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Polícia prende trio que "fez a limpa" em duas agências bancárias de Campo Grande

Chilenos foram identificados pelo Garras, e capturados em São Paulo; eles também já haviam furtado bancos em pelo menos outros cinco estados

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A Polícia Civil prendeu em São Paulo três chilenos identificados pelo Grupo de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) como autores das duas invasões a agências bancárias ocorridas durante o fim de semana em Campo Grande. Há ainda a informação de que o trio teria tentado invadir uma terceira agência, mas "desistiu" no meio do caminho.

As agências em questão pertencem ao Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), e o furto das unidades só foi comunicado à polícia na manhã da segunda-feira (24), quando funcionários chegaram para trabalhar e encontraram os prédios com sinais de arrombamento.

Logo após a denúncia, a perícia foi acionada e equipes do Garras deram início às investigações. Foi apurado que os homens eram experientes no assalto a bancos, tendo em vista o modus operandi utilizado. Eles furtaram mais de R$ 100 mil em espécie, duas armas de fogo, 19 notebooks e 15 aparelhos telefônicos.

Os indivíduos foram identificados, bem como o veículo que utilizaram para o crime. Através do monitoramento de câmeras de segurança, eles foram localizados na capital paulista, mais especificamente no bairro Santa Efigênia.

Com base nas informações, foi solicitado apoio da Polícia Civil de São Paulo para a captura dos criminosos. Os três homens, identificados apenas pelas iniciais J.A.M.L., O.A.T.D. e C.I.V.R., de 37, 36 e 33 anos, respectivamente, foram presos em flagrante pelos crimes de furto qualificado mediante arrombamento e associação criminosa.

Também foram localizados instrumentos utilizados para arrombar as agências, alguns notebooks e as armas de fogo dos vigilantes que haviam sido furtadas em Campo Grande.

Além disso, foi constatado que o trio já havia realizado invasões semelhantes em bancos de diversos estados do Brasil, como Minas Gerais, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Espírito Santo.

O GARRAS solicitou ao Poder Judiciário que o trio seja transferido para Campo Grande, e aguarda deferimento.

Divulgação: Garras

Colaborou: Leo Ribeiro.

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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