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Plataforma do TJMS vai desafogar demandas da Vara da Infância e intermediar vagas em escolas

Conforme a juíza da Vara da Infância, da Adolescência e do Idoso de Campo Grande, Katy Braun, o alto número de demandas prejudica o andamento ágil de outras ações

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A nova plataforma lançada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, para resolver conflitos que se tratem do acesso de vagas de crianças às escolas, tem como objetivo principal, desafogar a Vara da Infância, da Adolescência e do Idoso de Campo Grande das milhares de demandas dessa relação que chegam nessa repartição do judiciário do Estado.

Isso porque, conforme a  juíza responsável pela Vara, Katy Braun do Prado, em 2024, foram julgados mais de três mil processos desse tipo, e o alto volume prejudica o andamento de outras ações que também exigem atenção dela. "Apesar de serem processos simples de julgar, a demanda é muito alta, o que prejudica o andamento ágil de outras ações", explicou ela, lembrando que até pouco tempo, esses casos eram distribuídos para as Varas da Fazenda Pública, quando havia um déficit de 13 mil vagas escolares.

A ferramenta foi lançada por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), e idealizada pela juíza da Vara da Infância, da Adolescência e do Idoso de Campo Grande, Katy Braun do Prado, junto ao Nupemec.

O projeto contou com o apoio da Secretaria de Tecnologia da Informação e da Secretaria de Comunicação para a criação da plataforma, onde os pedidos poderão ser realizados diretamente pelos pais, tutores ou defensores públicos.

Para o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Dorival Renato Pavan, a plataforma vai diminuir a quantidade de ações relacionadas a vagas em escolas, e assim, agilizar outras demandas. "A criação da plataforma tem como finalidade evitar a necessidade de recorrer à via judicial", afirmou.

A solução é parecida com a que foi lançada no ano passado também pelo TJMS, para ajudar a diminuir demanda judicial para casos ligados à saúde, na qual a população passou a poder solicitar medicamenos, consultas e exames, sem a necesidade de ingressar com uma ação judicial.

COMO VAI FUNCIONAR?

A plataforma está disponível pelo site do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Basta clicar na aba localizada no canto direito escrito "Diálogo que Garante Vagas na Escola", logo depois aparecerá a aba Pedido de Conciliação - Vaga Escolar, é necessário preencher o formulário e informar de maneira sucinta qual é o pedido. Decpois é só aguardar o contato do Nupemec, que fará a intermediação das demandas com o município.

Cabe ressaltar que, a plataforma foi desenvolvida em colaboração com a Defensoria Pública, e tem como objetivo mediar de forma eficaz os conflitos relacionados à matrícula e à transferência de estudantes na rede pública de ensino.

A proposta é oferecer uma plataforma digital no âmbito do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Defensoria Pública, proporcionando à população uma alternativa mais ágil e menos burocrática para garantir o acesso à educação.

Com a nova ferramenta, espera-se reduzir a judicialização dos casos e assegurar com mais rapidez que crianças e adolescentes ingressem ou se mantenham nas instituições de ensino. A mediação será realizada por meio de atendimentos especializados, promovendo o diálogo entre as famílias e a administração pública.

Nesse cenário, a Prefeitura Municipal de Campo Grande informou ao Judiciário que, o déficit na educação pública em Campo Grande atualmente é de cinco mil vagas.

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Inquérito

Juiz diz que Bernal é "risco" e mantém ex-prefeito preso

Magistrado afirmou que ainda não havia provas para considerar o caso como legítima defesa

26/03/2026 08h15

Juiz diz que Bernal é considerado um

Juiz diz que Bernal é considerado um "risco" Álvaro Rezende

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O juiz Ronaldo Gonçalves Onofri, que comandou a audiência de custódia do ex-prefeito Alcides Bernal, na manhã de ontem, manteve o advogado na cadeia. Entre as suas razões para mantê-lo preso está o fato de que o magistrado o considerou um “risco à segurança das pessoas envolvidas e à ordem pública”.

Alcides Bernal foi preso na tarde de terça-feira, após matar a tiros o fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, que havia entrada na sua casa, imóvel que havia sido arrematado pela vítima, mas que ainda não estava em sua posse.

A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pelo magistrado durante a audiência de custódia, realizada na manhã de ontem no Fórum da Comarca de Campo Grande. 

O magistrado derrubou todos os argumentos da defesa em sua deliberação. Sobre a tese de legítima defesa, principal linha dos advogados de Bernal, o juiz alegou falta de provas para subsidiá-la.

“A defesa sustenta a ocorrência de legítima defesa. Todavia, para o reconhecimento da excludente de ilicitude nesta fase processual, seria necessária prova cabal, inequívoca e indiscutível, o que não se verifica no presente momento. Ao contrário, os elementos constantes dos autos indicam versão distinta”, afirma Onofri.

“Destaca-se o depoimento da testemunha Maurílio da Silva Cardoso, o qual afirmou que a vítima não teve qualquer oportunidade de reação ou explicação, tendo o custodiado se aproximado já com a arma em punho e efetuado disparos de imediato. Relatou, ainda, que nem ele nem a vítima estavam armados, tampouco houve discussão ou confronto prévio”, completou.

Em outro ponto, o juiz afirma que a alegação de que o ex-prefeito tem saúde fragilizada ainda não foi comprovada, por isso não viu necessidade de converter a prisão para outras medidas.

“No que tange às condições de saúde, deverá o custodiado ser submetido à avaliação médica, a fim de se aferir a real dimensão de eventuais necessidades clínicas. Todavia, até o presente momento, não há elementos que indiquem a impossibilidade de tratamento no âmbito da unidade prisional, tampouco prova de enfermidade grave que justifique a substituição da prisão preventiva por medida diversa. Assim, não se verifica, neste momento, a necessidade de conversão da prisão preventiva em outra medida, permanecendo adequada a custódia cautelar nos termos já delineados”, alega.

Por fim, Onofri alega que pelo fato de Alcides Bernal ter antecedentes criminais, já que foi condenado por crime de calúnia, em processo que já transitou em julgado, e pela gravidade do crime, a sua soltura representaria insegurança para pessoas ligadas ao fato.

“O custodiado é acusado da prática de crime doloso contra a vida, o que, por si só, evidencia elevada gravidade concreta. Soma-se a isso o contexto fático, no qual se verifica a existência de conflito patrimonial ainda em curso, o que potencializa o risco à segurança das pessoas envolvidas e à ordem pública, caso lhe seja concedida liberdade”, defende o magistrado.

“É certo que a prisão preventiva constitui medida excepcional. Contudo, no presente caso, estão presentes elementos concretos que evidenciam o perigo gerado pelo estado de liberdade do custodiado, revelando-se a medida extrema necessária e adequada, sendo insuficientes quaisquer medidas cautelares diversas da prisão para a preservação da ordem pública”, completa Onofri.

O CRIME

A vítima foi morta com dois tiros nas laterais da barriga. Um dos disparos transfixou e saiu nas costas, de acordo com o boletim de ocorrência.

Roberto Carlos e Bernal disputavam a posse de uma verdadeira mansão, localizada na Avenida Antônio Maria Coelho, no Bairro Jardim dos Estados. A propriedade havia sido arrematada pela vítima, em um leilão feito pela Caixa Econômica Federal, porém, o ex-prefeito continuava no imóvel e recusava-se a sair.

Segundo testemunhas disseram à polícia, Bernal havia, inclusive, trocado, por várias vezes, a fechadura da residência. Na terça-feira, no entanto, Roberto Carlos, acompanhado de um chaveiro, se dirigiu até a casa. O profissional abriu o portão e quando estava abrindo a porta da frente os dois foram surpreendidos pelo ex-prefeito.

Conforme depoimento do chaveiro, Maurilio da Silva Cardoso, o ex-prefeito teria apontado a arma para Roberto Carlos e perguntado o que ele estava fazendo no local.

A testemunha afirma que antes mesmo da vítima responder foi atingida por um tiro e caiu. Já Bernal garante que haviam três homens e que ele teria sido atacado, por isso respondeu com os tiros.

Por outro lado, o chaveiro garantiu, em depoimento, ter ouvido apenas um disparo, no entanto a vítima foi atingida por dois tiros. 

Após atirar, Bernal foi até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e confessou o crime, alegando legítima defesa. O caso segue em investigação.

* Saiba

O caso foi registrado como homicídio qualificado como traição e emboscada e pode ser levado ao Tribunal do Júri.

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Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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