Cidades

Processo

PF conclui que deputado Trutis simulou atentado

O deputado responderá por quatro crimes

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A Polícia Federal concluiu o inquérito contra o deputado Loester Carlos Gomes de Souza, o Loester Trutis (PSL), e pediu o indiciamento dele em pelo menos quatro crimes.

O indiciamento foi pedido à ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber, uma vez que Trutis, por ser deputado federal, tem foro privilegiado.

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Os crimes apontados são falsa comunicação de crime, porte ilegal de arma, disparo de arma de fogo, e dano a patrimônio privado. A investigação não descobriu a motivação do crime.

O relatório do inquérito deve ser encaminhado à Procuradoria-Geral da República, que é quem terá a prerrogativa de denunciar ou não o deputado federal.

Trutis, por diversas vezes, se diz inocente. Em mais de uma entrevista ao Correio do Estado, alegou ter sido vítima do atentado, e afirmou que estava sendo perseguido por delegados da Polícia Federal.

O incidente

O incidente, que para Trutis é um atentado, e que para a Polícia Federal é uma simulação, ocorreu em 16 de fevereiro de 2020. Na ocasião, um Corolla preto, locado, em que estava o deputado, teria sido alvo de um atentado entre Campo Grande e Sidrolândia.

O auge da investigação ocorreu em 12 de novembro de 2020, quando a Polícia Federal desencadeou uma operação para o cumprimento de vários mandados de busca e apreensão nos endereços ligados a Trutis, ao irmão dele, Alberto Carlos Gomes de Souza, ao assessor dele, Ciro Fidelis, e ao ex-primeiro-secretário do PSL de Campo Grande, Jovani Batista da Silva.

Os dois últimos também integram o Movimento Conservador de Mato Grosso do Sul.

Trutis quase foi preso nesta operação. Só não ficou detido, porque as mudanças na legislação advindas do pacote anticrime do ex-ministro Sergio Moro, enviado ao Congresso em 2019 e ao qual o deputado federal campo-grandense votou a favor, não permitiram.  

Com a nova lei, prisões em flagrante de posse irregular de arma de fogo para alguns casos, como o de Trutis, que registra suas armas como colecionador, não são mais permitidas.

O quase flagrante ocorreu por causa da apreensão de um fuzil Taurus T4 (arma de uso restrito), além de uma pistola 9 mm, um carregador com 14 munições e um revólver .357 com 10 munições.

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expectativa

Se TSE validar votos de Jamilson, Márcio Fernandes perde a vaga

Veja desempenho de todos os deputados estaduais de MS

05/10/2026 09h10

Futuro de Jamilson Name depende de decisão do colegiado do Tribunal Superior Eleitoral, já que obteve votos suficientes para seguir na Assembleia

Futuro de Jamilson Name depende de decisão do colegiado do Tribunal Superior Eleitoral, já que obteve votos suficientes para seguir na Assembleia

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Apesar do anúncio oficial do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o nome dos 24 deputados eleitos neste domingo (4), a composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul pode sofrer alteração antes mesmo da posse dos vitoriosos se a Justiça Eleitoral validar os 35.211 votos obtidos pelo candidato Jamilson Name (PP). Se isso ocorrer, quem deve perder a vaga é o deputado Márcio Fernandes, do PL.

Na apuração deste domingo, o PL conseguiu nove das 24 vagas. Mas, se os votos de Jamilson Forem tivessem sido computados, o partido perderia uma vaga e a federação União Brasil/PP ficaria com ela.

 

Na sexta-feira (2), o ministro Sebastião Reis Júnior,  o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou a candidatura de Jamilson, atendendo pedido da Procuradoria-Regional Eleitoral e reverteu decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) que havia autorizado o registro por 5 a 1. 

Ele acatou argumento de que Jamilson tem envolvimento com o grupo criminoso investigado na Operação Omertà, na qual o deputado foi condenado em primeiro grau a oito anos de reclusão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, com o reconhecimento expresso de que exercia “função de comando ou liderança” na estrutura delitiva.

A representação do Ministério Público Eleitoral (MPE), que se baseou em decisões judiciais da Justiça Estadual, indica que, após a prisão das lideranças originárias do grupo, seu pai, Jamil Name (que morreu em 27 de junho de 2021 no presídio federal de Mossoró, RN), e seu irmão, Jamil Name Filho, o parlamentar assumiu “posição de maior proeminência no núcleo responsável pela exploração do jogo do bicho”. 

A partir desse momento, segundo a representação, o deputado passou a chefiar o segmento encarregado da geração de receitas ilícitas, gestão de caixa e dissimulação patrimonial, garantindo a estabilidade e a continuidade econômica do grupo.

Mas, se Jamilson obtiver vitória no TSE, a Federação União-PP passaria de quatro para cinco vagas, pois passaria dos 268.919 votos para 304.130. O PL teve 448.945 votos, número que lhe garantiu uma das vagas na chamada sobra.

HISTÓRICO

O advogado Alexandre Ávalo, que defende Jamislon, já deixou claro que vai recorrer ao plenário do TSE contra a decisão monocrática do ministro Sebastião Reis Júnior. “Temos jurisprudência favorável a nosso favor, inclusive", afirmou nesta sexta-feira (2), logo após vir a público o indeferimento da candidatura.

Jamilson Name foi eleito pela primeira vez em 2018 e está concluindo seu segundo mandato consecutivo de deputado estadual. Inicialmente foi eleito pelo PDT e na sequência, pelo PSDB. Na primeira disputa, obteve 33.870 votos, ficando em terceiro lugar entre os mais bem colocados. Quatro anos depois, obteve 43.435 votos, o que lhe garantiu a quarta colocação.  Agora, com os 35,2 mil votos, ficou em 12º lugar.
 

Números

MS tem abstenção recorde em eleições presidenciais desde 2014

Mais de 483 mil eleitores não compareceram aos locais de votação no primeiro turno deste ano

05/10/2026 08h25

Guarda-chuva foi o parceiro de muitas pessoas para votar

Guarda-chuva foi o parceiro de muitas pessoas para votar Foto: Marcelo Victor

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Mato Grosso do Sul registrou nesta eleição o recorde de abstenção num pleito envolvento a cadeira de Presidente da República. Mais de 483 mil sul-mato-grossenses não foram votar neste primeiro turno.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 20h04min e com 100% das urnas apuradas em Mato Grosso do Sul, 483.210 pessoas das 2.024.430 aptas a votar não compareceram às urnas no primeiro turno deste ano. Isso equivale a exatos 23,87% do eleitorado estadual se ausentando do direito ao voto.

Vale destacar que, em diversos municípios, o dia foi marcado por chuvas, o que dificultou a locomoção da população e pode ter contribuído para a abstenção recorde. Tanto que, em Campo Grande, maior colégio eleitoral do Estado, a chuva forte que atingiu desde as primeiras horas provocou alagamentos em diferentes pontos da cidade e deixou moradores sem energia elétrica.

Em comparação com as eleições presidenciais anteriores, a abstenção deste ano foi a maior da história. Em 2022, por exemplo, 440.788 não foram votar no primeiro turno e 446.100 no segundo turno, o que representava 22,08% e 22,34%, respectivamente, dos 1.996.510 eleitores aptos. Naquele ano, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminou na primeira colocação em ambas as “rodadas”.

Em 2018, quando a eleição presidencial foi protagonizada por Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, 398.404 (21,21%) não foram às urnas no primeiro turno, enquanto 427.761 (22,78%) não compareceram no segundo turno. Na ocasião, 1.877.982 de Mato Grosso do Sul estavam adequados a votar pela Justiça Eleitoral.

Por fim, nas eleições de 2014, quando a petista Dilma Rousseff venceu o tucano Aécio Neves, 373.371 (20,53%) se ausentaram do direito ao voto no primeiro turno e 420.597 (23,12%) tiveram a mesma atitude três semanas depois, no segundo turno, em um universo de 1.818.937 eleitores aptos.

Ao comparar com eleições municipais, os 23,87% registrado neste ano ainda fica atrás do primeiro turno de 2024 e 2020, quando 23,89% (485.583 eleitores) e 25,12% (485.443) preferiram não tomar partido nos prefeitos de suas cidades. 

Também vale reforçar que a taxa de abstenção sul-mato-grossense foi maior que a nacional, que ficou em cerca de 21,1% e mais de 33 milhões de pessoas ausentes.

Após a finalização da apuração das urnas, o desembargador Carlos Eduardo Contar, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), concedeu entrevista em coletiva de imprensa e falou que, mesmo que a abstenção tenha sido recorde, imaginava que seria maior depois de andar pela cidade e perceber locais de votação mais vazios do que o normal.

“Eu andei após o almoço, eu circulei a cidade, visitei algumas sessões e, até aquele momento, a abstenção era muito grande aqui na capital. Eu acreditava que o número seria bem maior do que nos anos anteriores. Mas, graças a Deus, a população compareceu, caiu muito e ficou dentro da média histórica”, disse.

CHUVA

Mesmo com chuva forte em diversas regiões de Mato Grosso do Sul, falta de energia, problemas pontuais em urnas eletrônicas e demora na conclusão da apuração, o presidente do TRE-MS, desembargador Carlos Eduardo Contar, fez um balanço positivo do primeiro turno das Eleições deste ano. 

Durante a apuração na sede do TRE-MS, em Campo Grande, ele destacou a participação dos eleitores e classificou o comparecimento às urnas como uma demonstração de maturidade da população.

A avaliação positiva ocorreu apesar de a chuva ter provocado transtornos em diferentes regiões do Estado. O presidente do TRE-MS afirmou que as precipitações dificultaram o deslocamento dos eleitores até os locais de votação.

A falta de energia também atingiu municípios das regiões sul e sudeste. Entre as cidades citadas por Contar estão Ponta Porã, Antônio João, Aral Moreira, Paranhos, Amambai, Nova Alvorada do Sul, Fátima do Sul, Juti e Bonito.

O problema, no entanto, não interrompeu a votação. Segundo o presidente do TRE-MS, as urnas eletrônicas continuaram funcionando graças às baterias internas dos equipamentos.

Porém, alguns problemas ocorreram e foram contabilizados 95 ocorrências envolvendo urnas eletrônicas. Entre os problemas estavam falhas de energia, bateria, teclado, visor, impressão e funcionamento dos equipamentos. Em 22 casos, foi necessária a substituição da urna.

* Sabia 

O eleitorado em Mato Grosso do Sul soma 2.024.884 pessoas aptas a votar espalhadas pelos 79 municípios.

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