Cidades

MPMS

Operação Infância Segura prende homem por armazenamento de conteúdo ilegal

Investigado foi detido durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na Capital

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Um homem foi preso em flagrante na última sexta-feira (28), em Campo Grande, durante uma ação da Operação Infância Segura. A operação investiga o armazenamento de imagens e vídeos de abuso sexual infantil.

A ação foi realizada pela Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), em parceria com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande. 

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) também participou da ocorrência e ajudou na formalização da prisão.

Durante a busca realizada no endereço do investigado, as equipes encontraram o material que era alvo da investigação. Por isso, o homem foi preso no local. 

A lei considera que guardar esse tipo de conteúdo é uma infração que continua acontecendo enquanto os arquivos permanecem armazenados.

A conduta é proibida pelo artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece punição para quem guarda, possui ou mantém imagens e vídeos com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.

A investigação começou depois que a UICC identificou o material durante o monitoramento de atividades ilegais na internet. Esse trabalho de fiscalização passou a ser previsto expressamente no artigo 190-F do ECA.

Computadores, celulares e outros arquivos recolhidos durante a ação serão examinados. 

A análise poderá mostrar a quantidade de material armazenado, esclarecer há quanto tempo os arquivos eram mantidos e indicar se o preso tinha contato ou ligação com outras pessoas investigadas.

A Operação Infância Segura faz parte do trabalho do MPMS para proteger crianças e adolescentes, principalmente contra crimes praticados no ambiente digital. 

A UICC atua em conjunto com outras áreas do Ministério Público e com órgãos públicos que defendem os direitos de crianças e adolescentes.

O MPMS faz o alerta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não devem ser compartilhados, mesmo quando a intenção for denunciar o crime. 

A recomendação é de que o conteúdo não deve ser enviado em grupos de mensagens nem publicado nas redes sociais, em hipótese alguma, pois isso pode aumentar a exposição das vítimas e também configurar crime.

Crime organizado

Receita Federal fecha 28 postos em MS por suspeita de fraude

Operação Bomba Oculta, mira esquema de sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis em vários estados brasileiros

29/08/2026 07h30

Foto: Divulgação/Receita Federal

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Em mais um desdobramento da Operação Carbono Oculto, deflagrada há um ano, Mato Grosso do Sul continua na rota das ações lideradas pela Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, entre outros, no setor de combustíveis.

Nesta sexta-feira, durante a Operação Bomba Oculta, 28 postos foram declarados inaptos pela Receita Federal e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), somente em MS, e não poderão mais operar, conforme apurou o Correio do Estado.

A Receita Federal não informou a localização dos postos, pois o processo tramita em sigilo. Em todo o território brasileiro, 1.283 inscrições no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e 228 inscrições estaduais foram tornadas inaptas durante a operação.

Apenas em São Paulo (SP) houve lacração de postos de combustíveis. Ao todo, cinco estabelecimentos não poderão mais operar.

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse nesta sexta-feira que as ações da Operação Bomba Oculta têm o objetivo de asfixiar financeiramente organizações criminosas, ao interromper a entrada de recursos em um complexo esquema de lavagem de dinheiro.

Operação Bomba Oculta foi deflagrada nesta sexta-feira pela Receita Federal; a maioria dos postos está localizada em São Paulo - Foto: Divulgação/Receita Federal

Esses postos ligados ao grupo investigado na Operação Carbono Oculto são a porta de entrada de recursos usados para “esquentar” valores que circulam no sistema financeiro e têm origem ilícita.

Na operação que deu origem à ação desta sexta-feira, a Carbono Oculto, até mesmo ligação com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foi identificada pelas autoridades.

“Quando você suspende ou torna inapto o CNPJ de 1.283 empresas claramente irregulares, muitas delas envolvidas diretamente com organizações criminosas, você asfixia financeiramente essas organizações, você asfixia o ponto de entrada da lavagem de dinheiro delas”, disse Barreirinhas.

Além de São Paulo, estado considerado epicentro da organização criminosa, e Mato Grosso do Sul, também houve cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão em Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Outras entidades, como a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e o MPSP, também participaram da operação. 

Iguatemi

A primeira e a segunda fases das investigações apuraram o envolvimento da máfia do combustível no setor de distribuição e também no financeiro.

Há um ano, houve cumprimento de mandados de busca e apreensão na Avenida Brigadeiro Faria Lima, coração financeiro do Brasil, em São Paulo, mas também em distribuidoras espalhadas pelo País.

É o caso de uma estrutura com três tanques de combustível que já foi uma pequena destilaria de etanol na década de 2000, em Iguatemi, no Cone Sul de Mato Grosso do Sul, e que virou uma espécie de incubadora de empresas ligadas a algum tipo de fraude fiscal ou atividade criminosa.

A estrutura, criada há 24 anos para abrigar a pequena Destilaria Centro-Oeste Iguatemi, no km 18 da Estrada da Balsinha, atual MS-290, é sede das duas empresas que mais devem ao Fisco federal em Mato Grosso do Sul e foi alvo das operações Carbono Oculto e Fluxo Oculto.

O local foi interditado pela ANP em outubro do ano passado. Na época, a agência identificou uma base fantasma de empresas que burlavam as normas de distribuição de combustível.

No endereço funcionavam empresas ligadas ao empresário Armando Hussein Ali Mourad, irmão de Mohamad Murad, como a Safra Distribuidora de Petróleo.

Mohamad Murad, o Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, eram os gerentes do esquema de fraude fiscal e lavagem de dinheiro, segundo as informações apuradas na Operação Carbono Oculto. A investigação mostrou a conexão entre o esquema de fraude e a organização criminosa PCC.

Além da Safra, a estrutura que já foi a pequena destilaria abrigava as seguintes empresas que foram alvo da operação: Alpes Distribuidora de Petróleo Ltda., peça fundamental na fraude; e Império Comércio de Petróleo S.A., investigada por fraudes bilionárias no ressarcimento de contribuições como PIS e Cofins. A dívida de R$ 2,93 bilhões da Alpes com o Fisco federal é a maior da modalidade em Mato Grosso do Sul.

No local funcionavam mais de 20 empresas, com mais da metade delas envolvida no esquema investigado pela Operação Carbono Oculto.

Evolução

Quais capitais mais cresceram no Brasil? Veja nova lista do IBGE

A taxa de crescimento geométrico do Brasil foi de 0,37%, pouco abaixo do 0,39% calculado no período anterior, entre 2024 e 2025

28/08/2026 23h00

Foto: Divulgação IBGE

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Cerca de 49,4 milhões de habitantes vivem nas 27 capitais brasileiras. O contingente representa 23,07% de toda a população estimada no Brasil, que soma hoje 214,2 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As estimativas foram divulgadas nesta sexta-feira, 28, no Diário Oficial da União (DOU).

As cinco cidades de maior população no País são: São Paulo (11 911.337 pessoas), Rio de Janeiro (6.731.133), Brasília (3.009 996), Fortaleza (2.582.360) e Salvador (2.559.945), conforme o novo estudo. Juntos, os cinco municípios somam 26.794.771 pessoas, o equivalente a 12,5% da população total estimada.

Já Palmas, com 333.154 pessoas; Vitória, com 343.935 habitantes; e Rio Branco, com estimativa de 390.038 moradores, são as capitais menos populosas.

Em termos de taxa de crescimento geométrico (TGC) no período 2025-2026, a que mais cresceu foi Boa Vista, com 3,2%, seguida de Florianópolis (1,85%), em Santa Catarina, e Palmas (1,42%), no Tocantins.

Refletindo a tendência observada no Censo 2022, algumas capitais apresentaram redução populacional em relação a 2025: Salvador (-0,17%), Natal (-0,13%), Belém (-0,08%) e Belo Horizonte (-0,02%).

A taxa de crescimento geométrico do Brasil foi de 0,37%, pouco abaixo do 0,39% calculado no período anterior, entre 2024 e 2025

Parte das capitais acompanhou essa desaceleração e crescimento tímido. Sete delas, incluindo São Paulo, tiveram um aumento populacional inferior a 0,1%. Na capital paulista, a TGC foi de 0,05%. Em Porto Alegre, por exemplo, não houve variação.

Os dados são importantes porque é com base neste estudo que o Tribunal de Contas da União (TCU) calcula o Fundo de Participação de Estados e Municípios. Além disso, servem também de referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos.

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