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Criado há 13 anos

Parque Nacional da Serra da Bodoquena aguarda regularização

Parque Nacional da Serra da Bodoquena aguarda regularização

da redação

04/08/2013 - 00h00
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A um mês de completar 13 anos de criação em Mato Grosso do Sul, Parque Nacional da Serra da Bodoquena ainda aguarda regularização fundiária para finalmente poder receber ações de manejo, conforme reportagem da edição deste domingo do jornal Correio do Estado.

Ainda conforme a matéria assinada por Daniella Arruda, a regularização do parque vai destravar a vida dos donos de 78 propriedades rurais e 34 lotes de agricultura familiar que tiveram parte ou a totalidade de suas áreas inseridas na unidade de conservação, “encravada” nos municípios de Bodoquena, Bonito, Miranda e Porto Murtinho e alvo de embate judicial nos últimos sete anos.

Donos na teoria, mas não na prática, os proprietários enfrentaram dificuldades para fazer simples atividade de manejo florestal. A maioria até aceitaria repassar as terras para o governo federal, mas a transação esbarra na falta de recursos.

O assessor jurídico da Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul (Famasul), Carlo Daniel Coldibelli, comenta sobre a lacuna que fica, quando o governo federal cria uma unidade de conservação. “Ali existem situações de produtores que fizeram pedidos de licenciamento ambiental e manejo programado e não conseguiram, porque há o entendimento de que é área de parque e não se pode fazer nada naquela propriedade. Enquanto não se formaliza a transferência (para o parque), o tributo continua sendo pago pelo proprietário".

CAMPO GRANDE

Valor gasto com tapa-buraco em 4 anos daria para recapear 200 km

Somados, os sete contratos que englobam o serviço nas sete regiões da Capital correspondem a R$ 197 milhões desde 2022

25/02/2026 08h00

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O serviço paliativo do tapa-buraco já custou aos cofres públicos de Campo Grande cerca de R$ 197 milhões nos últimos quatro anos, montante que poderia ter sido usado para fazer o recapeamento de 200 quilômetros a 300 quilômetros de vias durante esse período, que, provavelmente, teriam maior durabilidade, avalia especialista consultada pela reportagem.

De acordo com o portal de Transparência da Prefeitura de Campo Grande, existem sete contratos ativos que realizam o tapa-buraco, cada um responsável por uma região da cidade (Anhanduizinho, Bandeira, Centro, Imbirussu, Lagoa, Prosa e Segredo).

A grande maioria dos contratos foi assinada entre julho e agosto de 2022, com exceção dos contratos das regiões Bandeira e Lagoa, que foram celebrados no mês passado.

Todos têm duração de um ano, com possibilidade de prorrogação por mais cinco anos, e estão sob responsabilidade de duas empresas: Construtora Rial e RR Barros Serviços e Construções.

Durante esses quatros anos, os contratos já consumiram, pelo menos, R$ 197.340.972,61, contando o valor original e os aditivos. Contudo, para muitos campo-grandenses, o serviço não resolve o real problema das vias da cidade, já que tem caráter paliativo e emergencial, não sendo uma solução no longo prazo.

Ao Correio do Estado, a engenheira civil Rocheli Carnaval explica que o recapeamento asfáltico pode ser uma solução melhor que o tapa-buraco, mas a escolha depende de outros fatores e, geralmente, as chuvas influenciam muito nessa decisão – inclusive, este fevereiro já é o mais chuvoso da década.

“As fortes precipitações aceleram a deterioração do pavimento asfáltico, principalmente quando a água se infiltra em camadas superiores, reduzindo a coesão dos materiais e intensificando a formação de buracos, deformações e trincas”, explica Rocheli.

“O que não quer dizer que as chuvas são as causadoras dos danos nos pavimentos, elas apenas deixam à mostra o estado precário de uso e conservação deles. Nesse contexto, é fundamental que a escolha entre serviços de tapa-buracos e recapeamento asfáltico seja rigorosamente orientada por critérios técnicos e pelo princípio de eficiência no uso dos recursos públicos”, completa a especialista.

A engenheira reforça que há trechos da Capital que precisam de outra solução além do tapa-buraco, visto que o serviço “não corrige as causas profundas do problema, gerando necessidade de frequentes intervenções e, sob a ótica do custo ao longo do tempo, pode resultar em dispêndios superiores aos de uma reabilitação estruturada”.

Ela também cita que, em média, o montante de quase R$ 200 milhões poderia render entre 200 km e 300 km de recapeamento.

“Pode ser que isso não seja suficiente para resolver todos os problemas, porém, é um investimento que faz com que você tenha uma vida útil muito maior”, pontua.

Levando em consideração essa estimativa e a extensão de avenidas importantes da cidade, esse valor daria para recapear as Avenidas Afonso Pena, Ernesto Geisel, Manoel da Costa Lima, Mascarenhas de Moraes, Coronel Antonino/Cônsul Assaf Trad (todas essas nas duas mãos) e Calógeras.

Ao todo, essas vias totalizam cerca de 67 km, o que significa que outros 133 km ainda poderiam ser recapeados.

Para Rocheli Carnaval, em Campo Grande, a melhor opção no momento seria o recapeamento asfáltico.

“A meu ver, para Campo Grande, a melhor prática de reabilitação viária seria o recapeamento asfáltico na maioria das regiões, com o incremento de novas tendências de estruturas urbanas como as chamadas soluções baseadas na natureza [SBN], porém, [isso] deve exigir um diagnóstico técnico detalhado dos órgãos competentes que leve em conta o impacto das chuvas intensas, a extensão dos danos, que estão cada vez maiores, o custo-benefício dos serviços e a segurança dos condutores de veículos e transeuntes”, avalia a engenheira.

Buracos na Rua Bernardo Franco Baís desafiam motoristas que transitam pela Vila Carvalho - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

PERCEPÇÃO

Além do debate entre recapeamento e tapa-buraco, alguns moradores de longa data de Campo Grande citam que os buracos da cidade eram resolvidos de forma mais ágil há 15 anos, em comparação com agora, mesmo com o avanço da tecnologia dos equipamentos.

Para o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Marcelo Miglioli, essa impressão é equivocada, já que naquele tempo a malha viária da Capital não era tão envelhecida quanto agora, o que deixa o debate difícil.

“O asfalto vai ficando velho, você vai restaurando ele e você tem novos pavimentos que vão ficando velhos, é um ciclo de vida do pavimento. Agora, você passa 30 [anos], 40 anos sem fazer, você vai tendo um acúmulo de pavimento com problema. Hoje, pelo menos 70% da malha está comprometida, o que dificulta muito”, diz o secretário.

Vale destacar que este já é um dos meses de fevereiro mais chuvosos da história recente de Campo Grande, com 250 mm acumulados.

Segundo gráfico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que pega como referência os dados de 1991 a 2020, as precipitações em fevereiro na Capital costumam ficar entre 180 mm e 220 mm, ou seja, geralmente é um dos meses mais chuvosos do ano na cidade.

RELATOS

Dono de uma padaria próximo ao Centro, que tem dois buracos grandes em frente, Guilherme Preto, de 36 anos, relata que ambos surgiram em outubro do ano passado e têm prejudicado moradores que passam com veículos na rua. Além disso, ele diz que já avistou cinco acidentes na região por causa das “crateras”.

Tentando solucionar o problema, há duas semanas ele contatou a prefeitura por meio do número 156 (Central de Atendimento ao Cidadão/Ouvidoria) e preencheu o formulário para que o buraco fosse tapado. No entanto, até o momento, nenhuma equipe compareceu para dar fim ao defeito.

“Faz uns 15 dias que eu fiquei sabendo desse número da prefeitura, mas até agora nada. A moça da prefeitura falou: ‘Mas é só na frente do teu comércio que você quer que mexa?’ Falei: ‘Não, a rua é inteira, mais para a frente tem buraco também’. Minha preferência é aqui, mas se já puder arrumar, é melhor ainda”, afirma o comerciante.

Thiago Silva, de 22 anos, é funcionário de uma oficina no Bairro Guanandi, onde também foram avistados inúmeros buracos pela reportagem. Para ele, esse problema na cidade sempre existiu, porém, nos últimos meses, tem se intensificado.

“Sempre teve buracos, só que ultimamente está mais frequente, mais recorrente, sim. Não sei quem é responsável por essa parte, mas ultimamente deu para perceber que está aumentando bastante a quantidade. Começou a aumentar de uns seis meses para cá”, opina.

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Atlas/Bloomberg

Lula cai 3,8 pontos e Flávio cresce 2,9 em principal cenário de 1º turno

No cenário considerado principal pelo levantamento, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 37,9%

25/02/2026 07h54

A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 19 e 24 de fevereiro

A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 19 e 24 de fevereiro

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Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 25, aponta recuo nas intenções de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no principal cenário de primeiro turno das eleições presidenciais.

No cenário considerado principal pelo levantamento, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 37,9%. Ante a rodada anterior, de janeiro, Lula caiu 3,8 pontos porcentuais, enquanto o senador cresceu 2,9 pontos.

Na sequência, aparecem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 4,9%; o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 3,9%; o presidente do partido Missão, Renan Santos, com 2,9%, e o ex-ministro da Defesa e ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo (DC), com 1,1%.

A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto porcentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07600/2026.

Em um segundo cenário de primeiro turno, Lula marca 45,1%, seguido por Flávio, com 39,5%. Zema aparece com 3,9%; o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), com 3,8%; Renan Santos, com 3,2%; e Aldo Rebelo, com 1,1%.

No terceiro cenário testado, Lula soma 45,3% e Flávio, 39,1%. Zema registra 5,7%; Renan Santos, 3,7%; o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), 1,6%; e Aldo Rebelo, 1,2%.

No quarto cenário, o petista registra 43,3% das intenções de voto, seguido pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 36,2%, Zema, com 8,5%, Caiado com 5,1%, Renan Santos, com 2,5% e Aldo Rebelo, com 0,9%.

Já em um quinto cenário, Lula amplia a vantagem e alcança 47,1%, enquanto Flávio recua para 33,1%. Nesse quadro, Tarcísio aparece com 7,4%; Caiado tem 4,1%; Renan Santos, 3,3%; Zema, 1,5%; e Aldo, 1,4%.

No sexto cenário, com substituição do candidato do PT, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), registra 39,1%, tecnicamente empatado, na margem, com Flávio Bolsonaro, que tem 37,1%. Zema marca 4,1%; Caiado, 3,8%; Renan Santos, 3,5%; e Aldo, 1,4%.

Popularidade

A pesquisa  também mostra piora na avaliação do presidente Lula, com leve avanço na desaprovação e queda mais acentuada na aprovação do governo.

Segundo o levantamento, 46,6% dos entrevistados aprovam o desempenho de Lula na Presidência, enquanto 51,5% desaprovam. Em relação à rodada anterior, a desaprovação oscilou 0,8 ponto porcentual para cima, e a aprovação recuou 2,1 pontos porcentuais.

Na avaliação qualitativa do governo, 42,7% classificam a gestão como ótima ou boa, ao passo que 48,4% a consideram ruim ou péssima. Outros 8,9% avaliam o governo como regular. Na comparação com a pesquisa anterior, a taxa de ótimo ou bom caiu 4,4 pontos porcentuais, enquanto o índice de ruim ou péssimo oscilou 0,1 ponto porcentual para baixo. Já a avaliação regular cresceu 4,5 pontos porcentuais.

Recortes demográficos

Entre os segmentos que mais aprovam o presidente estão agnósticos ou ateus (73,5%), idosos (60,4%) e eleitores de maior renda (58,5%). Por outro lado, os grupos com maior índice de desaprovação são evangélicos (74,2%), moradores da região Centro-Oeste (69%) e pessoas com idades entre 25 e 34 anos (63,4%).

A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto porcentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07600/2026.

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