Cidades

ATENTADO

"Poderia ter sido comigo", diz mãe de aluna após ataque em escola de Campo Grande

O autor do ataque é ex-aluno da Escola Municipal Bernardo Franco Baís e foi detido com quatro facas e uma marreta

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Pais de alunos da Escola Municipal Bernardo Franco Baís foram surpreendidos na tarde desta quinta-feira (18) após um ataque na unidade escolar, em Campo Grande. De acordo com os pais, após o ocorrido, a escola informou aos responsáveis que os alunos estavam liberados antes do horário de saída. 

Para a comerciante Elaine Correia, 48 anos, mãe de uma estudante de 5 anos, o caso poderia ter sido com ela, já que sempre deixa a filha na escola exatamente no horário do ataque. “Na hora em que eu trouxe já era mais de uma hora da tarde, já tinha acontecido, aí os policiais não deixaram ninguém entrar mais” contou. 

Em relação a segurança da escola, a comerciante falou que confia no trabalho da guarda escolar. “Aqui eu confio, eles são minuciosos, depois de tudo o que aconteceu [outros ataques nas escolas] eu não tenho nada do que reclamar da segurança”, afirmou.

Apesar disso, a comerciante confessou que espera uma decisão da escola para saber se irá levar a filha nos próximos dias. “Só Deus agora para falar o que a gente vai fazer, tá todo mundo sem chão, ninguém tava esperando, nem a gente nem a escola”.

O vendedor Gilson Correia, 51 anos, não estava sabendo do ocorrido no momento em que foi buscar o filho de 8 anos na escola. Segundo ele, a preocupação agora aumenta em deixar o filho diariamente na escola. “O coração fica apertado agora de acontecer outra tragédia dessa. Espero que a segurança aumente agora”.

Márcia Regina Ribeiro, 50 anos, contou que ficou sabendo do ataque quando já estava no trabalho e precisou esperar para buscar o filho de 8 anos. “Eu sou doméstica, estava no trabalho, quando as minhas vizinhas começaram a me mandar mensagem perguntando ‘Márcia você viu?’, na mesma hora eu liguei para a escola e me informaram que estava tudo bem”. 

“A escola não tem culpa, mas eu não vou trazer meu filho amanhã. Como é que uma mãe vai trabalhar e deixar seu filho aqui depois disso? É difícil”, desabafou.

Ao questionarem se haveria aula normalmente nesta sexta-feira (19), a escola pediu para os pais se informarem através das redes sociais ou ligarem na Secretaria Municipal de Educação (Semed).

O caso

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, o autor do ataque, um ex-aluno da Escola Municipal Bernardo Franco Baís, foi detido na manhã desta quinta-feira (18) pela equipe da Polícia Militar após atacar a mãe de um aluno na escola. Ele foi levado à Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Adolescente (Deaij).

Nem a identificação do ex-aluno, nem mesmo da vítima foram fornecidas pelas autoridades responsáveis. De acordo com a apuração, o autor era aluno de uma escola estadual próxima da região e, inclusive, estava uniformizado na hora do ataque. 

"O aluno não tinha incidentes de bullying ou alguma situação de atos de suspensão, e aparentemente é um aluno que tinha uma tranquilidade na vida escolar", destacou o secretário especial de segurança e defesa social, Anderson Gonzaga.

"Então realmente agora a gente está fazendo todo o levantamento possível para identificar com o nosso núcleo de inteligência o que motivou a vinda desse ex-aluno até a escola. A Polícia Civil está apurando se procedem as informações dele e o banco de dados, já que ele foi um aluno que foi acompanhado por essa escola, para ver o passado dele" acrescentou Gonzaga.

Informações do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência revelam que a vítima, retirada do local pelo Corpo de Bombeiros, sofreu apenas sofrimentos leves.

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POLÍCIA

'Soldado', suspeito de executar jovem dentro de bar em Três Lagoas, é preso em SP

Conhecido como "Soldado", homem de 29 anos é investigado pela morte de Edilson Dyego de Jesus Lima; ataque deixou outras quatro pessoas feridas

06/09/2026 10h30

Câmera de segurança registrou o momento em que atirador entrou em bar no Novo Oeste e abriu fogo contra as vítimas

Câmera de segurança registrou o momento em que atirador entrou em bar no Novo Oeste e abriu fogo contra as vítimas Reprodução

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Um homem de 29 anos, conhecido como “Soldado”, foi preso na noite de sexta-feira (4), em Santa Fé do Sul (SP), suspeito de envolvimento na execução de Edilson Dyego de Jesus Lima, de 19 anos, morto a tiros dentro de um bar no bairro Novo Oeste, em Três Lagoas.

Identificado como Nadson Santos Sampaio, o suspeito foi localizado por equipes da Força Tática da Polícia Militar de São Paulo. A prisão ocorreu após o compartilhamento de informações entre forças de segurança de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Mato Grosso.

De acordo com o portal de notícias Rádio Caçula, durante a abordagem, os policiais apreenderam uma pistola calibre .380, carregador municiado, outras munições, dois aparelhos celulares e peças de roupa que, segundo as informações policiais, podem ter sido utilizadas em crimes recentes.

Nadson também é apontado nas investigações como suposto integrante do Comando Vermelho (CV) em Santa Fé do Sul. Ele ainda é investigado por possível participação em outros crimes violentos ocorridos em Paranaíba e Aparecida do Taboado, em Mato Grosso do Sul, e em Cáceres, no Mato Grosso.

Ataque em bar

Edilson foi morto na madrugada de terça-feira (1º), em um estabelecimento localizado na Rua Elza Umbelina de Souza, no bairro Novo Oeste.

Imagens de câmeras de segurança registraram a ação. O atirador chegou a pé ao estabelecimento e abriu fogo enquanto havia clientes no local.

No momento do ataque, algumas pessoas jogavam sinuca e outras consumiam bebidas. O autor dos disparos aparece nas imagens usando camisa de mangas longas, aparentemente xadrez, e calça preta. Após efetuar os tiros, ele fugiu. A Polícia Militar foi acionada por volta das 3h48.

Edilson foi atingido e morreu ainda no estabelecimento. Outras quatro pessoas ficaram feridas e foram socorridas por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Técnica e da Polícia Civil. Desde o crime, investigadores analisam imagens de câmeras de segurança e outras informações para esclarecer a autoria e a motivação do ataque.

A prisão do suspeito ocorreu após o cruzamento de informações entre as forças policiais dos três estados. As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do homicídio e identificar eventual participação de outras pessoas.

Investigação anterior

A vítima havia sido presa em fevereiro deste ano durante uma operação da Polícia Civil no Condomínio Tuiuiú, também no Novo Oeste.

Na ocasião, policiais da 3ª Delegacia de Polícia Civil e do Setor de Investigações Gerais (SIG) apuravam denúncias relacionadas ao tráfico de drogas e procuravam outro homem, conhecido como “Menor PCC”, que era considerado foragido do regime semiaberto.

Durante a operação, foram encontradas porções de maconha e cocaína. Em buscas realizadas em um apartamento, os investigadores também localizaram 87 porções de maconha, que somavam 224 gramas, além de celulares e uma câmera de segurança.

A Polícia Civil prossegue com as investigações para determinar a motivação do assassinato e esclarecer se há relação entre os diferentes fatos apurados.
 

SAÚDE PÚBLICA

Sem Centro de Zoonoses, Ivinhema entra na mira do MP

Ministério Público deu prazo de seis meses para que município implemente política de controle de zoonoses e cobra mutirões de castração pelo menos duas vezes ao ano

06/09/2026 08h30

Sem estrutura própria para controle de zoonoses, Ivinhema terá de apresentar ao Ministério Público as providências que pretende adotar para atendimento e controle da população de cães e gatos

Sem estrutura própria para controle de zoonoses, Ivinhema terá de apresentar ao Ministério Público as providências que pretende adotar para atendimento e controle da população de cães e gatos Ivinotícias

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Sem Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou estrutura equivalente, Ivinhema entrou na mira do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que cobrou da prefeitura a adoção de medidas para controlar a população de cães e gatos e ampliar o atendimento aos animais em situação de rua.

Publicada na edição do Diário Oficial do MPMS, a recomendação foi expedida pela 2ª Promotoria de Justiça de Ivinhema, e é direcionada ao município, administrado pelo prefeito Juliano Ferro Barros Donato.

Conforme apurado pelo Ministério Público, além de não possuir um CCZ, Ivinhema também não mantém estrutura equivalente e não conta com serviço terceirizado para executar esse tipo de atendimento.

Para a Promotoria, a deficiência deixa o município sem uma política adequada para diagnóstico, tratamento e controle de doenças que atingem os animais e podem representar risco à saúde pública.

Entre as enfermidades citadas pelo MPMS estão leishmaniose, cinomose e esporotricose.A falta de estrutura não foi o único problema identificado durante a apuração.

O Ministério Público também analisou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de Ivinhema, publicada em julho deste ano, e apontou deficiência na previsão de programas, ações, metas e prioridades destinadas à causa animal.

Segundo a Promotoria, as medidas previstas pelo município estão restritas à vacinação antirrábica e à notificação de casos. Diante do cenário, o MPMS recomendou que a prefeitura passe a oferecer continuamente ações para controle populacional de cães e gatos.

Uma das principais cobranças é a realização de campanhas ou mutirões de castração pelo menos duas vezes por ano, com prioridade para animais de rua e comunitários, além daqueles mantidos por protetores independentes, organizações de proteção animal e famílias de baixa renda.

A prefeitura também deverá dar publicidade às campanhas nos canais oficiais com antecedência mínima de 30 dias.Outra medida prevista é a identificação dos cães e gatos durante as ações de castração.

A intenção é criar uma base de dados que permita ao município conhecer melhor a população animal existente em Ivinhema e, futuramente, estabelecer um censo. O cadastro também deverá servir como ferramenta para identificar responsáveis pelos animais e auxiliar na apuração de eventuais casos de abandono.

Prazo de seis meses

A recomendação vai além das campanhas de esterilização. O Ministério Público estabeleceu prazo máximo de seis meses para que a prefeitura dê início à implementação de uma política pública efetiva de controle de zoonoses.

Entre os serviços que deverão integrar essa estrutura estão atendimento médico-veterinário de urgência, fornecimento de alimentação e água e acolhimento dos animais em situação de rua em ambiente adequado. Antes disso, porém, o município terá de informar se pretende acatar as medidas.

A prefeitura tem prazo de dez dias, a partir do recebimento da recomendação, para comunicar à 2ª Promotoria de Justiça se cumprirá as providências propostas e apresentar documentos que demonstrem as ações adotadas.

O Ministério Público advertiu que a falta de providências poderá levar à adoção de medidas judiciais e extrajudiciais contra os responsáveis.


 

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