A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) afirmou, por meio de nota, que, após investigações relacionadas à morte de Janete Feles Valores, de 45 anos, causada por uma facada no peito no município de Selvíria na última segunda-feira (9) não foi crime de feminicídio e sim, suicídio.
De acordo com os depoimentos coletados e o laudo necroscópico, foi concluído que a vítima empurrou a faca contra o próprio peito.
“A faca não estava totalmente cravada, o que é característico de suicídios, em contraste com homicídios ou feminicídios, onde a lâmina da faca geralmente penetra completamente no corpo da vítima. A angulação da facada também sugere que a vítima tenha se autoferido”, escreveu a publicação.
Segundo a Delegacia de Polícia de Selvíria, o depoimento do filho da vítima também condiz com a tese de suicídio. Ele afirmou que a mãe estava sofrendo contra um câncer e tinha alegado ter intenções de tirar a própria vida. Além disso, não há registros de violência entre o casal, reforçando o depoimento do marido de Janete, Alípio Drum Alves, que já havia assegurado a hipótese do suicídio.
Com a conclusão do caso, a Polícia encerrou as diligências e encaminhou os laudos da investigação para os registros finais.
“Diante destes fatos, a Autoridade Policial determinou a exclusão da classificação inicial de feminicídio alterando o caso para suicídio”, finaliza a nota.
Com isso, o número de feminicídios em 2026 volta a ser de dois casos.
Relembre
A vítima, Janete Feles Valoes, de 45 anos, foi encontrada morta com uma facada no peito na madrugada de segunda-feira (9), no Assentamento São Joaquim, na zona rural de Selvíria, município localizado a 397 quilômetros de Campo Grande.
O suspeito, Alípio Drum Alves, de 63 anos, na ocasião, foi preso.
Conforme a ocorrência, o filho da vítima foi até a residência após receber uma ligação do pai pedindo ajuda e alegando que ela teria “feito uma besteira”. Ao chegar ao local, encontrou Janete sentada em uma poltrona, com a faca cravada no peito.
O rapaz levou a mãe até os socorristas. Segundo o boletim de ocorrência, Janete ainda apresentava sinais vitais, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
O companheiro da vítima negou ter cometido o crime e afirmou que ela teria cravado a faca no próprio peito. O suspeito foi preso e levado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Três Lagoas.
Cronologia
Com a conclusão das investigações, o número de feminicídios em 2026 volta a ser de dois casos.
O primeiro caso de feminicídio ocorreu em 16 de janeiro de 2026. Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta pelo companheiro, Fernando Veiga, com um tiro de espingarda nas proximidades da Capela Santo Antônio, na zona rural de Bela Vista. Após o crime, Veiga tirou a própria vida.
O segundo caso ocorreu em 24 de janeiro, quando Rosana Candia, de 62 anos, foi morta a pauladas pelo ex-companheiro, Antônio Lima Ohara, de 73 anos, no bairro Guarani, em Corumbá.
Reprodução/DOE-MS


