Cidades

Tráfico Internacional

Polícia Federal prende uma pessoa em Ladário durante operação

Polícia Federal prende uma pessoa em Ladário durante operação

Heloísa Garcia

29/05/2012 - 08h35
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A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã de hoje (29) nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Ceará, Rio Grande do Norte, Pará, Rondônia e São Paulo, a 'Operação Trator', com o objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de maconha e cocaína.

Em Mato Grosso do Sul, um mandado de prisão de um integrante da quadrilha foi cumprido nesta manhã, em Ladário. Cerca de 120 policiais federais cumprem 18 mandados de prisão temporária e 22 mandados de busca e apreensão nos oito estados. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo Federal da Subseção de Barra do Garças (MT). Até o presente momento já foram apreendidos 30 kg de cocaína no RN, 75 kg de maconha em GO e vários veículos de luxo. Até o momento 13 pessoas já foram presas na operação.

A organização criminosa recebia o entorpecente na faixa de fronteira entre o Brasil e a Bolívia e distribuía entre os demais Estados brasileiros, utilizando como uma das rotas para escoamento da droga as rodovias que passam próximo a cidade de Barra do Garças. No decorrer das investigações foram realizadas seis prisões em flagrante e apreendidos aproximadamente 300 quilos de cocaína e 100 quilos de maconha.

A operação TRATOR recebeu essa denominação pelo fato da organização criminosa utilizar rodas de trator para camuflarem o transporte dos entorpecentes.
 

Obra dos 1000 dias

Prefeitura de Campo Grande volta a adiar entrega da antiga rodoviária após 3 anos de atraso

Conforme previsto em contrato, reforma deveria ser entregue em junho de 2023

22/01/2026 18h00

Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Prometida há três anos, a entrega das obras do Terminal Rodoviário Heitor Eduardo Laburu (antiga rodoviária) foi novamente adiada pela Prefeitura de Campo Grande, que deve terminar o serviço somente em junho deste ano.

A prorrogação do prazo foi oficializada em Diário Oficial na tarde desta quinta-feira (22), e contempla o oitavo termo aditivo de contrato entre a administração municipal e a NXS Engenharia, executora da obra que possuía entrega prevista para junho de 2023. 

Com ordem de serviço assinada no dia 15 de junho de 2022, a reforma deveria ser entregue em junho do ano seguinte, em celebração aos 124 anos da Capital, comemorados em agosto. De lá para cá, o contrato sofreu uma série de prorrogações, seja de prazo de entrega, seja financeiro. 

Após o primeiro adiamento, as obras que terminariam após um ano de contrato foram prorrogadas para fevereiro de 2024 e posteriormente para dezembro do mesmo ano. Em outras duas oportunidades, a entrega das "chaves" foi adiada para julho de 2025 e posteriormente para dezembro último. 

Além disso, conforme o Portal da Transparência, o contrato já sofreu acréscimo de R$ 7.559.056,51, com valor global saltando de R$ 16.598.808,77 no início das obras, para R$ 24.157.865,28, aumento de 45% no período. Do total, a prefeitura ja pagou R$ 12,4 milhões à empresa. 

Cabe destacar que em visita técnica às obras no fim do ano passado, o chefe da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) Marcelo Miglioli disse que a entrega deveria ser novamente adiada, o que se confirmou nesta quinta-feira. 

Na ocasião, o secretário afirmou que a obra estava dentro de um "ritmo normal" com cerca de 75% da parte física concluída, mas que não seria possível entregar dentro do prazo previsto. Desta vez, o principal problema, segundo Miglioli, seria a parte da instalação do sistema de ar-condicionado, não terminada dentro do previsto. 

Longa espera 

Localizado no bairro Amambaí na Cidade Morena, o Terminal Heitor Laburu foi desativado ainda em 2009, com a requalificação da famosa "rodoviária antiga". 

A partir de 2021, a prefeitura fez a requalificação das vias do entorno, de modo que as ruas Joaquim Nabuco, Vasconcelos Fernandes, Barão do Rio Branco e Dom Aquino foram interligadas às principais vias da cidade, compreendendo um espaço de aproximadamente 80 quadras. 

O projeto de reforma do prédio só foi efetivamente licitado em 2022, com a reforma acelerada por causa dos constantes problemas na região em função do aumento do número de pessoas em situação de rua.

Em 1º de agosto de 2023 a Sisep sinalizou a retomada das obras e de lá para cá, até mesmo o Governo do Estado entrou na história, em outubro do ano passado, com a liberação de R$ 3,5 milhões para destravar as reformas.

O projeto prevê a revitalização de 11,9 mil metros quadrados de área pública, dividida entre o prédio da antiga rodoviária, área onde ficava o terminal de ônibus do transporte coletivo, e o quadrilátero de calçadas que compreende as ruas Joaquim Nabuco, Dom Aquino, Vasconcelos Fernandes e Barão do Rio Branco.

Por ser particular, o edifício vizinho onde funcionavam as lojas ficou de fora desta obra de revitalização, sendo um total de 264 salas pertencentes a 164 proprietários, com apenas 15 em funcionamento e outras 30 em reforma. 

Futura sede da Fundação Social do Trabalho de Campo Grande (Funsat) e de posto da Guarda Civil Metropolitana (GCM), a revitalização compreende as plataformas de embarque e desembarque (térreo) e onde eram vendidos os tíquetes para viagens (piso superior). 

*Colaborou Leo Ribeiro

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Cidades

Homem que furtou objetos de veículo com bloqueador de sinal é preso em Campo Grande

Furtos eram feitos em grupo e um carro alugado era utilizado pelos criminosos

22/01/2026 17h30

Divulgação/PCMS

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Um homem de 34 anos foi preso na manhã desta quinta-feira (22) suspeito de ter participado no furto qualificado de aparelhos eletrônicos utilizando bloqueador de sinal em carros no estacionamento de um supermercado na tarde de segunda-feira (19).

O caso

A social media Catarine Sturza foi ao supermercado Comper da Av. Mato Grosso, esquina com a Av. Ceará, por volta das 18h10 de segunda-feira (19). Ela estacionou o carro nas dependências do estabelecimento e se ausentou por poucos minutos para comprar pão.

Ao finalizar sua compra, retornou ao carro e seguiu para casa. Somente quando chegou em sua residência, notou a falta de um macbook e um ipad, que estavam no veículo até a ida ao mercado. Juntos, os aparelhos somam um valor estimado de quase R$ 20 mil.

Conforme o relato da vítima em um vídeo publicado em seu Instagram, ela havia trancado o carro com a chave eletrônica. No entanto, o criminoso, que esperava em ponto de ônibus próximo ao estacionamento, utilizou um bloqueador de sinal, conhecido como "Chapolin", para impedir o trancamento do veículo e com isso, furtar os pertences presentes no interior do automóvel.

Investigação

Com a denúncia, o Setor de Investigações da Primeira Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, com apoio do Grupo de Operações e Investigações (GOI), iniciou diligências e identificou o carro utilizado pelo suspeito na ação criminosa a partir da análise de informações e imagens das câmeras de segurança.

Durante as buscas, as equipes localizaram o veículo e encontraram o suspeito em um estabelecimento na região da Avenida Três Barras, onde também foram apreendidos dois dos dispositivos eletrônicos conhecidos como “Chapolin”, utilizados para bloquear travas e alarmes de veículos, método comumente empregado em furtos praticados em estacionamentos.

Conforme apurado, o suspeito utilizava um veículo locado, que foi apreendido pela equipe policial durante as diligências e devolvido à empresa locadora, após os procedimentos cabíveis.

De acordo com a apuração preliminar, o furto teria sido praticado em grupo, com divisão de tarefas entre os participantes. O preso foi encaminhado à unidade policial e autuado em flagrante por furto qualificado crime cuja pena prevista é de reclusão de 2 a 8 anos, além de multa.

A Polícia Civil informa, ainda, que há indícios de que o autor tenha participado de outros furtos praticados com o mesmo modus operandi, razão pela qual as investigações prosseguem para identificação de possíveis vítimas e esclarecimento completo dos fatos.

Caso semelhante

Em 26 de novembro do ano passado, o advogado Laércio Arruda Guilhem foi vítima do mesmo golpe ao ter cartões furtados de sua Montana enquanto almoçava em um restaurante na Vila Gomes.

Sem perceber qualquer sinal de arrombamento no veículo, só notou o furto no fim do expediente, ao revisar mensagens enviadas pelos banco no início da tarde. 

Da carteira guardada no console desapareceram cartões, além de documentos e um óculos pertencentes à passageira que almoçou junto do advogado. Curiosamente, segundo a ocorrência, itens como roupas, talão de cheques, carteira de motorista e identidade permaneceram intactos. 

Após bloquear os cartões, Laércio foi informado de uma tentativa de compra em uma conveniência no Jardim Centro Oeste. As câmeras do local mostraram uma mulher loira tentando usar os cartões de crédito da vítima. Lá o advogado foi informado pelo atendente que a mulher "concluiu a compra em dinheiro" após os cartões serem bloqueados. 

A partir da tentativa de transação, Laércio descobriu que a compra foi processada por uma máquina do Mercado Pago.

Sem acesso ao caminho oficial, o advogado realizou buscas por conta própria na internet e encontrou após consultar o CNPJ, um nome compatível com o registrado na cobrança, aqui identificado como Carla Souza, chegando até uma horta no bairro Pioneiros.

O responsável informou que a máquina utilizada naquela transação pertencia à esposa, que trabalhava em uma banca de hortaliças no bairro Universitário.

Sem mencionar o caso, Laércio foi até a banca de verduras em que a mulher trabalha três dias após o crime e ao adquirir produtos no local, confirmou que o equipamento foi o mesmo usado pelos golpistas. O caso segue em apuração.

Como agem os golpistas?

Os bandidos usam um pequeno aparelho, muitas vezes parecido com um controle remoto comum, que funciona como um bloqueador ou "embaralhador" de sinais, que bloqueia o travamento automático de veículos sem deixar sinais de arrombamento.

Quando o motorista aciona o controle remoto do carro para trancar o veículo, o dispositivo "Chapolin" emite um sinal eletromagnético na mesma frequência, interferindo na comunicação e impedindo que as portas se travem.

Em casos assim, o  motorista se afasta acreditando que o carro está trancado, mas o veículo permanece destrancado, permitindo que os criminosos entrem e furtem objetos de valor ou o próprio carro sem deixar sinais de arrombamento. 

Para se proteger contra esse tipo de golpe, é essencial sempre verificar fisicamente se o carro foi trancado após apertar o botão do controle, como o de portões de garagem,  que tem uma pequena antena.

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