Cidades

Levante Mulheres Vivas

Pelo fim do feminicídio, homens e mulheres participam de ato nacional em Campo Grande

O movimento "Levante Mulheres Vivas" reuniu cerca de 300 pessoas em marcha na Avenida Afonso Pena com cartazes e apelos de autoridades

Continue lendo...

O ato “Levante Mulheres Vivas”, que acontece em todas as regiões do Brasil, reuniu ao menos 500 pessoas na manifestação em Campo Grande neste domingo (7). 

O movimento busca chamar a atenção da sociedade ao grande números de feminicídios no ano. Somente em 2025, já foram contabilizados 1.177 assassinatos contra mulheres e 2.990 tentativas. Em Mato Grosso do Sul, já foram 38 vítimas. 

A concentração do ato acontece na esquina da rua 14 de Julho com a Avenida Afonso Pena, em frente à Praça Ary Coelho em Campo Grande. A Polícia Militar se manteve atenta para evitar confusão seja entre os manifestantes, seja no trânsito, que fluiu normalmente.

Outra concentração também acontece na cidade de Paranaíba, a 408 quilômetros da Capital. 

Autoridades como Cida Gonçalves, Pedro Kemp, Fábio Trad, Thiago Botelho, Camila Jara e Luiza Ribeiro estão presentes na manifestação em Campo Grande. 

Para a vereadora Luiza Ribeiro, que faz parte do movimento desde os 16 anos, a luta a favor das mulheres vai além de partidos e posições políticas. 

“Nós queremos que mais e mais pessoas, sejam da direita, da esquerda, do centro, que tomem essa bandeira como uma bandeira imprescindível para uma sociedade civilizada. Nós estamos no século 21 e mulheres ainda são mortas apenas pela condição de serem mulheres. Nossa sociedade vive um patriarcado, regido por homens, e precisamos que o Estado de Mato Grosso do Sul construa uma secretaria de políticas públicas para mulheres, já que o Estado detém a 2ª maior taxa de feminicídio do Brasil”, relatou Luiza Ribeiro. 

Relembrando de crimes que aconteceram no Estado durante o ano, a ex-ministra das mulheres, Cida Gonçalves, ressaltou em seu discurso a importância da participação dos homens nos movimentos em busca de proteção às mulheres. 

“Nós estamos na rua porque queremos estar vivas, não queremos que nos matem! Não são todos os homens, mas sempre é um homem. É necessário que os homens estejam com a gente, não podemos mais estar sozinhas nessa luta. Não podemos continuar sozinhas chorando as perdas de 4 ou 5 mulheres que morrem todos os dias no País. Precisamos de vocês nas ruas, nas redes sociais, que não aceitem piadas, brincadeiras e que outros homens sejam violentos”, disse. 

Cida durante sua fala / Foto: Leo Ribeiro

Vítima de transfobia, a professora Emy Mateus Santos, de 25 anos, também chamou a atenção para a necessidade de denunciar atitudes e pessoas desrespeitosas. 

“Temos que denunciar, expulsar ‘esses caras’ dos lugares, porque é o nosso lugar, é nosso direito de ir e vir com segurança. Estamos lutando por sobrevivência. Mato Grosso do Sul é um dos espaços mais violentos para as mulheres, e não é só matar, é matar com violência. Só nós vamos conseguir salvar a gente”, apelou em seu discurso. 

A deputada estadual Camila Jara ressaltou as dificuldades enfrentadas dentro da política como representante do Estado em cobrar e pedir atenção às pautas. 

“Como parlamentar, quando a gente senta para cobrar explicações do governo estadual, quando a gente senta na frente de secretários, governadores, presidentes das casas legislativas, a resposta é sempre a mesma: ‘está tudo bem, as coisas estão acontecendo, as políticas públicas estão sendo aplicadas’. E em número reduzido lá dentro, sempre ouvimos deles que está tudo bem. Mas quando eu olho para o rosto de cada uma de vocês aqui, são as vozes de vocês e somando com as nossas dentro dos parlamentos, mostramos para cada um deles que não está tudo bem e nós vamos lutar para permanecer vivas. O nosso corpo, a nossa voz, nossas vontades, pertencem a cada uma de nós”, afirmou Camila Jara. 

A parlamentar citou que existe uma tentativa de ser votado no congresso federal um pacote de leis para aplicação mais rígida das políticas públicas em busca dos direitos femininos e convocou aos presentes que cobrem dos parlamentares a necessidade da votação e aprovação das demandas. 

Jara também contou que a deputada estadual Gleice Jane não esteve presente no ato por estar registrando um boletim de ocorrência junto à delegacia após ter recebido uma ameaça de morte. 

O movimento saiu em marcha pela avenida Afonso Pena até a Rui Barbosa, retornando ao ponto inicial pela avenida principal com grito de “Mulheres Vivas” e cartazes à mão pedindo o fim da violência contra as mulheres. 

O ato foi aberto, sendo necessária adesão não apenas dos movimentos e entidades que atuam em prol da defesa das mulheres, mas também de toda a sociedade civil em geral, já que a reivindicação principal é que os feminicídios e violências contra os corpos delas cheguem ao fim. 

Movimento nacional com participação feminina de diversas cidades espalhadas pelo Brasil afora, a articulação do Levante Mulheres Vivas é descrita como "coletiva, horizontal e suprapartidária", ou seja, está acima da bandeira de qualquer partido e precisa do apoio da população em geral.

Do Núcleo Campo Grande, fazem parte coletivos feministas campo-grandenses e também de Aquidauana: 

  • Sempre Vivas,
  • Marcha Mundial de Mulheres,
  • Mulheres da Frente Brasil MS,
  • Levante Feminista MS
  • Aqui Mulher, 
  • Coletivo Elas Podem, 
  • Movimento de Mulheres Olga Benário,
  • Ong Valquírias, 
  • Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (Cdca Oab)

Levante Mulheres Vivas

No Brasil ouve-se uma notícia de um novo caso de feminicídio quase que diariamente, que aliados a outros casos de ameaças e agressões deixam clara a fragilidade dessa rede de proteção que já existe na "letra fria da lei". 

Porém, mesmo com os feminicídios tratando-se de um crime absurdo, as 38 mortes de mulheres registradas em 2025 no Mato Grosso do Sul, como outros casos espalhados pelo Brasil, mostram o "abismo" entre o que prevê a lei e as garantias que esses corpos possuem na prática. 

Além disso, o Levante coloca nessa esteira de reivindicações as devidas responsabilizações para as plataformas digitais, já que à medida que as redes crescem aumentam também os casos de misoginia, ameaças e assédio, violências essas que se transformam e ganham uma nova cara através das telas. 

Desde o vazamento de imagens íntimas, até humilhações públicas, "deepfakes" e campanhas de difamação que desembocam, muitas das vezes, em agressões físicas e feminicídios, cita a organização do movimento em nota. 

Ainda conforme o movimento, a "Pauta Nacional - Levante Mulheres Vivas" consiste em um documento coletivo que tem como um dos pontos centrais Eixo VII, que trata da Regulação das Plataformas Digitais, Discursos de Ódio e Violência Online, reivindicando para as redes: 

  1. Legislação específica própria, para responsabilizar plataformas digitais por conteúdos de ódio, misoginia e incitação à violência contra mulheres. 
     
  2. Remoção rápida (em até 24 horas) de conteúdos violentos, misóginos, persecutórios, de 'deepfake' e de vazamento de imagens íntimas.
     
  3. Transparência algorítmica, com auditoria independente sobre como as plataformas amplificam conteúdos de ódio, violência e assédio.
     
  4. Moderação humana especializada, com equipes treinadas em gênero, direitos humanos e enfrentamento à misoginia digital.
     
  5. Canais públicos integrados de denúncia, articulando Ministério Público, Defensoria, Delegacias da Mulher e plataformas digitais.
     
  6. Proteção especial para mulheres em maior exposição, como vítimas de violência política,  comunicadoras, jornalistas, artistas, defensoras de direitos humanos e lideranças comunitárias.
     
  7. Campanhas permanentes de educação digital sobre prevenção à misoginia, combate à desinformação e uso responsável das redes.

Além de deixar claro que, sem a devida responsabilização das plataformas digitais, a violência contra mulheres seguirá se multiplicando de forma impune, a pauta nacional do Levante Mulheres Vivas também destaca a urgência de fortalecer toda a rede de proteção às mulheres, relacionando medidas como: 

  1. Delegacias da Mulher 24 horas, com atendimento especializado e instalação das Casas da Mulher Brasileira em capitais e municípios com mais de 100 mil habitantes.
     
  2. Ampliação de casas-abrigo, acolhimento imediato para mulheres e filhos em risco, centros de referência com equipe completa e atendimento jurídico gratuito e contínuo.
     
  3. Resposta rápida no sistema de justiça, com instauração célere de inquéritos, emissão imediata de medidas protetivas, prioridade processual e investigação de omissões institucionais.
     
  4. Autonomia econômica emergencial para mulheres que precisam deixar suas casas para fugir da violência, com benefícios temporários, inclusão prioritária em programas sociais e apoio para reinserção no trabalho.
     
  5. Proteção integral de filhas e filhos de mulheres em situação de violência, com prioridade em vagas de creche e escola, atendimento psicológico e afastamento seguro do agressor. 
     
  6. Paridade feminina obrigatória em cargos de decisão no poder público, Judiciário, Ministério Público, Defensoria e Delegacias da Mulher.
     
  7. Cumprimento integral da lei orçamentária, com execução plena e transparente dos recursos já previstos para políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres e penalidades para quem descumprir essas obrigações.

Para mais informações, basta seguir e ficar atento às publicações do perfil Levante Mulheres Vivas no Instagram.


 

Leilão Judicial

TJMS leiloa Hilux, SW4 e Amarok com lances a partir de R$ 16 mil

Quatro leilões reúnem 19 veículos apreendidos, com disputas pela internet até os dias 24 e 28 de agosto.

17/08/2026 16h58

Toyota Hilux disponibilizada em leilão anterior de veículos apreendidos; imagem de arquivo.

Toyota Hilux disponibilizada em leilão anterior de veículos apreendidos; imagem de arquivo. Foto: Reprodução.

Continue Lendo...

Caminhonetes que costumam alcançar valores elevados no mercado de veículos usados aparecem por preços iniciais bem menores em quatro leilões abertos nesta segunda-feira (17) pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). Entre os principais lotes estão uma Volkswagen Amarok Highline com lance a partir de R$ 16,6 mil, uma Toyota Hilux por R$ 43,7 mil e uma Hilux SW4 por R$ 44,9 mil.

Ao todo, os quatro editais reúnem 19 veículos apreendidos em ações penais. A relação inclui caminhonetes, automóveis, motocicletas, um caminhão e um semirreboque. Os bens estão armazenados em pátios de Campo Grande, Três Lagoas, Dourados, Naviraí, Paranaíba e Iguatemi.

O lote com o menor preço entre as caminhonetes é uma Volkswagen Amarok CD 4x4 Highline, ano 2013, oferecida com lance inicial de R$ 16.625.

O veículo está em Dourados, possui direito à documentação e, conforme o edital, apresenta estado de conservação aparentemente recuperável.

A Amarok possui restrição no sistema Renajud e débitos informados de R$ 7.820,67. O documento ressalta que a regularização ou eventual remarcação dos sinais identificadores ficará sob responsabilidade do comprador.

Outro destaque é uma Toyota Hilux movida a diesel, ano 2019/2020, com lance inicial de R$ 43.785. A caminhonete está depositada em Três Lagoas e também poderá voltar a circular.

O edital aponta que o veículo não possui débitos na consulta realizada pelo Tribunal, mas registra ocorrência relacionada a roubo ou furto.

No mesmo município está uma Toyota Hilux SW4 SRV, ano 2019/2020, avaliada para início da disputa em R$ 44.915. O utilitário não tinha débitos na data da pesquisa e será vendido com direito à documentação.

Entretanto, o laudo informa que a remarcação do chassi deverá ser providenciada pelo arrematante.

Os valores indicados nos editais representam somente os lances mínimos. Como os bens serão disputados pelos participantes, o preço final poderá subir até o encerramento de cada lote.

De Amarok a caminhão de 1979

Além das três caminhonetes, a lista inclui uma Hyundai Veracruz 3.8 V6, ano 2009/2010, com lance inicial de R$ 12.955. O veículo está em Dourados, pode voltar a circular e apresenta débitos de R$ 35.277,03, conforme a consulta mencionada no edital.

Também será leiloado um caminhão Mercedes-Benz L 1113, ano 1979, com lance mínimo de R$ 7.965. Armazenado em Três Lagoas, o veículo possui direito à documentação e estado de conservação classificado como aparentemente recuperável. A taxa de pátio é de R$ 3.078,59.

Entre os automóveis disponíveis estão um Chevrolet Meriva por R$ 6.325, um Renault Logan automático por R$ 6.415 e um Volkswagen Gol 1.0 por R$ 4.885. O Tribunal também oferece seis motocicletas, com valores iniciais entre R$ 1.645 e R$ 3.735.

Dezessete dos 19 veículos relacionados podem voltar a circular. As duas exceções são um Fiat Uno 1992/1993 e um Volkswagen Gol 1986, classificados como sucatas inservíveis.

Esses lotes não poderão ser adquiridos para circulação nem para a comercialização individual das peças, sendo destinados exclusivamente à reciclagem por empresas autorizadas.

Disputas terminam em datas diferentes

Os lances podem ser feitos exclusivamente pela internet. Três leilões, correspondentes aos editais 114, 115 e 116 de 2026, são realizados pelo portal Via Leilões. O quarto, previsto no edital 133, ocorre na plataforma Regina Aude Leilões.

Embora todos tenham sido abertos às 10h desta segunda-feira, os encerramentos ocorrerão em datas distintas.

O primeiro termina em 24 de agosto; o segundo, no dia 25; o terceiro, em 27 de agosto; e o último, em 28 de agosto. O fechamento começa às 16h01, no horário de Brasília, e ocorre de forma escalonada.

Caso um lote receba nova oferta nos três minutos anteriores ao horário previsto para o encerramento, a disputa será prorrogada por mais três minutos. A extensão será repetida enquanto forem apresentados lances nesse intervalo.

Pessoas físicas maiores de idade ou emancipadas e pessoas jurídicas poderão participar da disputa pelos veículos com direito à documentação.

Já os lotes classificados como sucata somente poderão ser comprados por empresas credenciadas nos órgãos de trânsito e autorizadas a trabalhar com desmontagem ou reciclagem.

Comprador deve considerar taxas e possíveis reparos

O valor do lance não será a única despesa do vencedor. O arrematante terá de pagar uma comissão de 5% ao leiloeiro, além da taxa de permanência no pátio indicada individualmente em cada lote. Também ficarão sob responsabilidade do comprador os custos de transferência, licenciamento, IPVA proporcional e eventuais regularizações.

O pagamento deverá ser feito no prazo máximo de 48 horas, contado a partir do primeiro dia útil posterior ao encerramento do leilão. A transferência do veículo deverá ser solicitada ao órgão competente em até 30 dias após a assinatura da carta de arrematação.

Os veículos serão entregues no estado em que se encontram e sem garantia. Por isso, os editais recomendam que os interessados realizem uma inspeção visual antes de participar da disputa. Não será permitido testar, manusear ou retirar peças durante a visitação.

Embora os documentos apresentem informações sobre débitos, restrições e condições aparentes, cabe ao interessado conferir detalhadamente cada lote.

Depois que o lance for aceito, não será admitida desistência, e o descumprimento das regras poderá impedir o participante de disputar novos leilões judiciais em Mato Grosso do Sul durante um ano.

feminícidio

Polícia conclui que fisioterapeuta encontrada morta foi assassinada pelo marido

Mulher morreu com um tiro na cabeça e marido informou que já a encontrou morta, levantando a hipótese de suicídio, mas investigações apontaram feminicídio

17/08/2026 16h27

Imóvel na Chácara dos Poderes onde a fisioterapeuta foi encontrada morta a tiros

Imóvel na Chácara dos Poderes onde a fisioterapeuta foi encontrada morta a tiros Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

A Polícia Civil concluiu que a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, encontrada morta no dia 18 de maio, foi vítima de feminicídio. O marido, o médico cardiologista João Jazbik Neto, 78 anos, foi preso em cumprimento de mandado de prisão na última sexta-feira (14).

A vítima estava em uma propriedade rural na Chácara dos Poderes, em Campo Grande. Na ocasião, o médico acionou a polícia e informou que encontrou a esposa morta, com um tiro na cabeça, levantando a hipótese de suicídio.

Investigações conduzidas pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e laudos de perícias técnicas do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal afastaram categoricamente a hipótese de suicídio inicialmente cogitada e confirmaram que a fisioterapeuta foi vítima de feminicídio no contexto de violência doméstica e familiar.

Durante as investigações, foram ouvidas diversas testemunhas e realizadas análises dos aparelhos celulares apreendidos, cujos dados contribuíram para o esclarecimento dos fatos, segundo a Polícia Civil.

Com a conclusão do inquérito, mandado de prisão preventiva foi expedido pela 2ª Vara do Tribunal do Júri. No dia do crime, o médico chegou a ser preso por posse ilegal de arma de fogo e fraude processual, mas já se encontrava em liberdade.

O inquérito policial será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público Estadual (MPMS) para análise e oferecimento da denúncia.

Relembre o caso

A fisioterapeuta Fabíola Marcotti foi encontrada morta a tiro no dia 18 de maio, em uma chácara na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande.

Jazbik Neto acionou a Polícia Civil e informou que já a encontrou em óbito. No entanto, ele foi tratado como suspeito pois, de acordo com o delegado da Deam, Leandro Santiago, em entrevistas prévias, o médico e outras testemunhas que se encontravam no local divergiram nas versões apresentadas.

Além disso, perícia preliminar constatou que a lesão que a vítima tinha na cabeça não condizia com a versão apresentada pelo médico.

"A equipe realizou diversas diligências na propriedade e constatou que o suspeito, companheiro da vítima, determinou que o caseiro e um ex-funcionário seu deslocassem um armário com diversas armas de fogo e munições para um casebre dentro da propriedade, o que consistiu em crime de fraude processual, motivo pelo qual os três foram autuados em flagrantes por esse crime", explicou o delegado na época.

Também na época do crime, o advogado José Belga, que representa Jazbik Neto, informou, por meio de nota, que o médico "foi autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo e fraude processual, em meio a uma grande tragédia pessoal e familiar".

"Apesar do luto e do sofrimento de que padece neste momento, o Dr. João Jazbik se colocou à inteira disposição da autoridade policial, prestando todos os esclarecimentos e concordando com a realização do exame residuográfico, afastando qualquer suspeita da hipótese de feminicídio, inicialmente considerada pela investigação", diz a nota.

No entanto, as investigações apontaram que o crime se trata de feminicídio.

João Jazbik Neto foi o médico responsável pelo primeiro transplante de coração de Campo Grande, realizado em 1994 na Santa Casa.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).