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Padre é denunciado por usar dinheiro da igreja para viajar

Padre é denunciado por usar dinheiro da igreja para viajar

terra

02/03/2012 - 03h00
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O Ministério Público de Gaurama, no Rio Grande do Sul, denunciou à Justiça o padre Robert Jacenty Domina por apropriação indébita de dinheiro e o bispo dom Girônimo Zanandrea por prestar declaração falsa em inquérito policial. Conforme o promotor João Francisco Dill, o padre Domina teria promovido uma série de eventos e pediu à comunidade do município de Áurea auxílio para reformar a paróquia Nossa Senhora dos Montes Claros, em 2008. No total, foram arrecadados mais de R$ 480 mil.

Durante o período da reforma, que ainda não foi concluída, o sacerdote fez viagens à Europa, assistiu à Fórmula-1, em São Paulo, e acompanhou a Copa do Mundo na África do Sul. O padre foi denunciado por ter se apropriado dos recursos da Igreja para fins particulares.

Já o bispo Zanandrea é acusado de prestar uma declaração falsa à polícia, ao ignorar informações do Conselho de Assuntos Econômicos (órgão encarregado pela Diocese de Erechim para fiscalizar as contas da paróquia) a respeito da ausência de prestação de contas e do superfaturamento das obras, e elaborar ofício dizendo que as contas estavam prestadas e a situação da igreja era "tranquila".

Banco

Nubank diz que 'erro operacional' causou envio indevido de mensagens sobre fechamento do banco

Segundo apurou o Broadcast, cerca de 20 mil clientes teriam recebido a mensagem

12/06/2026 14h15

Mensagem dizia que Nubank iria fechar

Mensagem dizia que Nubank iria fechar Foto: Reprodução/Redes Sociais

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 O Nubank informou que um erro operacional pontual provocou o envio de mensagens indevidas sobre a liquidação extrajudicial do banco digital.

Em nota ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a instituição afirmou que uma parcela de sua base de clientes recebeu as notificações e disse que permanece com todas as licenças ativas e sem qualquer impacto para sua operação.

Mais cedo, clientes relataram ter recebido comunicados por e-mail e pelo aplicativo da fintech com o título "Aviso importante sobre seu ativo do Nubank", informando que o Banco Central teria decretado a liquidação extrajudicial do banco.

A mensagem alertava que a custódia das carteiras seria atualizada em breve e que todos os valores associados ao Nubank seriam encerrados.

Segundo apurou o Broadcast, cerca de 20 mil clientes teriam recebido a mensagem.

Em nota, o Banco Central reforçou que não procede a informação sobre liquidação do Nubank.

Nas redes sociais, clientes publicaram os avisos que receberam e as conversas com o serviço de atendimento do Nubank.

Em alguns casos, postagens que mostram a interação com a área de atendimento ao cliente indicam que o Nubank respondeu que está avaliando a situação internamente.

Em um dos casos, a atendente explica que o envio de mensagens foi automático e feito por conta de um "contratempo momentâneo".

O aviso também mencionava a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege investimentos em produtos de investimentos, e orientava clientes sobre como solicitar os valores garantidos pelo fundo, o que amplificou o tom de urgência da comunicação.

Na nota, o Nubank disse que a operação segue com segurança e estabilidade.

"Pedimos desculpas aos nossos clientes pelo ocorrido e reforçamos nosso compromisso em manter a qualidade dos serviços prestados e a transparência na relação com todos", afirmou a instituição.

Fim dos Penduricalhos

CNJ manda 91 magistrados do TJMS devolverem mais de R$ 1 milhão em super salários

Em abril, salários de desembargadores e juízes do TJMS ultrapassavam R$ 200 mil, sendo que, por determinação do CNJ, o piso salarial deveria ser de R$ 78,8 mil.

12/06/2026 13h30

Desembargadores e Juízes do TJMS terão que devolver valores extras, de forma parcelada

Desembargadores e Juízes do TJMS terão que devolver valores extras, de forma parcelada FOTO: Paulo Ribas/Correio do Estado

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A Corregedoria Nacional de Justiça determinou que 91 magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) devolvessem valores recebidos nos salários dos meses de março e abril. 

O valor total dos super salários de juízes e desembargadores do órgão somam mais de R$ 1,08 milhão. 

O Correio do Estado já havia denunciado valores exorbitantes de super salários de magistrados no mês de abril, com valores superiores a R$ 200 mil, chegando a até R$ 227 mil. 

Seis dias após o relato, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou uma auditoria extra na folha de pagamento relativo ao trimestre anterior (março, abril e maio) no TJMS. 

Em março, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o teto salarial dos magistrados é de R$ 78,8 mil, já incluindo os benefícios chamados "penduricalhos". 

No entanto, em Mato Grosso do Sul, a folha de pagamento de praticamente todos os desembargadores e juízes da entrância especial receberam acima dos R$ 190 mil em abril, valor maior que o mês anterior. 

Agora, com a determinação do CNJ, 91 juízes e desembargadores estaduais sofrarão descontos nos salários do meses de junho e julho para devolver aos cofres públicos o que foi pago a mais no mês de abril, último mês em que estava 'autorizado' o pagamento dos super salários. 

No último dia 9 de junho, o desembargador Dorival Renato Pavan, presidente do TJMS, repassou uma circular a todos os juízes do Estado, acatando a determinação da Corregedoria. 

"Em cumprimento à decisão proferida pelo Corregedor Nacional de Justiça (...) informo que será realizado o desconto dos valores identificados como pagos a maior nas folhas de pagamento dos meses de março e abril de 2026, em duas parcelas sucessivas, nos meses de junho e julho deste ano, observados os montantes apurados pela área técnica competente", escreve o documento. 

O caso foi arquivado pelo CNJ, dado como concluído. 

Investigação

Segundo investigação do Correio do Estado, em março, o total da folha do Judiciário foi de R$ 123,73 milhões (sem contabilizar parte dos penduricalhos). Em abril, este montante saltou para R$ 140,15 milhões.

Em abril, quando  Tribunal de Justiça fez uma espécie de raspagem do tacho, já que a partir do mês seguinte entrariam em vigor os limites salariais impostos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), dezenas de magistrados receberam acima de R$ 200 mil, com máximo de até R$ 227,36 mil. 

A rubrica específica de "Vantagens Eventuais", que garantiu até R$ 155.272,86 para um único magistrado em abril, saltou de R$ 4,83 milhões em março para R$ 19,87 milhões no pagamento feito no começo de maio.

Em 12 de maio, o CNJ oficializou a criação de um grupo de trabalho para realizar a auditoria nestes pagamentos. Este grupo constatou que  juízes e desembargares de Mato Grosso do Sul superfaturavam o abono de 33% sobre as férias.  Entre outras irregularidades,  a auditoria apontou "dupla incidência do terço constuticional de férias" . 

O relatório, assinado pelo Corregedor Nacinonal de Justiça, Mauro Campbell Marques, mostra que esta metodologia errada de cálculo representou superfaturamento de 18,8% no valor total das férias indenizatórias pagas a determinado magistrado. 

Procurado pelo Correio do Estado no dia 7 de maio para obter explicações sobre os valores dos salários, o Tribunal de Justiça do Estado enviou a seguinte nota:

“Todos os valores pagos aos magistrados de Mato Grosso do Sul estão disponibilizados no portal da transparência para o devido acompanhamento público, com discriminação da natureza das verbas e respectivos valores remuneratórios. 

Os pagamentos relativos à folha ordinária e corrente do mês encontram-se dentro dos estreitos limites da decisão do Supremo Tribunal Federal, tendo ocorrido autorização expressa para repetição, no mês de abril, dos valores pagos na folha de março do corrente ano.  A decisão do Supremo Tribunal Federal, de 25.03.2026, teve sua vigência prorrogada, para incidir a partir do pagamento da folha de maio de 2026. 

Os valores maiores pagos durante o mês de abril, portanto, referem-se às verbas ordinárias, pagas na exata conformidade das determinações do Conselho Nacional de Justiça, acrescidas do valor correspondente à opção feita por quem preferiu não gozar das férias anuais correspondente a um período, que foram então indenizadas, devendo ser lembrado que os magistrados de todo o Brasil têm direito a sessenta dias de férias por ano, por força de disposição expressa na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Artigos 66 e 67 da LC 35/79). 

Nada existe de ilegal nesse procedimento, até mesmo porque o pagamento de indenização de férias não usufruídas por necessidade de serviço, de um período no ano, foi expressamente autorizado pelo Presidente do STF e pelo Corregedor Nacional de Justiça”.


Com informações do jornal Estadão, de São Paulo

Colaborou Neri Kaspary

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