Cidades

CASCALHOS DE AREIA

"Patrola" vira réu pela segunda vez por corrupção em contratos na Capital

Empreiteira de André Luiz dos Santos e uma segunda responderão em ação baseada na lei anticorrupção empresarial

Continue lendo...

As empresas André L. dos Santos Eireli (de propriedade de André Luiz dos Santos) e Engenex Construções e Serviços Eireli (de Mamed Dib Rahim, Edcarlos Jesus da Silva e Paulo Henrique Silva Maciel), foram enquadradas na Lei Anticorrupção Empresarial e tornaram-se rés por fraude à licitação e corrupção em um contrato. Esta é a segunda vez que André “Patrola” é enquandrado por corrupção.

A denúncia foi feita pela 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público, pelo promotor Humberto Lapa Ferri, em inquérito que levou a deflagração da Operação Cascalhos de Areia, em 2023, e que apurou a prática de fraude na prestação de contratos com a Prefeitura de Campo Grande.

“A presente Ação Civil Pública, fundamentada na Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013), decorre da investigação de práticas ilícitas envolvendo as pessoas jurídicas André L. dos Santos Eireli e Engenex Construções e Serviços Eireli, que atuaram com o objetivo de fraudar processo licitatório, garantir vantagens indevidas e desviar recursos públicos no decorrer do Contrato nº 217/2018, com foco na manutenção de vias não pavimentadas e locação de maquinário e veículos junto ao Município de Campo Grande, entre 2017 e 2022”, diz trecho do documento, de mais de 3 mil páginas.

Segundo a denúncia, os contratos fechados entre a prefeitura, a empresa de Patrola e a Engenex, para manutenção de vias não pavimentadas, não foram, efetivamente, executados, além de terem sido contradas outras irregularidades.

“No bojo das provas há diversos documentos apreendidos, planilhas orçamentárias e propostas licitatórias que mostravam a existência de manipulações e ajustes de valores previamente acordados entre André L. dos Santos Eireli e Engenex Construções e Serviços Eireli. Além das fraudes no processo licitatório, as provas periciais indicaram que as empresas envolvidas utilizaram de métodos fraudulentos para maquiar a execução dos serviços, apresentando notas fiscais falsas, relatórios forjados e documentos fictícios”, diz trecho da ação movida pelo Ministério Público. 

“As empresas André L. dos Santos Eireli e Engenex Construções e Serviços Eireli também contaram com a colaboração ativa de funcionários públicos, que, em troca de vantagens indevidas, forjaram laudos de medição e atestaram a execução completa dos serviços”, complementa o promotor.
Conforme a investigação, apesar de os contratos firmados com a prefeitura terem o objetivo de atender a ruas não pavimentadas, com o cascalhamento das mesmas, as empresas teriam “executado” os serviços em ruas já asfaltadas.

“A empresa Engenex Construções teria efetuado intervenção na Avenida Prefeito Lúdio Martins Coelho, nos trechos entre as Ruas João Rezek e Rogério Giordano, Rua Maria Carlota Giordano até a Rua Armando Capriata, e entre as Ruas Alberto Jissum Minei até a Avenida Roseira, todas no Bairro Residencial Oliveira III, conforme será demonstrado através da planilha oficial de medição”, diz a investigação.

“Ocorre que, segundo apurado através de consulta ao aplicativo Google/Maps, a Avenida Lúdio Martins Coelho possui pavimentação asfáltica nos trechos mencionados, impossibilitando assim, de acordo com o preconizado no contrato nº 194/2018, a intervenção da empresa Engenex Construções no local”, completou.

Com o fim das investigações, a 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos transformou as duas empresas em rés e deu 15 dias para que elas se manifestassem na ação civil pública. Isso aconteceu no fim de agosto e até agora as empresas não se manifestaram no processo.

O prejuízo total segundo a ação inclui R$ 1.302.630,83 por serviços não comprovados e R$ 1.410.237,36 por pagamentos indevidos por aumento injustificado nas distâncias de transporte. Se condenadas, as empresas podem sofrer sanções administrativas, como multas ou serem impedidas de contratarem com a administração pública.

PRIMEIRA CITAÇÃO

Em outubro do ano passado o empreiteiro André Luiz dos Santos, o André “Patrola”, e mais 11 empresários e servidores públicos envolvidos no suposto esquema de corrupção revelado pela Operação Cascalhos de Areia viraram réus, após denúncia feita pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

O processo, mesmo um ano depois, seque em segredo de Justiça.  O caso tramita na 5ª Vara Criminal de Campo Grande, sob responsabilidade do juiz Waldir Peixoto Barbosa. Eles foram denunciados por fraude em licitações, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros crimes.

CASCALHO DE AREIA

Deflagrada em junho de 2023 pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a Operação Cascalho de Areia cumpriu 19 mandados de busca e apreensão. 

Além de André “Patrola” e outros empresários, o ex-secretário municipal de Infraestrutura de Campo Grande, Rudi Fiorese também foi alvo da ação, já que os contratos investigados foram assinados por ele. 

Assine o Correio do Estado.

Imigrantes

Cubanos superam venezuelanos em pedidos de refúgio no Brasil; veja números

O estudo leva em conta o período de 2010 a 2025 e foi divulgado nesta segunda-feira (22)

22/06/2026 19h00

FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

Os cubanos lideraram os pedidos de refúgio no Brasil em 2025, superando os venezuelanos, que estiveram no topo do ranking nos últimos anos. O País recebeu 75.599 pedidos desse tipo de acolhimento feito por cidadãos de outras nacionalidades, atrás apenas de 2018 e 2019.

Destes, 41.919 (55,4%) vieram de Cuba, crescimento de 88,1% em relação ao ano anterior. Já 21.233 (28,1%) venezuelanos pediram refúgio - no ano anterior tinham sido 27.140.

Impulsionadas pelos cubanos, as solicitações de refúgio aumentaram 10,9% em 2025, em comparação com o ano anterior.

Os dados são do relatório Refúgio em Número 2026, produzido pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

O estudo leva em conta o período de 2010 a 2025 e foi divulgado nesta segunda-feira, 22, em evento alusivo ao Dia Mundial do Refugiado, que transcorreu no sábado, 20.

Conforme o MJSP, o refúgio é concedido para a pessoa que foi forçada a sair do país por fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social, opiniões políticas, ou por causa de grave e generalizada violação de direitos humanos. Enquanto tramita um processo de refúgio, pedidos de expulsão ou extradição ficam suspensos.

O refúgio tem diretrizes globais definidas e possui regulação pelo organismo internacional Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

No Brasil, a matéria é regulada pela Lei nº 9.474, de 22 de julho de 1997, que criou o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), e pela Convenção das Nações Unidas sobre o Estatuto dos Refugiados, de 28 de julho de 1951.

O país receptor é obrigado a proteger contra a devolução ao país onde corre risco, além de dar acesso ao trabalho, educação, saúde, liberdade religiosa e à documentação legal.

Nacionalidades que mais pediram refúgio no Brasil em 2025

  • Cuba: 41.919 (55,4%)
  • Venezuela: 21.233 (28,1%)
  • Colômbia: 1.432 (1,9%)
  • Angola: 1.253 (1,7%)

Em um período mais amplo, de 2010 a 2025, um total de 551.072 imigrantes de 177 nacionalidades pediram refúgio ao Brasil. Por Estado, o maior volume de solicitações foi para Roraima (32%), São Paulo (26,5%) e Amapá (12,6%).

O estudo aponta que o maior volume de solicitações de refúgio no ano de 2025 tem relação com a retomada de fluxos em direção ao Brasil já verificados anteriormente para os anos de 2022 (50 355), 2023 (58.628) e 2024 (68.159), após um período de maiores restrições à mobilidade humana internacional em decorrência das ações impostas em virtude da pandemia de covid-19.

O aumento das solicitações de refúgio por cubanos também pode estar relacionado ao momento político e social vivido por Cuba. O país caribenho está com a economia debilitada e em um momento tenso na relação com os Estados Unidos.

Na semana passada, no entanto, o Parlamento de Cuba aprovou um pacote de reformas na economia. A reforma aproxima Cuba de uma economia de mercado e reduz o controle do governo. Quando entrar em vigor, o pacote vai abrir a economia para investimentos privados e estrangeiros nos setores de turismo, agricultura, imobiliário, bancário e cambial. Bancos estrangeiros poderão se instalar em Cuba.

Região Norte recebe mais

No ano passado, 52,4% das solicitações de refúgio decididas pelo Conare foram registradas nos Estados da região Norte. Os solicitantes para essa região tinham como origem, principalmente, Venezuela (13.125), Cuba (11.490) e Colômbia (524).

Roraima também foi a unidade da federação que concentrou o maior volume de solicitações de reconhecimento da condição de refugiado decididas pelo Conare, com 16.166 (32% do total), seguida por Amapá, com 6.372 (12,6%), e Amazonas, com 2.445 (4,8%).

A maioria dos pedidos atendidos pelo Conare (94,7%) foi por violação generalizada de direitos humanos. O maior grupo nessa categoria é o dos venezuelanos.

Mais homens solicitaram refúgio do que mulheres (55,9% contra 44%), e a maioria está na faixa etária dos 25 aos 40 anos (26 911 solicitantes).

Entre os cubanos, diferentemente, a maioria dos que pedem refúgio tem mais de 60 anos (67,8%).

Os trâmites são mais fáceis para países em que o Brasil reconhece que há grave e generalizada violação de direitos humanos, como nos casos de Venezuela, Síria e Afeganistão.

Diferente do refúgio, no caso do asilo, as garantias são dadas apenas após a concessão do benefício. Antes disso, a pessoa que estiver em território nacional estará em situação de ilegalidade

O asilo pode ser diplomático - quando o requerente está em país estrangeiro e pede asilo à embaixada brasileira - ou territorial - quando o requerente está em território nacional. Se concedido, o requerente estará ao abrigo do Estado brasileiro, com as garantias devidas.

flagrante

Médica veterinária é presa por suspeita de atear fogo no marido em Campo Grande

Durante discussão, ela jogou álcool e ateou fogo no homem, que teve 80% do corpo queimado e está internado, em coma e estado grave

22/06/2026 18h31

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol FOTO: Arquivo

Continue Lendo...

Uma médica veterinária, de 42 anos, foi presa por suspeita de atear fogo no marido, um servidor público federal de 41 anos, nesta segunda-feira (22), em Campo Grande. Ele está em coma e o estado de saúde é considerado grave.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, o homem deu entrada no Hospital Proncor com queimaduras em praticamente 80% do corpo.

No momento em que chegou ao hospital, ele estava consciente e informou a equipe de atendimento que sua esposa teria ateado fogo nele.

Pouco depois, a veterinária chegou ao local pedindo para vê-lo, mas não foi autorizada por funcionários da unidade, que a informaram que não estava em horário de visita. Temendo que a mulher retornasse, eles acionaram a Polícia Militar (PM).

Quando os policias chegaram ao local, foram informados pelo médico responsável pelo atendimento que a vítima apresentava queimaduras extensas e estado saúde grave. Ainda segundo o médico, em razão da gravidade das lesões, o diretor administrativo se encontra internado, em coma e sob cuidados intensivos.

Os policiais apuraram junto ao médico, com base em informações repassadas pela vítima antes de entrar em coma, que o casal teria iniciado uma discussão e a esposa teria atirado álcool 70% nele, ateando fogo em seguida. Não há informações sobre o motivo da discussão inicial.

A mulher ainda estava no local e foi presa em flagrante e encaminhada à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol).

O caso foi registrado como lesão corporal dolosa e será investigado pela Polícia Civil.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).