Cidades

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Para Orcírio, DEM foi radical

Para Orcírio, DEM foi radical

Redação

01/04/2010 - 20h53
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Marco Eusébio

 

O ex-governador e pré-candidato ao Governo do Estado, José Orcírio Miranda dos Santos (PT), classificou de "radical", ontem, resolução aprovada da Executiva Nacional do Democratas proibindo seus diretórios estaduais de formarem coligações em que o candidato ao governo seja do PT. A decisão, anunciada na terça-feira pelo líder do partido na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (SC), autor da proposição, sepulta de vez as expectativas de Orcírio contar com o DEM em seu palanque nas eleições deste ano em Mato Grosso do Sul.

"Essa posição do DEM é radical", classificou Orcírio. O petista, entretanto, disse que o assunto é de foro interno do partido. "Este caso cabe ao DEM regional analisar. Não cabe a nós, ao PT, entrar no mérito", ponderou. O pré-candidato destacou que ao assediar o DEM "quis fazer um gesto" de que as portas estavam abertas. Na sua avaliação, os aliados do rival PMDB enfrentavam a indefinição da candidatura do vice-governador Murilo Zauith. Diante disso, além de tentar reforçar sua base eleitoral, pretendia desfalcar o apoio ao PMDB. O petista, entretanto, frisou que "o PTB continua sendo prioridade para o PT". Nesta semana, porém, a mesma tática foi usada pelo adversário. A cúpula do PTB recebeu proposta também do governador André Puccinelli (PMDB) e vai decidir a quem apoiar em reunião da Executiva marcada para sexta-feira da semana que vem, dia 9 de abril.

 

Triângulo "amoroso"

Nos últimos meses, embora tivesse oferecido a candidatura a vice de sua chapa, a possibilidade de assumir duas secretarias e, conforme fonte petebista, também R$ 1,5 milhão para estrutura de campanha ao PTB, o ex-governador petista tentou atrair o apoio do DEM à sua pré-candidatura com os mesmos dotes. Mais recentemente, acenou ao atual vice-governador democrata Murilo Zauith a suplência do senador Delcídio do Amaral (PT) e a vaga de vice à empresária Cecília Zauith, mulher de Murilo.

A negociação paralela gerou indignação de lideranças do PTB e surpreendeu, inclusive, o senador Delcídio que considerou absurdas as ofertas ao DEM sem consenso do próprio PT. Se recuperando da dengue, Delcídio disse nesta semana ter ficado surpreso com essa negociação. "Ninguém me falou absolutamente nada sobre isso. Qualquer discussão de suplência ou de vice tem de ser dentro do partido", comentou.

Combustível

Camila Jara quer investigação sobre preços abusivos da gasolina em MS

Em cidades do interior do Estado, o combustível era revendido a quase 50 centavos mais cara que a média nacional

12/03/2026 15h45

Preço médio da gasolina em Mato Grosso do Sul é de R$ 6,06

Preço médio da gasolina em Mato Grosso do Sul é de R$ 6,06 FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A deputada federal Camila Jara (PT-MS) enviou um pedido à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para abertura de investigação sobre práticas abusivas no preço da gasolina em postos de combustíveis de Mato Grosso do Sul.

O pedido, enviado na última quarta-feira (11), se refere ao aumento do preço do combustível no Estado, mesmo sem o anúncio oficial de aumento dos valores das refinarias da Petrobrás. 

Segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina no Brasil até o dia 3 de março de 2026 era de R$ 6,30. Em Campo Grande, por exemplo, a média analisada no mesmo período era de R$ 5,90.

No entanto, em outras cidades do Estado, foi possível observar médias superiores à da Capital e até mesmo, da média nacional. Em Dourados, a gasolina comum era revendida, em média, por R$ 6,40; em Ponta Porã, chegava a R$ 6,44; e em Corumbá, os preços variavam entre R$ 6,79 a R$ 6,85. 

Camila Jara ressaltou, no pedido, que a Petrobrás não fez nenhum anúncio recente de aumento dos preços domésticos. A empresa, que responde por cerca de 75% do fornecimento de gasolina às distribuidoras, tem indicado que eventuais mudanças seguem critérios que evitam repasses imediatos de volatilidades externas ao mercado interno.

“A população não pode pagar a conta de aumentos que não se explicam pela política de preços nas refinarias. Esse aumento impacta diretamente na vida das pessoas, aumentando a inflação, encarecendo o transporte e o preço dos alimentos. Por isso, é fundamental garantir transparência e proteger o consumidor de possíveis abusos”, afirmou a parlamentar.

Desde janeiro

Em janeiro, a Petrobrás reduziu em 14 centavos o preço da gasolina nas refinarias. Porém, no início do mês de fevereiro, houve aumento nos preços médios nos postos de revenda no Estado. 

Na pesquisa da ANP divulgada no dia 24 de janeiro, quando já havia sido aplicado o aumento de 10 centavos relativo ao aumento do ICMS, o preço médio da gasolina comum em Campo Grande era de R$ 5,89, variando entre R$ 5,69 e R$ 6,08. 

Porém, duas semanas após a redução nas refinarias, a mesma pesquisa revelou que o preço médio está em R$ 5,90, com variação de R$ 5,65 a R$ 6,19. Ou seja, apesar da redução na refinaria, o preço médio subiu um centavo. No caso do preço máximo, a diferença a maior é de 11 centavos, sendo que a previsão era de que ocorresse queda de nove centavos. 

E não é somente em Campo Grande que o setor de revenda mais uma vez "se esqueceu" de repassar a queda ao consumidor. Antes do anúncio feito pela Petrobras, o valor médio em Mato Grosso do Sul era de R$ 6,08. Neste sábado, conforme a ANP, está em R$ 6,10. O valor máximo, que era de R$ 6,89 no dia 24 de janeiro, subiu para R$ 6,19.

Em tese, o desconto feito no final de janeiro pela Petrobras deveria ter anulado o aumento do imposto estadual, que entrou em vigor no começo de janeiro, que foi de dez centavos sobre o litro da gasolina.

Ou seja, os revendedores elevaram os preços quando o governo estadual passou a cobrar mais ICMS e não reduziram quando a Petrobras baixou seus valores. 

 

Apreensão

Jovem é presa com 15 kg de skunk em ônibus na BR-262, em Corumbá

Droga foi localizada na bagagem da passageira com auxílio de um cão farejador

12/03/2026 14h45

Foto: Divulgação / PF

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Uma jovem de 19 anos foi presa na manhã de quarta-feira (11) após ser flagrada transportando aproximadamente 15 quilos de "skunk", popularmente conhecida como "supermaconha" em um ônibus de linha abordado na Rodovia Ramon Gomes, trecho da BR-262, em Corumbá, interior do Estado.

A droga foi localizada na bagagem da passageira com auxílio de um cão farejador durante fiscalização conjunta da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O ônibus seguia viagem com destino a São Paulo quando foi parado por volta das 8h30 para inspeção. Durante a verificação das bagagens, o cão de faro "K9" indicou a presença de entorpecentes em uma mala pertencente à jovem. Ao abrirem o volume, os agentes encontraram cerca de 15 quilos de skunk, variação mais potente da maconha.

Questionada pelos policiais, a passageira afirmou que receberia R$ 7 mil para transportar a droga até a capital de São Paulo. Ela foi detida no local e encaminhada à Polícia Federal, que ficará responsável por dar continuidade às investigações.

A ação faz parte da Operação da Força Especial de Repressão Aduaneira (Fera), iniciativa voltada ao reforço das atividades de vigilância, repressão e apoio à fiscalização em todo o país.

O programa tem como foco intensificar o combate ao tráfico de drogas e outros crimes transnacionais, com atenção especial às regiões de fronteira consideradas estratégicas para o escoamento de entorpecentes.

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