibus até a fazenda e realizava as atividades de roçada e aplicação do produto sem o uso de qualquer equipamento de proteção ou seguindo as normas de segurança e saúde no trabalho. 

Os trabalhadores estavam alojados em um barraco improvisado com lona, dormindo diretamente no chão de terra. Eles relataram fazer suas necessidades fisiológicas diretamente no mato, já que não havia instalações sanitárias no local. Um deles chegou a dizer já ter encontrado uma jararaca embaixo do lençol em sua cama. 

Também não havia estrutura adequada para higiene ou alimentação e a água consumida vinha de um poço artesiano. 

Acordos

Após colher os depoimentos dos trabalhadores resgatados e constatar as infrações cometidas, o procurador do trabalho, o MPT deu andamento nas audiências para tentar um acordo extrajudicial com os empregadores e os trabalhadores. 

No caso da propriedade localizada em Aquidauana, foi firmado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com uma série de obrigações visando inibir novas irregularidades e o pagamento de R$ 194 mil aos três trabalhadores resgatados. 

O valor assinado foi calculado com base na remuneração de cada um e correspondente a 20 vezes o salário acordado com o empregador, a fim de reparar financeiramente os trabalhadores pelos serviços prestados e pelos danos morais sofridos. 

Também foi fixada uma indenização por dano moral coletivo, que será revertida em prol da sociedade. 

Entre as obrigações, o proprietário deve adequar a fazenda com equipamentos para prestação de primeiros socorros, instalações sanitárias, disponibilização de água potável e fresca, além de um local apropriado para refeição e descanso. 

Além disso, ele também assume o compromisso de registrar retroativamente os trabalhadores resgatados e providenciar toda a documentação rescisória, recolher o FGTS incidente sobre os valores retroativos e o pagamento de multa rescisória de 40% no prazo máximo de 60 dias. 

No caso da propriedade rural em Corumbá, o TAC firmado estabelece medidas semelhantes. O acordo determina o pagamento de R$ 1,2 milhão aos nove trabalhadores resgatados, valor correspondente a 20 vezes o salário de cada um, calculado com base na remuneração ajustada. 

Também fica definido a obrigação do proprietário da sede de regularização das relações de trabalho e adequação das condições laborais às normas de saúde e segurança do trabalho, assim como na situação de Aquidauana. 

Em caso de descumprimento, as multas aplicadas serão destinadas a campanhas educativas e preventivas na área trabalhista ou revertidas em benefícios à sociedade, conforme definição pelo MPT. 
 

EM CAMPO GRANDE

Chefão de facção criminosa tem Porsche avaliado em R$ 1 milhão apreendido

Criminoso está foragido desde 2023 e investigação constatou que ele usa documento falso para continuar movimentando recursos provenientes do crime

11/03/2026 16h00

Porsche Panarama foi apreendido em Campo Grande

Porsche Panarama foi apreendido em Campo Grande Foto: Divulgação / Polícia Civil

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A Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio do Departamento Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul,  apreendeu um Porsche Panamera de um dos chegões de uma facção criminosa, conhecido como Vovozona, em Campo Grande.

De acordo com a Polícia Civil, o Porsche, avaliado em aproximadamente R4 1 milhão, era alvo de medida de sequestro de expedido pela Justiça, dentro das investigações da Operação Imperium, deflagrada em fevereiro em Cuiabá.

A operação teve como foco o núcleo financeiro da facção criminosa, responsável pela movimentação e ocultação de recursos provenientes de atividades ilícitas.

O veículo apreendido estava em nome da esposa de “Vovozona”. Ela é apontada como integrante do esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio da facção criminosa. 

O automóvel foi localizado após trabalho conjunto entre as polícias de ambos os estados.

Vovozona é considerado um criminoso de alta periculosidade e apontado como liderança da facção criminosa em Rondonópolis e região. 

Ele está foragido desde 14 de julho de 2023, quando fugiu do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande (MT). Na ocasião, ele e outro reeducando tiveram a saída autorizada da penitenciária, supostamente para realizar serviço extramuros e não retornaram à penitenciária.

Após a fuga, a investigação constatou que o foragido, sua esposa e pessoas sob sua influência direta faziam uso de diversos documentos falsos para abertura de contas bancárias e empresas de fachada, com o objetivo de movimentar dinheiro oriundo do crime e adquirir bens móveis e imóveis, para uso pessoal e demonstração de riqueza. 

Operação Imperium

Deflagrada no último dia 10 de fevereiro, a Operação Imperium teve como objetivo desarticular o núcleo financeiro de uma facção criminosa com atuação na região sul de Mato Grosso, responsável pela gestão e movimentação de recursos provenientes do crime.

Durante a operação foram cumpridos diversos mandados judiciais, entre prisões, buscas e sequestro de bens, com foco em atingir a estrutura patrimonial utilizada para sustentar e fortalecer a atuação da organização criminosa.

As investigações demonstraram que empresas situadas em Rondonópolis, área de maior influência e atuação do faccionado, eram registradas com o seu nome falso e em nome de pessoa diretamente ligada a ele.

No esquema de lavagem, as empresas recebiam dinheiro de integrantes da facção e reintroduziam em circulação, para compra de veículos, imóveis e repasses dos lucros aos membros da facção. 

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