Cidades

Violência

Operação impede tribunal do crime e termina com suspeito morto em MS

Ação conjunta das polícias Civil e Militar frustra suposta execução de duas vítimas, apreende mais de 28 quilos de drogas e mantém buscas por integrantes de facção criminosa

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A atuação integrada das polícias Civil e Militar impediu, na madrugada desta segunda-feira (29), a suposta execução de duas pessoas por integrantes de uma facção criminosa em Água Clara.

A operação terminou com um sargento da Polícia Militar baleado durante um confronto, um suspeito morto, a apreensão de mais de 28 quilos de drogas e um jovem preso em flagrante

A mobilização das forças de segurança começou depois que uma das vítimas procurou a polícia e relatou ter escapado de um sequestro. Conforme o depoimento, homens armados invadiram a residência onde ela estava com um amigo e afirmaram que um dos presentes seria integrante de uma organização criminosa rival.

Os criminosos disseram que ambos estavam "decretados" e seriam levados para o chamado "tribunal do crime", onde seriam executados.

Segundo a investigação, aproveitando um momento de distração dos sequestradores, as vítimas conseguiram fugir e acionaram as autoridades.

Ainda de acordo com o relato, os criminosos pretendiam retornar ao imóvel para levá-las até uma área conhecida como "cantoneira", apontada pela polícia como um possível local utilizado por faccionados para torturas e homicídios.

Com as informações recebidas, equipes das polícias Civil e Militar iniciaram diligências para localizar os suspeitos. O veículo utilizado pelo grupo, um Fiat Uno azul, foi encontrado no cruzamento das ruas Leôncio Ayres de Freitas e João Faustino Ribeiro, no bairro Santos Dumont.

De acordo com a Polícia Civil, os ocupantes do automóvel reagiram à abordagem efetuando disparos contra as equipes, dando início a uma intensa troca de tiros.

Durante o confronto, um sargento da Polícia Militar foi atingido no pescoço e no ombro. Ele recebeu os primeiros atendimentos no Hospital Municipal de Água Clara e, posteriormente, foi transferido para a Santa Casa de Campo Grande por meio do sistema Vaga Zero.

Apesar da gravidade dos ferimentos, o policial permanece consciente, orientado, em estado estável e sem risco de morte.

Após abandonarem o carro, os suspeitos fugiram em direções diferentes. Nas buscas realizadas na região, os policiais localizaram uma das vítimas escondida em uma residência.

Ferido no braço, o homem contou que conseguiu se lançar do veículo em movimento durante o sequestro e acabou baleado enquanto tentava escapar dos criminosos.

As diligências levaram as equipes até a casa de um dos investigados. Conforme a polícia, Klesley Santos Coelho, de 22 anos, conhecido como "Cabuloso", tentou fugir pelos fundos do imóvel armado com um revólver calibre .38 e apontou a arma na direção dos policiais.

Diante da ameaça, os agentes reagiram com disparos. O suspeito foi socorrido, encaminhado inicialmente ao Hospital Municipal de Água Clara e transferido para Campo Grande, mas morreu durante o deslocamento.

Na residência, os policiais apreenderam 31 tabletes de maconha, que totalizaram aproximadamente 26,5 quilos, além de cerca de 2,2 quilos de skunk e 75 gramas de haxixe.

Um jovem de 18 anos que estava no imóvel foi preso em flagrante por associação para o tráfico de drogas.

A área passou por perícia e o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil. As forças de segurança continuam as buscas para identificar e localizar os demais integrantes da organização criminosa que conseguiram fugir.

Segundo a investigação, a operação evitou que as duas vítimas fossem levadas ao chamado "tribunal do crime", prática utilizada por facções para promover julgamentos clandestinos, frequentemente seguidos de tortura e execução.

tjms

Em MS, Fachin participa de lançamento de plano voltado a mulheres presas

Pena Justa Mulheres tem objetivo de enfrentar violações de direitos que atingem mulheres e mães ao longo do ciclo penal

28/08/2026 17h31

Plano Pena Justa Mulheres foi lançado no TJMS

Plano Pena Justa Mulheres foi lançado no TJMS Foto: Paulo Ribas

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O Plano Pena Justa Mulheres foi lançado nesta sexta-feira (28) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, como parte da programação da 20ª Jornada Lei Maria da Penha, em evento presidido pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin.

A iniciativa tem objetivo de enfrentar violações de direitos que atingem mulheres e mães ao longo do ciclo penal, considerando desigualdades de gênero, raça, território e condição socioeconômica.

O lançamento ocorreu plenário do Tribunal Pleno, durante a reunião de instituição do Eixo Permanente de Enfrentamento à Violência contra Meninas e Mulheres do Observatório dos Direitos Humanos do Poder Judiciário.

A conselheira do CNJ e supervisora do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF), e desembargadora do TJMS, Jaceguara Dantas, afirmou que o Pena Justa Mulheres representa um avanço na adoção da perspectiva de gênero no sistema prisional.

Segundo ela, o plano busca dar visibilidade às especificidades das mulheres privadas de liberdade, historicamente submetidas a um sistema concebido sob uma ótica masculina.

"Foi lançado hoje o Pena Justa Mulheres, uma vez que a realidade do sistema prisional foi concebida para homens e nós precisamos fazer um enfrentamento do encarceramento do nosso País, também levando em consideração as especificidades que envolvem as mulheres", disse Jaceguara.

"As mulheres amamentam, tem a temática da dignidade menstrual, que muitas sequer têm absorventes higiênicos, a saúde da mulher no sistema prisional, e, sobretudo, uma questão extremamente relevante, que são as mulheres grávidas e as crianças que estão sendo amamentadas e estão inseridas também no sistema penitenciário. Nós temos catalogados hoje a existência de 119 crianças no sistema penitenciário junto com as suas mães e que essa realidade precisa ser superada. É inconcebível que crianças estejam aí, bebês estejam convivendo com as suas mães dentro do sistema penitenciário", acrescentou.

A proposta é garantir os direitos das mulheres em situação de cárcere, reduzir vulnerabilidades e contribuir para a ressocialização.

O plano também considera que os efeitos do encarceramento feminino ultrapassam a mulher privada de liberdade, alcançando famílias e vínculos comunitários e podendo aprofundar desigualdades e violações de direitos.

Entre as medidas estabelecidas pelo Pena Justa Mulheres estão a priorização de alternativas à prisão, o fortalecimento das audiências de custódia, do Serviço de Atendimento à Pessoa Custodiada (APEC) e das Centrais Integradas de Alternativas Penais. Também estão previstas ações para qualificar a arquitetura e os espaços destinados às mulheres privadas de liberdade.

O plano prevê ainda a ampliação do acesso ao trabalho e à renda, à educação, à leitura e à cultura, além de atenção integral à saúde da mulher no sistema prisional, incluindo cuidados relacionados à higiene e à dignidade.

"Todos nós temos de cooperar para o enfrentamento de todas as formas de violência praticadas contra a mulher, inclusive contra aquela que está reclusa, garantindo condições para que possa cumprir sua pena com dignidade, de maneira justa e sem comprometimento de sua integridade psíquica e de sua própria personalidade”, disse o presidente do TJMS, Dorival Renato Pavan.

O ministro Edson Fachin destacou a instituição do Eixo Permanente de Enfrentamento à Violência contra Meninas e Mulheres do Observatório dos Direitos Humanos do Poder Judiciário que ocorreu concomitante ao lançamento do Pena Justa Mulher.

"[O eixo] foi instituído para subsidiar o Judiciário na articulação em rede, na produção de inteligência institucional e na disseminação de boas práticas”, afirmou o ministro.

 

Mão Leve

Na Capital, mulher é presa após furtar mais de R$ 30 mil em joias

Suspeita foi localizada após deixar loja e já tinha outras peças do estabelecimento em casa

28/08/2026 17h15

Foto: Reprodução/PCMS

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Uma mulher de 34 anos foi presa em flagrante na manhã desta sexta-feira (28), em Campo Grande, após furtar joias e semijoias avaliadas em mais de R$ 30 mil de uma loja. Parte dos produtos foi encontrada com ela no momento da abordagem e outra quantidade estava em sua casa.

O caso começou depois que o proprietário do estabelecimento percebeu o furto e acionou a Polícia. Equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) e da 3ª Delegacia de Polícia Civil passaram a procurar pela suspeita nas proximidades da loja.

Ela foi localizada pouco depois de deixar o estabelecimento. Durante a abordagem, os investigadores encontraram diversas peças que pertenciam à loja.

Questionada sobre outros produtos, a mulher acabou contando onde estavam o restante das mercadorias furtadas. Na casa dela, os policiais encontraram outras joias e semijoias do mesmo estabelecimento, entre anéis, brincos, pulseiras e colares.

Ao todo, os produtos recuperados foram avaliados em mais de R$ 30 mil. A mulher, que não teve sua identidade divulgada, foi levada para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol e foi presa em flagrante por furto.

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