Cidades

Cidades

Piloto dribla pane em voo sobre a selva

Piloto dribla pane em voo sobre a selva

Redação

27/12/2009 - 09h00
Continue lendo...

     

        Da redação

        Nos sonhos do piloto Carlos Vagner Ottone Veiga, de 32 anos, sempre havia um céu de brigadeiro sobre muito verde - nunca água. Foi um fio d?água no meio da floresta, porém, que salvou a vida de Veiga e a de outros dez ocupantes do Caravan C-98 da Força Aérea Brasileira (FAB), que apresentou problemas durante o voo entre Cruzeiro do Sul, no Acre, e Tabatinga, no Amazonas, em 29 de outubro - o Rio Ituí serviu de pista de pouso para a aeronave. "Depois do acidente, meus sonhos com o tapete verde ainda não voltaram", conta o primeiro-tenente da FAB.
        Duas pessoas, um funcionário da Aeronáutica e outro da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), morreram depois do pouso. "Por causa dessas perdas não tem como comemorar como sucesso total aquela missão", ressalta Veiga. O tenente não recebeu honrarias militares pelo ato, que tampouco considera heroico. "Fiz minha obrigação como piloto: levantar voo, pilotar e pousar zelando pela segurança de quem está na aeronave", diz, com simplicidade.
        "Até hoje não sei como eles conseguiram tanta lucidez para nos passar segurança e evitar o pânico", elogia a técnica da Funasa Maria da Graça Rodrigues, sobrevivente que considera dever a vida ao piloto e ao copiloto, José Ananias da Silva Pereira, de 26 anos. "A gente só conseguia ver a selva lá de cima. Não sei como conseguiram pensar em descer no rio."
        A calma é uma das características do piloto desde jovem, que diz ter herdado a qualidade do pai, também da Aeronáutica. "É um ensinamento que vale para qualquer ocasião: sem tranquilidade não se consegue nada direito. O rio, por exemplo, nos seguia à esquerda durante todo o trajeto. Mas, num momento de crise, sem sangue frio, a pessoa poderia nem ver a alternativa encontrada."
        Veiga renasce em 2010. "Como lição disso tudo, estou dando ainda mais valor às pequenas coisas; tenho mais carinho em minhas atitudes. E tenho certeza de que, se ainda estou aqui, é para continuar trabalhando e sonhando."
        Nascido no Rio, o piloto entrou para a Escola de Cadetes da Aeronáutica, em Barbacena, Minas Gerais, aos 18 anos. Aos 21, já estava em Pirassununga, no interior de São Paulo, fazendo os primeiros voos. "Tenho certeza de que minha vocação é voar." (do Estadão)

Saída

Desembargador federal abandona ações da Lava Jato após punição do CNJ

Loraci Flores de Lima pegou uma suspensão de 60 dias

09/08/2026 20h00

Desembargador Loraci de Lima

Desembargador Loraci de Lima Foto: Divulgação

Continue Lendo...

O desembargador Loraci Flores de Lima renunciou às ações da antiga Operação Lava Jato sob sua relatoria no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4). Ele comunicou a decisão à Corte por meio de um despacho de cinco linhas após ser punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por supostamente ter ignorado uma determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de paralisar processos criminais da Lava Jato. Loraci alega ‘incompatibilidade’ para continuar exercendo sua função jurisdicional nas ações.

O desembargador pegou uma suspensão de 60 dias - sanção, na prática, já cumprida porque havia ficado afastado durante 72 dias liminarmente, no curso do Processo Administrativo Disciplinar. Ele negou o descumprimento de ordem de Toffoli.

Loraci abdicou do acervo da Lava Jato a partir da ‘compreensão firmada pelo CNJ’. Sua decisão atende, segundo ele, o disposto no artigo 122 do Código de Processo Penal - norma que impõe ao magistrado afastamento espontâneo da causa em que haja impedimento ou incompatibilidade, sob pena de as partes contestarem sua permanência nos autos.

As ações que estavam sob a tutela do desembargador tiveram origem na 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, base da Lava Jato.

Recursos e apelações contra sentenças e decisões da 13.ª Vara chegaram ao TRF-4, que fica sediado em Porto Alegre e mantém jurisdição também no Paraná. O TRF-4 ficou, assim, conhecido como o Tribunal da Lava Jato.

A decisão do CNJ atingiu também um colega de Loraci, o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, do TRF-4, igualmente acusado de ignorar determinação de Toffol. Nos autos do Processo Administrativo Disciplinar, seus advogados negaram ‘descumprimento deliberado de decisões’. Segundo os advogados, a decisão foi tomada de forma colegiada e fundamentada.

Por decisão unânime, o Conselho Nacional de Justiça aplicou a pena de disponibilidade por 60 dias aos desembargadores federais Os conselheiros concluíram que Loraci e Thompson descumpriram ordem expressa de Toffoli para suspender ações penais relacionadas à Lava Jato. Nos últimos anos, o magistrado do STF tem proferido uma série de liminares para anular ou suspender os efeitos de provas, delações e atos judiciais da investigação, com base no entendimento de que houve parcialidade e conluio entre o então juiz Sérgio Moro, hoje senador, e procuradores do Ministério Público Federal.

O caso analisado pelo CNJ teve origem em uma decisão da 8.ª Turma do TRF4 sobre a atuação do então juiz da 13.ª Vara Federal de Curitiba Eduardo Appio, sucessor de Moro. Em setembro de 2023, os desembargadores declararam a suspeição de Appio em um processo. Eles ampliaram esse entendimento a todas as ações da operação conduzidas por Appio e anularam os atos praticados por ele.

Ao definir a punição dos desembargadores, o conselheiro relator Rodrigo Badaró afirmou que ‘não há prova conclusiva de incompatibilidade permanente com a magistratura’ e aplicou a sanção de disponibilidade por 60 dias. Como ambos já haviam ficado fora da Corte por 72 dias, a punição foi dada como integralmente cumprida.

 

Bem-estar animal

Atendimento veterinário gratuito será oferecido em bairro da Capital

Consultório Móvel da SUBEA disponibilizará consultas, vacinação e avaliação para castração

09/08/2026 17h31

Divulgação/Subea

Continue Lendo...

Moradores de Campo Grande poderão contar com atendimento veterinário gratuito para cães e gatos entre os dias 10 e 14 de agosto. Durante o período, o Consultório Móvel da Superintendência de Bem-Estar Animal (SUBEA) estará instalado na Praça do Jardim Carioca, na Rua Aracy de Almeida, em frente ao nº 548.

A ação tem como objetivo ampliar o acesso aos serviços de saúde animal e oferecer atendimento mais próximo às famílias que possuem cães e gatos. Entre os serviços disponibilizados estão consultas veterinárias, vacinação antirrábica, vermifugação, aplicação de carrapaticida e avaliação clínica necessária para o agendamento de castração.

Atendimento por ordem de chegada

Para organizar o atendimento, serão distribuídas diariamente 15 senhas para consultas clínicas e outras 15 senhas destinadas exclusivamente à avaliação para castração. As vagas serão preenchidas por ordem de chegada.

Para ser atendido, o responsável pelo animal deverá apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência em Campo Grande e CadÚnico atualizado.

Serviço

Período: 10 a 14 de agosto, de segunda a sexta-feira
Local: Praça do Jardim Carioca – Rua Aracy de Almeida, em frente ao nº 548
Serviços: consultas clínicas, vacinação antirrábica, vermifugação, aplicação de carrapaticida e avaliação para castração.
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).