Com substâncias entorpecentes saindo do Mato Grosso do Sul através de encomendas postais, agentes da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) desmantelaram nesta quarta-feira (1°) o envio de porções de maconha e derivados através dos Correios.
Conforme repassado pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul (PCMS), e como mostram as imagens, as drogas estavam condicionadas nos populares "mocós", escondidas entre remessas de caixa de som e até de panela elétrica que estava recheada com vários pacotes fracionadas, como ilustram as imagens encaminhadas.
Toda essa ação da Denar, como cita a PCMS em nota, aconteceu em um trabalho conjunto com a própria Subgerência de Segurança Corporativa dos Correios, com os "carregamentos" encontrados durante uma fiscalização de rotina em uma das agências de Campo Grande.
"Foram identificadas embalagens suspeitas que indicavam a possível presença de substâncias ilícitas. Após a verificação física dos objetos, os policiais localizaram, no interior das encomendas, diversas porções de maconha e derivados", complementa a nota da PCMS.
Drogas pelos Correios
Ainda conforme repassado pelas forças de segurança, as substâncias somaram 59 porções fracionadas e alguns tabletes, que estavam escondidos em seis encomendas distintas, totalizando 13 quilos de entorpecentes que seriam entregues em Campo Grande, em três municípios do interior do Mato Grosso do Sul e outros cinco Unidades da Federação, sendo:
- Bahia,
- Maranhão,
- Minas Gerais,
- Rio de Janeiro, e
- Santa Catarina.
Quanto às demais, além da Capital, as outras "encomendas" possuíam remetentes que indicam o envio para municípios curiosamente localizados na mesma região, no extremo Sul do Estado, em municípios localizados inclusive próximos à fronteira com o Paraguai, como: Coronel Sapucaia; Ponta Porã e Paranhos.
Como mostram os vídeos divulgados pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, os criminosos ainda se valem da popular prática dos "mocós", como forma de driblar a fiscalização e tentar esconder melhor as substâncias ilícitas.
Justamente a criatividade chama atenção, pelos locais escolhidos para guardar as substâncias, localizadas, por exemplo, dentro de uma caixa de som. Confira
Além disso, até mesmo um modelo de panela elétrica foi usada para acomodar as substâncias entorpecentes que estavam sendo traficadas através de correspondências pelos Correios, localizadas após a parte debaixo do aparelho eletrodoméstico que estava recheado de ilícitos ser desparafusada pelos agentes.
A Polícia Civil destaca que essa ação faz parte de algumas das estratégias de combate ao tráfico interestadual, principalmente nesse caso da modalidade que se vale do envio através do sistema postal para distribuição das substâncias ilícitas.
Todo esse material foi encaminhado inicialmente para análise pericial, com o próximo passo sendo a localização e responsabilização dos indivíduos ligados ao crime.
Para tal, a PCMS também reforça que canais com o whatsapp (67) 99995-6105 ou o telefone (67) 3345-0000 servem como um caminho para denúncias, que podem ser feitas inclusive de forma anônima.


