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semana santa

Polícia Ambiental inicia fiscalização nos rios de MS

Polícia Ambiental inicia fiscalização nos rios de MS

DA REDAÇÃO

15/04/2014 - 00h00
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A Polícia Militar Ambiental (PMA) inicia hoje (15) a"‘Operação Semana Santa", que contará com um efetivo de 300 homens. A fiscalização já vem sido intensificada desde o dia 8, em virtude das pescas, uma vez que, segundo a tradição religiosa, consome-se peixe durante a Semana Santa. A operação segue até o próximo dia 22.

Além da fiscalização em áreas de pesca, serão realizadas barreiras, combate ao desmatamento e a carvoarias irregulares, extração e transporte de madeira e carvão ilegais, crimes contra a fauna e outros crimes ambientais, assim como visitas às propriedades rurais. Quatro equipes da Capital estarão em áreas mais críticas fiscalizando todos os tipos de crime e infrações ambientais.

O efetivo da Capital também estará reforçando as cidades do interior banhadas por rios piscosos, como Coxim, Aquidauana, Corumbá e Miranda, mas será dada uma atenção especial ao rio Aquidauana, tendo em vista ser um rio bastante piscoso, com várias cidades lindeiras, com tradição de pesca desportiva e profissional, bem como a existência de vários hotéis pesqueiros e de ranchos de lazer.

O Posto Avançado localizado na Cachoeira do Sossego, no rio Aquidauana, em Rochedo, montado durante a piracema, continuará funcionando em razão do alto índice de pesca predatória na região.

A PMA espera que a operação deste ano seja tão tranquila quanto a passada, em que foram apreendidas redes em rios com quase 100 kg de peixes vivos, que foram soltos, e apenas 17 autuados.

Legislação da Pesca

Petrechos proibidos para o pescador amador: Cercado, pari ou qualquer aparelho fixo; do tipo elétrico, sonoro ou luminoso; fisga, gancho ou garateia, pelo processo de lambada; arpão, flecha, covo, espinhel ou tarrafão; substancia tóxica ou explosiva; anzol de galho; qualquer aparelho de malha (Ex: redes e tarrafas).

Cota para captura: 10 quilos mais um exemplar de qualquer peso, desde que não seja do tamanho inferior permitido e cinco exemplares de piranha.

Transporte: Efetuar a vistoria e lacre nos Postos da PMA. Necessária a licença de pesca.

Petrechos proibidos para a pesca profissional: todos os proibidos para o pescador amador, com exceção do anzol de galho. Sendo permitido tarrafa para captura de isca (altura máxima de 2m, malha entre 20 e 50 mm e linha de náilon com espessura máxima de 0,50 mm); oito anzóis de galho devidamente identificados, cinco boias fixas (cavalinho), cinco joão-bobos (boias), devidamente identificados resolução Semac nº 04/11). A cota é de 400 quilos por mês.

Rios onde é proibida a pesca de qualquer natureza (menos a científica autorizada pelo órgão ambiental)

Rio Salobra - Município de Miranda e Bodoquena (neste rio a navegação é permitida somente com motor de 4 tempos, de potência até 15 hp). - Córrego Azul - Município de Bodoquena. - Rio da Prata - Município de Bonito e Jardim. - Rio Nioaque - Município de Nioaque e Anastácio.

Obs.: A pesca amadora e a pesca profissional não são permitidas a menos de 200 metros a montante ou a jusante das barragens, corredeiras, cachoeiras e escadas de peixe. Nestes rios a pesca é considerada crime.

Rios e trechos de rios em que é permitida a pesca na modalidade pesque-solte

Rio Negro - Trecho situado na confluência do Rio Negro com o Córrego Lajeado, localizado próximo à cidade de Rio Negro até o brejo existente no limite oeste da Fazenda Fazendinha, no município de Aquidauana. - rio Perdido - Em toda sua extensão, compreendendo os municípios de Bonito, Jardim, Caracol e Porto Murtinho.

Rio Abobral, Em toda sua extensão.

Rio Perdido - Em toda sua extensão, compreendendo os municípios de Bonito, Jardim, Caracol e Porto Murtinho.

A PMA distribuirá durante todo o ano um Manual do Pescador (50 mil exemplares), realizado em parceira com a Fundação Estadual de Turismo, contendo toda a legislação de pesca, tanto para a Bacia do rio Paraná quanto para a Bacia do rio Paraguai.

O objetivo da fiscalização é prevenir a pesca predatória, pois o trabalho da PMA é de prevenção. A intenção não é prender as pessoas por pesca predatória e, sim, evitar que ela seja praticada, e com todas as informações, o desconhecimento não pode ser alegado.

afogamento

Homem é encontrado morto após desaparecer no Rio Taquari

Familiares disseram que a vítima bebeu antes de entrar na água e teria sido arrastado pela correnteza

12/10/2026 15h16

Corpo da vítima foi encontrado dois dias após afogamento

Corpo da vítima foi encontrado dois dias após afogamento Foto: Coxim Agora

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O corpo de Antônio Sérgio de Lima, de 38 anos, que estava desaparecido desde a tarde de sábado (10), foi encontrado naa tarde desta segunda-feira (12), no Rio Taquari, em Coxim.

De acordo com informações do site Coxim Agora, no sábado, Lima estava em iuma praça, na região do porto próximo a ponte velha, e desceu até o porto, entrando na água por volta de 17h40, não sendo mais visto desde então.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil foram acionadas e, inicialmene, as buscas começaram pelo local onde ele desapareceu, seguindo até um trecho mais abaixo do ponto indicado por testemunhas, mas a vítima não foi encontrada.

Uma equipe especializada de mergulhadores do Corpo de Bombeiros de Campo Grande foi deslocada para Coxim para reforçar as buscas pelo homem.

O corpo foi localizado no início da tarde desta segunda-feira.

Familiares de Lima informaram que ele teria ingerido bebida alcoólica antes de entrar na água e que teria sido arrastado por uma correnteza. A Polícia Civil investiga o caso para esclarecer as circunstâncias do incidente.

Segurança

No período de calor e feriados, é comum aumentar a procura por balneários, rios, lagos e piscinas e o Corpo de Bombeiros orienta que a população tome alguns cuidados fundamentais para garantir a segurança.

Confira algumas orientações dos bombeiros para evitar afogamentos:

  • Crianças devem sempre estar sob a supervisão de um adulto.
  • Obedeça às orientações e determinações dos guarda-vidas;
  • A existência de guarda-vidas não substitui a atenção e responsabilidade dos pais e/ou responsáveis;
  • Não faça uso de bebidas alcoólicas antes ou durante a permanência na água;
  • Evite brincadeiras que coloquem a segurança em risco, tais como “briga de galo”, competições de segurar o fôlego (apneia), entre outras.
  • Evite mergulhos “de ponta” em locais que não possuam conhecimento sobre a profundidade e relevo subaquático.Respeite as sinalizações de alerta e proibição;
  • Piscinas de clubes e condomínios devem possuir acessos restritos e placas com informações;
  • Caso presencie um afogamento, só tente salvar a vítima se for habilitado e esteja em boas condições físicas para a ação; caso contrário, se for possível a aproximação, lance algum objeto flutuante (boia, isopor, prancha, etc) que ajude a vítima a flutuar ou que possa agarrar e ser tracionada para a margem (cordas, galhos com boa resistência, etc);
  • Em caso de afogamento, acione o Corpo de Bombeiros Militar pelo número 193.

NEGOCIAÇÃO

Novo contrato entre Santa Casa e entes públicos tem 8 dias para ser acertado

Mesmo que as negociações estejam avançadas, ainda restam detalhes para que a contratualização seja finalmente renovada com reajustes financeiros

12/10/2026 14h03

Além da crise financeira, Santa Casa enfrenta escândalo de corrupção e afastamento de diretores

Além da crise financeira, Santa Casa enfrenta escândalo de corrupção e afastamento de diretores Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O acordo temporário de 90 dias entre a Santa Casa, o Município e o Estado que garante os atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) do maior hospital de Mato Grosso do Sul está perto do fim e restam oito dias para que a contratualização seja oficializada, contrato este que está em fase avançada de negociação e faltam detalhes para que finalmente seja assinado, depois de 13 meses de debates e discussões na Justiça.

Na semana passada, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) divulgou que o novo contrato da Santa Casa está perto de ser fechado depois de uma nova proposta ser debatida entre as partes, sob mediação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e da Justiça de Campo Grande.

De acordo com a nota, a proposta prevê um incremento de R$ 4,5 milhões nos repasses mensais, sendo R$ 1 milhão via governo do Estado e R$ 3,5 milhões da Prefeitura de Campo Grande. Os valores serão destinados aos componentes cirúrgico e ambulatorial, além dos recursos já previstos para o funcionamento da unidade hospitalar.

Mesmo que com as bases financeiras praticamente acertadas, a proposta será apresentada à Justiça nesta quarta-feira (14), durante audiência que deverá dar continuidade às discussões sobre a contratualização. Afinal, vale lembrar que o acordo de 90 dias que visa apenas dar continuidade na prestação de serviços termina no próximo dia 20. 

Portanto, caso um novo contrato não seja assinado em oito dias, o atendimento via SUS do hospital pode ficar sem assistência.

Um dos principais pontos discutidos foi a duração da nova contratualização e a necessidade de adequar os compromissos assistenciais à atual capacidade de funcionamento do hospital.

Pela proposta, o contrato poderá ter vigência de até 36 meses, mas os primeiros 12 meses serão destinados a uma etapa de reorganização administrativa e assistencial, com foco na manutenção dos serviços considerados essenciais à população.

Na prática, a medida busca estabelecer um período inicial em que o hospital possa reorganizar suas atividades e ajustar a prestação dos serviços contratados pelo poder público às condições atuais de atendimento.

Durante essa fase, a previsão é de continuidade dos procedimentos e especialidades considerados prioritários, principalmente aqueles que atendem pacientes com quadros clínicos mais graves ou que necessitam de assistência especializada.

Entre os serviços previstos para manutenção estão: cirurgias em geral; neurocirurgia; Ortopedia; Atendimento a gestantes de alto risco; atendimento a vítimas de trauma e politrauma; cirurgias plásticas reparadoras; e consultas e demais serviços ambulatoriais.

Esses atendimentos integram a assistência hospitalar oferecida aos usuários do SUS e abrangem desde procedimentos especializados até cuidados a pacientes que necessitam de intervenções de maior complexidade.

Embora tenha sido discutida uma etapa inicial de 12 meses, isso não significa necessariamente que o contrato será encerrado ao fim desse período. A proposta admite vigência de até três anos, com o primeiro ano voltado à reorganização dos serviços.

O encontro da última quinta-feira contou com a participação do secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, do secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, e do gestor provisório da Santa Casa, Luiz Alberto Kanamura, além de representantes técnicos das duas secretarias e da instituição hospitalar.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, a proposta foi construída levando em consideração as condições atuais de funcionamento da Santa Casa e a necessidade de estabelecer compromissos viáveis para a instituição.

"Hoje nós conseguimos avançar porque estamos olhando para a realidade que a Santa Casa apresenta neste momento e, a partir dela, construindo uma proposta possível. O que buscamos é garantir que o recurso público esteja vinculado à assistência e que a população tenha o atendimento que precisa", afirmou.

O secretário também defendeu a adoção de critérios de responsabilidade e transparência na aplicação dos recursos destinados à unidade hospitalar.

"A Prefeitura nunca deixou de estar à disposição para construir uma solução. O que sempre defendemos foi responsabilidade, transparência e segurança para que os recursos sejam aplicados onde precisam ser aplicados: no cuidado com as pessoas", acrescentou.

Intervenção judicial

No dia 23 de setembro, o juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, assinou a decisão que afastou imediatamente 19 membros da diretoria corporativa e do conselho de administração e colocou Kanamura no comando do hospital, inicialmente pelo período de 180 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo tempo em caso de necessidade.

Os diretores corporativos destituídos são: Alir Terra (que era a presidente e segue presa); Heitor Miguel Scheibeler (presidente em exercício); Ivan Araújo Brandão (vice-presidente); Valdir Osvaldo Júnior (diretor-secretário); Marcos Alceu da Silva Villalba (diretor de finanças); e Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa (diretor de finanças-adjunto e também foi preso no início de setembro).

Além do afastamento imediato, o juiz determinou que esses nomes não sejam reconduzidos em novas eleições, visto que “o estatuto da Santa Casa não prevê causas de afastamento da diretoria ou proibição de sua recondução”. 

Eles também estão proibidos de acessar as dependências do complexo hospitalar e da operadora Santa Casa Saúde Ltda.

Um dos afastados do conselho de administração é Heitor Rodrigues Freire, que assumiria a presidência do hospital no dia 28 de setembro, como anunciado em cerimônia oficial realizada horas antes da decisão judicial.

*Colaborou Welyson Lucas

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