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jornada mundial da juventude

Operação Simultânea faz vistorias, cumpre mandados e apreende drogas

Operação Simultânea faz vistorias, cumpre mandados e apreende drogas

DIÁRIO ONLINE

20/07/2013 - 12h00
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Teve início às 06h deste sábado (20) a Operação Simultânea, em reforço à segurança para a Jornada Mundial da Juventude. A ação, determinada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública acontece em 11 Estados vizinhos a países da América do Sul.

Em Mato Grosso do Sul, o GGI-Fron (Gabinete de Gestão Integrada de Fronteira), coordena o trabalho em quatro polos: Corumbá, Jardim, Ponta Porã e Naviraí. Participam da Operação o Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Militar Ambiental, Departamento de Operações de Fronteira, Corpo de Bombeiros Militar, Guarda Municipal, Receitas Federal e Estadual, IAGRO, ANTT, Vigilância Sanitária, com apoio de integrantes da Justiça e Ministério Público Federal e Estadual.

São realizadas fiscalizações aduaneiras, de trânsito urbano e rodoviário. Mas o transporte em ônibus e vans é o foco principal, devido a quantidade de peregrinos que se deslocam para o Rio de Janeiro para participar da Jornada Mundial da Juventude, que acontece de 23 a 28 de julho.

Em Corumbá, foram montadas barreiras no Posto Esdras, fronteira com a Bolívia - onde militares do Exército, agentes da PRF, PF, Força Nacional e fiscais da ANTT, fazem vistorias em veículos e pedestres - e no Posto Fiscal do Lampião Aceso, na BR-262. Naquele ponto, equipes do Exército, PM e PMA fazem a mesma ação. Na fronteira, a revista é minuciosa, o que causou longas filas de carros de passeio, ônibus e vans. 

Na área urbana, as forças de segurança cumpriram na manhã deste sábado, 18 mandados de busca e apreensão em pontos diferentes da cidade. Em quatro deles, houve flagrante de venda de drogas. Uma bolsa com tabletes de maconha, foi encontrada enterrada no quintal de uma "boca de fumo". A terra mexida, com caixas de cerveja em cima, chamaram a atenção dos policiais, que ao cavarem no local, encontraram o entorpecente.

O balanço parcial aponta a apreensão de nove tabletes de maconha, com pouco mais de 1 quilo cada; papelotes de pasta base de cocaína; 14 celulares; moedas; dinheiro (real e dólar); um revólver calibre 38; três carros e uma moto, cartões bancários e de benefícios sociais, além de um caderno com a "contabilidade" de uma das bocas de pó. Cinco pessoas que estavam nos pontos de venda de drogas foram detidas e levadas para o 1º Distrito Policial. Também foram cumpridos três mandados de prisão.

O tenente-coronel Alexandre Rosa Ferreira, secretário-executivo do GGI-Fron, acompanha as ações em Corumbá. Ele informou ao Diário que a operação segue até a segunda-feira (22), quando será apresentado à imprensa o balanço de apreensões e prisões. 

PESQUISA

Campo Grande está entre as 10 capitais mais seguras do País

Ranking de Competitividade dos Estados mostra que a capital de Mato Grosso do Sul está à frente de cidades como Belo Horizonte e Salvador neste quesito

06/04/2026 08h20

Célia Campos mora há 10 anos em São Paulo e falou sobre a diferença que sente entre a capital paulista e Campo Grande

Célia Campos mora há 10 anos em São Paulo e falou sobre a diferença que sente entre a capital paulista e Campo Grande Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Campo Grande é a 10ª capital mais segura do Brasil, segundo mostra o Ranking de Competitividade dos Estados de 2025, feito pelo Centro de Liderança Pública (CLP). De acordo com a pesquisa, a capital de Mato Grosso do Sul fica à frente de cidades muito maiores, como Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA).

Conforme o CLP, a pesquisa avalia como as cidades oferecem condições para que a população viva com tranquilidade e perspectivas de prosperidade no longo prazo. Na pesquisa anterior, a Capital também aparecia na mesma posição.

“Um bom nível de segurança atrai moradores, estudantes, trabalhadores e empreendedores. A falta dela reduz a qualidade de vida, afasta talentos e enfraquece os vínculos da população com o município”, informou a entidade.

Em relação a todos os municípios do País, Campo Grande fica no 256º lugar, atrás da posição anterior, quando era o 222º. Em relação ao Centro-Oeste, é a 21ª mais segura. Entre as capitais, fica atrás de Cuiabá, em quarto na classificação das capitais, mas à frente de Goiânia (GO), que está em 13º.

Os cinco melhores colocados no ranking são: Florianópolis (SC), Belém (PA), Porto Alegre (RS), Cuiabá (MT) e Curitiba (PR).

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostram que, entre 2023 e 2025, houve uma leve variação de homicídios dolosos, quando há intenção de matar. Enquanto em 2023 foram 124 pessoas assassinadas, em 2024 foram 127. No ano passado, o número subiu para 141 mortes.

A situação se inverte, porém, em relação a crimes contra o patrimônio. De 2023 a 2025, houve uma redução significativa de roubos e furtos na Capital. Em 2023, foram registrados 3.348 roubos em Campo Grande. Enquanto no ano passado o número caiu para 1.723.

Em relação aos furtos a queda foi menor, mas também sentida, saindo de 18.755, em 2023, para 16.357, no ano passado.

Sobre isso, a prefeita Adriane Lopes afirmou que a gestão tem investido em capacitação e equipamentos para a Guarda Civil Metropolitana (GCM).

“Estamos trabalhando para fortalecer essa política pública de grande relevância. Quando as pessoas têm segurança, conseguem desenvolver todas as áreas da vida. Temos investido em capacitação e equipamentos para a Guarda Civil Metropolitana, que tem desempenhado um papel importante dentro das forças de segurança da Capital”, destacou Adriane.

ESTADO

A pesquisa também traz outros indicadores de segurança pública, como o de segurança pessoal nos estados, em que mede o “risco de violência letal nas unidades da Federação”.

Conforme esse dado, Mato Grosso do Sul é o oitavo estado com a menor taxa por 100 mil habitantes de mortes intencionais. Não há esse indicativo no ano anterior.

Outro ponto da pesquisa mede a segurança patrimonial, que, segundo o CLP, “considera diferentes tipos de roubo, como a estabelecimento comercial, residência, transeunte, instituição financeira, carga e outras modalidades”.

O indicador mostra Mato Grosso do Sul em quarto no ranking entre os estados brasileiros, atrás somente de Santa Catarina, Minas Gerais e Tocantins, respectivamente.

Neste quesito, o Estado melhorou uma posição em relação à pesquisa do ano anterior.

Célia Campos mora há 10 anos em São Paulo e falou sobre a diferença que sente entre a capital paulista e Campo Grande

NAS RUAS

A população diz se sentir mais segura nas ruas de Campo Grande do que em outras capitais. A aposentada Célia Campos, de 65 anos, que morou em Campo Grande, mas hoje reside em São Paulo falou que percebe que na capital de MS as pessoas “respeitam mais” do que na capital paulista.

“Aqui é mais tranquilo, as pessoas respeitam mais. Lá você não tem segurança, tranquilidade como aqui, principalmente em relação às crianças”, avaliou a idosa, que está passando férias na Capital.

O mesmo diz o estudante Guilherme Marinho, de 16 anos. Ele usava tranquilamente o celular no centro da cidade e afirmou que, em locais públicos, sente segurança para isso.

“Dependendo do lugar eu uso [celular em público]. Com parado com outras capitais que eu fui aqui é a mais segura, tenho segurança de andar com o celular na rua e mexer, principalmente em espaços públicos”, contou o estudante, que esteve em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Manaus e Salvador. Dessas capitais, porém, apenas Salvador aparece atrás de Campo Grande.

O zelador Ilário Dias, de 50 anos, relatou que apesar de mexer no celular em alguns locais públicos, como a Praça Ary Coelho, não costuma correr o risco porque foi roubado no bairro onde reside, o Tijuca.

“Não mexo com o celular na rua, mexi aqui porque estava esperando um amigo, mas fui assaltado no meu bairro, levaram meu dinheiro e tudo o que eu tinha”, disse ao Correio do Estado.

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SANEAMENTO BÁSICO

Falha da Agereg trava acesso de 28 mil famílias à tarifa social de água

Lei foi publicada em dezembro de 2025, mas concessionária aguarda Município confirmar clientes que serão beneficiados

06/04/2026 08h00

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Mesmo com a lei municipal publicada em dezembro do ano passado, a implantação do desconto na conta de água para famílias carentes ainda não saiu do papel, em razão do atraso da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) para concluir o cadastro das pessoas que serão beneficiadas com o programa, segundo informação da concessionária de abastecimento de água e tratamento de esgoto de Campo Grande.

O atraso prejudica o acesso ao benefício de aproximadamente 28 mil domicílios de baixa renda na Capital.

Em junho de 2024, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) instituiu a Lei Federal n° 14.898, que regulamenta a tarifa social de água e esgoto, benefício que oferece desconto de 50% sobre a tarifa de água e esgoto, até o volume de 15 m³ mensais, destinado a famílias com renda mensal até meio salário mínimo por pessoa.

Contudo, mesmo que essa lei seja federal, o governo federal exige que os Executivos estaduais e municipais regulamentem o programa por meio de leis próprias, o que já ocorreu em Campo Grande.

Há cerca de quatro meses, a Prefeitura de Campo Grande publicou a aprovação da norma nº 1/2025, que “estabelece regras, procedimentos e critérios mínimos para aplicação da tarifa social pelos prestadores dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário” na Capital, o que ainda não saiu do papel até o momento.

Em nota enviada à reportagem, a Agereg disse que “já adotou todas as medidas necessárias para viabilizar a implementação da tarifa social, incluindo regulamentação, envio de dados e acompanhamento contínuo do processo”, e que a responsabilidade pela implementação é da Águas Guariroba, concessionária da cidade.

Tarifa social de água e esgoto oferece desconto de 50% no valor da conta a famílias com renda até meio salário mínimo por pessoa - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Em resposta ao posicionamento da Agereg, a Águas Guariroba disse que aguarda manifestação do Município para dar seguimento à efetiva aplicação da tarifa social em Campo Grande, já que espera a Agereg confirmar os cadastros dos clientes que serão beneficiados pelo programa.

“É necessário que, primeiro, a Agereg promova a confirmação da base cadastral dos clientes que serão beneficiados, com base no CadÚnico [Cadastro Único]. A concessionária vem auxiliando a agência com as análises das bases brutas disponibilizadas. Inclusive, nesta análise, foi identificado que mais de 28 mil famílias poderão ser enquadradas no benefício”, afirma a concessionária.

“É fundamental que haja a validação do ente regulador, visto que é o responsável por essa definição nos termos da legislação e regulamentação nacional. Com base nessas informações já analisadas, a concessionária já apresentou o estudo dos impactos contratuais de implantação da tarifa social, também pendente de análise pelo órgão regulador”, completa a Águas Guariroba, em nota.

A Águas Guariroba também aproveitou a oportunidade para afirmar que concordou que os impactos que devem ser quantificados neste momento, nos termos da lei, serão aplicados a partir de 2029, conforme 9º termo aditivo ao contrato de concessão, que estabelece “eixos de análise e adequação contratual, para fins de incorporação ao contrato de parâmetros, normas, critérios, condições e métricas”.

ESTADO

Os municípios com rede de água e esgoto sob responsabilidade da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) e do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) tiveram sua regulamentação da tarifa social publicada no início de dezembro pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems).

INVESTIGAÇÃO

Em agosto do ano passado, pouco antes da publicação oficial da regulamentação pela Agems, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou procedimento administrativo com o objetivo de fiscalizar e acompanhar a implementação da tarifa social de água e esgoto em Bela Vista, um dos municípios concessionados pelo Saae.

De acordo com o MPMS, o procedimento foi aberto após o Núcleo do Direito do Consumidor (Nudecon) alertar sobre a ausência de providências por parte do Saae de Bela Vista quanto à implementação da tarifa social.

Em resposta, o diretor-presidente da concessionária disse que realmente desconhecia a lei federal de 2024, embora tenha informado que já realizava concessões pontuais do benefício, mediante encaminhamento da Secretaria Municipal de Assistência Social.

Por sua vez, a secretaria confirmou que realmente ocorreram reuniões com o Saae para discutir o fluxo de encaminhamento de famílias em situação de vulnerabilidade, mas sem formalização de critérios ou procedimentos.

Diante disso, o promotor de Justiça impôs que o município elaborasse e iniciasse o quanto antes um plano de ação para iniciar a aplicação da tarifa social na cidade.

*Saiba

Há cerca de 10 dias, no Dia Mundial da Água, a Agência Nacional de Água e Saneamento Básico (ANA) divulgou a primeira versão da lista positiva da tarifa social de água e esgoto, que apontou que 143 prestadores de serviços de saneamento, que atendem 1.879 municípios (34% do total), concluíram o processo de implementação da tarifa social, conforme os critérios estabelecidos na Lei nº 14.898/2024.

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