Cerca de cem figurantes participam, nesta sexta-feira (2), da encenação da Paixão de Cristo, às 18h, no Guanandizão, em Campo Grande. A celebração é promovida pelas paróquias Cristo Luz dos Povos e Pérpetuo Socorro. A entrada é gratuita.
Cidades
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Paixão de Cristo reúne cem figurantes em encenação no Guanandizão
Cerca de cem figurantes participam, nesta sexta-feira (2), da encenação da Paixão de Cristo, às 18h, no Guanandizão, em Campo Grande. A celebração é promovida pelas paróquias Cristo Luz dos Povos e Pérpetuo Socorro. A entrada é gratuita.
Renovação da Frota
Empresa analisa a frota atual antes de assumir a operação e ainda não confirmou se veículos novos serão destinados a Campo Grande
24/08/2026 16h48
Novo controlador do Consórcio Guaicurus avalia quais veículos da atual frota poderão continuar em circulação em Campo Grande.. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado
A HP Mobilidade começou na semana passada a avaliar os ônibus que integram a atual frota do transporte coletivo de Campo Grande. O levantamento será utilizado para definir quais veículos deixados pelo Consórcio Guaicurus poderão continuar em circulação quando a empresa goiana assumir o comando da operação na Capital.
A informação foi repassada ao Correio do Estado por uma fonte que acompanha o processo de transição e preferiu não se identificar. Segundo a apuração, a análise já está em andamento e deverá indicar quais coletivos apresentam condições de permanecer no sistema e quais precisarão ser retirados ou substituídos.
Atualmente, o Consórcio Guaicurus possui 460 ônibus em sua frota, dos quais 197, o equivalente a 42%, estão com idade acima do limite estabelecido no contrato de concessão.
O número de veículos em operação também encolheu ao longo dos anos. No início do contrato, em 2012, a frota era composta por 574 ônibus.
A expectativa também é de que todos os funcionários do atual Consórcio Guaicurus sejam absorvidos pela HP Mobilidade e continuem trabalhando na operação do transporte coletivo de Campo Grande.
Ainda não há informações sobre quantos ônibus estão sendo avaliados nem sobre o número de veículos que poderá ser aproveitado pela nova controladora.
No entanto a expectativa é de que a maioria da frota ayual seja substituida. Também não foram divulgados os critérios técnicos adotados na inspeção, como idade, estado de conservação, histórico de manutenção, acessibilidade e condições mecânicas.
A avaliação representa um dos primeiros movimentos concretos da HP Mobilidade em direção à futura operação do transporte coletivo de Campo Grande.
O levantamento deverá subsidiar o plano de reestruturação que a empresa terá de apresentar ao município para obter autorização para assumir efetivamente o serviço.
A principal dúvida, agora, é se a companhia pretende renovar a frota apenas com a substituição gradual dos veículos reprovados ou se enviará um conjunto de ônibus novos para Campo Grande.
Até o momento, a HP não informou quantos coletivos poderão ser incorporados, quando chegariam à cidade e se seriam veículos zero-quilômetro ou transferidos de operações mantidas pelo grupo em outros municípios.
A definição tem impacto direto sobre a qualidade do serviço oferecido aos passageiros. Caso uma parcela significativa da frota atual seja considerada inadequada, a empresa terá de apresentar uma estratégia para substituir os veículos sem reduzir a quantidade de ônibus disponíveis nas linhas da Capital.
Embora a compra das empresas que formam o Consórcio Guaicurus tenha sido anunciada em julho, a transferência do controle da concessão ainda depende da autorização da Prefeitura de Campo Grande.
Como o transporte coletivo é um serviço público concedido, a negociação entre os grupos empresariais não resulta automaticamente na troca da operadora.
A administração municipal condicionou a entrada da HP Mobilidade à apresentação de um plano com investimentos e prazos definidos.
Entre as exigências anunciadas estão a renovação da frota, a colocação de ônibus com ar-condicionado, a reforma dos terminais e melhorias na qualidade do atendimento aos passageiros.
A transferência somente deverá ser autorizada depois da análise das propostas apresentadas pela compradora.
O sistema permanece sob intervenção da Prefeitura de Campo Grande. A medida começou em 16 de junho e foi estabelecida inicialmente pelo prazo de 180 dias.
Durante esse período, a equipe interventora realiza auditorias, levanta dados financeiros e operacionais e acompanha o cumprimento do contrato de concessão. A intervenção foi mantida mesmo depois do anúncio da venda.
A HP Mobilidade já havia informado que preparava um projeto de modernização e reestruturação do transporte coletivo da Capital, mas não detalhou as medidas, o volume de investimentos nem o cronograma previsto. A avaliação dos ônibus da atual frota deverá fazer parte desse planejamento.
O Correio do Estado questionou a empresa sobre a quantidade de ônibus analisados, o número de veículos que poderá continuar em circulação, os critérios utilizados na avaliação e o prazo para a conclusão do levantamento.
A reportagem também perguntou se a HP Mobilidade enviará ônibus novos para Campo Grande, quantos veículos serão incorporados, se eles serão zero-quilômetro ou transferidos de outras operações e se existe um cronograma para a renovação completa da frota.
Até a publicação desta reportagem, a empresa não havia encaminhado as respostas. O espaço permanece aberto para manifestação.
Como pano de fundo, a chegada da HP Mobilidade ocorre em meio a uma estratégia de expansão nacional do grupo, que pretende se tornar um dos principais conglomerados de transporte urbano do País.
Conforme já mostrou o Correio do Estado, a aquisição do Consórcio Guaicurus pode abrir caminho para uma repactuação do contrato de concessão, atualmente válido até 2032 e com possibilidade de renovação por mais 20 anos, em troca de novos investimentos no sistema.
Entre as mudanças projetadas estão a modernização da frota, com a possível incorporação de ônibus com ar-condicionado, e melhorias na infraestrutura do transporte coletivo.
O valor da aquisição não foi oficialmente divulgado pelas empresas, mas, durante as negociações, a concessão chegou a ser avaliada em cerca de R$ 200 milhões.
Saúde Pública
Empresa responsável pela Parceria Público-Privada solicitou autorização prévia à Planurb para empreendimento no complexo hospitalar; projeto prevê R$ 966 milhões em modernização e expansão para 577 leitos
24/08/2026 15h58
Fachada do Hospital Regional de MS, em Campo Grande, que passará por ampliação e modernização. Foto: Divulgação.
A ampliação do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande, avançou mais uma etapa administrativa com o início do processo de licenciamento ambiental. A Inova Saúde MS S.A., empresa responsável pela parceria público-privada da unidade, solicitou à Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano) a emissão de licença prévia para o complexo hospitalar.
O pedido foi publicado nesta segunda-feira (24) no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) e abrange atividades hospitalares em uma estrutura com área superior a 10 mil metros quadrados, localizada na Avenida Engenheiro Lutero Lopes, nº 36, no Aero Rancho, mesmo endereço onde funciona o Hospital Regional.
A publicação, porém, não detalha quais blocos ou intervenções estão incluídos nesta etapa do licenciamento.
A solicitação representa um movimento concreto dentro do projeto de modernização do maior hospital público de Mato Grosso do Sul, mas ainda não autoriza o início das obras.
A licença prévia corresponde à fase inicial do processo ambiental e serve para avaliar a localização, a concepção e a viabilidade do empreendimento, além de estabelecer exigências que deverão ser cumpridas nas etapas seguintes.
Somente depois da análise e eventual concessão dessa autorização o projeto poderá avançar para as licenças necessárias à instalação das novas estruturas.
Dessa forma, a publicação indica que a empresa começou a encaminhar as obrigações ambientais relacionadas ao empreendimento, mas não significa que as intervenções físicas estejam liberadas.
A Inova Saúde MS é uma subsidiária da Construcap, vencedora da licitação para assumir os serviços não assistenciais do Hospital Regional por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada). O contrato foi formalizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul em maio deste ano e terá duração de 30 anos.
Segundo o Governo do Estado, estão previstos R$ 966 milhões em investimentos destinados à ampliação, reforma e renovação tecnológica do hospital.
Outros R$ 7,3 bilhões deverão ser empregados, ao longo das três décadas de concessão, na operação, hotelaria hospitalar e manutenção dos serviços não assistenciais.
A proposta prevê ampliar em aproximadamente 60% a capacidade do Hospital Regional, que deverá passar a contar com 577 leitos. A área construída do complexo deve praticamente dobrar, avançando dos atuais 37 mil para cerca de 71 mil metros quadrados.
O planejamento inclui a construção de dois novos blocos antes do início da reforma das estruturas existentes. A estratégia foi definida para permitir que os atendimentos continuem durante as obras, sem a paralisação das atividades hospitalares.
Depois da conclusão das novas edificações, os serviços deverão ser transferidos gradualmente para esses espaços. Somente então os blocos antigos passarão pelo processo de reforma e modernização, também chamado de retrofit.
A previsão apresentada pelo Estado estabelece dois anos para a construção dos novos blocos e outros dois para a reforma completa das instalações existentes.
O cronograma, entretanto, depende do cumprimento das etapas técnicas, contratuais e ambientais necessárias para a execução do projeto.
Entre as mudanças previstas estão a reestruturação do pronto-socorro, a renovação do centro cirúrgico, a ampliação da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e o fortalecimento da maternidade de alto risco.
O projeto também contempla a implantação de dois novos centros especializados: um voltado à cardiologia e outro à oncologia. A expectativa é ampliar tanto a capacidade de internação quanto o número de procedimentos realizados pela unidade.
Com a modernização, o hospital deverá elevar de aproximadamente 30 mil para 42 mil o número de atendimentos anuais. A quantidade mensal de internações poderá quase dobrar, passando de cerca de 1,4 mil para 2,7 mil pacientes.
Além das obras, estão previstas a renovação do parque tecnológico, a automatização da farmácia, a implantação de sistemas de transporte pneumático e a modernização dos equipamentos utilizados nos atendimentos e diagnósticos.
Apesar da entrada da iniciativa privada na administração de parte da estrutura, o Hospital Regional continuará sendo público e atendendo exclusivamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
A assistência médica, de enfermagem e dos demais profissionais de saúde permanecerá sob responsabilidade do Governo do Estado.
A Inova Saúde ficará encarregada principalmente dos serviços não assistenciais, como limpeza, segurança, recepção, alimentação, lavanderia, manutenção predial, tecnologia, engenharia clínica e logística hospitalar.
O pedido de licença ambiental abre agora uma nova frente no cronograma da PPP. A análise da Planurb deverá verificar a viabilidade ambiental das intervenções e definir as condições que precisarão ser cumpridas antes que a empresa possa avançar para a instalação das novas estruturas.
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