Cidades

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Pesquisa analisa reações adversas ao tratamento do câncer de mama

Pesquisa analisa reações adversas ao tratamento do câncer de mama

Redação

19/08/2010 - 05h45
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        Cerca de 17% das mulheres podem apresentar edema no braço, conhecido como linfedema, resultante da retirada dos linfonodos axilares durante tratamento cirúrgico do câncer de mama. Adicionalmente, a realização da quimioterapia subsequente à cirurgia também pode acarretar outras reações adversas, comprometendo as condições físicas e psíquicas dessas pacientes. Embora o problema seja conhecido, poucos estudos foram feitos sobre os determinantes genéticos dessas complicações, de acordo com o pesquisador Sergio Koifman, que coordena estudo sobre o tema no âmbito do Programa Inova-Ensp, em parceria com outras instituições do Estado do Rio de Janeiro. O trabalho, também coordenado por Rosana Vianna Jorge, da UFRJ, e Anke Bergmann, do Inca, busca analisar as características genéticas que possam estar envolvidas com o desenvolvimento de linfedema e reações adversas após o tratamento cirúrgico do câncer de mama.

        O pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) Sergio Koifman explica que o projeto está em desenvolvimento com grupos de pesquisadores do Inca, UFRJ, Uerj e Uenf, já tendo sido aprovado no edital de pesquisa clínica do câncer do CNPq, agora ampliado com o Inova-Ensp. "Nossa meta é obter uma coorte de 600 pacientes com câncer de mama no Rio de Janeiro, todas acompanhadas no Inca, e analisar os fatores genéticos e ambientais associados à ocorrência de linfedema e reações adversas ao tratamento. Desta forma, poderemos compreender melhor as características genéticas que possam estar envolvidas enquanto elementos facilitadores da formação do linfedema e outras complicações", diz.

        Koifman ressalta que as intercorrências podem surgir no pós-operatório, levando até a condição do linfedema, problema que além do aspecto estético, traz a diminuição motora e a sensibilidade. "A autoimagem da paciente já se encontra bastante abalada pela intervenção cirúrgica na mama. Há ainda essa possibilidade de limitação funcional do braço.

        Adicionalmente, surgem reações adversas com o início da quimioterapia, incluindo fraqueza, náuseas, diarreia, anemia, entre outras, que são também capazes de abalar mais ainda a saúde física, social e psíquica da mulher", explicou o pesquisador. "No caso do linfedema, pela sua frequência, ele tem essa característica de também representar um problema sério para o SUS, seja do ponto de vista do custo adicional do tratamento, de recuperação, isso sem falar do custo humano da ocorrência", afirmou. O ineditismo do projeto faz com que, além de possibilitar melhor entendimento das condições que levam a essa situação, seja possível viabilizar a identificação de grupos de alto risco de virem a desenvolver problemas colaterais.

        O que leva ao linfedema e reações adversas

        Segundo Koifman, em decorrência dos tratamentos realizados para controle do câncer (cirurgia, radioterapia e quimioterapia), pode ocorrer obstrução dos vasos linfáticos, tornando o braço mais suscetível ao desenvolvimento de infecção. O primeiro mecanismo de defesa existente no sistema linfático é constituído pelos gânglios, que podem ser parcialmente ou totalmente retirados durante a cirurgia, o que facilita a passagem de organismos que não seriam tão eficientemente controlados através do sistema imunológico.

        No Brasil, aproximadamente 50% das mulheres que chegam no sistema de saúde com câncer de mama já se encontram em estágio avançado, o que implica a realização de intervenções mais extensas para o tratamento do câncer. De acordo com Koifman, quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menor é a necessidade de se realizarem cirurgias extensas, e com ela o risco de desenvolverem linfedema e reações adversas ao tratamento.

        Essa linha de pesquisa sobre a incidência de linfedema subsequente ao tratamento do câncer de mama vem sendo desenvolvida na Ensp há cerca de uma década e consistiu no objeto de estudo de Anke Bergmann em sua dissertação de mestrado e tese de doutorado. A pesquisadora, atualmente trabalhando no Inca, e também uma das participantes do atual projeto apoiado pelo edital Inova-Ensp, analisou uma coorte com mais de mil mulheres para estudar a incidência de linfedema. "Um aspecto importante observado nesse trabalho é que as mulheres que haviam realizado atividades físicas prévias nos braços, como lavadeiras ou passadeiras, apresentavam menor frequência de linfedema. O sistema vascular, pelo esforço, aliado ao desenvolvimento muscular, parece prevenir a ocorrência dessa complicação", diz Koifman.

        Para a equipe do pesquisador, essa é uma informação importante para acoplar ao projeto, uma vez que será levantada uma série de condições genéticas no sentido de identificação de grupos de alto risco. "Até o surgimento de novas opções de tratamento do câncer de mama, a mastectomia continuará sendo uma opção terapêutica, pois representa atualmente a única chance de cura confirmada nos casos iniciais de câncer de mama (cancer in situ). O que se pretende neste estudo, afirmou, é contribuir para a identificação, previamente à realização da cirurgia, de quais seriam aqueles grupos que apresentam riscos mais elevados de virem a desenvolver complicações adicionais como aquelas aqui descritas".

         

        (Agência Fiocruz de Notícias)

solidariedade

Campanha Natal Solidário é lançada com foco em arrecadar brinquedos em Campo Grande

Itens arrecadados serão distribuídos para crianças em situação de vulnerabilidade social em dezembro

23/08/2026 17h00

Prefeitura pede que brinquedos doados sejam novos

Prefeitura pede que brinquedos doados sejam novos Foto: Pixabay

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), lançou oficialmente a Campanha Natal Solidário, que tem como principal objetivo arrecadar brinquedos novos para crianças de famílias em situação de vulnerabilidade social.

As doações serão destinadas a ações especiais de Natal, que serão realizadas nas sete regiões urbanas e nos dois distritos de Campo Grande, Anhanduí e Rochedinho.

Conforme a prefeitura, a proposta é mobilizar a população para transformar solidariedade em presentes e levar alegria às crianças durante o período natalino.

Podem ser doados brinquedos novos para meninas e meninos nos pontos de coleta espalhados pela cidade.

Entre os pontos de arrecadação estão o Shopping Norte Sul Plaza, na Avenida Presidente Ernesto Geisel, 2.300, e a sede do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), na Avenida Fábio Zahran, 6.000, na Vila Carvalho.

“Doar um brinquedo novo de menina ou menino é levar amor e alegria a quem mais precisa, que é a criança”, destaca a presidente do FAC, Adir Diniz.

O FAC destaca ainda a importância de que as doações sejam de brinquedos novos. A iniciativa busca garantir que cada criança receba um presente em boas condições e tenha a experiência de abrir um brinquedo novo no Natal.

Além de estimular a solidariedade, a campanha busca reforçar a importância do consumo consciente e do cuidado com o meio ambiente. A proposta, conforme o Executivo Municipal, une sustentabilidade e solidariedade ao incentivar atitudes que contribuam para o bem-estar das pessoas e do planeta.

A Campanha Natal Solidário conta com o apoio das secretarias municipais e de parceiros da iniciativa privada, além de estar aberta à participação de toda a população.

Para informações sobre a campanha e orientações para doações, o FAC disponibiliza o telefone (67) 2020-1361.

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24° FEMINICÍDIO

Mulher é morta a facada dentro de casa e MS registra o 24° feminicídio

Crime ocorreu na manhã deste domingo (23), na Vila Trindade; vítima tinha 38 anos e polícia realiza buscas pelo suspeito e a filha do casal

23/08/2026 15h15

Polícia Civil foi acionada para apurar a morte de Marta Florentino Godoi, de 38 anos, ocorrida dentro da residência onde vivia, em Aquidauana

Polícia Civil foi acionada para apurar a morte de Marta Florentino Godoi, de 38 anos, ocorrida dentro da residência onde vivia, em Aquidauana Divulgação

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Uma mulher de 38 anos foi morta a facada dentro de casa na manhã deste domingo (23), na Vila Trindade, em Aquidauana. Identificada como Marta Florentino Godoi, ela teria sido atacada pelo próprio marido, que fugiu após o crime levando a filha menor de idade do casal. 

O caso é investigado como feminicídio. Conforme informações do portal O Pantaneiro, o crime ocorreu por volta das 6h, em uma residência localizada na Travessa Margarita Meza. Marta foi atingida por um golpe de faca e não resistiu aos ferimentos. 

Depois do ataque, o suspeito deixou o imóvel e teria levado a filha do casal. Equipes das forças de segurança foram mobilizadas para tentar localizá-lo e encontrar a criança. Até o momento, as circunstâncias que levaram ao crime não foram esclarecidas.

A Polícia Civil realizou os primeiros levantamentos no local. A ocorrência é acompanhada pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Aquidauana, sob responsabilidade da delegada Isabelle Sentinelo. A investigação deverá reconstruir os momentos anteriores ao ataque e apurar a motivação. 

Moradores da região relataram que não tinham conhecimento de episódios anteriores de violência doméstica envolvendo o casal. As informações preliminares também indicam que não havia registros policiais nteriores relacionados a agressões ou desentendimentos entre os dois. 

A ausência de ocorrências anteriores, no entanto, será considerada apenas como um dos elementos da investigação. A Polícia Civil devera ouvir pessoas próximas à vítima, ao suspeito e reunir outros elementos para esclarecer a dinâmica do crime. 

Feminicídio

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

2026

A morte de Marta ocorre dois dias depois de Mato Grosso do Sul atingir a marca de 23 feminicídios registrados em 2026. O número foi alcançado após um caso ocorrido em Costa Rica, na sexta-feira (21).

Conforme dados do Monitor da Violência contra a Mulher, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS), o Estado contabilizava 23 vítimas de feminicídio neste ano até agosto.

Caso a investigação confirme o enquadramento da morte de Marta como feminicídio e o caso seja incluído nas estatísticas oficiais, Mato Grosso do Sul passará a contabilizar 24 feminicídios em 2026.

As buscas pelo suspeito continuam, enquanto a Polícia Civil trabalha para esclarecer a motivação e as circunstâncias do crime, além de localizar a filha do casal.

Lista trágica

Confira a lista de mulheres vítimas de feminicídio em 2026:

  1. Josefa dos Santos - 16 de janeiro
  2. Rosana Candia Ohara - 24 de janeiro
  3. Nilza de Almeida Lima - 22 de fevereiro
  4. Beatriz Benevides da Silva - 25 de fevereiro
  5. Liliane de Souza Bonfim Duarte - 6 de março
  6. Leise Aparecida Cruz - 7 de março
  7. Ereni Benites - 8 de março
  8. Fátima Aparecida da Silva - 23 de março
  9. Marlene de Brito Rodrigues - 6 de abril
  10. Vera Lúcia da Silva - 13 de abril
  11. Zelita Rodrigues de Souza - 30 de abril
  12. Kelly Laura - 15 de maio
  13. Fabíola Marcotti - 18 de maio
  14. Maria do Carmo - 28 de junho
  15. Paula de Souza Conceição - 11 de julho
  16. Rosenilda de Oliveira Candelário - 17 de julho
  17. Terezinha Nantes - 27 de julho
  18. Ana Carolina Goés - 31 de julho
  19. Adrielle Encarnação - 31 de julho
  20. Rose Batista Cabreira - 2 de agosto
  21. Adriana Barrios - 5 de agosto
  22. Nathalia Rodrigues Nogueira - 06 de agosto
  23. Fátima Alves de Matos - 21 de agosto

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