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Violência cresce nas rodovias de MS este ano e mais de 90 pessoas já morreram

Dados da Polícia Rodoviária Federal mostram que de janeiro até sábado foram 92 óbitos, tendo ocorrido mais 4 neste domingo

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As rodovias federais de Mato Grosso do Sul tiveram um aumento no número de acidentes e de mortes neste ano, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). De 1º de janeiro até sábado, 92 pessoas morreram em razão de acidentes nas BRs, porém, apenas no domingo, quatro pessoas morreram, o que significa que 96 pessoas já perderam a vida em rodovias federais no Estado este ano.

No ano passado, no mesmo período, foram 90 mortos em 1.016 acidentes, este ano o número de colisões também cresceu, passou para 1.034 acidentes.

De acordo com os dados da PRF, também houve crescimento na quantidade de pessoas que ficaram feridas em acidentes nas rodovias, passando de 1.059, em 2025, para 1.126, neste ano.

CAUSAS

Conforme constatação da polícia rodoviária, a falta de reação do condutor é a principal causa de acidentes graves em Mato Grosso do Sul. Enquanto no ano passado essa foi a causadora de 67 colisões com feridos ou mortos, este ano já são 72 acidentes com a mesma causa.

Entre as outras causas estão acessar a via sem observar a vinda de outro veículo (43 colisões este ano), reação tardia ou ineficiente (42), transitar na contramão (17), realizar uma ultrapassagem indevida (14), ingestão de álcool pelo condutor (12), animais na pista (12) e pedestres na pista (10).

RODOVIA DA MORTE

A BR-163 continua sendo a rodovia com o maior número de acidentes e mortes de Mato Grosso do Sul.

Cortando o Estado de norte a sul, em cerca de 845 quilômetros, a rodovia foi responsável por 445 acidentes de janeiro a julho deste ano, que resultaram em 30 mortes e 483 feridos neste período.

Em relação ao total de acidentes, este dado é inferior ao do ano passado, quando foram 449 colisões, porém, as mortes e os feridos cresceram. Eram 28 mortes e 464 feridos.

Na BR-262, também de janeiro a julho, foram registrados 169 acidentes, dos quais 54 foram graves. Essas colisões resultaram em 183 feridos e 15 mortos. Número menor do que o registrado em 2025, quando foram 170 acidentes e 24 mortes.

ACIDENTE

A rodovia mais violenta também foi o palco de acidente registrado neste domingo, no qual quatro pessoas morreram, outras três pessoas ficaram em estado grave e uma pessoa teve ferimentos moderados.

O acidente aconteceu por volta das 15h, entre os quilômetros 568 e 569 da BR-163, em Bandeirantes. De acordo com apuração da PRF e de imagens de câmeras dos caminhões, o motorista do Chevrolet Onix, Valderlânio Daniel Santos, de 49 anos, tentou uma ultrapassagem em local proibido e acabou colidindo com um caminhão que seguia no sentido contrário.

O motorista do caminhão perdeu o controle do veículo e invadiu a outra pista, batendo de frente com um caminhão-tanque, carregado de óleo diesel, que explodiu com a força do impacto.

Um segundo carro de passeio, que seguia atrás do caminhão-tanque, um Toyota Etios, não conseguiu parar a tempo e acabou atingido pelos veículos e pelo fogo, assim como um quarto carro que seguia depois.

Valderlândio morreu no acidente, assim como os três ocupantes do Toyota Etios.

Os motoristas dos caminhões e os ocupantes do terceiro carro de passeio foram levados ao hospital.

DUPLICAÇÃO

O trecho onde o acidente aconteceu na BR-163 deverá ser duplicado pela concessionária que administra a rodovia, a Motiva Pantanal, antiga CCR MSVia.

De acordo com a empresa, a obra está prevista para ser concluída até o sétimo ano do novo contrato de concessão da rodovia, assinado em agosto, ou seja, só em 2033.

“O novo contrato da BR-163/MS prevê um amplo pacote de investimentos para modernização, ampliação de capacidade e melhoria da segurança viária que deve ultrapassar R$ 9,3 bilhões ao longo dos próximos 29 anos”, diz a Motiva em nota.

INTERRUPÇÃO

Ponte do Rio Paraguai volta a ficar interditada neste fim de semana

As obras de reestruturação estão na etapa de concretagem da laje, que exige interrupções temporárias do tráfego

09/09/2026 11h30

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas Divulgação: Agesul

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A ponte sobre o rio Paraguai, na BR-262, será novamente interditada no próximo fim de semana, entre às 17h de sábado (12) e às 12h de domingo (13), em razão das obras de recuperação da estrutura. A interdição será realizada somente nesse período, de acordo com o Governo do Estado. 

A recomendação é que os motoristas programem suas viagens com antecedência e considerem o período de interdição ao planejarem o deslocamento pela região.

As obras envolvem a recuperação estrutural da ponte, as quais são executadas pela Agência Estadual de Empreendimentos (Agesul) por meio de termo de cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com investimento superior a R$ 11,7 milhões. 

Os trabalhos estão na etapa de concretagem da laje, que exige interrupções temporárias do tráfego para garantir a segurança dos usuários e as condições necessárias para a execução dos serviços.

O tráfego na ponte opera em meia pista, em sistema de pare e siga, desde o início das intervenções na estrutura.

MOBILIDADE URBANA

Obra de R$ 2,4 milhões começa a mudar trânsito na Euler com Tamandaré

Reordenamento prevê redução da rotatória, semaforização e alterações no fluxo de cruzamento por onde passam cerca de 12 mil veículos por dia

09/09/2026 11h15

Obras começaram nesta quarta-feira (9) no encontro das avenidas Euler de Azevedo e Tamandaré

Obras começaram nesta quarta-feira (9) no encontro das avenidas Euler de Azevedo e Tamandaré Marcelo Victor

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As obras de reordenamento viário no encontro das avenidas Euler de Azevedo e Tamandaré começaram nesta quarta-feira (9), em Campo Grande. Com investimento de R$ 2,4 milhões, a intervenção vai reduzir a atual rotatória, alterar movimentos de veículos e implantar semáforos em um dos principais corredores de ligação entre as regiões do Segredo, Imbirussu e Centro.

A ordem de serviço foi assinada nesta manhã pela prefeita Adriane Lopes, autorizando o início imediato dos trabalhos. O prazo contratual é de 12 meses, embora a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) trabalhe com a possibilidade de antecipar a conclusão conforme o avanço das obras.

Segundo o diretor-presidente da Agetran, Ciro Ferreira, aproximadamente 12 mil veículos passam diariamente pelo trecho, que registra lentidão principalmente nos horários de pico. O fluxo e os conflitos existentes entre os diferentes movimentos no cruzamento foram considerados na elaboração do projeto.

“Fico feliz de estarmos aqui hoje dando ordem de reordenamento de uma avenida de grande importância, integrando três regiões: Centro, Segredo e Imbirussu. A Euler de Azevedo e a Tamandaré são avenidas que há muitos anos precisavam dessa transformação”, afirmou Adriane.

Uma das principais alterações será a redução do diâmetro da atual rotatória. Também estão previstas adequações nas calçadas e retornos, melhorias de acessibilidade, pavimentação, drenagem, nova sinalização horizontal e vertical e mudanças nos fluxos de veículos.

Já a semaforização será implantada na etapa final da intervenção.

“A intervenção traz uma diminuição da rotatória, o reordenamento aqui com relação a calçadas, acessibilidade, sinalização, escoamento de água e também mudança de alguns fluxos, alguns conflitos que nós temos hoje e nós vamos procurar reduzir com essas intervenções”, explicou Ciro.

A expectativa é que a nova configuração dê uma maior fluidez ao trânsito e reduza os pontos de conflito entre veículos. Durante o evento, o diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), Rudel Trindade, também destacou a situação atual do cruzamento.

“Realmente é perigoso, você tem que ter habilidade para cruzar essa rotatória, você tem que ter um cuidado”, afirmou.

Ciro informou que a região apresenta um volume considerável de acidentes, mas não apresentou números atualizados durante a coletiva. Segundo ele, também há subnotificação de ocorrências de menor gravidade, principalmente quando as colisões resultam apenas em danos materiais.

Interdições por etapas

Os primeiros trabalhos começaram com a retirada de elementos existentes na rotatória e a preparação de um retorno que permitirá avançar com as próximas etapas.

A Agetran também iniciou a sinalização dos desvios. Conforme a execução avançar, as interdições serão feitas gradualmente para reduzir os transtornos para quem utiliza o cruzamento.

“Conforme o andamento, nós vamos interditando por partes aqui a rotatória, desfazendo os desvios, para que a gente possa trazer o menor transtorno possível para o cidadão que usa essa região”, explicou Ciro.

Mapas indicando os desvios e as rotas alternativas deverão ser divulgados pela agência para orientar os motoristas.

O projeto prevê ainda intervenções para melhorar o escoamento da água no cruzamento. Questionado sobre os alagamentos registrados na Avenida Tamandaré, Ciro explicou que as medidas incluídas nesta obra serão pontuais.

“Nesse ponto aqui nós vamos fazer pequenas intervenções para reduzir isso, para trazer esse conforto para quem está transitando aqui no local”, afirmou.

Intervenções de maior porte no sistema de drenagem dependem de outros projetos da Prefeitura e não estão incluídas neste contrato.

A obra é resultado de parceria entre a Prefeitura de Campo Grande e o Governo de Mato Grosso do Sul, com participação técnica da Agetran e do Detran-MS.

Segundo Rudel Trindade, os R$ 2,4 milhões destinados ao reordenamento são provenientes da arrecadação com multas de trânsito. Ele explicou que esses recursos possuem destinação específica e são aplicados em ações relacionadas ao trânsito, como sinalização, fiscalização e educação.

Esta será a terceira intervenção em rotatórias realizada pelo Detran-MS em parceria com o Município, conforme Rudel. As anteriores ocorreram na Avenida Mato Grosso com a Via Parque e na região da Avenida Três Barras.

As melhorias devem beneficiar diretamente moradores da Vila Nasser, Vila Nossa Senhora das Graças, Santa Luzia, Vila Sobrinho e São Francisco, além de estudantes, comerciantes e motoristas que utilizam diariamente o corredor.

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