Cidades

Lavínia

Pai desmaia no enterro da filha, assassinada pela ex-amante

Pai desmaia no enterro da filha, assassinada pela ex-amante

uol

03/03/2011 - 13h27
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O corpo da menina Lavínia Azeredo foi enterrado nesta quinta-feira (3), no Cemitério Corte Oito, em Duque de Caxias (RJ). Aproximadamente 500 pessoas acompanharam o cortejo e, a todo momento, cantaram músicas religiosas e entoaram gritos de "justiça". O pai da menina, Rony dos Santos de Oliveira, passou mal durante o velório e teve que ser carregado por familiares. Ele foi encaminhado para um hospital da região em um carro da Polícia Militar.

Como o corpo estava desfigurado, o caixão permaneceu fechado durante o velório. A mãe da criança assassinada, Andréia Azeredo, foi protegida por parentes e saiu sem falar com a imprensa. O avô e a tia também passaram mal e encontraram dificuldades para deixar o cemitério.

A mãe de Lavínia, Andréia Azeredo, está neste momento prestando depoimento na 60ª Delegacia de Polícia (Campos Elíseos), também em Caxias.

Além dos familiares, representantes de organizações não governamentais, mães de outras vítimas e centenas de curiosos acompanharam o cortejo. Só do bairro em que Lavínia morava saíram dois ônibus cheios de amigos da vítima. O corpo docente da Escola Municipal Sandra Oliveira também esteve presente no enterro para prestar as últimas homenagens.

Segundo Edna Barreto, professora da turma de Lavínia (que estava no segundo ano do ensino fundamental), a menina era uma ótima aluna, com boas notas, e sempre falava do sonho de ser bailarina.

"Era uma ótima menina. A cadeira dela está lá até agora, vazia. Eu não acredito que isso aconteceu", disse.

A diretora da escola, Sandra Oliveira, também falou com emoção a respeito da morte de Lavínia.

"Era uma criança que vivia a infância em sua plenitude. Ainda brincava de boneca, de casinha, tinha o seu grupinho no colégio. A escola toda está chorando a morte dela. Desde a funcionária que vende doces aos membros da direção", afirmou.

A professora Sônia Regina, 62, cuja filha morreu em 1982, vítima de erro médico, era uma das mais emocionadas durante o velório.

"Vim aqui prestar o meu apoio, pois eu entendo a situação dessa mãe. Minha filha também morreu de forma precoce, inocente", disse ela.

Lavínia, que completaria sete anos no dia 13 de março, foi sequestrada e morta no início da semana e seu corpo só foi encontrado na manhã desta quarta-feira embaixo de uma cama num dos quartos do Hotel Municipal, em Duque de Caxias. De acordo com os primeiros resultados periciais, a ex-amante do pai, Luciene Reis Santana, teria utilizado um cadarço para asfixiar a criança, que teve uma parada cardiorespiratória.

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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