Cidades

DISTANCIAMENTO AQUÁTICO

Pandemia: Piscina pode ou não pode ser usada durante a pandemia da covid-19?

Natação e terapias na água continuam a fazer bem, mas especialistas alertam para o isolamento social em condomínios, clubes e academias

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A restrição das atividades em clubes, academias e áreas sociais de condomínios tem deixado muita gente a ver navios na hora do mergulho.

Seja para nadar ou apenas dar uma refrescada, muitos se perguntam sobre uma possível contaminação do coronavírus pela água.

Ultimas Noticias

Especialistas ouvidos pelo jornal Correio do Estado afastam essa possibilidade, mas insistem que o isolamento social deve permanecer como meta prioritária no combate à Covid-19 mesmo na utilização de piscinas.

“Nadar não é o problema se a pessoa tem piscina em casa, o problema é aglomeração. Qualquer atividade com muitas pessoas não são recomendáveis”, afirma a pneumologista Ana Marques. 

Com 40 anos de atuação na área, a médica diz que o ideal seria evitar o uso de piscinas cobertas, recomendação que vale para qualquer ambiente fechado. 

“Não consigo entender a necessidade de ir para um clube diante de um vírus cujo comportamento não conhecemos se há restrição nos restaurantes ou até para uma caminhada no Parque dos Poderes.”

Médica dá recomendações sobre uso de piscinas Correio do Estado

Em vários condomínios da cidade, embora as autoridades sanitárias não parem de repetir que o convívio em áreas comuns é o principal fator de contágio, muitos moradores estão desrespeitando as regras e causando dor de cabeça nos síndicos e nos vizinhos que preferem se proteger. 

O funcionamento de clubes e academias está submetido, desde abril, ao decreto municipal que limita o uso a 30% da capacidade dos espaços, medida que vale também para a ocupação das piscinas.

“Para crianças, idosos e pessoas com problemas reumatológicos, a natação é uma excelente atividade física, porém é necessário respeitar o distanciamento social”, reforça a dermatologista Maria das Graças Spengler, especialista em alergias e presidente da Regional Mato Grosso do Sul da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ( Asbai). 

As piscinas de uso normalmente coletivos teriam que ter uma rotina de individualização de horários nos atendimentos, defende Maria das Graças, por conta da extrema necessidade do isolamento. 

“É importante mesmo nas atividades ao ar livre, e com criança é difícil conseguir isso. Então tem que ter cuidado.”

De acordo com as duas médicas, não há relatos de contaminação pelo vírus da Covid-19 em águas de piscina. 

“Parece que os produtos utilizados na desinfecção das piscinas, como o cloro, por exemplo, seriam suficientes também para combater a transmissão. Pela água, em si, não teria nenhum problema, a questão é a aglomeração”, informa a dermatologista. “Vai depender de como as pessoas entram, ou se conversam, porque é preciso a distância mínima de 1,5m”, explica Ana Marques.

A pneumologista adverte que os praticantes de qualquer atividade física não estão isentos de contrair o coronavírus e ter sérias complicações: “o fato de ser atleta pode até garantir uma boa evolução, mas cada organismo é uma caixa de surpresas e vai reagir de um jeito.” 

Maria das Graças pede ainda atenção para as mudanças bruscas de temperatura nessa época do ano. 

Nas escolas, saem os óculos e entram as máscaras

As escolas de natação de Campo Grande enfrentam a maré baixa gerada pela pandemia, e as consequentes restrições de uso das piscinas, adotando medidas para manter a proteção dos que persistem nas braçadas. 

Menos nadadores na água e instrutores devidamente mascarados são algumas das precauções tomadas. 

“Nos vestiários, só estamos permitindo duas pessoas por vez, das seis raias, apenas três estão liberadas e o acesso dos nadadores ao espaço, somente no horário da aula marcada”, conta André Esquivel, de 28 anos, professor e técnico da A3 Escola de Natação. 

“Com a operação de apenas 30% da capacidade (limite imposto por decreto municipal), saímos de 160 para 55 alunos, e todos na faixa entre 20 e 40 anos.”

Esquivel pontua que a redução das raias já garante um distanciamento natural. “Outro ponto positivo é a água clorificada, que não transmite o vírus”, afirma. 

O treinador torce para o controle e estabilização do estado de saúde pública e a retomada das atividades plenas neste segundo semestre, com o retorno dos alunos de menos idade, já que a A3 mantém convênio com o Mace, idosos e os alunos de indicação médica.

No Rádio Clube, apenas uma das quatro piscinas está em funcionamento, e apenas para aulas e treinamentos. Nas oito raias, que comportam simultaneamente até 32 atletas, apenas dez estão podendo se exercitar. E o uso recreativo foi suspenso. 

“Estamos trabalhando com o que permite a regulamentação, mesmo o treinamento, está restrito para atletas a partir de 13 anos”, afirma Nelson Zaminelli, gerente da entidade, que dos mais de 300 alunos de natação, conta no momento apenas com 60. 

“O problema das crianças é que os pais costumam assistir às aulas, então acaba havendo aglomeração, os que estão vindo ficam agora fora do parque aquático.”

O gerente diz que a prioridade tem sido fazer com que os atletas não percam ritmo e condicionamento. “Isso já está bem prejudicado”, lamenta.

 “Temos muito nomes de nível nacional e internacional.” Além dos tratadores, que fazem manutenção permanente, a água das piscinas do Rádio Clube são submetidas a testes mensais sob a responsabilidade de um engenheiro químico.

“Por isso acho muito discutível, especialmente durante a pandemia, quando vem a Vigilância Sanitária e atesta a qualidade da água, mas não a saúde do sócio”, provoca Zaminelli.

Loterias

Resultado da Loteria Federal 6054-2 de hoje, sábado (04/04)

A Loteria Federal é a modalidade mais tradicional das loterias da Caixa, com sorteios realizados às quartas e sábados; veja números sorteados

04/04/2026 19h00

Foto: Reprodução

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A Caixa Econômica Federal realizou a extração 6054-2 da Loteria Federal na noite deste sábado, 4 de abril de 2026, a partir das 21h (de Brasília). O sorteio ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Resultado da extração 6054-2:

5º prêmio: 85835

4º prêmio: 44218

3º prêmio: 54560

2º prêmio: 36911

1º prêmio: 19022

O sorteio da Loteria Federal é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Como jogar na Loteria Federal

Os sorteios da Loteria Federal são realizados às quartas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

Para apostar na Loteria Federal você escolher o bilhete exposto na casa lotérica ou adquiri-lo com um ambulante lotérico credenciado. Você escolhe o número impresso no bilhete que quer concorrer, conforme disponibilização no momento da compra.

Cada bilhete contém 10 frações e pode ser adquirido inteiro ou em partes. O valor do prêmio é proporcional à quantidade de frações que você adquirir.

Com a Loteria Federal, são diversas as chances de ganhar. Você ganha acertando:

  • Um dos cinco números sorteados para os prêmios principais;
  • A milhar, a centena e a dezena de qualquer um dos números sorteados nos cinco prêmios principais;
  • Bilhetes cujos números correspondam à aproximação imediatamente anterior e posterior ao número sorteado para o 1º prêmio;
  • Bilhetes cujos números contenham a dezena final idêntica a umas das 3 (três) dezenas anteriores ou das 3 (três) dezenas posteriores à dezena do número sorteado para o 1º prêmio, excetuando-se os premiados pela aproximação anterior e posterior;
  • A unidade do primeiro prêmio.

Premiação

Você pode receber o prêmio em qualquer lotérica ou nas agências da Caixa.

Caso o prêmio bruto seja superior a R$ 2.259,20, o pagamento deve ser realizado somente nas agências da Caixa, mediante apresentação de comprovante de identidade original com CPF e do bilhete (ou fração) original e premiado.

Valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis a partir de sua apresentação em Agência da Caixa.

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Declaração

"Epidemia de chikungunya em Dourados será enfrentada sem apontar culpados", diz ministro

Em todo o estado, já foram registradas sete mortes neste ano, a maioria nas aldeias Jaguapiru e Bororó

04/04/2026 17h00

Ministro cumpriu agenda em Dourados nesta sexta-feira (3)

Ministro cumpriu agenda em Dourados nesta sexta-feira (3) Foto: Marcelo Olveira / Divulgação

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Recém empossado, o sul-mato-grossense Eloy Terena, ministro dos Povos Indígenas, classificou como crítico o cenário de emergência em Dourados, município que sofre com o avanço dos casos de chikungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. 

Em todo o estado, já foram registradas sete mortes neste ano, a maioria nas aldeias Jaguapiru e Bororó. A reserva indígena de Dourados concentra a maior parte dos mais de 1,7 mil casos confirmados da doença, 37 em gestantes. Outros 1.893 casos seguem em análise.

Durante visita à cidade nesta sexta-feira (3), o ministro afirmou que o enfrentamento da crise não será pautado pela busca de culpados.

"Quando se trata de saúde, vidas humanas, a responsabilidade é até global, né? Então nós não estamos aqui para dizer: 'ah, a responsabilidade era do município, ou do governo do estado, ou do governo federal'. Nós estamos aqui para reconhecer essa situação crítica, portanto nós não temos uma posição negacionista, e vamos enfrentar."

Diante do avanço da doença, o governo federal anunciou uma série de medidas para conter a proliferação do mosquito, interromper a transmissão e reforçar o atendimento à população.

Entre as ações, enviou cerca de R$ 3,1 milhões ao município. Do total, R$ 1,3 milhão será destinado a ações de socorro e assistência humanitária, R$ 974,1 mil vão financiar limpeza urbana, remoção de resíduos e destinação adequada do lixo e R$ 855,3 mil serão usados em ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya.

O Ministério da Saúde também informou que vai contratar, em caráter provisório, 50 agentes de combate a endemias, sendo que 20 começam a atuar já neste sábado (4). Eles vão se somar a 40 militares das Forças Armadas mobilizados na região.

A comitiva federal inclui ainda profissionais da Força Nacional do SUS, da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente.

Representando o Ministério da Saúde, Daniel Ramos destacou o foco no controle do mosquito.

“A assistência é uma das partes importantes e a gente vai entrar com ações contundentes de controle vetorial para reduzir esta pressão nos serviços [de saúde]”, afirmou.

Já a representante da Força Nacional do SUS, Juliana Lima, explicou que o cenário ainda é instável.

“O cenário está muito dinâmico. Ele vem se mostrando, dia após dia, com um perfil epidemiológico diferenciado. Então, a gente não está conseguindo ainda afirmar se há uma diminuição ou um aumento [do número de casos] nesta ou naquela aldeia. Mas fazemos o monitoramento, os registros, diariamente e, com isso, conseguimos sinalizar para a vigilância onde eles devem priorizar os atendimentos dos casos agudos.”

A situação de emergência em Dourados foi reconhecida pelo governo federal no dia 30 de março, após decreto municipal publicado em 27 de março.

Durante a visita, o ministro também chamou atenção para a necessidade de melhorar a coleta de lixo nas aldeias indígenas, apontando o acúmulo de resíduos como fator que contribui para a proliferação do mosquito.

“Temos que aperfeiçoar a questão dos resíduos sólidos, do lixo. É preciso atender de igual forma não só o contexto urbano, como as comunidades indígenas”, disse.

Segundo ele, há a intenção de discutir projetos estruturais com os governos municipal e estadual para ampliar a coleta de lixo nas comunidades.

“Para que possamos chegar a estas comunidades indígenas com projetos com vistas a melhorar a coleta de lixo”, concluiu.

Além de cinco mortes em Dourados, um idoso foi vítima de chikungunya em Bonito, ao passo que uma idosa morreu em Jardim. 

Saiba* 

Empossado no último dia 31, Eloy Terena ocupa cargo deixado por Sônia Guajajara que disputará uma vaga na Câmara Federal por São Paulo. 

**Com informações de Agência Brasil

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