Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira, o Comandante-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Renato dos Anjos Garnes, esclareceu as operações que ocorreram em Corumbá durante este fim de semana.
As prisões e confrontos ocorrem após a morte do policial militar Marcelo Pimenta, na última terça-feira (30), em Corumbá.
O comandante esclareceu a emboscada na rodovia durante o transporte de Rubens Zillo Neto, um dos envolvidos na morte do PM. O suspeito teve a prisão mantida por decisão judicial e estava sendo transferido para o presídio em Campo Grande.
"Dificilmente um pneu de viatura fura, mas furou justamente naquele momento, ou seja, a emboscada estava preparada. Eles estavam monitorando, sim, a Polícia Militar e as ações. Nenhum atirador fica no mato aguardando. E sim, houve, sim, o preparo para que isso ocorresse. Então como furou o pneu de viatura, não tinha como prosseguir. Então houve naquele momento a parada, os policiais estavam posicionados já preocupados com qualquer retaliação à ação e o fato ocorreu, foi revidado de momento, mas nós conseguimos evitar e o fato é que não houve a prisão de ninguém naquele instante".
A prisão de Rubens foi realizada com o apoio da Polícia Boliviana. Renato dos Anjos conta que eles fizeram a abordagem de dois suspeitos e de imediato acionaram o batalhão, onde um oficial compareceu e eles apresentaram e confirmaram que se tratava dos indivíduos envolvidos na morte de Marcelo.
Bolivianos mortos
Sobre os dois bolivianos, um deles conhecido como "Coiote", o comandante-geral da PM relata que eles estavam envolvidos no apoio aos criminosos do caso Marcelo e também no tráfico de drogas da região de fronteira. Os criminosos morreram em confronto com o Batalhão de Choque, durante a tarde deste domingo (5).
"Eles deram apoio à equipe daqueles três primeiros que foram efetuar o atentado contra o outro cidadão, o outro meliante. Então eles deram apoio e estavam envolvidos diretamente no fato" disse o comandante Renato.
Um outro indivíduo, de Caxias do Sul (RS), foi morto em Corumbá, durante um confronto com o Batalhão de Choque, na madrugada desta segunda-feira (6). De acordo com a Polícia Militar, o suspeito estava envolvido em golpes de seguro de veículos para a Bolívia e tráfico de drogas para Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Afronta às forças de segurança
A Polícia Militar reconhece uma mudança nas táticas criminosas, com um enfrentamento mais direto às forças de segurança. Para a PM, os confrontos são encarados como uma "normalidade" para um estado de fronteira como Mato Grosso do Sul, que lida diariamente com o crime transfronteiriço.
O comandante Renato dos Anjos garante que a polícia está dando uma "resposta à altura" e que a população não deve se sentir insegura.
"Muitos questionam o enfrentamento e morte em decorrência de ação policial, mas desde o início do nosso comando nós estamos falando que a ação dos criminosos mudaram. É um enfrentamento à polícia militar, enfrentamento às forças de segurança e nós estamos dando uma resposta à altura. Então isso significa que a população não tem que ter insegurança, porque nós agimos de fato".
Esse ano foram 69 confrontos que resultaram na morte de indivíduos em decorrência da ação policial.

