Cidades

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Pesque e solte liberado no Rio Paraguai

Pesque e solte liberado no Rio Paraguai

SÍLVIO ANDRADE | CORUMBÁ

01/02/2010 - 07h18
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Não é ainda temporada de pesca, os rios pantaneiros estão completando o ciclo da reprodução, chamado de piracema, mas a movimentação de embarcações e turistas se intensifica com a chegada do pesque e solte. A modalidade está liberada apenas no Rio Paraguai a partir de hoje. Nos demais rios de Mato Grosso do Sul, a proibição continua valendo até o próximo dia 28 deste mês. Quem desrespeitar a proibição e for flagrado pela Polícia Militar Ambiental será multado e está sujeito a ter a apreensão de equipamento (inclusive veículos e embarcações) e até a prisão decretada. Além disso, o pescador deve estar munido da licença de pesca, que pode ser feita nas agências do Banco do Brasil ou pelo site Ibama.gov.br. A nova alternativa de pesca esportiva, implantada há cinco anos, tornou-se um atrativo, e cada vez mais turistas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná, preferencialmente, estão optando pela soltura do peixe. Ontem, vários barcos-hotéis com grupos deixaram os portos de Corumbá para um passeio que dura cinco dias. “Pesco há mais de 20 anos no Pantanal e na Amazônia e a consciência agora é pela ecologia, não queremos mais matar o peixe. Acho até que criamos essa consciência atrasada”, disse o gerente comercial Eder Sandoval, 46, de Campinas (SP). Ele pesca desde 1996 na região com empresários e profissionais liberais do interior paulista. O grupo de Sa ndova l, com 12 pessoas, subiu o Paraguai, ontem à tarde, no barco Indiaporã III, um dos mais requisitados. A viagem segue até a Lagoa Gaíva, a 306 quilômetros ao norte de Corumbá. O grupo já começa a ser integrado pelos filhos. “As crianças adoram o Pantanal e a gente quer cultivar essa consciência com eles”, completa Sandoval. Pelo menos seis barcos-hotéis vão operar este mês com o pesque e solte, cuja procura aumentou 20% em relação a 2009, segundo a empresária Raquel Amaral. Além do fato de não levar o peixe, preferindo a emoção da fisgada e a foto do troféu, os pescadores preferem pescar em fevereiro porque não há movimento de barcos no rio. A modalidade pesque e solte poderá ser praticada com os apetrechos permitidos em lei, como linha de mão, molinete, caniço, carretilha, anzol e iscas vivas ou artificiais.

campo grande

Sem justificativa, gasolina subiu 16 centavos após início da guerra no Irã

Preço nas refinarias não sofreu alteração após o ataque dos EUA ao Irã. Se a comparação for com o fim de 2025, a alta no preço médio chega a 27 centavos

14/03/2026 11h45

Postos nos quais era possível abastecer por R$ 5,85 amanheceram com valores acima dos R$ 6 neste sábado

Postos nos quais era possível abastecer por R$ 5,85 amanheceram com valores acima dos R$ 6 neste sábado

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Embora a Petrobras tenha mantido o preço da gasolina mesmo com o aumento do petróleo no mercado mundial depois dos ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã, no dia 28 de fevereiro, nos postos de Campo Grande os preços aumentaram, em média, 16 centavos nas últimas duas semanas, o que representa aumento de 2,7%. 

Conforme pesquisa divulgada semanalmente pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), na semana que se encerrou em 28 de fevereiro,  o preço médio da gasolina nos 23 postos pesquisados em Campo Grande estava em R$ 5,89, com  os preços variando entre R$ 5,65 e R$ 6,09. 

Na pesquisa relativa à semana que se encerrou neste sábado (14), o valor médio é de R$ 6,05. No local mais barato, conforme este levantamento, a gasolina estava a R$ 5,89 e no mais caro, R$ 6,19. 

Mas, conforme apuração do Correio do Estado, em praticamente todos os postos os preços estão acima de seis reais. Naqueles em que até quinta-feira era possível abastecer por R$ 5,89 amanheceram neste sábabo cobrando R$ 6,08. Apesar de serem de bandeiras concorrentes, os preços saltaram em torno de 40 centavos nas últimas duas semanas de maneira uniforme. 

Este mesmo levantamento também aponta que nas duas últimas semanas ocorreu aumento da ordem de 14 centavos no preço médio da gasolina nos 49 postos que incluem cidades do interior.

Em 28 de fevereiro o preço médio era de R$ 6,06. Na pesquisa encerrada neste sábado, o valor médio estava em R$ 6,18.  A variação é de R$ 5,89 a R$ 6,94. Na prática, porém, na maior parte das cidades os preços já estavam acima dos sete reais neste sábado.

SEM JUSTIFICATIVA

O reajuste sem justificativa de agora não chega a ser novidade e nem é um caso isolado. No começo do ano o governo estadual elevou em 10 centavos por litro o valor do ICMS. Dias depois, porém, em 27 de janeiro, a Petrobras reduziu em 14 centavos o valor da gasolina nas refinarias. A pevisão era de que a redução nos postos fosse da ordem de 10 centavos por litro.

Ou seja, os dez centavos de aumento no começo do mês deveriam ter sido anulados em a redução concedida nas refinarias semanas depois. 

Na prática, contudo, no final da primeira semana de fevereiro os preços médios em Campo Grande estavam 12 centavos acima daquilo que era praticado no final de dezembro, conforme as pesquisas semanais da ANP. 

Na pesquisa fechada no dia 27 de dezembro do ano passado, antes da alta do imposto, o preço médio da gasolina em Campo Grande estava em R$ 5,78. Agora, o valor médio é de R$ 6,05. 

Desde então, em tese, não há explicação objetiva para aumento de preço das bombas.  Mesmo assim, desde o fim do ano passo o preço médio aumentou R$ 27 centavos, o que equivale a uma ala de 4,67%. 

 

RACISMO

TJMS condena mulher a pagar R$ 15 mil por racismo contra criança

Em Corumbá, menino de 10 anos foi vítima de ataques racistas direcionados a cor de pele e cabelo, e mãe levou caso à Justiça

14/03/2026 10h30

Foto: Divulgação / TJMS

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A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou uma mulher, não identificada, ao pagamento de R$ 15 mil pelo crime de racismo contra uma criança. Decisão unânime na 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJMS), a mulher tentou reduzir o valor determinado pelo juiz.

Em sessão na última quarta-feira (11), o desembargador Odemilson Roberto Castro Fassa relatou ao colegiado o caso que aconteceu em Corumbá, interior do de Mato Grosso do Sul.

Na ocasião, a envolvida proferiu ofensas racistas à uma criança de apenas 10 anos, direcionando os ataques explicitamente à cor da pele e ao cabelo do menino. A mãe da criança, presente no local e momento do crime, foi quem denunciou e representou o filho judicialmente.

Anteriormente, o caso esteve em primeira instância e o juiz já havia dado a sentença do pagamento de R$ 15 mil por "danos morais decorrentes de ofensas de cunho racial". Porém, a mulher entrou com recurso para reduzir o valor da indenização fixada.

O argumento foi que valor seria desproporcional às circunstâncias do caso e às suas condições econômicas, sob justificativa de hipossuficiência financeira. Ela ainda sustentou que a reparação deveria ter caráter compensatório, sem gerar enriquecimento indevido das vítimas.

O relator do caso destacou que o valor determinado abrange os critérios de proporcionalidade e razoabilidade, considerando as especificidades do caso e gravidade da conduta.

Ele analisou a situação como dentro do necessário para reparar o sofrimento da vítima e desestimular a repetição do crime, com argumentativo de que a criança está em fase de desenvolvimento, o que agrava a conduta e necessidade de resposta adequada perante à Justiça.

Ainda foi ressaltado que profissionais na área de saúde do município, e do Conselho Tutelar apresentaram relatórios psicológicos que apontam os impactos emocionais sofridos pela criança em razão das ofensas e ataques.

Foi concluído a decisão que a ré deveria pagar R$ 15 mil à vítima, sendo R$ 10 mil destinado à criança e R$ 5 mil à mãe do menino, como já havia proferido na primeira vez.

Conforme consta no processo, o caso também resultou em condenação das ofensas na esferal criminal.

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