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Polícia prende suspeito de empurrar mulher no metrô de SP

Polícia prende suspeito de empurrar mulher no metrô de SP

G1

28/02/2014 - 13h45
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A polícia prendeu nesta sexta-feira (28) o suspeito de jogar uma passageira nos trilhos da Estação Sé do Metrô, no Centro de São Paulo, nesta terça-feira (25). O homem tinha um mandado de prisão contra ele e foi detido em Extrema, em Minas Gerais. A auxiliar administrativa Maria da Conceição Oliveira, de 27 anos, perdeu o braço direito e segue internada em estado estável na Santa Casa.

Alessandro Souza Xavier, de 33 anos, deve ser indiciado por tentativa de homicídio. O homem confessou o crime, alegando que não conhecia a vítima e que teve um acesso de raiva no momento, informou a assessoria da Secretaria da Segurança Pública.

Ele era procurado pela polícia desde terça-feira (25). A Justiça decretou sua prisão temporária depois de ele ter sido flagrado por câmeras de segurança empurrando uma passageira nos trilhos da Estação da Sé. Ele ainda aparece correndo nas imagens, saindo do local.

Policiais receberam uma denúncia anônima que indicou o endereço na Vila Alpina, na Zona Leste de São Paulo, onde mora o agressor. Ao chegar ao imóvel, o irmão disse que o suspeito saiu de casa nesta quarta-feira (26) com R$ 50 dizendo “que havia feito uma bobagem”. Ao olhar as imagens das câmeras de segurança, o irmão confirmou a identidade do suspeito. Foram localizados nove boletins de ocorrência em que o homem aparece como agressor em outras situações. Segundo as investigações, ele sofre de esquizofrenia.

Dor e revolta
A irmã da vítima, a autônoma Ana Lívia de Souza, de 28 anos, falou nesta quinta sobre o caso. "Só Deus sabe o tamanho da minha dor e da minha revolta", afirmou. A família da auxiliar administrativa visitou o hospital na manhã desta quinta-feira (27). Segundo Ana Lívia, a irmã passa bem e está confiante. "Ela disse que foi uma maldade muito grande. Disse que nasceu de novo", conta. Maria não viu a pessoa que a agrediu, mas se lembra de estar ao lado de um homem na plataforma.

Segundo a família, Maria completou 27 anos na terça-feira. Ela e a irmã já haviam comprado um vestido para comemorar a data. "A gente ia comemorar o aniversário mais tarde", afirma Ana Lívia.

Marido de Maria da Conceição, o músico Cleber Luís Ciqueira, de 44 anos, disse que os dois moravam juntos há 5 meses, mas namoravam há 5 anos.

A mãe de Maria da Conceição, Maria das Neves Oliveira, espera uma recuperação rápida da filha. "Ela só fala do braço e que está careca. Sei que vai ser difícil quando ela olhar no espelho e ver como ficou", disse. Para ela, Maria da Conceição ganhou uma nova vida. "Era o dia do aniversário dela e ela ganhou outra vida. É isto o que está me consolando", diz.

As imagens obtidas pela Polícia Civil mostram que um homem colocou o pé na frente e empurrou Maria da Conceição Oliveira, de 27 anos. “Ele saiu rindo”, disse o delegado da Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista, Osvaldo Nico Gonçalves, que investiga o caso.

Maria foi jogada poucos instantes antes da passagem de um trem, que seguia sentido Itaquera. Ela perdeu um braço após ser atingida pela composição. O incidente interrompeu a circulação na Linha 3-Vermelha por 15 minutos. Os trens que seguiam no sentido Corinthians-Itaquera voltaram a circular logo depois da mulher ter sido retirada da via. As plataformas ficaram lotadas.

Redes Sociais

Instagram exclui perfil com 312 mil seguidores e deixa morador de MS sem renda

Com o perfil Cachorra Irônica, morador de Campo Grande tinha 18 milhões de acessos mensais e vários contratos de publicidade

10/04/2026 20h07

Instagram desabilitou perfil e deixou seu criador sem renda

Instagram desabilitou perfil e deixou seu criador sem renda Divulgação

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O morador de Campo Grande, Thyerri Lopes de Melo, foi à Justiça para que a Meta, empresa que administra as plataformas Instagram, WhatsApp e Facebook, lhe devolva o perfil @cahorraironica no Instagram.

O rapaz, que alega estar desempregado, afirma que a big tech norte-americana, ao desabilitar seu perfil na rede social de maneira abrupta, lhe tirou o único faturamento que tinha no momento.

O “Cachorra Irônica” tinha, no último dia 4 de abril, quando foi desabilitado pela Meta, 312 mil seguidores e mais de 18 milhões de acessos mensais, uma marca considerada alta para os padrões da rede.

Thyerri alega que a alta audiência de sua conta na rede social lhe proporcionava contratos de publicidade, além de faturamento por ele ter se inscrito como “afilhado” na plataforma chinesa de marketplace Shopee.

Segundo ele, as publicações que fazia nas redes sociais não violavam os termos de uso do Instagram. “As publicações veiculadas pelo autor eram lícitas e convergentes com os termos de uso da plataforma”, alega o autor.

Na ação, o autor pede a reativação imediata da conta e indenização por danos materiais e morais. O valor pedido é considerado módico: R$ 5 mil.

Thyerri afirma que não houve qualquer violação das regras da plataforma que justificasse a exclusão e que a medida foi arbitrária. O bloqueio, segundo a petição, comprometeu contratos publicitários e parcerias comerciais, além de afetar diretamente sua imagem pública.

O perfil, que havia se consolidado como um dos mais engajados em seu nicho, atraía milhões de interações mensais e funcionava como vitrine para marcas e projetos culturais. Além da perda financeira, o autor afirma que a exclusão do perfil lhe proporcionou também um impacto emocional e profissional, ao interromper anos de trabalho na construção de audiência.

Especialistas em direito digital apontam que casos semelhantes têm se multiplicado. Perfis de grande alcance se tornaram ativos valiosos na chamada economia da influência, e sua exclusão pode gerar prejuízos milionários. A discussão reacende o debate sobre a transparência das plataformas e os limites do poder das redes sociais sobre perfis de relevância econômica e social.

Outro ponto levantado na ação é a ausência de mecanismos claros de recurso dentro do Instagram. Após o bloqueio, o autor afirma que não encontrou canais eficazes para contestar a decisão ou apresentar defesa. Essa falta de diálogo reforça a sensação de insegurança jurídica para criadores que dependem da plataforma como principal meio de trabalho.

de quem é a culpa?

Procon abre investigação após congestionamento impedir acesso de fãs a show do Guns N' Roses

Após a notificação, a empresa tem 20 dias para se posicionar e apresentar sua defesa

10/04/2026 18h30

Caos no acesso deixa público fora de show do Guns N' Roses e vira investigação pelo Procon

Caos no acesso deixa público fora de show do Guns N' Roses e vira investigação pelo Procon Divulgação/Ewerton Pereira

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O Procon-MS abriu investigação contra as empresas responsáveis pela organização do show do Guns N’ Roses da última quinta-feira (9) em Campo Grande. 

A falta de logística com relação ao acesso ao Autódromo Internacional Orlando Moura causou um congestionamento de 13 quilômetros na BR-262 e deixou milhares de fãs presos no trânsito. 

O único jeito de chegar até o Autódromo é através da rodovia, que não é duplicada. Mesmo com ações da Polícia Rodoviária Federal e da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), o grande fluxo de veículos sobrecarregou a estrutura preparada para receber as 40 mil pessoas esperadas. 

Assim, mesmo com o show começando 1h30 atrasado para esperar o máximo de pessoas chegarem ao local, muita gente ficou de fora e não conseguiu chegar a tempo, nem mesmo no final do concerto. 

Diante dos fatos, o Procon-MS afirmou em nota que vai investigar a responsabilidade da empresa promotora do evento, já que um grande número de pessoas procurou o órgão para abrir reclamação por não ter conseguido assistir ao evento, mesmo com ingressos válidos. 

“O Procon Mato Grosso do Sul, instituição vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), informa que iniciou procedimento de investigação preliminar para averiguar eventuais responsabilidades da empresa promotora do evento, devido à impossibilidade de acesso de consumidores com ingressos válidos ao show”, afirma a nota. 

Após a notificação, a empresa responsável terá um prazo de 20 dias para apresentar o seu posicionamento pela situação. 

Como já noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, a responsabilidade pela bagunça no trânsito antes e depois do show virou um verdadeiro “empurra-empurra”. 

Para a PRF, a responsabilidade deveria recair sobre a organização do show, já que muitos “combinados” não foram cumpridos, como a abertura dos portões em atraso, falta de planejamento nos pontos de retenção, falta de sinalização da via e a implementação de controle de acesso por QR Code, o que gerou demora e maior volume de fila. 

Por outro lado, a assessoria de imprensa da organização afirmou que a responsabilidade pelo controle e organização do tráfego recai sobre os órgãos públicos, já que "a organização privada não possui competência legal para intervenção em rodovias federais ou no sistema viário urbano". 

"A gestão, o ordenamento e a operação do trânsito são atribuições dos órgãos públicos, conforme estabelece o Código de Trânsito Brasileiro. A realização do evento ocorreu com autorização formal e com pleno conhecimento das condições de acesso por parte das autoridades responsáveis", escreveu a nota. 

O documento ainda ressaltou que todas as etapas que estavam sob responsabilidade da organização do show foram realizadas seguindo o planejamento aprovado.

O Procon-MS não informou à reportagem o número exato de reclamações abertas pela situação, mas afirmou que o balanço completo será feito a partir da próxima segunda-feira. 

Congestionamento

Com aproximadamente 13 quilômetros de congestionamento na Avenida João Arinos, única via de acesso ao Autódromo Internacional, cerca de 30% do público não conseguiu chegar ao show inédito nesta quinta-feira (9). 

Vários relatos nas redes sociais mostraram fãs presos no trânsito por até seis horas, tentando chegar no evento. Muitos deixaram os carros no meio do caminho e seguiram a pé, outros pegaram carona de motociclistas que tentavam furar a fila, e ainda houveram relatos de motoristas que conseguiram vias alternativas. 

O grande número de veículos na rodovia fez com que muitos fãs não conseguissem assistir ao show, gerando revolta e decepção. 

A reportagem tentou contato direto com a Santo Show, responsável pelo evento, para entender qual será o posicionamento adotado, inclusive se o dinheiro das pessoas que compraram ingressos e não conseguiram chegar no evento será ressarcido. 

A empresa não respondeu aos questionamentos. Na rede social oficial, nenhuma postura ou pronunciamento foi dado e os comentários nas postagens recentes do perfil oficial sobre o show em Campo Grande foram desativados. 

Na sua página pessoal, o dono da Santo Show, Valter Júnior, disse que as dificuldades foram causados por "fatores externos".

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