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Polícia fecha três bocas de fumo em um mesmo condomínio de Três Lagoas

Pontos de vende apresentam características semelhantes e podem ser de um mesmo dono

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Uma ação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Militar na manhã de quinta-feira (22) resultou no fechamento de três bocas de fumo no Condomínio Ema, em Três Lagoas. 

A ação ocorreu a partir de denúncias anônimas e reclamações diretas dos moradores do condomínio que relataram intensa circulação de usuários de drogas nas passarelas do condomínio, principalmente para a aquisição de crack. A situação vinha causando transtornos, sensação de insegurança e perturbação da ordem pública.

Durante as investigações, foram identificados três apartamentos distintos, cada um funcionando como uma boca de fumo. No entanto, apesar de localizados em imóveis diferentes, as drogas apreendidas apresentavam características semelhantes de embalagem e forma de acondicionamento, o que indica que os pontos de venda possam estar vinculados a um mesmo responsável.

Os apartamentos

No primeiro imóvel, localizado no Bloco C e utilizado exclusivamente como ponto de venda de drogas, dois homens foram flagrados no interior do apartamento manipulando entorpecentes. Após tentativa de fuga, ambos foram contidos. No local, foi apreendida grande quantidade de drogas, incluindo crack, cocaína e maconha, além de dinheiro em espécie, balanças de precisão, aparelho celular, liquidificador utilizado no preparo de drogas e diversos materiais destinados ao fracionamento e embalagem dos entorpecentes. 

No segundo ponto, situado no Bloco P, um homem foi abordado na entrada do apartamento e foram encontradas com ele porções de crack e cocaína. Durante buscas no interior do imóvel, os policiais localizaram outras porções das mesmas substâncias, todas prontas para comercialização, além de materiais utilizados para o embalo da droga.

Já no terceiro apartamento, localizado no Bloco O, uma mulher foi abordada e flagrada com porções de crack. Após autorização para buscas no imóvel, os policiais localizaram mais entorpecentes ocultados no interior do apartamento, além de dinheiro, aparelhos celulares e um caderno com anotações relacionadas ao tráfico de drogas.

Ao todo, quatro pessoas foram presas, sendo dois homens em uma boca de fumo, um homem em outro apartamento e uma mulher em um terceiro ponto, todos situados no interior do condomínio.

Os envolvidos foram conduzidos, juntamente com as drogas e materiais apreendidos, ao DEPAC, onde permaneceram à disposição da Justiça. As investigações prosseguem para apurar a eventual ligação entre os pontos de venda e identificar outros envolvidos.

RESTAURAÇÃO RODOVIAS

Governo investe R$ 236,8 milhões em restauração de rodovias

A recuperação passam pelos municípios de Amambai, Eldorado, Iguatemi e Tacuru, na MS-156 e MS-295

23/01/2026 12h20

Chico Ribeiro/Seilog

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Iniciativa coordenada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), junto a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), que está presente na execução, a região sul do Estado tem reestruturação em trechos das rodovias MS-156 e MS-295.

As rodovias passam pelos municípios de Amambai, Eldorado, Iguatemi e Tacuru, e o valor do destinado ultrapassa os R$ 236 milhões. Esse investimento tem um valor que pertence a cada parte das rodovias que serão contempladas com a seguinte divisão:

  • R$ 41.102.977,19, para o trecho entre Amambai e a divisa dos municípios de Coronel Sapucaia e Tacuru, com 32 km de extensão, na MS-156;
  • R$ 44.851.388,52, para o segmento que liga a divisa Coronel Sapucaia e Tacuru, com 32,5 km de extensão, na MS-156;
  • R$ 64.729.317,92, para um trecho no município de Tacuru, com 37,4 km de extensão, na MS-295;
  • R$ 86.199.306,46, para o segmento entre os municípios de Eldorado e Iguatemi, com 37,4 km de extensão, também na MS-295.

Com objetivo de levar mais seguranças para quem trafega nos trechos, o Governo busca também reduzir custos logísticos, fortalecer a produção agropecuária e integração dos municípios da região. O valor total das quatro obras é de R$ 236.882.990,09, para o total de 148,1 quilômetros previstos na restauração rodoviária.

Entre os benefícios inclusos, além da restauração integral do pavimento, estão medidas que buscam melhorar a fluidez no tráfego, se tratando de um trecho que passa caminhões e veículos pesados, para isso está previsto:

  • a implantação de terceiras faixas em pontos estratégicos;
  • modernização da sinalização horizontal e vertical;
  • e reforço na segurança e na orientação dos motoristas.

As intervenções começaram na primeira quinzena deste mês, pelo trecho da rodovia MS-156, no lote 2, trecho que concentra as maiores demandas de recuperação. Para o governador Eduardo Riedel, a obra representa um investimento que irá impactar diretamente no presente e futuro da região.

“Infraestrutura é a base do desenvolvimento. Investir na recuperação das rodovias é garantir competitividade, atrair investimentos e melhorar a qualidade de vida da população. Estamos preparando Mato Grosso do Sul para crescer de forma sustentável”, afirmou o governador.

Os prefeitos das cidades de Tacuru e Iguatemi, e a prefeita de Eldorado apoiam a iniciativa e reforçam a importância da estrada para o Cone Sul do Estado.

A recuperação das rodovias auxiliam também os produtores rurais, transportadores e famílias que utilizam as vias todos os dias, e com isso, a segurança de um ambiente favorável recupera a atenção de novos investimentos, que fortalece a confiança do setor produtivo na economia local.

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TCE-MS suspende pregão de R$ 800 Mil da Defensoria Pública por irregularidades em edital

Em decisão cautelar, conselheiro Sérgio de Paula aponta cinco falhas graves na licitação para compra de TVs e computadores, incluindo falta de divulgação no Portal Nacional e exigências fiscais restritivas

23/01/2026 11h40

Divulgação

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O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) suspendeu, em caráter liminar, um pregão eletrônico de quase R$ 800 mil da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul (DPMS). A decisão, proferida pelo conselheiro Sérgio de Paula, atendeu a um pedido de medida cautelar da equipe técnica da Corte, que identificou cinco irregularidades graves no edital que poderiam comprometer a competitividade e a legalidade do certame.

A licitação, marcada para o dia 27 de janeiro de 2026, visava o registro de preços para a aquisição de televisores, suportes, móveis e kits de microcomputadores. Com a decisão, o procedimento está paralisado até que a Defensoria Pública se manifeste e sane os problemas apontados.

A análise prévia do TCE-MS, realizada pela Divisão de Fiscalização de Contratações, encontrou uma série de achados que violam a Nova Lei de Licitações e outros princípios da administração pública. 

A Defensoria não comprovou a divulgação da Intenção de Registro de Preços (IRP) no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), uma exigência legal que visa ampliar a publicidade e atrair mais concorrentes. O edital também não apresentou memórias de cálculo ou inventários que justificassem as quantidades de itens a serem adquiridos, o que prejudica a análise da real necessidade da compra.

Embora o edital mencionasse a possibilidade de exigir uma “Prova de Conceito”, um teste prático dos equipamentos, não detalhou os critérios, prazos ou metodologia para essa avaliação, gerando subjetividade no julgamento.

O edital exigia que todos os licitantes apresentassem certidão de regularidade fiscal estadual, mesmo empresas de outros estados. O TCE considerou a exigência "restritiva" e um "ônus desproporcional".

A licitação exigia o balanço patrimonial de apenas um ano, quando a lei determina a análise dos dois últimos exercícios sociais, medida que visa garantir a saúde financeira das empresas contratadas.

"Diante dos indícios de irregularidades, faz-se necessária a aplicação de medida cautelar, para suspensão do procedimento licitatório, visando o saneamento e o esclarecimento dos achados", afirmou o conselheiro na decisão.

O Defensor Público-Geral, Pedro Paulo Gasparini, foi intimado a se manifestar sobre as irregularidades no prazo de dois dias úteis e a comprovar o cumprimento da suspensão, sob pena de multa de 500 UFERMS (aproximadamente R$ 23.865,00).

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