Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Operação mira grupo que movimentou R$ 1 bilhão com eletrônicos ilegais e vendas online

Ação cumpre mandados em seis estados e revela esquema sofisticado com uso de empresas de fachada, "laranjas" e marketplaces

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Uma força-tarefa deflagrou nesta quarta-feira (8) a Operação Platinum, com foco em desarticular uma organização criminosa altamente estruturada, suspeita de atuar com contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro. A ação tem desdobramentos em Dourados (MS) e em outros cinco estados.

As investigações apontam que o grupo operava de forma interestadual e até internacional, com uma estrutura dividida por funções. Havia equipes responsáveis pela compra de produtos no Paraguai, transporte das mercadorias, além da comercialização em plataformas digitais.

Entre os itens vendidos irregularmente estão celulares, eletrônicos, equipamentos de internet via satélite, robôs aspiradores e até perfumes. Os produtos eram anunciados principalmente em marketplaces, o que ajudava a ampliar o alcance das vendas.

As apurações começaram em agosto de 2022, após a apreensão de mercadorias transportadas em comboio por veículos de passeio. A partir disso, foi possível identificar um esquema mais amplo, que utilizava empresas de fachada e pessoas interpostas para movimentar recursos e dar aparência de legalidade às operações.

Somente entre 2020 e 2024, o grupo movimentou mais de R$ 300 milhões em uma única plataforma de vendas online. No total, a estimativa é de que as atividades tenham alcançado cerca de R$ 1 bilhão.

A organização também mantinha empresas criadas exclusivamente para emissão de notas fiscais frias, além de “laranjas” usados na abertura de contas bancárias e constituição de empresas.

Alguns integrantes ainda atuavam nas redes sociais, vendendo cursos e mentorias sobre e-commerce e importação, estratégia que ajudava a dar aparência legítima ao esquema.

A operação cumpre 32 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal de Guaíra.

A ação conta com a participação de mais de 150 agentes públicos, entre policiais federais e servidores da Receita Federal, que também atua na parte de fiscalização e apreensão de mercadorias.

As investigações seguem em andamento.

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CAMPO GRANDE

Belas Artes tem obra prorrogada novamente e entrega fica para dezembro de 2026

Prazo foi estendido por mais nove meses e contrato teve acréscimo de R$ 380 mil; projeto se arrasta desde a década de 1990

08/04/2026 12h30

Obra no Centro de Belas Artes já dura mais de 30 anos e conclusão agora fica para dezembro de 2026

Obra no Centro de Belas Artes já dura mais de 30 anos e conclusão agora fica para dezembro de 2026 Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Mais uma vez, a conclusão do Centro Municipal de Belas Artes, em Campo Grande, foi adiada. A Prefeitura prorrogou o prazo da obra por nove meses, a mudança foi oficializada em termo aditivo publicado nesta quarta-feira (8) no Diogrande. Além do novo prazo, o contrato também teve reajuste e passou de R$ 7,7 milhões para R$ 8,1 milhões, aumento de R$ 380 mil.

A obra é executada pela CR Arquitetura e Construções Ltda e, segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), a alteração ocorreu por necessidade de readequação do cronograma e justificativas técnicas apresentadas no andamento dos trabalhos.

Firmado em março de 2025, o contrato previa conclusão em até um ano. Agora, o prazo foi estendido em 270 dias, consolidando mais um adiamento em um projeto marcado por interrupções.

O contrato atual foi firmado em março de 2025, com previsão inicial de conclusão em até 12 meses. Com a mudança, a entrega do espaço foi adiada para o fim de 2026.

Obra se arrasta há décadas

A tentativa de conclusão do Centro de Belas Artes faz parte de um projeto que se estende há mais de 30 anos. A estrutura começou a ser construída em 1991, quando o espaço seria destinado a um novo terminal rodoviário de Campo Grande.

A obra, no entanto, foi abandonada ainda na década de 1990 e passou por diferentes mudanças de finalidade ao longo dos anos. O imóvel acabou sendo transferido ao município e, posteriormente, destinado à implantação de um centro cultural.

Em 2007, um acordo com o Ministério Público Estadual consolidou essa proposta. Já em 2018, um novo entendimento buscou viabilizar a conclusão, mas as tentativas seguintes também não avançaram.

Licitações abertas nos anos seguintes acabaram frustradas ou interrompidas. Em 2022, uma nova empresa chegou a assumir a execução, mas os trabalhos voltaram a ser paralisados. A atual contratação, firmada em 2025, é mais uma tentativa de finalizar o chamado “puxadinho” do complexo.

A intervenção em andamento contempla cerca de 4,3 mil metros quadrados dentro de uma área total de aproximadamente 16 mil m².

O projeto inclui implantação de sistemas de água, esgoto e drenagem, além de instalações elétricas, climatização, cobertura, esquadrias, pintura, forro em gesso e paisagismo.

Quando concluído, o espaço deve abrigar salas de dança, ambientes multiuso para cursos, auditório e salão de exposições. No subsolo, está prevista a instalação do Arquivo Histórico de Campo Grande, com áreas de pesquisa, restauração e setores administrativos.

Polo de tecnologia

Enquanto a obra do Centro de Belas Artes avança lentamente, a Prefeitura também projeta ocupar o restante da área com estruturas voltadas à inovação.

A proposta é instalar no local a Agência Municipal de Tecnologia da Informação (Agetec) e o Parque Tecnológico e de Inovação de Campo Grande (Parktec CG), em um projeto que pretende integrar cultura e tecnologia no mesmo complexo.

Segundo a gestão municipal, a ideia é que todo o espaço remanescente da antiga rodoviária seja utilizado, virando um novo polo multifuncional na região.

Apesar dos planos, a conclusão do Centro de Belas Artes, considerada a primeira etapa do projeto, segue sem prazo definitivo após sucessivos adiamentos.

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CONTRA O AEDES AEGYPTI

Dourados fiscaliza 1,3 mil casas e aplica multas em combate a chikungunya

Bairros que abrangem a ação são Terra Dourada, Parque das Nações I e II, Vila Progresso, Jardim Água Boa, Jardim Guaicurus e Harrison de Figueiredo

08/04/2026 11h50

DIVULGAÇÃO/Prefeitura de Dourados

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Prefeitura de Dourados, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), intensificou o combate a chikungunya em regiões com maior incidência de casos, na área urbana do município.

Os bairros que abrangem a ação são Terra Dourada, Parque das Nações I e II, Vila Progresso, Jardim Água Boa, Jardim Guaicurus e Harrison de Figueiredo.

Os pontos estratégicos são floriculturas, borracharias, cemitério e ferro velho.

Ao todo, 81 agentes fiscalizaram 1.314 imóveis e observaram:

  • 15 com focos do mosquito
  • 28 com possibilidade de notificação
  • 83 criadouros foram identificados e posteriormente tratados
  • 531 imóveis passaram por borrifação com máquina costal
  • 157 quarteirões receberam aplicação de inseticida com carro fumacê

A fiscalização ainda resultou em:

  • 132 notificações, com previsão de outras 180
  • 427 autos de infração
  • 24 multas em processo de emissão

Dourados já recebeu 200 armadilhas contra o mosquito Aedes Aegypti e a previsão é que receba mais mil armadilhas nos próximos dias.

A armadilha se trata de Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), enviadas pelo Ministério da Saúde ao município.

As armadilhas funcionam como recipientes com água e uma tela impregnada com larvicida. A fêmea do mosquito é atraída, entra em contato com o produto e, ao buscar outros criadouros, acaba disseminando o larvicida, eliminando larvas e pupas. Estudos da Fiocruz apontam que a técnica pode reduzir em mais de 66% a proliferação adulta do mosquito.

Os equipamentos permanecem instalados nos imóveis e passam por manutenção a cada 30 dias, com substituição do material.

“A Prefeitura reforça a importância da participação da população no combate ao mosquito, mantendo quintais limpos, eliminando recipientes com água parada e permitindo a entrada das equipes de saúde nos imóveis para inspeção e orientação”, informou a prefeitura por meio de nota.

NÚMEROS

Dados do Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) apontam que 1.764 casos de Chikungunya foram confirmados entre 1° de janeiro e 1° de abril de 2026.

Até o momento, sete pessoas morreram vítimas da doença, no ano de 2026, em Mato Grosso do Sul. Desse número, 5 são de Dourados, 1 de Bonito e 1 de Jardim.

CHIKUNGUNYA

A Chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti.

Os sintomas são febre, dor de cabeça e dores nas articulações. O tratamento da Chikungunya é sintomático, ou seja, feito para aliviar os sintomas.

Recomenda-se ingestão de líquidos, de paracetamol ou dipirona em caso de dor. Em hospitais, o tratamento é realizado com líquidos intravenosos.

A doença pode evoluir para três fases: febril ou aguda, pós-aguda e crônica.

A fase aguda tem duração de 5 a 14 dias. A fase pós-aguda tem duração de até 3 meses. Se os sintomas persistirem por mais de 3 meses após o início da doença, considera-se fase crônica.

Os anti-inflamatórios não esteroides e corticosteróides não devem ser utilizados na fase aguda da doença. O ácido acetilsalicílico também é contraindicado na fase aguda.

COMBATE AO MOSQUITO

As melhores formas de prevenir e combater a proliferação do mosquito Aedes Aegypti são:

  • Evitar deixar água parada em vasos de plantas;
  • Manter caixas d’água bem fechadas;
  • Eliminar acúmulo de água sobre a laje;
  • Manter garrafas e latas tampadas;
  • Fazer manutenção em piscinas;
  • Manter pneus ou outros objetos que possam acumular água em locais cobertos;
  • Tampar ralos;
  • Usar repelentes;
  • Fumacê;
  • Método Wolbachia.

 

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