Cidades

TRÁFICO INTERESTADUAL

Polícia Civil auxilia Operação do Distrito Federal com sete prisões no Estado

Equipes do Garras cumpriram nove mandados expedidos pela Justiça para Campo Grande, Bela Vista e Ponta Porã

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros – GARRAS auxiliou a Operação Fornitori deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal em combate a atuação de organizações criminosas no tráfico interestadual.

A ação ocorreu em três cidades, Bela Vista e Ponta Porã, no interior do Estado e em Campo Grande. Foram expedidos e cumpridos ao todo cinco mandados de prisão temporária, sendo dois homens e três mulheres, além de quatro mandados de busca e apreensão, e duas prisões em flagrante, em decorrência de apreensão de arma de fogo.

Conforme as informações policiais, a organização mantinha o núcleo responsável pela distribuição de entorpecentes no Distrito Federal. E além do tráfico interestadual, a facção também realizava outras atividades que fazem parte da investigação, como associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Como apoio operacional, três equipes do GARRAS, por meio do Departamento de Polícia Especializada (DPE) foram disponibilizadas para cumprir três ordens judiciais de busca e apreensão e duas de prisão temporária na Capital.

Durante uma das buscas foi encontrada uma arma de fogo de um dos investigados, que gerou lavratura de Auto de Prisão em Flagrante (APF). Além dessa apreensão, outros itens também foram apreendidos como aparelhos celulares, notebooks, documentos e anotações que segundo a polícia poderão contribuir para aprofundamento das investigações.

Nas cidades do interior, Bela Vista e Ponta Porã, foram cumpridos quatro ordens expedidos pela Justiça.

A atuação no município de Bela Vista, a aproximadamente 325 quilômetros de Campo Grande, foi realizada por uma equipe do Garras com cumprimento de um mandado de busca e apreensão e dois de prisão temporária. Assim como em Campo Grande, um homem estava com posse de uma arma de fogo, que foi apreendida e resultou na lavratrura de APF.

Na cidade da fronteira, em Ponta Porã, a operação contou com apoio de policiais civis do 1º Distrito Policial da cidade, que cumpriram um mandado de prisão.

A operação buscou desarticular o esquema utilizado, com a identificação dos núcleos e envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro, além da descapitalização da estrutura financeira que permitia essas atividades.

A Operação Fornitori acontece desde 2023, com a integração das Polícias Civis dos estados brasileiros em combate a operacionalidade de organizações criminosas, principalmente em atividade de tráfico de drogas interestadual e lavagem de dinheiro originada no outro crime.

OPERAÇÃO FIM DA LINHA

Acusado de homicídio morre em tiroteio com a polícia em Costa Rica

Joarez Garcia Nogueira possuía histórico criminal e, em 2022, esteve envolvido na morte de Silvio Alves Campos, em Coxim

18/06/2026 08h15

Arma utilizada pelo suspeito contra os policiais, carregada de munições,

Arma utilizada pelo suspeito contra os policiais, carregada de munições, Divulgação: Polícia Civil

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Um homem, de 23 anos, identificado como Joarez Garcia Nogueira, foi morto após entrar em confronto com a Polícia Civil e Militar, no município de Costa Rica, que fica a cerca de 325 km de Campo Grande. Depois do ocorrido, o rapaz foi socorrido na Fundação Hospitalar da cidade, porém não resistiu aos ferimentos e morreu.

O crime ocorreu na Rua Custódio Batista Rodovalho, em frente à igreja Assembleia de Deus, esquina com a Avenida José Ferreira da Costa, na região central da cidade.

Segundo as informações preliminares, Joarez foi atingido por tiros no braço e nas costas. O rapaz possuía histórico criminal e, em 2022, esteve envolvido na morte de Silvio Alves Campos, em Coxim. 

Durante às investigações para a localização de armamentos utilizados por uma organização criminosa, as equipes policiais foram até um imóvel que servia como ponto de apoio e depósito de ilícitos do grupo.

De acordo com a Polícia Civil, os agentes se identificaram e deram voz de parada ao indivíduo, porém ele desobedeceu à ordem, correu em direção à área externa e pegou uma arma de fogo, apontando-a contra os policiais e recusando-se a se entregar. Diante da ameaça, Os policiais dispararam contra o suspeito.

Na busca realizada no imóvel, os policiais apreenderam a arma utilizada pelo suspeito e uma porção de maconha. O local do confronto foi devidamente preservado para os trabalhos da Perícia Criminal.

Além da arma, também apreenderam munições, entorpecentes e um veículo roubado. As investigações continuam na região. 

Operação Fim da Linha

Entre domingo (14) e quarta-feira (17), a Polícia Civil e a Militar realizaram uma operação contra organização criminosa e apreenderam armas e veículos em Costa Rica.

Durante a busca pelos alvos da investigação, as equipes policiais interceptaram um indivíduo que atuava no suporte logístico do grupo. Na ação, apreenderam dois revólveres municiados e uma grande quantidade de munição, material compatível com o utilizado em homicídios recentes na cidade.

Os policiais também localizaram e apreenderam uma motocicleta que havia sido obtida de forma fraudulenta e que era usada especificamente para dar apoio a novas ações violentas do grupo criminoso. O veículo estava ocultado em uma residência local.

Transporte Coletivo

Resultado do 1º pente-fino no Consórcio Guaicurus sai em 45 dias

Ainda em semana de adaptação, interventor disse que deve começar a se aprofundar nas análises financeiras e contratuais da concessão na segunda-feira

18/06/2026 08h00

No primeiro dia da intervenção nos ônibus, equipe trabalhou na sede do Consórcio Guaicurus com apoio da Guarda Municipal

No primeiro dia da intervenção nos ônibus, equipe trabalhou na sede do Consórcio Guaicurus com apoio da Guarda Municipal Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Instaurada na terça-feira, a intervenção na concessão do transporte coletivo da Capital deve apresentar seus primeiros resultados sobre a atual situação do Consórcio Guaicurus daqui a 45 dias, em um relatório que deverá conter análises de auditorias financeiras e contratuais, um verdadeiro pente-fino nas contas da concessionária, que serão realizados a partir da próxima semana.

Como reportado pelo Correio do Estado nos últimos dias, a comissão de interventores terá liberdade e poder de decisão sobre problemas operacionais no setor, com 180 dias – 6 meses – para tentar salvar uma concessão de quase 14 anos com o Consórcio Guaicurus. 

Ontem os interventores já assumiram o seu papel dentro da empresa, como se fossem “novos diretores”, com a função de fazer a gestão administrativa da concessão, além de apresentar um relatório no fim de seis meses recomendando ou não a caducidade do contrato.

O responsável pelo grupo é Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, que já ocupou o cargo de diretor de regulação e fiscalização da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá.

Em entrevista à reportagem, o interventor disse que esta primeira semana ainda está servindo de adaptação.

“A gente está na fase de entrada na concessão. E o que é essa fase de entrada? É contingenciar, evitar saída de informações, evitar qualquer tipo de descontrole na cadeia de comando, cessar a cadeia de comando. Manter a operação e garantir a continuidade do serviço. Possivelmente a gente encerra essa fase de entrada até sexta-feira”, explica.

Após essa fase, a partir da semana que vem, Alexandre pontua que o grupo deve começar a se aprofundar nas análises contratuais e financeiras, em um trabalho conjunto com o Consórcio Guaicurus de levantamento e repasse de informações.

“O trabalho mesmo de garantir, de sistematizar a gestão e de iniciar o trabalho de levantamento das informações, embora a gente já tenha feito isso previamente, de começar a tratar essas informações que a gente colheu no primeiro momento, é a partir da semana que vem”, detalha.

Com os resultados obtidos nessas análises iniciais, o interventor entregará um relatório preliminar até dia 31 de julho.

“A gente vai trabalhar dentro desse prazo [de 45 dias], que é um prazo que já considera tudo que a gente tá vivendo. Precisa entrar, precisa manter, precisa conhecer, precisa entender, levantar, fazer o relatório e entregar. Então, é muita coisa ao mesmo tempo”.

Porém, Alexandre disse que essa primeira impressão ainda estará submetida ao crivo do contraditório. Em outras palavras, o Consórcio Guaicurus poderá se defender daquilo que for relatado no documento, pois, segundo ele, “às vezes, pode ser alguma visão equivocada e a defesa deles contribui sim para a gente buscar a verdade”.

BLOQUEIO

No mesmo dia em que a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), decretou o processo de intervenção na concessão do transporte coletivo da Capital, o juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos determinou, determinou o bloqueio de R$ 46 milhões das empresas que compõem a concessionária.

O juiz deferiu o requerimento de constrição por meio do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), ferramenta eletrônica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que serve para conectar o Judiciário às instituições financeiras, com o objetivo de localizar, bloquear e transferir valores de devedores.

Porém, no dia seguinte ele voltou atrás da decisão que bloqueava os R$ 46 milhões. 

Na decisão assinada ontem, o juiz determinou a liberação dos valores bloqueados para que sejam usados na “manutenção adequada dos serviços públicos de transporte coletivo”. 

Além disso, os bens não podem ser utilizados pelos antigos administradores, bem como por empresas ligadas ao grupo, ficando autorizada somente a movimentação pelos interventores nomeados pela Prefeitura de Campo Grande. 

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