Cidades

MATO GROSSO DO SUL

PF mira 4 membros de quadrilha especializada em tráfico interestadual

Apreensão de cocaína feita em Presidente Prudente (SP) há mais de um ano foi estopim da investigação que determina agora mandados de prisão temporária e busca e apreensão

Continue lendo...

Através da chamada "Operação Bonanza", agentes da Polícia Federal cumpriram na manhã desta quinta-feira (18) quatro mandados de prisão temporária mirando membros de uma quadrilha especializada na prática de tráfico interestadual. 

Conforme divulgado pela PF em nota, Mato Grosso do Sul amanheceu debaixo da mira dos agentes federais com a Operação Bonanza mais especificamente nos seguintes territórios: 

  • Dourados
  • Rio Brilhante 

Nesses municípios, conhecidos um como Capital do agronegócio e Portal do Mercosul e outro como a "capital estadual do Chamamé", a Polícia Federal cumpriu ainda sete mandados de busca e apreensão. 

Entenda

Ainda segundo repassado pela superintendência regional da Polícia Federal, toda essa investigação teve início com uma apreensão de cocaína feita há mais de um ano na cidade paulista de Presidente Prudente, distante aproximadamente 431 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul. 

Mais especificamente, como repassado pela SRPF-MS ao Correio do Estado, essa apreensão de cocaína em específico aconteceu no dia 25 de abril do ano passado. 

Essa apreensão de cocaína em Presidente Prudente (SP) foi o estopim que ajudou as investigações a desenharem a teia criminosa que mostrou ter raízes em Mato Grosso do Sul. Ainda conforme a PF, as ramificações desta organização criminosa chegaram a estender-se até outros Estados, como por exemplo São Paulo e Paraná. 

Quanto às atividades do esquema criminoso, a quadrilha é apontada como responsável pelo envio de drogas para os mais diversos pontos do território brasileiro. 

Agora, a Polícia Federal espera localizar novos elementos que sirvam de prova para fortalecer a veracidade ou até mesmo refutar algumas das hipóteses criminais. 

Cabe lembrar que as apreensões de substâncias entorpecentes fazem parte do trabalho quase que cotidiano dos agentes federais, servindo tanto como "estopim" de novas investigações como também para já tirar criminosos de circulação. 

Nesta mesma data citada da apreensão de cocaína, por exemplo, os agentes da Polícia Federal levaram três indivíduos bolivianos presos, após esses saírem da rodoviária de Campo Grande com um total de 317 cápsulas de cocaína. 

Todos esses mandados cumpridos nesta quinta-feira (18) foram autorizados por parte da Justiça Federal de Presidente Prudente. 

 

Assine o Correio do Estado

CORUMBÁ

Cidade Branca fecha 'pacotão' para privatização dos profissionais da Saúde

Divididos entre montates de até 4.380 horas, os valores unitários de 125 reais pela hora médica podem render um total estimado entre R$273.750,00 e R$547.500,00

18/06/2026 13h01

 No

No "coração" do Pantanal, município distante 427 quilômetros da Capital do MS publicou contratos para prestação de serviços plantões médicos, na rede de urgência e emergência Reprodução/Divulgação/PMC

Continue Lendo...

Credenciamentos para a contratação de pessoa jurídica para prestação de serviços plantões médicos, voltados para atender a rede de urgência e emergência (RUE) do município de Corumbá, chamaram atenção nesta quinta-feira (18) graças a série de publicações feitas em Diário Oficial.

Ainda em fevereiro deste ano o Executivo da Cidade Branca, através da respectiva Secretaria Municipal de Saúde, abriu esse credenciamento para pessoas jurídicas interessadas na prestação de serviços médicos na Rede de Urgência e Emergência (RUE) corumbaense.

Este edital prevê a contratação de plantonistas para atuação em: 

  • Pronto-Socorro Municipal de Corumbá,
  • Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e
  • Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

De acordo com a Prefeitura de Corumbá, o intuito por trás do chamamento público é justamente ampliar e garantir a cobertura médica. A ideia é alcançar maior agilidade no atendimento à população, principalmente nos períodos de maior demanda. 

Através desta iniciativa, o Executivo de Corumbá pretende, por exemplo, reduzir filas de espera e assegurar assistência em um tempo oportuno nos plantões de qualquer um dos três turnos (matutino, vespertino e noturno), desde segunda até domingo. 

Uma vez inscritos, esses profissionais ficam credenciados por um prazo de cinco anos, sendo remunerados com o valor estimado de R$125,00 pela hora médica, como consta na tabela presente no termo de referência lançado junto do edital. 

Conforme o edital, os credenciamentos foram abertos para as qualidade de:

  1. microempresa;
  2. empresa de pequeno porte e 
  3. microempreendedor individual. 

Divididos entre os montantes de 2.190 e 4.380 horas, os valores unitários de 125 reais podem render um total estimado entre R$273.750,00 e R$547.500,00. 

"Durante todo o período de vigência, o credenciamento permanecerá aberto, com o edital disponível em sítio eletrônico oficial, de modo a permitir o cadastramento permanente de novos interessados", complementa o texto de divulgação oficial. A entrega de documentos deve ser feita de forma presencial na sede da Secretaria Executiva de Licitações e Contratações, localizada no prédio da Prefeitura Municipal de Corumbá.

 

Assine o Correio do Estado

manobra

De olho em meio bilhão de reais, empreiteira endividada muda de nome

Pactual deve quase R$ 20 milhões à Fazenda Nacional. Agora, se chama Navicon e entrou em cinco licitações do governo de MS. Juntas, somam R$ 577 milhões

18/06/2026 12h20

A Navicon disputa cinco dos 18 lotes do pacote de licitações que prevê investimentos de até R$ 1,999 bilhão em três anos

A Navicon disputa cinco dos 18 lotes do pacote de licitações que prevê investimentos de até R$ 1,999 bilhão em três anos

Continue Lendo...

Com dívida de quase R$ 20 milhões inscrita na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, a empreitera Pactual Construções mudou de nome e passou a se chamar Navicon em abril deste deste ano. A manobra ocorreu em meio ao período em que se inscreveu em cinco licitações que, caso vença todas, podem lhe garantir contratos que superam os R$ 577 milhões com o Goveno de Mato Grosso do Sul.

A empresa entrou na disputa em cinco dos 18 lotes lançados para contratar empreiteiras que vão prestar serviços de manutenção de estradas com e sem asfalto por um período de três anos. No total, os 18 lotes têm preço máximo fixado em R$ 1,999 bilhão. E, os editais permitem que os contratos podem ser renovados por até 10 anos. 

Os primeiros passos deste pacote bilionário de serviço de tapa-buracos foram dados nos dias 8, 10, 12 e 15 de junho, menos de dois meses após a mudança de nome da Pactual.

Nestes certames, a Navicou se inscreveu em cinco lotes, mas por enquanto, segue em quatro deles. Caso vença estas quatro disputas, poderá faturar até R$ 480,2 milhões, sem contabilizar os tradicionais aditivos. 

Mas, a nova empreiteira, que na realidade existe desde 1996, segue na briga pelo serviço de tapa-buracos na região de Ribas do Rio Pardo (R$ 98,6 milhões), Caarapó (R$ 96,07 milhões), Costa Rica (R$ 104,48 milhões) e Três Lagoas (R$ 181,2 milhões). 

Além disso, conforme informam as atas disponívies no site da Agesul, a Navicon alega que entregou toda a documentação relativa ao serviço na região de Naviraí, onde o valor máximo foi definido em pouco mais de R$ 92,7 milhões. Sendo assim, ainda existe a possibilidade de que volte ao páreo também neste lote. Pelo menos 30 outras empresas estão no páreo para prestar o serviço nos 18 lotes. 

Durante os oito anos da administração do ex-governador Reinaldo Azambuja, a Pactual firmou uma série de contratos com a administração estadual e faturou, entre 2015 e 2023,  pelo menos R$ 136,7 milhões, conforme dados obtidos pelo Correio do Estado. 

Depois disso, por conta de uma série de dívidas, deixou de firmar contratos com o Governo do Estado e em R$ 2024 recebeu apenas R$ 85,9 mil. Este valor, contudo,  foi relativo a um reconhecimento de dívida por serviços prestados na recupeção da MS-180, na região de Iguatemi, anos antes.

Apesar de ter mudado de nome, a empreiteira manteve o CNPJ. A manobra, acreditam juristas ovidos pelo Correio do Estado, é para tentar desviar a atenção (mudança de nome) dos credores. Por outro lado, a manutenção do CNPJ foi necessária para conseguir comprovar que tem experiência suficiente para preencher as exigências dos editais, acredita o advogado.

Mas, apesar de ter recebido em dia pelos serviços prestados ao Governo do Estado, sonegou uma série de tributos federais e por isso as inscrições na dívida ativa chegaram a R$ 19.748.314,88, conforme dados relativos a dezembro de 2024.

Todos os valores foram renegociados e por conta disso o CNPJ possivelmente conseguiu as certidões negativas de débitos e consegujiu participar das licitações multimilionárias. 

Os dados disponíveis na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional revelam que a Pactual fracionou os pagamentos em até 120 parcelas. Porém, atrasou o pagamento de até 44 delas e acabou fazendo nova renegociação.

Além de manter o CNPJ, a Navicon também segue no mesmo endereço da Pactual e a empresa continua sendo controlada pela mesma proprietária, Lílian Marcílio da Silva. Ela, por sua vez, é irmã de um integrante do primeiro escalão da atual administração do Governo do Estado. 

CURIOSIDADES

Além desta estranha mudança de nome, o mesmo pacote bilionário de serviços de tapa-buracos apresentam outras curiosidades. A empreiteira Rial, cujo proprietário ficou mais de um mês na prisão por suposto envolvimento em um esquema de fraudes no serviçod e tapa-buracos em Campo Grande, está inscrito em pelo menos dois lotes, que somam mais de R$ 186 milhões. Ele foi preso em 12 de maio e libertado em 11 de junho. 

A empresa André L. dos Santos Ltda., cujo proprietário foi condenado no fim do ano passado pela juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal, a 5 anos de reclusão pela prática de corrupção ativa continuada, é bem mais "voraz" que as outras duas citadas acima.

Ele está inscrita em todos os 18 lotes e segue de olho nos contratos que somam quase R$ 2 bilhões. O empreiteiro foi alvo da operação Cascalhos de Areia, desencadeada pelo Ministério Público Estadual em meados de 2023. Mas, como a condenação é de primeira instância, a legislação permite que contie assinando novos contratos com o serviço público. 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).