Cidades

SEGURANÇA

PF investiga quadrilha especializada em golpe bancário em MS

Operação prendeu um homem que já vinha sendo alvo de investigações por outros tipos de furto dentro do banco

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A Polícia Federal (PF) investiga qual o tamanho da quadrilha especializada em golpes bancários que tentou aplicar um furto dentro de uma agência da Caixa Econômica Federal de Campo Grande. O esquema é chamado de falsa central telefônica.

A Operação Central Fake cumpriu ontem um mandado de busca e apreensão e outro de prisão preventiva contra um investigado que foi flagrado pelas câmeras do circuito interno da Caixa Econômica Federal do centro da Capital implantando o golpe.

Segundo o delegado da PF, José Magi Stuqui Júnior, que investiga o fato, a ação começou no fim de semana, com o investigado inutilizando um dos terminais eletrônicos da agência bancária, onde pregou um número falso de uma central de atendimento.

Conforme o delegado, a intenção do investigado era reter o cartão da vítima, que no desespero acionaria o banco por meio da central de atendimento, utilizando o número falso que o criminoso pregou no equipamento.

Neste momento, uma outra pessoa atenderia o telefone e pediria dados pessoais da vítima, além da senha do cartão.

“Pedem dados pessoais da vítima e senha, para que possam depois com o cartão fazer saques e pagamentos”, explicou o delegado.

Por ser um golpe que envolve várias fases, o delegado da PF acredita que outras pessoas estejam envolvidas no crime.

“Esse é um tipo de crime que envolve várias pessoas, ele era um braço aqui, só que para conseguir fazer com que o crime se concretizasse, ele precisa das pessoas que atendam o telefone, das contas bancárias de pessoas por onde passam esse dinheiro, então, com certeza ele não estava atuando sozinho. A gente ainda está aprofundando para saber se consegue mais partícipes ou coautores nessa tentativa de cometer essa fraude”, declarou Stuqui ao Correio do Estado.

Ainda conforme o delegado, desta vez, o investigado não conseguiu efetuar o golpe porque funcionários da Caixa Econômica teriam percebido a adulteração no Caixa Eletrônico e acionaram a polícia antes que o grupo fizesse uma vítima.

“Nesse fato específico não ocorreu, porque a gente conseguiu antecipar, tinha apreendido um cartão de uma vítima, mas como a Caixa percebeu que ele estava estragando o terminal, a gente conseguiu evitar que tivesse vítima. Mas há outros casos em que há vítimas e estamos apurando”, contou.

Stuqui ainda afirmou que este tipo de crime tem se tornado comum dentro das instituições financeiras, entretanto, nem todas as vítimas denunciam à polícia.

O material recolhido durante a operação deverá auxiliar na identificação de outros envolvidos e no aprofundamento das apurações.

OUTRAS INVESTIGAÇÕES

O homem que foi preso durante a Operação Central Fake já é velho conhecido da Polícia Federal. Conforme o delegado José Magi Stuqui Júnior, ele figura como investigado em, pelo menos, outros cinco inquérito que apuram fraudes e furtos dentro de agências bancárias, sempre da Caixa Econômica Federal.

“Era uma pessoa que já era recorrente neste tipo de crimes na Caixa Econômica, já tinha sido investigado em outros inquéritos nosso e nesse momento conseguimos angariar provas robustas e o juiz concedeu a prisão, disse Stuqui ao Correio do Estado.

De acordo com o delegado, o criminoso era “especialista” em outro tipo de golpe, chamado de pescaria.

“Ele já tinha sido investigado por algo parecido, que chamamos de pescaria, que é uma outra modalidade de furto dentro dos terminais, só que desse eles não usam da engenharia social. Nesse caso da fraude do 0800 ele precisa de uma central, para onde a vítima liga para ceder senha e outros documentos, no caso que a gente tinha investigado ele fazia a pescaria, que é quando ele insere um material e puxa o dinheiro”, relembrou o delegado, que afirmou que além desse investigado, outro homem atuava em conjunto nesses crimes, mas que até o momento esta segunda pessoa não foi identificada neste caso.

A Polícia Federal orienta que clientes não utilizem números colados em terminais e jamais informem senhas por telefone. Em caso de suspeita, a recomendação é procurar diretamente os canais oficiais das instituições bancárias.

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Rede Municipal de Ensino

Em dois dias, 8,5 mil novos alunos se matricularam na rede municipal

O número de novos alunos corresponde a 40% da meta da Semed para 2026

09/01/2026 18h15

40% das vagas na REME já foram preenchidas

40% das vagas na REME já foram preenchidas FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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O período de matrícula na Rede Municipal de Ensino (REME) de Campo Grande iniciou na última quinta-feira (8) e já registrou 8,5 mil novos alunos. 

Esse número é o equivalente a 40% da meta de 20 mil novos alunos na Rede para o ano de 2026, estabelecido pela Secretaria Municipal de Educação (Semed). 

Atualmente, a REME tem capacidade para atender 112 mil alunos. Destes 92 mil já garantiram a vaga nas escolas para este ano através da rematrícula, que aconteceu até o dia 12 de dezembro de 2025. 

As 20 mil vgas restantes, foram destinadas a novos alunos da Capital. 

Segundo a Semed, a preferência das famílias tem sido pelo atendimento online. Das 8,5 mil matrículas, apenas 650 foram feitas por atendimento presencial na Central de Matrículas, o que mostra que o sistema online tem funcionado de forma estável, segundo a Secretaria. 

A maior procura é para as crianças nos primeiros níveis escolares. Metade das inscrições é para alunos do Grupo 4 (para crianças de quatro a cinco anos) e para o 1º ano do Ensino Fundamental.

Como fazer a matrícula

Para realizar a matrícula é necessário que o solicitante acesse o site https://matricula.campogrande.ms.gov.br/ e preencha os dados do aluno que irá ocupar a vaga.

No site, é possível indicar três unidades de ensino da preferência pessoal, que será escolhida para o aluno baseada nos critérios de disponibilidade da unidade e proximidade da moradia do estudante.

O período é para novas matrículas do Ensino Fundamental e EJA, e as vagas serão definidas e divulgadas no dia 21 de janeiro pela Secretaria Municipal da Educação.

Nas EMEIs, para a educação infantil, é necessário fazer o cadastro no banco de dados da Semed e acompanhar as informações por meio da área do candidato, em que terá detalhes sobre as vagas disponíveis nas unidades escolares do município.

A primeira lista foi divulgada em 3 dezembro e a efetivação aconteceu entre 3 e 12 de dezembro de 2025.

As aulas terão início em 5 de fevereiro, mas a Rede Municipal já está em serviço com atendimento ao público, e durante o mês de janeiro com matrículas e organização das turmas e salas.

A REME alerta para algumas dicas importantes:

  • Atenção aos dados: O sistema não permite editar informações depois de finalizar o cadastro. Se houver erro, é necessário cancelar e fazer uma nova inscrição.
  • Transferências: Quem deseja mudar de uma escola municipal para outra também deve fazer o pedido pelo site.
  • Efetivação: Após o dia 21 de janeiro, os pais devem ir até a escola indicada com os documentos (originais e cópias) para assinar o requerimento e garantir a vaga.

Se houver dificuldade com a internet ou perda de senha, os canais para contato são pelo telefone 0800 615 1515 ou através do site matricula.campogrande.ms.gov.br.

*Colaborou Noysle Carvalho

CIDADES

Trânsito na Rachid Neder é liberado após obras serem finalizadas na avenida

As placas da via se soltaram devido ao forte temporal que atingiu Campo Grande na última terça-feira (6)

09/01/2026 18h00

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A recomposição do asfalto na Avenida Rachid Neder foi finalizada na tarde desta sexta-feira (9). Com isto, o trânsito está liberado no trecho entre as ruas Pedro Celestino e Rui Barbosa. A força da enxurrada durante o temporal registrado na última terça-feira (6) causou estragos em várias áreas da Capital, inclusive nesta via que já encara problemas com chuvas fortes há algum tempo.

Em 14 de novembro do ano passado, também após tempestades, a rotatória da Rachid Neder com a Ernesto Geisel amanheceu com o asfalto rachado e “em pedaços”, situação parecida com a que ocorreu no último temporal.

Os trabalhos para reconstituir o pavimento iniciou logo após a chuva, com limpeza da pista e a remoção das placas de asfalto que se soltaram. Antes da aplicação da nova capa asfáltica, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) executou um serviço de manutenção em toda a extensão da avenida, resultando no fechamento de 260 buracos.

Para a restauração completa do trecho afetado, foram utilizadas aproximadamente 60 toneladas de massa asfáltica. 

Com a conclusão da obra e a retirada da sinalização de interdição, o fluxo de veículos na região segue normalizado. As equipes da Sisep permanecem na região para atender outras demandas remanescentes do período de chuvas na Capital.

Pedido ao governo federal

A Prefeitura de Campo Grande refez o pedido ao governo federal para que fosse incluso no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) o projeto que prevê R$ 80 milhões para uma solução parcial ao problema de enchentes na Avenida Rachid Neder.

A Prefeitura de Campo Grande já havia solicitado o recurso em 2023, na época do lançamento do Novo PAC, para serem investidos na margem direita do Córrego Segredo.

Segundo Marcelo Miglioli, titular da Sisep, a obra seria feita na Rua Corguinho, mas resolveria parte do problema, já que a margem esquerda do Segredo ainda ficaria para um futuro. Somando as duas margens, o projeto totalizaria R$ 200 milhões, verba que o secretário afirma ser mais difícil de conseguir.

“É um problema complexo, é uma drenagem muito antiga, muitos condomínios foram abertos naquela região desde que essa drenagem foi feita e quando acontece uma tromba d’água como a de ontem [terça-feira] a tubulação não aguenta. A obra que solicitamos é na [Rua] Corguinho, mas com a margem esquerda fica R$ 200 milhões. Sabemos da dificuldade de conseguir esse montante, então se conseguirmos os R$ 80 milhões já resolve parte do problema”, alega o secretário.

Conforme o titular da Pasta de obras, o projeto também foi apresentado à bancada federal, porém, eles optaram por outros projetos, que preveem asfalto novo em outras regiões da cidade.

“Todo mundo é conhecedor desse problema, mas a bancada fez a opção de colocar R$ 100 milhões para novas pavimentações. Eles não estão errados. Campo Grande tem problemas muito grandes que necessitam de muito dinheiro, o que a prefeitura não tem neste momento”, explicou Miglioli ao Correio do Estado.

*Colaborou Daianny Albuquerque

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