
Tábua Bar Grill recebeu investimentos de mais de R$ 100 para evitar problemas (Foto: Paulo Ribas)
Em Campo Grande, a Lei do Silêncio obriga alto investimento dos proprietários de bares para evitar problema de barulho com a vizinhança. Apesar dos custos, o resultado é satisfatório e agrada tanto aos moradores da região como os próprios clientes que passam a frequentar um ambiente mais agradável e até mesmo climatizado, segundo reportagem na edição de hoje (10) do jornal Correio do Estado.
Como exemplo, o Tábua Bar Grill, que fica na Rua Antônio Maria Coelho com a Brasil na região central. Após constantes reclamações de uma moradora do prédio vizinho, o proprietário Pedro Luiz Domingues (foto) resolveu isolar o bar para evitar problema.

O custo foi alto, R$ 130 mil. Apesar disso, ele comemora o resultado. Principalmente por saber que agora não será mais alvo de reclamação por conta da música ao vivo em seu bar. “É um dinheiro que pesa, mas valeu a pena. Esse foi o preço do sossego”, diz.
Pedro conta que tomou conhecimento do problema, no final de 2012, quando a vizinha passou a telefonar no bar para reclamar da altura do som. O caso chegou, inclusive, a ser denunciado por ela no Ministério Público Estadual (MPE). Por sorte, na época da denúncia, já estava em andamento o projeto de isolamento acústico do bar.
Projeto aprovado
Em fevereiro deste ano, os vereadores de Campo Grande aprovaram a Lei Complementar 379/13, de autoria do vereador Eduardo Romero (PTdoB), que modifica e acrescenta artigos da Lei 2909/92 - o Código de Polícia Administrativa do município –, e à Lei Complementar 8/96, a popularmente conhecida Lei do Silêncio. A reportagem é de Rafael Bueno.


