Cidades

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Paternidade de indústria vira guerra política

Paternidade de indústria vira guerra política

Redação

19/02/2010 - 08h21
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PT e PMDB est ão em guerra pela paternidade do complexo industrial Fibria/ International Paper de Celulose e Papel de Três Lagoas e brigam para atrair a atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que visita a fábrica hoje. Os petistas são taxativos ao declarar que o empreendimento só saiu do papel graças ao empenho do ex-governador José Orcírio dos Santos (PT), que, segundo eles, viabilizou os incentivos fiscais para atrair os investidores para Mato Grosso do Sul. No entanto, os anfitriões políticos serão o governador André Puccinelli (PMDB) e a prefeita Simone Tebet (PMDB). O fato de os peemedebistas figurarem como estrelas, ao lado do presidente, irritou alguns petistas. José Orcírio não perdeu tempo e postou em seu twitter críticas, denunciando a suposta apropriação indébita da obra por parte de lideranças do PMDB. “Todos sabem que a inauguração do complexo industrial Fibria/International Paper de celulose e papel no município é graças ao governo do PT”, afirmou. “Não dá pra ficar ouvindo quem não moveu uma palha ‘cacarejar’, agora, que foi quem trouxe a empresa pra cá. Todos sabem que não é verdade”, completou. O vice-presidente do Diretório Municipal do PT, Gilmar Tosta, reforçou o discurso, acusando Simone Tebet de ingrata. “Quem construiu Três Lagoas foi o governo do presidente Lula. Lamento a ingratidão da prefeita, que avoca todas as obras para si”, acusou. Segundo ele, não faltam no município empreendimentos federais e, como exemplo, citou a revitalização do balneário municipal, a construção de clínicas de saúde e o asfaltamento de ruas. Sobre a viabilização do complexo industrial Fibria/ International Paper, Tosta deu o mérito ao ex-governador. “O Zeca (José Orcírio) foi para os Estados Unidos buscar a fábrica, oferecendo incentivos fiscais”, contou. No entanto, hoje, serão os peemedebistas que terão local de destaque ao lado do presidente. Como governador e como prefeita, respectivamente, Puccinelli e Simone vão dividir as atenções com Lula. Eles vão recepcioná-lo no aeroporto e seguir de helicóptero presidencial direto para a empresa. “O André e a Simone aproveitam os cargos políticos para dar a entender ao povo que eles são os responsáveis pela instalação da fábrica”, comentou Tosta. Demarcando espaço Para não ficarem por bai xo, os pet istas foram atrás de espaço no evento do presidente, em Três Lagoas, contudo, negam qualquer intenção de transformar a passagem da estrela do partido em ato político. José Orcírio vai encontrar-se com Lula na sala vip, montada na fábrica. Ele garante que só decidiu comparecer ao ato porque teria sido convidado pelo presidente. “Não estou preocupado em falar sobre política com ninguém, pois o momento é inadequado”, desconversou. A prefeita Simone Tebet também fez questão de ressaltar o esforço em não transformar o evento em palanque eleitoral e não quis entrar no mérito de quem é o responsável pela implantação da fábrica em Três Lagoas. Para ela, os políticos devem se empenhar e se unir, independentemente de bandeira partidária, para trazer recursos para os municípios de Mato Grosso do Sul e não se aterem em colher louros eleitoreiros. Mas o fato é que o PT e PMDB estão de olho nas eleições e devem tratar de política com Lula. Tudo caminha para Puccinelli e Orcírio polarizarem a disputa pelo Governo do Estado e, neste caso, o apoio de um presidente popular torna-se fundamental. O governador já avisou que só ficará do lado da candidatura da min istra Di lma Rousseff a presidente da República se o PT não enfrentá-lo na sucessão estadual. Hoje, ele deverá reforçar sua posição a Lula. Em contrapartida, José Orcírio vai marcar presença para endossar sua intenção do concorrer ao governo.

Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

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Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

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