Cidades

Captura

PMA resgata Coruja-das-Torres em residência de Campo Grande

A captura do filhote foi feita na quarta-feira (10) após o morador acionar a Polícia Militar Ambiental

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Uma equipe de serviço da Polícia Militar Ambiental (PMA) foi acionada para resgatar uma ave da espécie Coruja-das-Torres (Tyto furcata), encontrada por um morador na Vila Popular, em Campo Grande.

Conforme a equipe de captura e resgate de animais silvestres da PMA, a coleta do animal ocorreu após o morador informar a ocorrência. Trata-se de um filhote, aparentemente ferido, que foi capturado com segurança, seguindo os protocolos de manejo de fauna.

A ave foi encaminhada para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), onde passará por avaliação médico-veterinária e receberá o tratamento necessário.

A Coruja-das-Torres, popularmente conhecida como rasga-mortalha ou coruja-de-igreja, é famosa por possuir o rosto em formato de coração. A ave de rapina tem porte médio e hábitos noturnos.

Características:

  • Mede de 20 a 36 centímetros de comprimento;
  • Envergadura pode chegar de 75 a 110 centímetros;
  • Peso pode chegar de 250 a 700 gramas.

São predadoras de pragas agrícolas, como camundongos, sendo fundamentais para o equilíbrio ecológico do ecossistema.

A partir de 1 ano, a Coruja-das-Torres inicia a reprodução. Cerca de 75% dos pares permanecem juntos por toda a vida. A fêmea pode reproduzir durante todo o ano, e suas ninhadas variam de três a 11 ovos, segundo a National Geographic Brasil.

Saiba o que fazer

Nas residências, a PMA orienta que os adultos não se aproximem e também evitem as crianças de se aproximarem, principalmente se forem animais que ofereçam riscos, como grandes mamíferos ou bichos peçonhentos, pois quando se sentem acuados a tendência é o ataque como instinto de defesa.

A principal recomendação é ligar para a PMA que irá avaliar junto ao cidadão sobre a necessidade de enviar uma equipe para fazer a captura do animal, ou apenas de orientar sobre o que fazer. “Pedimos compreensão da população. Às vezes não é caso de captura, basta se manter longe para que o animal possa voltar ao seu habitat. Se for caso de captura, as vezes vai demorar um pouco para a chegada da equipe".

Para casos de atropelamento e morte do animal, a PMA orienta parar o veículo em local seguro, e se o animal estiver no meio da rua retirá-lo da via e acionar a empresa que realiza a gestão de resíduos na cidade. Em Campo Grande, a Solurb é responsável por essa remoção, e inclusive contribui com o mapeamento de endereços onde há maior ocorrência de acidentes com animais para posteriores campanhas educativas.  

Batalhão de Polícia Militar Ambiental

  • Av. Mato Grosso, Jardim Veraneio - Campo Grande (MS)
  • Telefone: (67) 3357-1501

Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS)

  • Rua Lima Félix, 154 - Chácara Cachoeira
  • Telefone: (67) 3326-6003

** Com informações da agência do governo do estado

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SAÚDE

Caneta emagrecedora pode afetar a testosterona e desempenho sexual, alerta urologista

No Paraguai, fácil acesso às mercadorias mais baratas e sem prescrição médica impulsionam o uso irregular em MS

14/01/2026 18h15

Mudanças bruscas no peso e na nutrição podem desregular o sistema hormonal de diversas formas

Mudanças bruscas no peso e na nutrição podem desregular o sistema hormonal de diversas formas Reprodução

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O uso de canetas emagrecedoras como Mounjaro e Wegovy cresce em ritmo acelerado no Brasil. Em Mato Grosso do Sul, a facilidade de compra irregular, especialmente por conta da proximidade com o Paraguai, favorece a automedicação e o uso sem qualquer acompanhamento médico.

Mudanças bruscas no peso e na nutrição podem desregular o sistema hormonal de diversas formasDr. Henrique Coelho, médico urologista

O urologista e especialista em saúde do homem Dr. Henrique Coelho esclarece que o problema não está exatamente no medicamento, mas na forma como ele vem sendo utilizado. 

“O vilão não é a caneta emagrecedora, mas o uso sem prescrição, sem exames prévios e sem monitoramento dos impactos que pode causar no organismo”, alerta.

Efeito rebote: o peso volta e mais rápido

Uma pesquisa recente publicada na revista científica britânica British Medical Journal (BMJ) chama atenção para um dado preocupante: pessoas que interrompem o uso das canetas emagrecedoras podem recuperar o peso perdido até quatro vezes mais rápido do que aquelas que emagrecem por meio de alimentação equilibrada e atividade física.

De acordo com o estudo, pacientes com sobrepeso chegam a perder cerca de 20% do peso corporal durante o uso das injeções. Após a interrupção do tratamento, a recuperação média é de 0,8 kg por mês, caracterizando o chamado efeito sanfona, quando o peso volta de forma rápida e progressiva.

“O corpo não entende esse processo como algo saudável. Ele reage tentando recuperar o peso perdido, o que gera frustração e novos riscos à saúde. É por isso que é fundamental o acompanhamento médico”, explica o urologista.

Impactos diretos na saúde masculina

Segundo o Dr. Henrique Sherer, o organismo masculino depende de um equilíbrio hormonal delicado, especialmente da testosterona. Mudanças bruscas no peso e na nutrição podem desregular esse sistema de diversas formas.

“A restrição calórica severa pode sinalizar ao corpo um estado de ‘fome’, levando à diminuição da produção de testosterona. Essa desregulação hormonal pode causar queda da libido, disfunção erétil e até redução da qualidade do esperma”, pontua.

O especialista alerta também que o ciclo de emagrecimento acelerado seguido de ganho rápido de peso pode trazer impactos importantes, tanto no curto quanto no longo prazo.

No curto prazo, os principais efeitos incluem:

  • Deficiências nutricionais (vitamina D, B12, zinco, magnésio)
  • Perda de massa muscular
  • Cansaço excessivo
  • Queda da libido
  • Alterações de humor e disposição

No médio e longo prazo, os riscos aumentam:

  • Desregulação hormonal, com possível queda da testosterona
  • Disfunção erétil
  • Redução da fertilidade masculina
  • Maior risco metabólico
  • Dificuldade em manter o peso a longo prazo
  • Possível sobrecarga renal em pacientes predispostos

Para o urologista, a orientação é clara: não existe atalho seguro quando o assunto é saúde. “Quando há indicação médica, o tratamento pode ser feito, mas sempre com acompanhamento, exames e mudanças reais no estilo de vida. O homem precisa entender que emagrecer rápido demais pode custar caro no futuro”, conclui.

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MPMS

Ministério Público abre inquérito para investigar altas de atropelamentos de animais em rodovia

As investigações buscam investigar como são recolhidas as carcaças, de quem é a responsabilidade e quais medidas estão em andamento para erradicar as ocorrências

14/01/2026 17h30

Tamanduá atropelado em rodovia de Corumbá

Tamanduá atropelado em rodovia de Corumbá FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito civil para investigar o aumento na quantidade de atropelamentos de animais nas rodovias do município de Três Lagoas, além da falta de recolhimento das carcaças dos pavimentos. 

A decisão foi motivada por um ofício do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e formalizado pela 1ª Promotoria da Justiça do Meio Ambiente de Três Lagoas, com informações detalhadas nos autos como relatórios, fotos e protocolos de manejo. 

Segundo os dados da Polícia Federal, entre 2020 e 2025, somente o município de Três Lagoas registrou 16 ocorrências de atropelamento de animal, sendo 6 casos na BR-158  e 10 casos na BR-262. 

A classificação das ocorrências não difere se o animal era silvestre ou doméstico, nem registrou a destinação das carcaças, motivo que motivou a Promotoria a pedir o reforço da padronização do registro e aperfeiçoamento da resposta das autoridades. 

Uma das medidas implantadas pelo Promotor de Justiça Antônio Carlos Garcia de Oliveira foi estabelecer a responsabilidade para empresas de celulose. 

Além disso, foram oficiados a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Militar Ambiental (PMA), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a Polícia Militar Rodoviária (PMR), o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e uma concessionária local, sendo requisitados relatórios completos sobre a quantidade de animais mortos, a destinação das carcaças, as causas dos atropelamentos e fotografias das ocorrências.

A Agência Estadual de Regulação (Agems) informou que na MS-306 já foram implantadas duas passagens de fauna, presentes no km 147+160 e 210+700 e está prevista a instalação de 23 passagens no sistema do Leste, como exigido no licenciamento do Imasul. 

Serão 10 trechos na MS-112, 12 trechos na BR-158 e 1 na BR-436, todos com câmeras de monitoramento 24 horas por dia em cada ponto. 

As concessionárias também apresentaram dados de tráfego, sendo que na MS-306, depois da instalação das praças de pedágio em 2021, passam, em média, 3.032 veículos por mês. Na MS-112, desde fevereiro de 2024, a média é de 2.522 veículos por mês. 

Respondendo às manifestações da Agems e do MPMS, as concessionárias relataram que seguiam protocolos de remoção rápida e sepultamento controlado das carcaças para evitar a atração de animais como urubus e reduzir o risco de novos acidentes. 

Afirmaram, ainda, que possuíam convênios com a Polícia Militar Ambiental para o encaminhamento de animais sobreviventes ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e a hospitais veterinários. 

Também mencionaram sinalizações específicas e planos de passagens de fauna em andamento para implantação. 

“Com o inquérito civil, o MPMS busca organizar responsabilidades, padronizar registros e acelerar o atendimento às ocorrências, evitando que carcaças permaneçam às margens da pista e agravem riscos sanitários e de trânsito. Além disso, segue cobrando protocolos claros, indicadores de desempenho e cronograma de obras de mitigação, bem como avalia a necessidade de recomendações e ajustes operacionais junto aos órgãos e empresas”, afirmou o Ministério Público. 

Plano de Mitigação

Em novembro de 2025, o Correio do Estado noticiou que está em execução um Plano de Mitigação de atropelamentos de fauna silvestre ao longo da BR-262, uma das rodovias com maior incidência de atropelamentos de animais do País. 

As intervenções devem abranger 278,3 quilômetros entre os municípios de Anastácio, Aquidauana, Miranda e Corumbá, região de áreas sensíveis do Pantanal. 

O investimento previsto é de R$ 30,2 milhões e prevê a instalação de 18 trechos de cerca condutora de fauna, somando 170 quilômetros. 

Estão previstas, ainda, sete passagens superiores e dez novas passagens inferiores, além da adequação das oito já existentes. 

A necessidade das obras ganha relevância devido ao alto número de incidências ao longo da rodovia. Entre 2023 e abril de 2024, ao menos 2,3 mil animais silvestres morreram ao longo da via, no percurso entre Campo Grande e a ponte sobre o Rio Paraguai, próximo a Corumbá, o que representa, em média, quase 200 registros por mês. 


 

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