Cidades

mudança de estação

Outono será marcado por calor intenso e chuvas abaixo da média em MS

Estação começa na sexta-feira e, durante o trimestre, deve haver o primeiro frio do ano, mas o calorão predomina

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O outono começa nesta sexta-feira, 20 de março, e será marcado por calor intenso e chuvas abaixo da média em Mato Grosso do Sul, segundo prognóstico do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec).

A estação, que vai até a madrugada do dia 21 de junho, é climatologicamente um período de transição entre o verão, que tem os meses mais quentes e úmidos na maior parte do País, e o inverno, que tem predomínio de tempo seco e passagens de grandes massas polares que podem causar queda acentuada da temperatura.

No outono também os dias começam a ficar mais curtos, enquanto as noites se alongam

Conforme o Cemtec, para o próximo trimestre, a previsão indica que as temperaturas tendem a ficar acima da média histórica.

Em grande parte do Estado, as temperaturas médias variam entre 20°C e 24°C, enquanto no extremo sul chegam a 18°C ou 20°C e no extremo noroeste, entre 24°C e 26°C, durante o outono.

No entanto, para este ano, a tendência é que, durante boa parte da estação, as temperaturas fiquem acima dos 30°C.

Nos primeiros dias, o calor já deve ser intenso no Estado. Conforme previsão do Insituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as máximas deverão se elevar, persistindo durante o fim de semana, com temperaturas que devem chegar aos 38°C na sexta-feira (20) e no sábado (21), ultrapassando a média climatológica para o período.

Entre sábado (21) e domingo (22), a atuação de instabilidades deve amenizar temporariamente o calor. No entanto, a partir de segunda-feira (23), as temperaturas voltam a subir, com retorno das condições de calor ainda mais intenso.

Apesar da previsão de calorão, é também no outono que ocorrem as primeiras incursões de massas de ar frio, vindas do sul do continente e que provocam uma queda gradativa das temperaturas ao longo da estação.

Assim, não se descartam períodos de frio, podendo ocorrer nevoeiros em algumas regiões e até geadas.

Estiagem

No outono, as chuvas são menos frequentes e a umidade relativa do ar diminui gradativamente.

Conforme o prognóstico, o próximo trimestre, de abril a junho, será marcado chuvas abaixo da média.

Análise do comportamento do clima ao longo de anos feita pelos meteorologistas do Cemtec indica que entre abril e junho as chuvas na maior parte de Mato Grosso do Sul variam entre 150 e 400 milímetros, sendo em quantidade mais elevada na região Sul, de 400 a 500 mm, e menor na região Nordeste, não ultrapassando 150 mm.

As previsões meteorológicas indicam que, neste ano, as precipitações ficarão abaixo das médias históricas no Estado.

Os modelos climáticos indicam, ainda, alta probabilidade de manutenção de condições de neutralidade no clima durante o trimestre de abril, maio e junho de 2026.

Conforme o Cemtec, há indícios de intensificação gradual das condições de El Niño, fenômeno que consiste no aquecimento das águas do Oceano Pacífico e que causa impactos no clima em todo o Planeta. A influência de El Niño deve ser sentida com mais intensidade a partir do trimestre julho a setembro, podendo favorecer a ocorrência de ondas de calor.

PREPARAÇÃO

Aeroporto de Campo Grande reforça estrutura para receber público na COP15

Segundo a operadora responsável pela administração, haverá 229 operações e uma oferta de 42.344 assentos

18/03/2026 16h30

A operadora concluiu as primeiras entregas das obras de ampliação e modernização do terminal, entre elas uma nova sala de embarque doméstico remoto

A operadora concluiu as primeiras entregas das obras de ampliação e modernização do terminal, entre elas uma nova sala de embarque doméstico remoto Divulgação / Aena

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O Aeroporto Internacional de Campo Grande, administrado pela operadora Aena, está com a operação preparada para receber os participantes da 15ª Conferência das Partes (COP 15), da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS). O evento acontece em Campo Grande entre os dias 23 e 29 de março.

De acordo com a operadora aeroportuária, a expectativa é que, entre a chegada e o retorno dos participantes, o aeroporto tenha 229 operações e uma oferta de 42.344 assentos. Além disso, a Aena também promoverá o reforço das equipes operacionais e de atendimento nos horários de pico, para assegurar a agilidade e a eficiência no fluxo de autoridades, especialistas e demais passageiros da COP15.

No início de fevereiro, a gestão do aeroporto recebeu uma visita institucional com representantes do Governo Federal e órgãos reguladores para alinhamento operacional. 

Segundo a Aena, as diretrizes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foram seguidas rigorosamente para assegurar que a infraestrutura esteja alinhada aos padrões internacionais exigidos para o evento. 

A operadora concluiu as primeiras entregas das obras de ampliação e modernização do terminal. Os passageiros já contam com uma nova sala de embarque doméstico remoto, com espaços mais amplos e novos sanitários, além de uma nova esteira de restituição de bagagens.

"O Aeroporto de Campo Grande está pronto para oferecer conforto e eficiência ao público da conferência. As melhorias inauguradas fazem parte do projeto de modernização que eleva nossa capacidade operacional e a qualidade dos serviços. Mais do que atender a um evento específico, essa entrega fortalece o aeroporto como uma porta de entrada estratégica na região", afirma Usiel Vieira, diretor do aeroporto de Campo Grande.

Obras futuras

A Aena ainda anunciou que haverão outras melhorias e que estas estão previstas para serem entregues nos próximos meses. Entre elas estão:

  • Ampliação do terminal de passageiros de 10.000 m² para 12.400 m²
  • Construção de novo pavimento no terminal
  • Instalação de três pontes de embarque
  • Pátio com 11 posições para estacionamento de aeronaves comerciais 
  • Aumento da capacidade para 2,6 milhões de passageiros por ano (85% maior)
  • Check-in com 20 posições 
  • Sala de embarque com 7 portões e 1.830 m²
  • Infraestrutura para receber voos internacionais

COP15

Neste mês, entre os dias 23 e 29 de março, Campo Grande será palco da 5ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (COP15/CMS), da Organização das Nações Unidas (ONU). O evento ocorre no Bosque Expo.

Entre os assuntos debatidos por especialistas,  ambientalistas, representantes de entidades e governos internacionais estão: 

  • combate à captura ilegal de animais, 
  • planos de conservação para espécies ameaçadas, 
  • proteção de corredores ecológicos usados em rotas migratórias,
  • impactos das mudanças climáticas e da perda de habitat na fauna silvestre, etc.

A CMS é um tratado ambiental das Nações Unidas, em vigor desde 1979, que promove a conservação de espécies migratórias, seus habitats e rotas em escala global.  

A COP é a principal instância decisória da CMS, em que 132 países e a União Europeia se reúnem para definir as prioridades e o orçamento para tratar da conservação das espécies migratórias. O encontro ocorre a cada três anos.   

Há uma série de resultados esperados para a COP15. Entre eles, está a avaliação das propostas de atualização dos Anexos I (de espécies ameaçadas de extinção) e II (com estado de conservação desfavorável) do tratado internacional.

É verificado ainda o progresso das Ações Concertadas, que são as ações coordenadas entre países para lidar com as ameaças às espécies migratórias, além de acordos regionais de conservação de espécies e declarações políticas de alto nível, que reafirmam o compromisso global com a conservação das espécies migratórias.   

Aena Brasil

Aena Brasil é marca registrada da espanhola Aena, maior operadora aeroportuária do mundo, responsável pela gestão de 80 aeroportos e dois heliportos em cinco países. A companhia também é líder no Brasil, onde administra 17 aeroportos em nove estados, respondendo por 20% da malha aérea nacional e pela operação de Congonhas, o segundo maior em embarques e desembarques.

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PRESERVAÇÃO

COP15 em Campo Grande deve ter a presença de Lula

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou a agenda na Capital do Mato Grosso do Sul para inclusive convidar chefes não participantes para ingressarem na Conferência das Partes

18/03/2026 12h48

Atual chefe do Executivo Federal aproveitou inclusive a agenda em Campo Grande para convidar aqueles chefes de Estado não partes a ingressarem como membros da Conferência. 

Atual chefe do Executivo Federal aproveitou inclusive a agenda em Campo Grande para convidar aqueles chefes de Estado não partes a ingressarem como membros da Conferência.  Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Nesta quarta-feira (18) a equipe responsável pela 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS, do inglês Convention on the Conservation of Migratory Species of Wild Animals), confirmou que a chamada COP15 em Campo Grande deve ter a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Esse encontro virtual reuniu: 

  • a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva,
  • o secretário-executivo do MMA e presidente da COP15, João Paulo Capobianco,
  • a secretária Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita,
  • a ministra Carolina Hippolito Von der Weid, diretora do Departamento de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, e
  • a secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel. 

Conforme o presidente da COP15, João Paulo Capobianco, o atual chefe do Executivo Federal aproveitou inclusive a agenda em Campo Grande para convidar aqueles chefes de Estado não partes a ingressarem como membros da Conferência. 

A agenda está marcada para acontecer na próxima semana, entre os dias 23 e 29 de março, sendo que entre os principais  documentos a serem analisados na Conferência em Campo Grande aparecem, por exemplo: 

  • 17 propostas de alterações nos Anexos da Convenção, algumas envolvendo mais de uma espécie; 
  • 11 relatórios sobre a implementação de Ações Concertadas no último triênio; 
  • 16 propostas de novas Ações Concertadas para o próximo período; 
  • Relatórios Nacionais apresentados pelos países Partes da CMS; 
  • Demais documentos técnicos e políticos que subsidiam as decisões da Conferência

Novas adesões

Importante lembrar que o Brasil assume a presidência a partir dessa COP, e mantém-se nessa cadeira até a próxima dessa conferência que ocorrerá daqui três anos, já que a convenção de espécies migratórias tem esse período longo, onde o País pretende trazer maiores contribuições. 

Em resumo, as COPs tratam-se de Conferências que acontecem a cada três anos e que são a principal instância de decisão da Convenção (CMS), onde 133 partes se reúnem para definir as prioridades e o orçamento para tratar das espécies migratórias.

Aqui é importante esclarecer que a COP15, por exemplo, leve essa nomenclatura em referência a quantidade de vezes que foi realizado, seguindo padrão da Organização das Nações Unidas, com a COP30 exemplificando a 30ª edição da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). 

Signatário da COP15 desde 2015, essa será a 1ª vez do Brasil como País sede, sendo que as terras tupiniquins já sediaram outras conferências entre as partes.

No radar do Brasil está justamente a missão de buscar novas adesões, sendo que pelo menos 18 países não partes devem participar da COP15 em Campo Grande. 

"Lula enviou convites a chefes de Estado não partes para alinhar as participações. o Brasil trabalhará nos próximos três anos para buscar novas adesões", complementou o presidente da COP15.

Nas COPs são discutidos orçamentos, aprovados planos de ação, bem como também são atualizadas as listas que relacionam as espécies protegidas, adotando resoluções e decisões que orientam políticas públicas e iniciativas de conservação ao redor do mundo. 

Dessa COP15 são esperadas uma série de decisões em prol das espécies migratórias, com o tema "Conectando a Natureza para Sustentar a Vida", que prevê que medidas sejam adotadas para proteger não somente os destinos, mas as rotas migratórias e também os pontos de parada. 

 

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