Cidades

DESMATAMENTO DE ÁREA PRESERVADA

Polícia emitiu R$ 12,7 mil em multas por crimes ambientais em apenas 24h

Um dos casos aconteceu dentro do perímetro urbano da Capital

Continue lendo...

Polícia Militar Ambiental (PMA) formulou R$ 12,7 mil em multas relacionadas a crimes ambientais contra a vegetação nativa, ontem (28), em Mato Grosso do Sul. Em três casos, inclusive um no perímetro urbano de Campo Grande, os envolvidos derrubavam ou traficavam madeira ilegalmente. 

Conforme informações do órgão ambiental, em Aquidauana, funcionários de uma fazenda, próxima a Aldeia Bananal, relataram a derrubada e furto de madeira da propriedade. No local, a PMA percebeu que a cerca dos fundos da propriedade estava derrubada e prendeu dois indígenas que estavam em um trator dentro da mata, derrubando árvores com motosserras e retirando madeira da fazenda. 

A equipe verificou que os infratores derrubavam diversas árvores das espécies aroeira, jatobá e piúva, transportando em uma carreta em um trator, que foram apreendidos, além de duas motosserras e 4,7 m³ de madeira.

Os infratores, o cacique, de 48 anos, e outro indígena, de 36, da aldeia Bananal, receberam voz de prisão e foram conduzidos à delegacia de polícia civil de Aquidauana, onde foram autuados em flagrante por furto e exploração ilegal de madeira. Eles também foram multados em R$ 3,8 mil. 

Em Campo Grande, a Guarda Municipal Ambiental foi acionada pela PMA, que havia detido um homem de 41 anos ontem à noite, quando derrubava árvores para explorar a madeira em área protegida de preservação permanente pública.

No local, na travessa Alecrim, no Bairro Santo Antônio, a polícia verificou que o infrator já havia derrubado duas árvores nas matas ciliares (Área de Preservação Permanente-APP) do córrego Serradinho, com uso de uma motosserra, para a qual também não tinha documentação ambiental (Licença de Porte e Uso -LPU). A madeira retirada da área pública e ainda protegida, era desdobrada em pranchas, que foram apreendidas, juntamente com a motosserra ilegal.

As atividades foram interditadas e o infrator, que mora no bairro Jardim Aeroporto, foi conduzido à delegacia de polícia civil e responderá pelo crime de degradação de Área de Preservação Permanente (APP), com pena de um a três anos de detenção e por crime ambiental de uso de motosserra sem licença, que é crime ambiental, com pena de três meses a um ano de detenção. Ele também foi multado em R$ 2 mil pelas infrações.

O último caso aconteceu em Paranaíba, onde a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ontem à tarde, reteve um caminhão carregado de madeira serrada, com suspeita de que estaria sendo transportada ilegalmente.

No local, a PMA e a PRF verificaram que o veículo, que seria descarregado em uma madeireira de Paranaíba, transportava 23 m³ de madeira serrada e o Documento de Origem Florestal (GF) constava apenas 15,67 m³, havendo excesso de 7,33 m³, o que se caracteriza como crime e infração ambiental. 

O veículo e a madeira foram apreendidos e encaminhados à delegacia de Polícia Civil de Paranaíba e os responsáveis responderão por crime ambiental. A empresa foi multada R$ 6,9 mil. 

 

Memória

Morre em Campo Grande, aos 83 anos, o jornalista João Naves de Oliveira

Jornalista, que já trabalhou no Correio do Estado, O Globo e Estadão morreu em casa, neste domingo (22)

22/03/2026 19h08

Jornalista João Naves de Oliveira

Jornalista João Naves de Oliveira Arquivo

Continue Lendo...

Morreu neste domingo (22), em Campo Grande, aos 83 anos, o jornalista João Naves de Oliveira. Ao longo de sua carreira, Naves ocupou cargos como de editor no Correio do Estado, e de correspondente em jornais como O Globo e O Estado de S.Paulo. 

Naves, como era conhecido nas redações, morreu em casa. Ele enfrentava há vários anos problemas de saúde. João Naves era viúvo da jornalista Denise Abraham, que faleceu aos 55 anos, em 2012. Naves deixa a filha Yolanda.

O jornalista mudou-se de São Paulo para Campo Grande na década de 1980 para trabalhar no jornal Correio do Estado. Desde então foi, também, correspondente do jornal O Globo em Mato Grosso do Sul, tendo participado de vários pools de reportagens, como a ocupação dos kadiwéus que fez cinco pessoas reféns, entre autoridades da Funai, jornalistas e arrendatário de terra em Bodoquena. 

Já no período que antecedeu sua aposentadoria, foi assessor de imprensa do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e também correspondente do jornal O Estado de S.Paulo.

MEIO AMBIENTE

Lula cita "ajuda inestimável" de Riedel e Adriane para realização da COP15 em MS

Presidente disse que Campo Grande ser sede é uma "escolha estratégica", por ser ponta de entrada do Pantanal, a maior planície alagável do mundo

22/03/2026 19h03

Lula e Riedel se cumprimentam durante sessão da COP15; Adriane Lopes ficou na 2ª fileira de autoridades durante discursos

Lula e Riedel se cumprimentam durante sessão da COP15; Adriane Lopes ficou na 2ª fileira de autoridades durante discursos Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

Continue Lendo...

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou o apoio do governador Eduardo Riedel (PP) e da prefeita Adriane Lopes (PP) para que a 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) sobre a Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) fosse realizada em Mato Grosso do Sul.

Durante seu discurso no segmento presidenciável da conferência na tarde deste domingo, Lula comentou que contou com uma “ajuda inestimável” dos líderes do Estado e de Campo Grande, além de ter chamado Riedel de “meu querido amigo”, mesmo sendo de lados opostos ideologicamente e nas eleições deste ano.

“Queria aproveitar para, em público, agradecer ao governador e à prefeita pela ajuda inestimável que eles deram para que esse evento pudesse acontecer aqui no Estado do Mato Grosso do Sul”, disse.

Também, o presidente aproveitou a oportunidade para dizer que é uma grande honra para o Brasil sediar um evento desta magnitude e importância para o meio ambiente mundial, especialmente em Campo Grande, que ele descreveu como uma escolha estratégica, justamente por ser porta de entrada do Pantanal, a maior planície alagável do mundo.

“Organizar este evento em Campo Grande, no estado do Mato Grosso do Sul, é uma escolha estratégica. Estamos na porta de entrada do Pantanal, maior planície alagável tropical do mundo. Esta região simboliza de forma singular a riqueza natural da América do Sul e a interdependência entre países cujas faunas e flores atravessam fronteiras.”, afirma o presidente.

Além de Lula, discursaram: Marina Silva (Ministra do Meio Ambiente do Brasil); Amy Fraenkel (Secretária-Executiva da CMS); Fernando Aramayo Carrasco (Chanceler da Bolívia); e Santiago Peña (Presidente do Paraguai). Tudo isso sob a moderação de João Paulo Capobianco, presidente designado da COP15.

Ao todo, conforme consta no acordo, a COP15 da CMS custará R$ 46,9 milhões aos cofres públicos, que serão custeados pelo governo federal (R$ 26,7 milhões), em conjunto com o governo de Mato Grosso do Sul (R$ 10,7 milhões) e projetos de cooperação internacional (R$ 2,5 milhões), como o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o World Wide Fund for Nature (WWF), além de patrocinadores.

COP15

A COP15 da CMS promove a conservação de espécies, seus habitats e rotas em escala global, abrangendo cerca de 1.189 espécies, entre aves, mamíferos, peixes, répteis e insetos. Atualmente, conta com 133 partes signatárias, sendo 132 países e o bloco da União Europeia (formado por 27 nações).

A conferência faz parte de um tratado das Nações Unidas assinado em 1979, no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), com sua primeira edição tendo ocorrido em 1985, em Bonn, na Alemanha.

A última edição foi realizada em Samarcanda, no Uzbequistão, em fevereiro de 2024. Ainda não há data e local definidos para a realização da próxima conferência.

Para que não haja confusão, a COP15 da CMS e a COP30 – que também foi realizada no Brasil, no ano passado – tratam de assuntos diferentes.

Enquanto a COP15 da CMS aborda a conservação de animais, a COP30 tem como tema central as mudanças climáticas e os planos das principais nações para promover um futuro melhor diante da piora do aquecimento global.

Diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur), o turismólogo Bruno Wendling afirmou que Campo Grande deve receber de 2,5 mil a 3 mil pessoas durante a conferência, o que pode movimentar o turismo local e as redes de hotéis da cidade.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).