Cidades

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Para aliado, decisão de Trad tem "efeito devastador"

Para aliado, decisão de Trad tem "efeito devastador"

MARIA MATHEUS

02/02/2010 - 23h15
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A decisão do prefeito Nelsinho Trad (PMDB) de apoiar a pré-candidatura da ministra- chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), teve “efeito devastador” para os aliados do governador José Serra (PSDB), principal rival da petista na sucessão presidencial. A avaliação é do presidente regional do PPS, Athayde Nery, integrante do Bloco Democrático Reformista (BDR), formado, ainda, pelo PSDB e pelo DEM. Com 79% de aprovação e grau de confiança de 85%, conforme pesquisa Ibrape publicada ontem, o peemedebista pode ser o principal cabo eleitoral de Dilma em Campo Grande, onde se concentra mais de 30% do eleitorado do Estado. Os altos índices de popularidade e confiabilidade de Nelsinho o tornam peça chave no tabuleiro eleitoral. Até mesmo serristas reconhecem o forte poder de influência do prefeito sobre os eleitores de Campo Grande. “Vai ter muita influência. Nelsinho é uma liderança forte. Ele é um líder da nova geração”, avaliou o vice- governador Murilo Zauith, presidente regional do DEM. Em eleições anteriores, a maioria dos eleitores de Mato Grosso do Sul preferiu candidatos tucanos à Presidência. Aqui, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva perdeu a disputa para Geraldo Alckmin (PSDB) em 2006, por 55% a 44,9%. Em 1998, quando Lula concorreu com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), obteve só 24% dos votos no Estado, contra 61%. A exceção foi em 2002, quando os índices se inverteram a favor do petista, que ganhou de Serra por 55% a 44% dos votos. Naquele ano, o Estado era governado por José Orcírio dos Santos (PT). Até então, as principais lideranças do PMDB apoiavam candidatos tucanos ao Palácio do Planalto. O PSDB teve o apoio do então prefeito de Campo Grande, André Puccinelli (PMDB), tanto em 1998 quanto em 2002. PMDB e PSDB detinham o comando da Prefeitura de Campo Grande, o maior colégio eleitoral do Estado, e do Executivo estadual, exceto nos oito anos de administração de Orcírio. Poder de influência Daí a importância da decisão de Nelsinho. A confiança da população depositada no prefeito pode ser decisiva para reverter o quadro a favor do PT. “Quem ganhou muita força com isso foi o PT, analisando friamente. Só se o Zeca (José Orcírio) desistir para não ter o efeito devastador que teve essa fala dele”, considerou Athayde. “Isso, claro, preocupou o BDR. Nos deixou angustiados”, comentou. Athayde classificou como “muito forte” o poder de transferência de votos de Nelsinho ao candidato que ele apoiar para presidente, especialmente considerando os índices de aprovação e confiabilidade do peemedebista. “Tem muito poder. A decisão do Nelsinho repercutiu nacionalmente”. A senadora Marisa Serrano (PSDB), por outro lado, considera difícil a transferência de votos. “Ninguém elege ninguém. Transfere um pouco, mas o candidato é que tem que fazer. Mas é claro que sempre tem influência”, reconheceu. O próprio prefeito está ciente de seu poder de influência. “Acaba influenciando, porque, se confiam na gente, nos tornamos uma referência para as pessoas. Isso é natural”, disse. Para Nelsinho, os bons índices mostrados pela pesquisa Ibrape aumentam sua responsabilidade “de realizar as ações da administração pública com total transparência e eficiência”. Mudança Para Athayde, o apoio de Nelsinho a Dilma não é definitivo. Depende da definição do PMDB em nível nacional, que está dividido entre fazer aliança com o PT, lançar candidato próprio e apoiar Serra. O BDR vai tentar convencer o prefeito a mudar de ideia, apesar de ele ter informado sua decisão até mesmo à própria ministra. “Vamos continuar disputando o Nelson para o Serra”, afirmou Athayde. “A gente acha que foi prematuro (o anúncio do prefeito), por conta da indefinição tanto do PMDB local como nacional e porque o PT tem um candidato aqui”, declarou.

JOGOS ESCOLARES

Inscrições para Jogos Escolares de Campo Grande são prorrogadas

Apenas modalidades individuais tiveram o prazo estendido até a próxima terça-feira (17)

14/03/2026 12h00

Divulgação

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As inscrições para a 38ª edição dos Jogos Escolares de Campo Grande, nas modalidades individuais foram prorrogadas até a próxima terça-feira (17). Com início ainda neste mês, a competição reúne estudantes de 12 a 17 anos, e funciona também como seletiva para os Jogos Escolares da Juventude de Mato Grosso do Sul.

Em busca de incentivar a prática esprotiva nas escolas e revelar talentos que possam representar a Capital em competições estaduais, os jogos são divididos entre masculino e feminino, em duas categorias, A e B.

Categoria A: para estudantes atletas de 15 a 17 anos;
Categoria B: para estudantes atletas de 12 a 14 anos;

Segundo o diretor-presidente da Fundação Municipal de Esportes (Funesp), Maicon Mommand, a competição anual é parte importante do incentivo ao esporte na Capital e por isso prorrogou o prazo de inscrições.

“Optamos por prorrogar o prazo de inscrições para garantir que mais atletas tenham a oportunidade de participar. Os Jogos Escolares de Campo Grande são uma importante iniciativa de incentivo ao esporte entre os adolescentes, promovendo integração e espírito esportivo”.

As modalidades que ainda estão disponíveis para inscrição são as individuais, inclusas: atletismo, badminton, ciclismo, ginástica artística, ginástica rítmica, judô, karatê, natação, taekwondo, tênis de mesa, vôlei de praia, xadrez, wrestling e atletismo adaptado. 

Conforme regulamento geral de ambas as modalidades (etapa 2) é possível se inscrever online e entregar a documentação presencial, das 07h30 às 13h na Gerência de Organização de Eventos da Funesp, localizada na Rua Paulo Coelho Machado, 663, no Bairro Santa Fé.

O regulamento e formulários estão disponíveis no site da Funesp.

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campo grande

Sem justificativa, gasolina subiu 16 centavos após início da guerra no Irã

Preço nas refinarias não sofreu alteração após o ataque dos EUA ao Irã. Se a comparação for com o fim de 2025, a alta no preço médio chega a 27 centavos

14/03/2026 11h45

Postos nos quais era possível abastecer por R$ 5,85 amanheceram com valores acima dos R$ 6 neste sábado

Postos nos quais era possível abastecer por R$ 5,85 amanheceram com valores acima dos R$ 6 neste sábado

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Embora a Petrobras tenha mantido o preço da gasolina mesmo com o aumento do petróleo no mercado mundial depois dos ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã, no dia 28 de fevereiro, nos postos de Campo Grande os preços aumentaram, em média, 16 centavos nas últimas duas semanas, o que representa aumento de 2,7%. 

Conforme pesquisa divulgada semanalmente pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), na semana que se encerrou em 28 de fevereiro,  o preço médio da gasolina nos 23 postos pesquisados em Campo Grande estava em R$ 5,89, com  os preços variando entre R$ 5,65 e R$ 6,09. 

Na pesquisa relativa à semana que se encerrou neste sábado (14), o valor médio é de R$ 6,05. No local mais barato, conforme este levantamento, a gasolina estava a R$ 5,89 e no mais caro, R$ 6,19. 

Mas, conforme apuração do Correio do Estado, em praticamente todos os postos os preços estão acima de seis reais. Naqueles em que até quinta-feira era possível abastecer por R$ 5,89 amanheceram neste sábabo cobrando R$ 6,08. Apesar de serem de bandeiras concorrentes, os preços saltaram em torno de 40 centavos nas últimas duas semanas de maneira uniforme. 

Este mesmo levantamento também aponta que nas duas últimas semanas ocorreu aumento da ordem de 14 centavos no preço médio da gasolina nos 49 postos que incluem cidades do interior.

Em 28 de fevereiro o preço médio era de R$ 6,06. Na pesquisa encerrada neste sábado, o valor médio estava em R$ 6,18.  A variação é de R$ 5,89 a R$ 6,94. Na prática, porém, na maior parte das cidades os preços já estavam acima dos sete reais neste sábado.

SEM JUSTIFICATIVA

O reajuste sem justificativa de agora não chega a ser novidade e nem é um caso isolado. No começo do ano o governo estadual elevou em 10 centavos por litro o valor do ICMS. Dias depois, porém, em 27 de janeiro, a Petrobras reduziu em 14 centavos o valor da gasolina nas refinarias. A pevisão era de que a redução nos postos fosse da ordem de 10 centavos por litro.

Ou seja, os dez centavos de aumento no começo do mês deveriam ter sido anulados em a redução concedida nas refinarias semanas depois. 

Na prática, contudo, no final da primeira semana de fevereiro os preços médios em Campo Grande estavam 12 centavos acima daquilo que era praticado no final de dezembro, conforme as pesquisas semanais da ANP. 

Na pesquisa fechada no dia 27 de dezembro do ano passado, antes da alta do imposto, o preço médio da gasolina em Campo Grande estava em R$ 5,78. Agora, o valor médio é de R$ 6,05. 

Desde então, em tese, não há explicação objetiva para aumento de preço das bombas.  Mesmo assim, desde o fim do ano passo o preço médio aumentou R$ 27 centavos, o que equivale a uma ala de 4,67%. 

 

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