Cidades

transtornos

Poder público 'invade' terreno, não indeniza e ainda cobra IPTU

Primeira etapa da obra do novo acesso às Moreninhas está concluída faz cerca de um ano e agora dono de imóvel recorreu à Justiça para exigir indenização da prefeitura e Agesul

Continue lendo...

Em meio aos preparativos para início das obras da segunda etapa do chamado novo acesso às Moreninhas, a prefeitura de Campo Grande e a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) viraram alvo de ação judicial com pedido de indenização por suposta invasão de um terreno durante a execução da primera etapa do projeto. 

Os proprietário do terreno exigem R$ 270 mil por danos morais (R$ 120 mil) e pagamento da parcela do imóvel que foi supostamente tomada pela empreiteira que executou a primera parte do projeto, no valor de R$ 150 mil.

E, apesar de terem perdido parte do imóvel, os proprietários ainda estão sendo obrigados a pagar integralmente o IPTU, que no ano passado foi de R$ 1,3 mil. O lote tem 524 metros quadrados e, sem saber qual o percentual exato tomado pela empreiteira, o casal não pode construir e nem vender o terreno. Pela avaliação inicial, a obra tomou em torno de 140 metros quadrados.

Na ação judicial a advogada Michelle Marques Tabox  Garcia de Olivera explica que depois de ver  parte do seu terreno tomado pelas máquinas sem aviso prévio, o casal dono do imóvel passou a "enfrentar uma verdadeira via-crucis administrativa, com comparecimentos constantes à central de atendimento ao cidadão, sendo sucessivamente encaminhados de um setor para outro sem qualquer solução efetiva".

As obras da Agesul na região das Moreninhas começaram em dezembro de 2022. Porém, somente em novembro do ano seguinte as máquinas chegaram ao lote em discussão, no Bairro Jardim do Córrego, na Rua Nazarena Milfont Sobreira, já próximo ao final da avenida implantada na primeira etapa do projeto. 

Obra pública tomou em torno de 140 dos 524 metros do terreno

Para efeito de avaliação do IPTU, o terreno está avaliado em pouco mais de R$ 50 mil, mas o valor real está bem acima disso. Adquido em 2014, seu pagamento foi parcelado em 132 vezes, ou em 11 anos. Porém, foi quitado antes disso, em maio de 2021.

O PROJETO

Na primeira etapa do chamado novo acesso às Moreninhas foram investidos em torno de R$ 54 milhões. Na segunda etapa, cujo aviso de licitação foi publicado nesta quarta-feira (1) estão previstos outros R$ 58 milhões.

Além disso, em torno de R$ 16 milhões foram destinados à indenização de casas e terrenos desapropriados para receber a avenida. Estas desapropriações, que atingiram 52 imóveis, porém, são todas relativas à segunda etapa, na região do bairro Itamaracá. 

A segunda etapa da avenida sai do final da Avenida Rita Vieira (na Avenida Guaicurus), cruza em torno de dez quadras a Rua Salomão Abdala, na região do Bairro Itamaracá, e depois percorre quase dois quilômetros em meio a uma região desabitada até chegar à Avenida Alto da Serra, nas Moreninhas. 

A abertura das propostas das empresas interessadas nesta segunda etapa está prevista para o dia 20 de julho e o prazo para a conclusão da obra será de dois anos, contado a partir da assinatura da ordem de serviço. A primeira etapa foi executada pela Construtora Anfer, cujos proprietários têm série de terrenos que serão beneficiados pelo traçado desta nova avenida. 

O objetivo deste novo acesso às Moreninhas, segundo o Governo do Estado, é criar uma alternativa de ligação entre aquela região da cidade outras áreas da cidade, desafogando o tráfego em avenidas como a Guaicurus, Costa e Silva e Gury Marques.

Nesta segunda etapa, um dos maiores valores será destinado à construção de uma ponte sobre o Córrego Lageado, de 23,5 metros. Na primeira etapa já foi construída outra ponte, mas sobre o Córrego Poção, que logo depois desemboga no Lageado. 

Campo grande

Cachorro vítima de maus-tratos é resgatado pela polícia em boca de fumo

Cão estava abandonado, cego, magro e machucado; além disso, apresentava caquexia (peso muito abaixo do ideal)

03/07/2026 17h15

Cãozinho extremamente magro e machucado

Cãozinho extremamente magro e machucado Divulgação/Polícia Civil - MS

Continue Lendo...

Cachorro, da raça Pitbull, em situação de maus-tratos, foi resgatado por policiais civis do Grupo de Operações e Investigações (GOI) e Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (DECAT), nesta sexta-feira (3), em um ponto de comércio ilegal de drogas, localizado em Campo Grande.

O cão estava abandonado, cego, magro e machucado. Além disso, apresentava caquexia (peso muito abaixo do ideal).

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Civil prendeu um indivíduo em flagrante no local citado e percebeu a situação crítica do animal. A partir de então, deu um prazo de 10 dias para que a situação fosse regularizada.

Dez dias depois, os policiais retornaram ao local e flagraram que o animal estava na mesma situação, sem qualquer assistência.

Com isso, o animal foi resgatado e entregue às autoridades competentes. I. B. M., de 37 anos, já foi detido por tráfico de drogas e responderá também pelo crime de maus-tratos a animais domésticos.

Cãozinho extremamente magro e machucadoAnimal em situação de abandono. Foto: Divulgação/Polícia Civil

Publicidade Institucional

Governo prorroga contratos de publicidade de R$ 35 milhões

Estado estende por mais seis meses a vigência dos acordos com agências de propaganda enquanto aguarda a conclusão de uma nova licitação; contratos poderão ser encerrados antes caso o processo seja finalizado

03/07/2026 16h48

Foto: Divulgação

Continue Lendo...

O Governo de Mato Grosso do Sul prorrogou, por mais seis meses, os contratos firmados com as agências responsáveis pelos serviços de publicidade institucional da administração estadual.

A medida foi oficializada em extratos publicados na edição desta sexta-feira (3) do Diário Oficial do Estado e garante a continuidade das campanhas de comunicação até 13 de janeiro de 2027 ou até que seja concluído o novo processo licitatório, prevalecendo o que ocorrer primeiro. 

A prorrogação foi formalizada por meio do 15º Termo Aditivo ao Contrato nº 011/2021, celebrado entre a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov) e a agência A&T Publicidade e Assessoria Ltda.

O documento informa que a renovação ocorre em caráter excepcional, com fundamento no artigo 57, parágrafo 4º, da Lei Federal nº 8.666/1993, antiga Lei de Licitações, dispositivo que autoriza a extensão contratual em situações específicas. 

De acordo com o extrato, foi mantido o valor global estimado de R$ 35 milhões, destinado ao atendimento de todas as agências contratadas no âmbito do Processo nº 51/000.240/2020.

O montante é compartilhado entre os contratos vigentes e representa o limite previsto para a execução dos serviços durante o período de prorrogação, não significando, necessariamente, desembolso imediato ou integral pelo Estado. 

A publicação também esclarece que a renovação tem caráter temporário e está vinculada à tramitação de uma nova concorrência pública.

Conforme o termo aditivo, os contratos permanecerão válidos até 13 de janeiro de 2027 ou até a formalização dos novos contratos decorrentes do Processo nº 51/003.026/2025.

Caso a nova licitação seja concluída antes desse prazo, a vigência dos contratos atuais será automaticamente encerrada na data de início da execução dos novos acordos. 

Os serviços de publicidade institucional abrangem atividades como planejamento de campanhas, criação de peças publicitárias, produção de conteúdos, execução de ações de comunicação e compra de mídia para divulgação de programas, campanhas educativas, prestação de contas e demais iniciativas de interesse público promovidas pelo Governo do Estado.

A decisão busca evitar a interrupção desses serviços enquanto a administração estadual finaliza a nova licitação, garantindo a continuidade das ações de comunicação oficial sem descontinuidade administrativa.

A ordenação das despesas permanece sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica. 

Embora o termo aditivo mantenha o teto financeiro de R$ 35 milhões para o conjunto das agências contratadas, a publicação não detalha quanto desse valor poderá ser efetivamente utilizado durante a prorrogação, nem apresenta a divisão dos recursos entre as empresas responsáveis pela publicidade institucional do Estado.

Essas definições permanecem vinculadas à execução contratual e aos limites orçamentários previstos para o período.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).