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PM do Rio nega crítica do Bope pelo Twitter à cobertura das TVs Globo e Record

PM do Rio nega crítica do Bope pelo Twitter à cobertura das TVs Globo e Record

FOLHA ONLINE

26/11/2010 - 20h56
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O Coronel Lima Castro, relações públicas da Polícia Militar do Rio, negou nesta sexta-feira que o Bope tenha criticado as imagens aéreas veiculadas ontem pelas TVs Globo e Record, que mostravam traficantes fugindo da favela Vila Cruzeiro, na zona norte da cidade.

Ontem, a assessoria de imprensa da PM havia confirmado à Folha que o perfil do Bope (Batalhão de Operações Especiais) na rede social Twitter, onde apareceram as críticas, era verdadeiro. A suposta queixa foi postada durante a tarde no microblog @Bope-RJ, e dizia: "Um desserviço prestado pelas aeronaves da Record e da Globo".

Hoje, Lima Castro afirmou que o perfil do batalhão no Twitter é falso, e que tanto a Polícia Militar quanto o Bope estão satisfeitos com a cobertura feita pelas emissoras de televisão na operação da Vila Cruzeiro.

As emissoras mostraram imagens de bandidos fugindo da favela para o vizinho Complexo do Alemão, por causa da operação que envolveu 220 homens das polícias Militar e Civil. Cientes de que estavam sendo filmados, os bandidos exibiram fuzis às câmeras, numa atitude desafiadora, após se agruparem no Complexo do Alemão.

Questionado sobre o caso ontem, o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse que não havia nada a esconder, mas afirmou que "o Bope tem pessoas muito técnicas e especializadas naquilo que fazem, então podem ter tido outra interpretação".

RESPOSTA

A equipe de jornalismo da TV Record disse que tomou conhecimento das críticas por meio de um jornalista da Folha ontem, mas na sequência apurou que o perfil do Bope no Twitter não era o oficial.

"A Record estava fazendo uma grande cobertura jornalística de um assunto importante para o cidadão brasileiro, e o helicóptero é utilizado nesse tipo de cobertura. Foi mais uma prestação de serviços para levar ao telespectador as melhores imagens", defendeu a TV Record por meio de sua assessoria de imprensa.

A assessoria afirmou ainda não ter recebido nenhum comunicado oficial da equipe de comunicação do Bope afirmando que o uso do helicóptero estava atrapalhando a operação da polícia; caso contrário, segundo a assessoria, a emissora teria suspendido o uso da aeronave.

Já a assessoria de imprensa do jornalismo da TV Globo disse à Folha que não há nada a comentar sobre as supostas críticas do Bope, uma vez que o perfil no Twitter é falso.

Regularização Fundiária

Acordo pode regularizar imóveis em terras do Incra em Mato Grosso do Sul

Parceria entre TJMS e Incra prevê a transferência de áreas federais aos municípios para viabilizar a regularização e posterior titulação dos imóveis.

30/09/2026 16h27

Acordo entre TJMS e Incra abre caminho para regularização de imóveis situados em áreas urbanas de terras federais em Mato Grosso do Sul; imagem é ilustrativa.

Acordo entre TJMS e Incra abre caminho para regularização de imóveis situados em áreas urbanas de terras federais em Mato Grosso do Sul; imagem é ilustrativa. Foto: Prefeitura de Caarapó.

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Famílias que vivem em bairros, vilas ou comunidades já formadas dentro de cidades, mas instaladas em terrenos que ainda pertencem ao governo federal, poderão ter um novo caminho para regularizar seus imóveis em Mato Grosso do Sul.

São áreas que, apesar de já contarem com casas, ruas, lotes e, em alguns casos, equipamentos e serviços públicos, permanecem registradas como patrimônio da União, sob domínio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e o Incra firmaram um Termo de Cooperação Técnica para facilitar a regularização dessas áreas no Estado.

A medida pretende permitir que os terrenos que atendam aos requisitos sejam transferidos aos municípios, abrindo caminho para a regularização fundiária e, posteriormente, a titulação dos imóveis ocupados pelas famílias.

O acordo estabelece uma atuação conjunta para viabilizar a regularização de áreas urbanas que atualmente pertencem ao Incra.

A medida será desenvolvida por meio do Programa Lar Legal MS e pretende dar segurança jurídica aos ocupantes, além de facilitar o reconhecimento formal da propriedade.

Na prática, a parceria cria um fluxo para que municípios interessados solicitem ao Incra a transferência das áreas e, posteriormente, avancem nos procedimentos necessários para a regularização dos imóveis ocupados.

Como vai funcionar

Uma das principais atribuições do Incra será realizar a doação às prefeituras das áreas urbanas que estejam sob seu domínio e preencham os requisitos para o procedimento.

O processo seguirá as regras da Instrução Normativa nº 142/2024 do instituto, que trata da regularização de áreas urbanas consolidadas, de expansão urbana e de urbanização específica.

Ao TJMS caberá orientar as prefeituras de Mato Grosso do Sul sobre o enquadramento das áreas e a implementação do Programa Lar Legal MS nos núcleos urbanos consolidados instalados em imóveis pertencentes ao Incra.

Isso significa que a assinatura do acordo, por si só, não transfere automaticamente a propriedade aos moradores. Cada município interessado terá de formalizar um pedido ao Incra e cumprir as etapas previstas para que determinada área possa avançar no processo de regularização.

O Município deverá abrir processo administrativo e apresentar informações técnicas sobre a área a ser regularizada.

Entre os dados exigidos estão as características do local, a situação do registro imobiliário, a quantidade e disposição das moradias, o sistema viário, as quadras, os lotes e os equipamentos públicos.

Também será necessário apresentar documentação e declarações capazes de demonstrar que o local possui uso predominantemente urbano e informar as características socioeconômicas da população instalada na área.

Depois da formalização do pedido, o Tribunal de Justiça deverá prestar orientação aos municípios para implantação do Lar Legal MS.

O Incra, por sua vez, ficará responsável pelos procedimentos necessários à doação dos imóveis urbanos requeridos às administrações municipais, desde que atendidas as exigências estabelecidas.

A intenção é reduzir entraves entre as diferentes etapas administrativas e permitir que áreas ocupadas e já incorporadas à dinâmica urbana possam avançar até a regularização fundiária.

Parceria amplia atuação

O novo acordo amplia uma frente de regularização de terras públicas federais que já vinha sendo desenvolvida pelo Tribunal de Justiça.

Anteriormente, o TJMS firmou parceria com a Superintendência do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul (SPU), a Defensoria Pública da União (DPU) e a Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab).

O acordo reconheceu a possibilidade de utilização do Lar Legal para regularizar áreas urbanas pertencentes à União por meio de procedimento de jurisdição voluntária.

Com a parceria específica com o Incra, o programa passa a contar com um mecanismo voltado à regularização de áreas urbanas consolidadas localiazadas em imóveis administrados pelo instituto.

O Termo de Cooperação Técnica terá validade de cinco anos a partir da assinatura e poderá ser prorrogado, desde que exista interesse das instituições e sejam observados os limites previstos na legislação.

Assinaram o documento o presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan; o coordenador do Programa Lar Legal MS, desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva; e o superintendente regional do Incra em Mato Grosso do Sul, Paulo Roberto da Silva.

A expectativa é que a cooperação facilite a passagem de áreas atualmente pertencentes ao Incra para os municípios e permita que as prefeituras deem continuidade à regularização e à titulação dos imóveis.

O alcance da iniciativa, entretanto, dependerá da adesão dos municípios e da análise individual das áreas que forem apresentadas ao instituto.

Modelo já foi aplicado em outros estados

A transferência de áreas do Incra para os municípios como etapa para a regularização urbana já foi adotada em outros estados. Desde 2023, o instituto retomou esse tipo de procedimento, que havia sido interrompido após o encerramento do Programa Terra Legal, em 2019.

Entre os casos recentes está o de Capitão Poço, no Pará, onde 538 hectares pertencentes ao Incra foram doados à prefeitura em 2025, em uma medida estimada para beneficiar mais de 20 mil pessoas.

Antes da transferência, foram realizados levantamentos, georreferenciamento, elaboração de mapas e memoriais descritivos da área.

No Rio de Janeiro, cerca de 50 hectares foram transferidos para a Prefeitura de Seropédica, também em 2025.

A medida alcançou aproximadamente 1,5 mil famílias do bairro Canto do Rio e abriu caminho para que os moradores solicitem ao município a titulação individual de seus terrenos e residências.

Outro exemplo ocorreu na Bahia, onde o Incra autorizou a doação de 60,1 hectares de áreas urbanizadas do assentamento Feirinha Marrequeiro ao município de Carinhanha.

Nesse caso, a transferência foi fundamentada, entre outras normas, na mesma Instrução Normativa nº 142/2024 que serve de referência para a nova parceria firmada em Mato Grosso do Sul.

O procedimento segue uma lógica semelhante: o município apresenta a documentação e os levantamentos necessários, o Incra analisa a possibilidade de transferência da área federal e, após a doação, a administração municipal pode avançar na regularização urbana e na posterior titulação dos imóveis.

Dia de Votação

Campo Grande confirma ônibus gratuito no domingo de eleição

Decreto publicado no Diário Oficial garante tarifa zero no transporte coletivo em 4 de outubro

30/09/2026 14h14

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande confirmou nesta quarta-feira (30) a gratuidade do transporte coletivo urbano no próximo domingo (4), dia do primeiro turno das Eleições 2026. A medida foi oficializada por decreto publicado no Diário Oficial do Município e garante que os passageiros utilizem os ônibus sem pagar tarifa durante o dia de votação.

Pela manhã, o diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Ciro Vieira, havia informado que uma definição seria publicada ainda nesta quarta-feira.

A gratuidade segue a Resolução nº 23.751/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determina a oferta gratuita de transporte coletivo urbano municipal e intermunicipal nos dias de votação, com frequência compatível com a dos dias úteis. A norma prevê o benefício tanto para o primeiro turno, em 4 de outubro, quanto para eventual segundo turno, em 25 de outubro.

Escala de dia útil

Segundo a Agetran, todas as linhas de ônibus da Capital funcionarão no domingo com o plano operacional de dias úteis. A estratégia busca manter uma quantidade de viagens compatível com a demanda esperada durante a votação.

O Consórcio Guaicurus ficará responsável pelo acompanhamento da operação e poderá ampliar a quantidade de veículos conforme a necessidade ou por determinação da fiscalização da Agetran.

Os períodos de maior atenção serão das 4h40 às 8h30, das 10h30 às 13h30 e das 16h às 18h30. A Agetran fará o monitoramento do serviço durante todo o dia e poderá determinar ajustes na operação.

Em caso de segundo turno, marcado para 25 de outubro, a gratuidade também será aplicada.

Campo Grande já havia adotado a gratuidade no transporte coletivo nas eleições de 2022 e 2024. Nos dois pleitos, a tarifa zero não contemplou os ônibus executivos.

A medida deste ano ocorre quatro dias antes do primeiro turno. Na eleição municipal de 2024, a confirmação da gratuidade também ocorreu poucos dias antes da votação.

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