Cidades

Em Campo Grande

Pivô de punição de delegada foi absolvido de briga em trânsito

A delegada foi suspensa de suas funções por um bate-boca, enquanto o delegado foi inocentado por atirar três vezes no carro de uma jovem

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A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul inocentou o ex-delegado Adriano Garcia Geraldo, que em fevereiro de 2022, perseguiu uma jovem de 24 anos no trânsito e atirou nos pneus do carro dela. O mesmo delegado foi o pivô da punição da  titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), Daniella Kades, afastada por 30 dias de suas funções, em razão de uma bate-boca com ele. 

Conforme o relatório da investigação da briga no trânsito, datado em 17 de maio deste ano, assinado pelo delegado Wilton Vilas Boas de Paula, a motorista que teve os pneus furados foi considerada culpada. 

“A desobediência à ordem legal de parada, emanada por agentes públicos em contexto de policiamento ostensivo, para prevenção e repressão de crimes, constitui conduta penalmente típica”, informa o texto. 

A conclusão do inquérito aponta que é “evidente que a abordagem realizada se tratava realmente de uma abordagem policial, um tanto questionável no início, mas muito evidente em seu desfecho”.

Desse modo, a alegação do ex-delegado, dizendo que a perseguiu por uma suspeita, foi aceita como um ato de proteção à população. 

Adriano dirigia um Hyundai Elantra descaracterizado, enquanto a moça dirigia um Renault Kwid. 

No relatório, é destacado que a jovem deveria ter parado imediatamente ao primeiro sinal de Adriano, mesmo ele estando descaracterizado. Entretanto, ela alega ter ficado assustada com a abordagem do carro descaracterizado.

Por fim, foi concluído que ela dirigia de forma irregular, já que ela teria invadido a faixa de rolagem, “fechando” o carro em que estava Adriano. 

Em nota, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul informou que pediu mais diligências no inquérito sobre Adriano Garcia Geraldo. 

“A conclusão da esfera criminal é apenas o primeiro passo, e a Corregedoria-Geral dará continuidade à apuração na esfera administrativa, em procedimento próprio, visando esclarecer possíveis irregularidades funcionais decorrentes da situação que envolveu o ex-Delegado-Geral”. 

Lembre o caso da briga de trânsito 

Na noite do dia 16 de fevereiro, na avenida Mato Grosso, em Campo Grande, o então delegado-geral de Mato Grosso do Sul perseguiu uma jovem de 24 anos no trânsito, depois de irritar-se, primeiramente, com o fato do carro dela ficar afogado por um longo tempo. 

Adriano estava atrás do carro da jovem que, cansada das buzinas e tentando religar o carro, mostrou o dedo médio à ele. 

Houve perseguição que terminou na calçada de uma escola de idiomas. Antes do fim da perseguição, porém, Adriano Garcia Geraldo, que estava em um Hyundai Elantra descaracterizado, furou - à bala - os três pneus do carro da jovem, apontou a arma para ela, e ainda mobilizou pelo menos cinco outros policiais civis e militares.  

Acuada, a moça resistiu a sair do carro, enquanto o delegado gesticulava, conforme mostraram as imagens de segurança.

Por fim, mesmo tendo atirado, ele não pagou o conserto do veículo da moça, um Renault Kwid, e ela teve de acionar a franquia de seu seguro.  

Dois dias após o ocorrido e diante da repercussão do caso, Adriano pediu demissão do cargo. 

Briga com a delegada 

A titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), Daniella Kades, que integrou a força-tarefa da Operação Omertà, foi punida pela Polícia Civil por uma discussão que ocorreu em 2021, com o então delegado-geral da Polícia Civil, Adriano Garcia Geraldo.

À delegada, foi imposta a sanção administrativa com afastamento do cargo, pelo período de 30 dias, do dia 1º a 30 de agosto de 2023. 

A briga com Adriano aconteceu em meio às investigações da Operação Omertà. Em áudio gravado, a delegada se recusa a dizer o nome de alguns dos investigados. Quando questionada pelo delegado-geral sobre o motivo da recusa, ela afirma que é porque “não confia na polícia”.

Na época, durante o decurso da operação que culminou na derrocada da milícia comandada pelos Name, vários policiais, guardas municipais e integrantes de forças de segurança foram alvos por suspeita de corrupção e de fazer parte da organização, motivando a desconfiança da delegada em compartilhar informações.

O delegado-geral foi alvo, posteriormente, de investigação por improbidade administrativa, por suposto envolvimento em esquema que protegia o jogo do bicho na Capital. Depois de uma série de polêmicas, ele deixou o comando da Polícia Civil. (Colaborou Glaucea Vaccari). 

Execução

Polícia divulga imagens de dois foragidos por morte de filho de garagista em Dourados

Com quatro investigados já presos, Polícia Civil procura outros dois suspeitos apontados como envolvidos no assassinato de Vitor Orsini

24/08/2026 14h45

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul divulgou, nesta segunda-feitra (24), as imagens de dois investigados que permanecem foragidos no caso do assassinato de Vitor Orsini, de 19 anos, filho de um garagista morto a tiros no dia 7 de agosto, em Dourados.

Segundo o Setor de Investigações Gerais (SIG), ambos tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça por homicídio qualificado. A divulgação das imagens ocorre após a prisão de outros quatro envolvidos desde o início das investigações.

Informações sobre o paradeiro dos suspeitos podem ser repassadas de forma anônima ao SIG de Dourados, pelo telefone (67) 99987-9826. A Polícia Civil orienta que a população não tente abordá-los e acione as autoridades caso tenha informações sobre a localização.

Presos

As primeiras prisões ocorreram no dia 11 de agosto, quando Denis Barbosa de Mello, de 25 anos, foi localizado em um hotel no distrito de Nova Itamarati, em Ponta Porã. Ele é apontado pelas investigações como autor dos disparos contra Vitor. Um adolescente de 17 anos também foi apreendido por suspeita de participação no crime.

No dia 17 de agosto, Alexsander Gonçalves Borges, de 27 anos, foi preso em Ponta Porã. Conforme a apuração, ele teria pilotado a motocicleta utilizada para levar o suspeito dos disparos até a garagem e auxiliado na fuga após o crime.

Já no dia 21, a Polícia Civil prendeu preventivamente Cláudio Henrique de Arruda, de 43 anos, empresário e proprietário de uma academia em Ponta Porã. Ele foi o quarto investigado detido no caso, durante operação que também cumpriu cinco mandados de busca e apreensão na região de fronteira. A participação dele no homicídio ainda é investigada.

O crime

Vitor Orsini foi assassinado na tarde de 7 de agosto, em uma garagem de veículos pertencente ao pai, localizada na Avenida Hayel Bon Faker, no Jardim Água Boa.

De acordo com a investigação, um homem entrou no estabelecimento sob o pretexto de usar o banheiro. Pouco depois, aproximou-se do jovem e efetuou disparos. Vitor chegou a ser socorrido pelo Samu, mas não resistiu.

As investigações continuam para esclarecer a motivação do homicídio, a participação de cada envolvido e a possível atuação de outras pessoas no crime.

Moradia

Tem inscrição na Emha? Cadastro habitacional precisa ser atualizado

Mais de 51 mil moradores foram convocados para validar informações e manter o registro ativo no sistema habitacional da Capital

24/08/2026 14h00

Agência de habitação da Capital

Agência de habitação da Capital Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Cerca de 51 mil moradores de Campo Grande inscritos no Cadastro Geral de Habitação estão convocados para atualizar informações. Quem foi chamado e não fizer a revalidação poderá ser excluído definitivamente do sistema.

A atualização integra o programa Revalida Habita Mais CG, criado para revisar os dados dos inscritos e identificar informações desatualizadas. A lista com os nomes dos convocados está disponível na edição nº 8.436 do Diogrande.

O procedimento pode ser feito pela internet, no site oficial da Emha, ou presencialmente no atendimento instalado no Pátio Central Shopping, na Avenida Marechal Rondon, nº 1.380, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Durante a atualização, o inscrito deverá conferir ou alterar informações como renda, telefone e outros meios de contato, além da composição familiar. Os dados poderão ser verificados por meio de cruzamento com bases governamentais, visitas técnicas e diligências.

VALIDADE

Após a atualização, o cadastro habitacional passará a ter validade de 12 meses e deverá ser confirmado anualmente.

A Emha também alerta que estar inscrito no Cadastro Geral não garante automaticamente a participação em programas habitacionais nem a conquista de um imóvel. Sempre que houver um novo edital, o interessado deverá manifestar interesse e atender aos critérios exigidos para aquela seleção.

Outro ponto importante é que o tempo de espera no cadastro, sozinho, não garante prioridade ou classificação para receber uma moradia.

Após o período destinado à atualização dos antigos inscritos, o sistema continuará aberto para novos interessados realizarem o cadastro habitacional.

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