Cidades

"Quanto é a coca?"

Para funcionárias, legendário preso com 150 kg de coca está somente "de folga"

Em live em uma rede social, funcionárias da hamburgueria Hump Steak Dourados respondem perguntas e dão respostas de duplo sentido

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Em meio ao escândalo envolvendo o legendário de 34 anos, Renan Silva Nascimento, que foi preso em flagrante com Dourados por um esquema de tráfico de drogas, uma live transmitida da hamburgueria Hump Steak Dourados, de onde ele é dono, chamou a atenção. 

Em meio a ironias, as funcionárias aparecem em uma rede social respondendo perguntas feitas por seguidores, incluindo perguntas de duplo sentido. 

Em uma das perguntas, um seguidor questiona se o local estaria aberto para consumo e uma das funcionárias responde que “estaremos abertos hoje, amanhã e depois. Quem está de folga é o presidente, não ‘é nós’”.

Outro seguidor pergunta qual seria o valor da “coca” e a mesma funcionária responde “Qual coca? Ah, aquela ali? A gente tem de 300 [ml] de 1 litro e de 600 [ml]”. 

Confira o vídeo abaixo.

O caso

Renan teve prisão preventiva pelo Ministério Público na quarta-feira (7) juntamente com Anderson Moreira Rosa e Maurício Martins quando a Polícia Civil de Dourados desmantelou um esquema de tráfico interestadual de drogas. 

Segundo a polícia, os investigadores flagraram uma van descarregando caixas na hamburgueria que, supostamente, seriam de alimentos utilizados para a produção de hambúrgueres. No entanto, encontraram 150 tabletes de pasta base de cocaína, totalizando 150 quilos da droga. 

Além da prisão em flagrante convertida em prisão preventiva, o Ministério Público apreendeu os telefones celulares dos três indivíduos para que a Polícia acesse, por 30 dias, mensagens, vídeos e fotografias. 

De acordo com a ficha de antecedentes criminais anexada ao auto de prisão em flagrante de Renan, ele é classificado como “criminoso habitual” por já possuir uma condenação por tráfico de drogas onde, em 2013, também foi preso em flagrante na cidade de Caarapó, tendo a prisão convertida em preventiva. 

Passagem pela polícia

Em 2015, Renan foi solto, mas foi condenado em 2017 a 42 meses de reclusão em regime aberto e pagamento de uma multa no valor de R$ 18.441,60. Em outubro de 2021, a condenação de Renan acabou e atualmente, ele atuava em Dourados, supostamente como dono de uma hamburgueria localizada em uma avenida movimentada da cidade.

Ainda de acordo com ação criminal, Anderson Moreira Rosa e Maurício Martins que foram presos juntos com Renan, acusados de terem trazido a droga da fronteira, não tem antecedentes criminais, fato que fez com que a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, que atua na defesa dos dois, solicitasse que os acusados respondessem pelo crime em liberdade, o que foi negado pela justiça. 

Em sua biografia de uma rede social, Renan se denomina Legendário 49075, fazendo menção à sua participação no movimento Legendários, que tem como objetivo levar homens solteiros ou casados a encontrarem sua melhor versão como seres humanos, desenvolvam seu potencial e se reconectem com os seus propósitos de vida. 
 

Comidas juninas

Procon aponta variação de até 266% em itens de festa junina em Campo Grande

A pesquisa realizada em 13 supermercados de Campo Grande inclui especiarias juninas a bebidas alcoólicas utilizadas para fazer quentão

08/06/2026 11h20

Divulgação

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Em pesquisa realizada pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), itens alimentícios de festa junina apresentaram variação de mais de 260% em 13 redes de mercados diferentes de Campo Grande. De amendoim a bebidas para quentão, a recomendação é comparar os preços na hora de montar o cardápio.

A instituição vinculada à Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead) realizou a pesquisa dos alimentos durante o período de dois dias, em 25 e 26 de maio deste ano. Ao todo, a pesquisa divulga o 803 produtos que foram pesquisados e disponibilizados em uma tabela.

Conforme ánalise, a canela em pó de 10g de determinada marca foi o item que apresentou maior disparidade entre os 13 supermercados, com a variação de 266% nos valores de um estabelecimento para outro. O maior preço em um determinado supermercado foi de R$ 5,49, enquanto no de menor preço o valor era de R$ 1,50.

A busca realizada pelo Procon inclui produtos com gramas, marcas e versões diferentes. A segunda maior variação na categoria de temperos da especiaria canela é a da versão em casca de 10g. Seu menor preço é de R$ 2,75 enquanto o maior possui valor de R$ 5,49, com uma variação de 99,64% entre um supermercado e outro.

Os consumidores também deve voltar a atenção a um dos queridinhos das comidas típicas, o milho verde de bandeja registrou a variação de 73,20% de um estabelecimento para outro, de R$ 7,50 a R$ 12,99. O coco ralado adoçado de 100g também aparece entre as grandes variações no preço, com 116,63% de R$ 4,15 a R$ 6,01.

Já o fubá mimoso de 500g, de seis marcas diferentes pesquisadas algumas não apontaram nenhuma variação de preço de um mercado para outro, enquanto outra teve 100,29% diferença, com menor preço em R$ 3,49 e maior em R$ 6,99.

Outras oscilações que destacam-se são a de amendoim cru de 400g, com 146,43% de mudança nos preços, canjica amarela de 400g, com 118,81%, e canjica branca de 400g, com 100,99% de variação.

Entre as variações nas bebidas alcoólicas, a cachaça de 965ml apresentou a maior variação entre os mercados de 101,37%, com o menor preço em R$ 13,90 e o maior em R$ 27,99 e o vinho tinto suave de 750ml com 85,27%, variando os preços de R$ 15,95 a R$ 29,55.

Aqueles que desejam organizar as compras em base dos valores médios, a tradicional paçoca rolha de 210g aparece com preço médio de R$ 10,38, enquanto as canjicas amarela e branca de 500g estão cerca de R$ 4,33 e R$ 5,54, respectivamente.

O Procon ressalta que os produtos estão sujeitos a alterações e confirmam a necessidade dos consumidores compararem os preços antes de fazer as compras de festas juninas. Além de manter a atenção em prazos de validade e emissão da nota fiscal. A sugestão é que a compra seja feita em comércio local para reduzir custos com deslocamento.

Outros produtos que são utilizados na produção de alimentos típicos da festa como leite, arroz, leite condensado, molhos e temperos podem ser conferidos na Tabela de Pesquisa de Itens para Festa Junina.

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Maracaju (ms)

DOF apreende quase 800 kg de droga em milharal após capotamento

Entorpecente foi avaliado em R$ 1,6 milhão

08/06/2026 11h05

Veículo capotado abarrotado de maconha

Veículo capotado abarrotado de maconha DIVULGAÇÃO/DOF

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Policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam 785 quilos de maconha, em um milharal, localizado no cruzamento das rodovias BR-267 e MS-164, no distrito de Vista Alegre, município de Maracaju.

O entorpecente estava acondicionado em tabletes no interior de um Chevrolet GM Onix e foi avaliado em R$ 1,6 milhão.

Conforme apurado pela reportagem, os militares fiscalizavam a rodovia, quando deram ordem de parada ao motorista do Onix. Mas, ele desobedeceu e fugiu em alta velocidade sentido a Maracaju.

Os policiais perseguiram o carro e, após alguns quilômetros, localizaram o veículo capotado às margens da rodovia, em uma plantação de milho.

O condutor fugiu a pé e não foi localizado posteriormente pelos policiais. Em vistoria, os policiais flagraram os fardos no porta-malas e bancos traseiro e do passageiro.

O veículo e o entorpecente foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Maracaju.

TRÁFICO DE DROGAS

O tráfico de drogas é um problema crescente no Brasil.

Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006.

Mas, mesmo proibidos, ainda ocorrem em larga escala em Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido como um vasto corredor no Brasil, devido à sua extensa fronteira com outros países. Com isso, é uma das principais rotas utilizadas para a entrada de substâncias ilícitas no país. 

O tráfico resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios.

Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 4.292,84 kg de cocaína e 258.202 kg de maconha foram apreendidos, entre 1º de janeiro e 8 de junho 2026, em Mato Grosso do Sul

Em 2025, 14.651 quilos de cocaína, 538.750 quilos de maconha e 378 quilos de outras drogas foram apreendidos.

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