Cidades

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Pecado do governador é não conversar com aliados, afirma senadora

Pecado do governador é não conversar com aliados, afirma senadora

Redação

20/01/2010 - 04h29
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Além da necessidade de um palanque consistente para a candidatura presidencial de José Serra (PSDB) em Mato Grosso do Sul, a não participação nas decisões da gestão estadual do PMDB pode pesar na disposição do Bloco Democrático Reformista (BDR) de lançar candidatura própria ao Governo do Estado nas eleições deste ano. “Acredito que o Governo tenha pecado nestes três anos com a falta de conversa política com os demais partidos para discutir o andamento dos projetos para o desenvolvimento do Estado. Esse feedback não houve”, afirma a senadora Marisa Serrano (PSDB). “Uma coligação se faz visando o desenvolvimento do Estado com transparência, propostas e participação do grupo. E isso não ocorreu”, diz a senadora. A tucana evita falar do pouco espaço ocupado pelos partidos do bloco no Governo. A ú n ica secretaria de Estado não ocupada pelo PMDB é a de Produção, Indústria, Comércio e Turismo, que tem como titular a tucana Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias. Fora isso, o tucano Márcio Monteiro, ocupa a secretaria-adjunta de Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac). O DEM, a lém do vice-governador Murilo Zauith que foi eleito, ocupa apenas a presidência da Sanesul, com José Carlos Barbosa. O PPS, por sua vez, participa da atual gestão estadual só através de Larmartine Ribeiro, que ocupa a função de superintendente estadual do Procon. Muito pouco em comparação à primeira gestão do Governo José Orcírio, quando os socialistas ajudaram a eleger a gestão do PT. Daquela vez, a lém do Procon, com Luiza Ribeiro, o PPS comandou a Secretaria de Cultura, com R ichard Perassi Luiz de Souza e depois Ângela Costa; a de Saúde, com o hoje deputado federal pelo PMDB, Geraldo Resende e, depois, com João Paulo Esteves; a Secretaria de Justiça, com Celso Panoff Philbois e depois com Luiza Ribeiro; e a Secretaria de Planejamento, com Fausto Matto Grosso. Mesmo assim, o partido acabou rompendo com o PT e não apoiou a reeleição do ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos. Inclusive, além de deixar no último ano os cargos que ocupava na administração petista, o PPS virou opositor, se alinhando ao lado da então candidata Marisa Serrano (PSDB), que também tinha apoio do DEM, aliança que, caso se repita nas eleições de 2010 com a mesma candidata, não contará, desta vez, com o PMDB. (ME)

COP15

Mapa digital vai monitorar atropelamentos de animais em rodovias de MS

Plataforma do MPMS será lançada durante conferência internacional sobre espécies migratórias, em Campo Grande, e promete orientar políticas de proteção da fauna e segurança nas estradas

10/03/2026 09h45

A iniciativa será apresentada oficialmente durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15 da CMS)

A iniciativa será apresentada oficialmente durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15 da CMS) Divulgação / MPMS

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Uma plataforma digital voltada ao monitoramento de atropelamentos de animais silvestres nas estradas de Mato Grosso do Sul será lançada ainda neste mês, durante um evento internacional realizado em Campo Grande. Batizada de Mapa de Colisões com a Fauna (Cofauna) a ferramenta permitirá identificar, com precisão geográfica, os pontos das rodovias onde ocorrem mais acidentes envolvendo animais.

A iniciativa é do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Núcleo Ambiental, e será apresentada oficialmente durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15 da CMS), que ocorre entre os dias 23 e 29 de março na capital sul-mato-grossense.

A plataforma reúne dados sobre atropelamentos em rodovias estaduais e federais, além de registros dentro do perímetro urbano de Campo Grande. O objetivo é transformar informações dispersas em um banco de dados capaz de orientar decisões ambientais e de infraestrutura.

Segundo o coordenador do Núcleo Ambiental do MPMS, promotor de Justiça Luciano Furtado Loubet, o sistema permitirá identificar com exatidão os trechos mais críticos, onde há maior incidência de colisões com animais.

Com essas informações, órgãos públicos poderão direcionar medidas preventivas, como a instalação de passagens de fauna, cercamentos e outras estruturas que evitem que animais tenham acesso às pistas. A ferramenta também deve auxiliar processos de licenciamento ambiental e concessões rodoviárias.

Além do impacto ambiental, o monitoramento também busca reduzir riscos de acidentes envolvendo motoristas. Colisões com animais de grande porte, comuns em algumas rodovias do Estado, podem provocar danos graves a veículos e colocar vidas em perigo.

Trabalho conjunto

O desenvolvimento do Cofauna é resultado de uma articulação entre diferentes instituições que integram o Fórum Rota Sustentável de Prevenção a Colisões com a Fauna Silvestre, criado em 2024 sob coordenação do MPMS.

O grupo reúne órgãos públicos, como Tribunal de Contas do Estado, Ibama, Imasul, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar Rodoviária, além de universidades e organizações ambientais.

Desde sua criação, o fórum tem participado de discussões técnicas relacionadas a concessões e obras em rodovias estratégicas do Estado, como as MS-040, MS-338, MS-395, além das federais BR-262 e BR-267.

Em 2025, vistorias realizadas por técnicos do grupo identificaram trechos considerados críticos, onde foi recomendada a instalação de cercamento ao longo das rodovias para evitar o acesso de animais à pista.

Com o lançamento durante a conferência internacional, a expectativa é que o sistema desenvolvido em Mato Grosso do Sul sirva como referência para outras regiões do país e até para iniciativas em nível internacional.

A proposta é conciliar a expansão da infraestrutura de transporte com estratégias mais eficientes de preservação da fauna, especialmente em um estado que abriga importantes corredores ecológicos e espécies migratórias.

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OPERAÇÃO NO RIO

Operação contra bicheiro preso em MS termina com 15 policiais presos

Ao todo 20 mandados de prisão contra agentes investigados estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro

10/03/2026 08h32

Policiais presos faziam segurança de Rogério de Andrade

Policiais presos faziam segurança de Rogério de Andrade Foto: Reprodução

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Uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro, deflagrada nesta terça-feira (10), tem como alvo policiais e outros agentes suspeitos de atuar na proteção do bicheiro Rogério de Andrade, apontado como um dos principais nomes do jogo do bicho no estado. O contraventor está preso desde 2024 no presídio federal de Campo Grande.

De acordo com informações do jornal CNN, foram expedidos 20 mandados de prisão preventiva contra integrantes que, segundo as investigações, fariam parte do núcleo de segurança da organização criminosa ligada ao esquema de jogos de azar.

As investigações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que identificou a participação de agentes públicos na proteção de estabelecimentos usados para a exploração ilegal de jogos, principalmente na região de Bangu, na zona oeste do Rio.

Segundo o Ministério Público, 19 policiais foram denunciados. Entre eles estão policiais militares e penais, da ativa e da reserva, além de um policial civil aposentado que teria sido recrutado pelo grupo ainda quando exercia função pública. Até o início da manhã, 15 prisões já haviam sido efetuadas.

Mesmo preso desde 29 de outubro de 2024, Rogério de Andrade segue sendo apontado pelos investigadores como figura central na estrutura da organização criminosa. Ele foi detido durante uma operação realizada em sua residência, na Barra da Tijuca, e desde então está custodiado no sistema penitenciário federal em Mato Grosso do Sul. 

Conforme o MP, os agentes investigados utilizavam a posição dentro das forças de segurança para favorecer o funcionamento das atividades ilegais do grupo, evitando fiscalizações e garantindo a segurança dos locais onde ocorria a exploração de jogos de azar.

Os mandados judiciais foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital e estão sendo cumpridos em diferentes cidades da região metropolitana e do interior do Rio de Janeiro, como Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti.

Em nota, a Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que a Corregedoria da corporação participa da operação e que os policiais investigados também serão submetidos a processos administrativos disciplinares. A instituição afirmou ainda que não tolera desvios de conduta e que pune eventuais irregularidades quando comprovadas.

Jogo do bicho

Rogério é sobrinho de Castor de Andrade, um dos maiores chefes do jogo do bicho no Rio e patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel. Castor morreu em 1997, vítima de doença cardíaca, e a morte iniciou uma disputa familiar pela herança.

Na disputa, estavam Paulinho de Andrade, filho de Castor, assassinado na Barra da Tijuca, em 1998, crime atribuído a Rogério, e Fernando Iggnácio, que era casado com a filha de Castor e que também assassinado, em 2020. 

O assassinato ocorreu no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, logo após Iggnácio desembarcar de helicóptero, retornando de sua casa de praia em Angra dos Reis. Ele foi atingido por três tiros de fuzil, um deles na cabeça

Rogério Castor Andrade foi apontado como mandante do assassinato de Fernando Iggnácio e foi preso em outubro de 2024.

O contraventor foi transferido da Penitenciária de Segurança Máxima Laércio Pellegrino (Bangu 1), no Complexo de Bangu, na Zona Oeste do Rio, para o presídio federal de Campo Grande no dia 12 de novembro de 2024.

Segundo a decisão que determinou a transferência, ele deveria permanecer em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), tipo de regime mais rígido do sistema penal, com limites ao direito de visita, entre outros.

Na decisão, a justiça considerou que a permanência de Rogério no presídio federal era necessária para impedir que ele interfira na obtenção de provas ou demais investigações de outros envolvidos. Também foi considerado que o bicheiro representava "ameaça concreta e relevante à segurança do Estado e da sociedade", por manter vínculos com outros integrantes ativos do crime organizado, além de exercer influência sobre eles.

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