Cidades

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Polícia prende assaltantes de casa de vereador

Polícia prende assaltantes de casa de vereador

Redação

11/08/2010 - 22h30
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      Investigação do Departamento de Inteligência Policial (DIP), Delegacia de Terenos e Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) permitiram a identificação de integrantes da quadrilha que praticou o roubo no dia 27 de julho na casa de um vereador da cidade de Terenos (MS) cujo nome não foi divulgado pela polícia. Naquela ocasião, quatro marginais entraram na residência no início da manhã, renderam os moradores, e exigiam dinheiro, pois alegavam ter recebido a informação de que o vereador havia efetuado a venda de uma propriedade rural. Um quinto bandido teria sido encarregado de fazer o transporte dos demais integrantes do grupo. Como não havia o dinheiro na casa, que seria de cerca de R$ 100.000,00, a quadrilha roubou objetos de valor, como jóias, aparelhos eletro eletrônicos, aparelhos de telefone celular, além de uma arma de fogo, tida como relíquia pela família. Com o auxílio do Departamento de Inteligência Policial, no dia 31 foi preso o primeiro integrante da quadrilha identificado como sendo Eder Valejo Couto, foragido da Colônia Penal Agrícola, cuja prisão foi feita em trabalho conjunto entre policiais da Delegacia de Terenos e da Derf. Trazido para Terenos, Eder Valejo foi identificado como sendo de fato um dos integrantes do grupo e, interrogado, admitiu a participação no assalto. Através de seu interrogatório, foram identificados outros dois integrantes, um dos quais, Edson José de Carvalho, o Gago, que foi preso ontem por policiais civis de Terenos, em cumprimento a Mandado de Prisão Preventiva, com o auxilio do Departamento de Inteligência Policial. Com a prisão de Edson, foi identificado Marcos Vinicius da Silva Paredes da Silva, o "Magrão", como sendo o sexto integrante do grupo, este que teria repassado as informações aos demais sobre a existência do dinheiro na casa da vítima. De acordo com Gago, seria o próprio Magrão quem teria fornecido uma das armas para a prática do roubo. A par destas informações, foi decretada a prisão preventiva de Marcos Vinicius da Silva Maciel, medida cumprida em conjunto com uma equipe da Derf No momento da prisão de Marcos Vinícius, foram encontradas na carroceria da sua caminhonete, uma S-10 de cor preta, 184 tabletes de maconha, acondicionados em sacos plásticos pretos. Marcos Vinicius alegou que recebera a droga de uma pessoa, conhecida apenas por Aldo, residente em Campo Grande, e que seria levada para São Paulo pelo caminhoneiro Mauro Firmino Alves, também residente em Terenos, e que estaria aguardando em casa, para que transferisse a maconha de sua caminhonete para uma Saveiro de sua propriedade e seria levada para São Paulo, no interior de um caminhão frigorífico. Os policiais então se dirigiram até a casa de Mauro, onde o abordaram no momento em que se preparava para sair, efetuando sua prisão e apreensão de sua Saveiro. Ao final, os policiais se dirigiram até a casa de Marcos Vinícius Paredes da Silva, o Magrão, onde encontraram mais dois tabletes de maconha, semelhantes aos que foram encontrados sobre a caminhonete. Toda a droga foi encaminhada para a Denar em Campo Grande, onde foi pesada, totalizando 193 quilos e 300 gramas. Além se ser investigado no crime de roubo, Marcos Vinicius Paredes também responderá pelo crime de tráfico de drogas e associação para o narcotráfico, juntamente com Mauro Firmino Alves. (Fonte: Polícia Civil)

Polícia

Bebê desaparece após adolescente e irmã serem mantidas em cárcere, em Campo Grande

Jovem afirma que ela e a irmã, de 13 anos, foram amarradas e mantidas em cárcere; Polícia Civil investiga o desaparecimento da criança

07/08/2026 14h00

Fachada da DEPCA - (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente)

Fachada da DEPCA - (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente) FOTO: Divulgação PCMS

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Uma bebê desapareceu após a mãe, uma adolescente de 17 anos, e a tia, de 13 anos, afirmarem que foram mantidas em cárcere por várias horas em uma residência, em Campo Grande. O caso ocorreu na quinta-feira (6) e é investigado pela Polícia Civil. A mãe da criança presta depoimento na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) na tarde desta sexta-feira (7).

Em entrevista ao Correio do Estado, a madrinha da bebê contou que a adolescente conheceu uma mulher em um grupo de doações no WhatsApp. Segundo ela, a suspeita inicialmente doou roupas para a criança e, dias depois, ofereceu um ensaio fotográfico. Como o encontro não aconteceu, a mulher teria feito uma proposta de trabalho para a jovem.

De acordo com o relato da familiar, a adolescente aceitou cuidar de um bebê de seis meses pelo valor de R$ 100 e recebeu autorização para levar a própria filha. Ela foi até o endereço acompanhada da bebê e da irmã, de 13 anos, que a auxiliaria durante o trabalho.

Ainda conforme a madrinha, ao chegarem ao imóvel, as duas adolescentes foram surpreendidas por pessoas que as renderam. "Eles abordaram elas, amarraram elas e trancaram uma no banheiro e a outra em um quarto com a neném. Elas ficaram lá até por volta de uma da manhã, quando foram soltas em um terreno baldio, nas proximidades da Avenida Guaicurus", relatou.

Após serem libertadas, as adolescentes caminharam de volta para casa. Desde então, a bebê não foi mais encontrada. A família informou que tentou localizar o imóvel onde elas haviam sido levadas, mas não conseguiu encontrá-lo. O celular da mãe também não foi devolvido.

A Polícia Militar informou que realizou o primeiro atendimento da ocorrência, mas que o caso está sob responsabilidade da Polícia Civil. A corporação informou ainda que, até o momento, a ocorrência não é tratada oficialmente como sequestro, e que as circunstâncias ainda estão sendo apuradas.

"A equipe da PM fez o primeiro atendimento e, como elas não recordavam direito das informações, todas foram levadas para a delegacia. As diligências seguem com a equipe da Polícia Civil", informou.

A mãe da bebê permanece durante a tarde desta sexta-feira na DPCA, onde presta depoimento. Até a publicação desta reportagem, a criança não havia sido localizada e a Polícia Civil ainda não divulgou informações sobre o andamento das investigações.

Recurso

Pardal: TSE regulamenta aplicativo que permite denúncias de propaganda eleitoral irregular

Ferramenta estará disponível a partir de 16 de agosto, início oficial da propaganda eleitoral

07/08/2026 13h45

Aplicativo Pardal

Aplicativo Pardal Gerson Oliveira

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) regulamentou o uso do aplicativo Pardal Móvel para o recebimento de denúncias de propaganda eleitoral irregular nas Eleições Gerais de 2026.

A ferramenta estará disponível a partir de 16 de agosto, início oficial da propaganda eleitoral, o que permite que eleitoras e eleitores encaminhem denúncias diretamente aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), responsáveis pela fiscalização desse tipo de infração.

A regulamentação foi estabelecida pela Portaria TSE nº 451/2026, assinada pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, e publicada dia 27 de julho no Diário da Justiça Eletrônico (DJE).

O objetivo é ampliar a participação da população na fiscalização das campanhas eleitorais e agilizar o encaminhamento de informações sobre possíveis irregularidades.

O sistema será composto por três módulos. O Pardal Móvel será um aplicativo gratuito para smartphones e tablets, disponível nas plataformas Google Play e App Store.

Pardal ADM

Já o Pardal ADM será utilizado exclusivamente pela Justiça Eleitoral para gerenciar as denúncias recebidas, enquanto o Pardal Web permitirá o acompanhamento de estatísticas dos registros.

Para utilizar o aplicativo, será necessário fazer a autenticação por meio do e-Título ou da plataforma Gov.br. Apesar da identificação obrigatória, a identidade da pessoa denunciante permanecerá protegida por sigilo, independentemente da forma de acesso escolhida.

Ao registrar uma denúncia, o usuário deverá descrever a suposta irregularidade. Um agente automatizado fará uma classificação preliminar entre propaganda eleitoral irregular na internet e outras formas de propaganda irregular.

Antes do preenchimento das informações complementares, o sistema exibirá orientações sobre o que é permitido ou proibido pela legislação eleitoral, medida que busca reduzir o número de denúncias equivocadas.

A classificação sugerida poderá ser alterada pelo próprio denunciante. Também será possível anexar fotos, vídeos, áudios e links relacionados ao caso. Após o envio, o sistema emitirá um número de protocolo para acompanhamento da denúncia, que poderá ser consultada pelo aplicativo ou por um link enviado ao e-mail informado. A portaria prevê ainda que denúncias fora do escopo do Pardal sejam direcionadas aos canais competentes.

Casos relacionados à desinformação eleitoral serão encaminhados ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), enquanto denúncias sobre crimes eleitorais e outros ilícitos deverão ser enviadas aos canais eletrônicos do Ministério Público Eleitoral (MPE) de cada estado.

No ambiente interno da Justiça Eleitoral, o Pardal ADM permitirá que TREs e juízos eleitorais façam a gestão das denúncias por diferentes perfis de acesso, como administrador, triagem, cartório e consulta.

O sistema também possibilitará o encaminhamento automático das ocorrências às zonas eleitorais competentes, conforme critérios como município, categoria da denúncia ou equipe responsável pela análise.

Outra novidade é a possibilidade de envio de notificações eletrônicas a candidatas, candidatos, partidos, federações e coligações mencionados nas denúncias para apresentação de esclarecimentos ou comprovação da regularização da situação.

Além disso, as ocorrências poderão ser autuadas diretamente no Processo Judicial Eletrônico (PJe), na classe processual Notícia de Irregularidade de Propaganda Eleitoral (Nipe), o que deve dar mais rapidez ao tratamento dos casos pela Justiça Eleitoral.

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