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Acusado de pedofilia preso na Capital estava "na mira", investigado pela PF há seis meses

Complemento da Operação "Rede Limpa" prendeu mais um criminoso com vários arquivos contendo cenas de abuso sexual infantil armazenados em dispositivos digitais

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Investigado pela Polícia Federal desde junho de 2022, um homem foi preso em Campo Grande na manhã desta quinta-feira (1º), pelo crime de armazenamento de material digital contendo imagens de abuso sexual de crianças e adolescentes.

Conforme a Polícia Federal, essa investigação, pela Operação Rede Limpa 2, iniciou há seis meses, sendo complemento da ação de mesmo nome, que já prendeu outro indivíduo no fim do mês de maio

Na ocasião, registrada pela PF no último dia 26, o suspeito foi preso também em flagrante, identificado na posse de arquivos com cenas de abuso sexual infantil armazenados em dispositivos móveis.

Já na prisão deste 1º de junho, pela Rede Limpa 2 - que também foi em flagrante -, foi encontrada no interior da casa do criminoso uma grande quantidade de arquivos com cenas de abuso sexual infantil armazenados em dispositivos digitais.

Histórico regional

Ainda no ano passado o Correio do Estado apontou para os números alarmantes, registrados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que revelam que duas crianças são estupradas em Mato Grosso do Sul no período de 24 horas. 

Só em 2011, 257 estupros foram registrados na Capital, correspondendo por 30,7% dos 835 casos relacionados em todo Mato Grosso do Sul.

Segundo balanço do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em âmbito nacional, a cada dez minutos uma menina ou uma mulher foi estuprada no Brasil em 2021, considerando apenas os casos que chegaram às autoridades policiais. **(Colaborou Valesca Consolaro) 

 

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Crime

Jovem de 21 anos morre após ser esfaqueado durante briga no Centro de Campo Grande

Vítima foi encontrado ferido após uma briga nas proximidades de um bar; suspeito fugiu antes da chegada da polícia

09/08/2026 15h15

Homem morre esfaqueado na 14 de julho

Homem morre esfaqueado na 14 de julho Reprodução

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Um jovem de 21 anos, identificado como Kayke Juliano dos Santos Theotônio, morreu após ser esfaqueado durante uma briga na noite do último sábado (8), no cruzamento da Rua Maracaju com a Rua 14 de Julho, na região central de Campo Grande.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 23h17, após frequentadores de bares informarem sobre uma briga e relatarem que havia uma pessoa ferida por faca.

Ao chegarem ao local indicado, os policiais encontraram o jovem caído no chão, com uma perfuração na região do lado esquerdo do tórax. O Corpo de Bombeiros Foi acionado  para o atendimento com duas unidades enviadas ao local. Foram ealizadas manobras de reanimação, mas Kayke não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, o autor da facada fugiu antes da chegada da polícia e não havia sido localizado até o registro da ocorrência.

Equipes da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), unidade tática especializada das Guarda Civil Municipal, que passavam pela região, também auxiliaram no controle da aglomeração formada no local.

Testemunhas relataram aos policiais que o suspeito seria morador de uma área conhecida informalmente como “Glebinha”, mas não souberam informar o endereço exato nem fornecer características suficientes para a identificação do autor.

A Perícia Técnica esteve no local, acompanhada do delegado de plantão, para realizar os levantamentos necessários. Segundo o registro policial, havia câmeras de segurança na região, mas as imagens não puderam ser recolhidas durante as diligências, devido ao horário noturno e ao fato de os estabelecimentos comerciais estarem fechados.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol como homicídio simples.

DESDOBRAMENTOS

Morte de adolescente em MS tem elo com grupo neonazista

Adolescente mantinha "arsenal" de armas brancas e itens, como bandeira e vestimentas, ligados a supremacia branca e idelogia neonazista

04/08/2026 12h55

Prints que circulam nas redes sociais mostram mensagens ofensivas, humilhações e pressão psicológica que seriam direcionadas à adolescente. 

Prints que circulam nas redes sociais mostram mensagens ofensivas, humilhações e pressão psicológica que seriam direcionadas à adolescente.  Reprodução/PCMS

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Desdobramentos divulgados hoje (04) sobre a investigação do caso da adolescente encontrada sem vida, na manhã 22 de julho em Naviraí, no interior do Mato Grosso do Sul, apontam que essa morte e possível incitação de autoextermínio têm elo com grupos extremistas, já que diversos símbolos neonazistas e ligados à ideologia de supremacia branca foram localizados pelas forças de segurança.

Nesta terça-feira (04) a Operação Livia foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, através da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), em conjunto com o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp/MJSP). 

Por meio da coordenação nacional da Depca, foram cumpridos hoje, de forma simultânea, seis medidas de busca e apreensão contra adolescentes e um mandado de prisão contra um adulto. Os alvos das medidas judiciais estava nas seguintes localidades: 

  • Mato Grosso do Sul,
  • Rio de Janeiro, 
  • Minas Gerais (dois alvos), 
  • Ceará e 
  • Pará (mandado de prisão)

Nesse sentido, para além da prisão preventiva do indivíduo que possui maioridade penal (18 anos), foram expedidos seis mandados de busca e apreensão e outros cinco de internação. 

Entenda

Distante aproximadamente 365 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, em Naviraí, município sul-mato-grossense que fica na microrregião de Iguatemi, uma adolescente de 13 anos foi encontrada sem vida pela mãe e pelo padrasto na varanda da casa onde morava, por volta das 6h do último dia 22. 

Logo após sua morte, supostas conversas mantidas em grupos virtuais dos quais a vítima participava levantaram um novo e tenebroso capítulo nessa história, de que esse possível autoextermínio teria sido influenciado e incitado por terceiros. 

Prints que circulam nas redes sociais, e ainda aguardam resultado da perícia, mostram mensagens ofensivas, humilhações e pressão psicológica que seriam direcionadas à adolescente. 

Em uma das conversas, um interlocutor ignora os pedidos de desculpas da adolescente e faz mensagens de incentivo à morte da vítima. Também há registros em que ela é pressionada a participar de uma chamada de voz em outro aplicativo.

Símbolos supremacistas e neonazistas

Além de toda sorte de equipamentos eletrônicos que ainda devem passar por perícia técnica especializada, como celulares, computadores, etc., os agentes localizaram também diversos itens que têm ligação com grupos extremistas na casa de um dos adolescentes.   

Imagens divulgadas pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul mostram que, entre as localidades alvo dos mandados, um dos adolescentes suspeitos pelo envolvimento no crime ostentava toda uma indumentária aparentemente neonazista. 

Entre as apreensões, está relacionada uma versão da conhecida Bandeira Confederada. Ela está ligada à história estadunidense e foi desenhada ainda durante a Guerra Civil Norte-Americana, no século XIX, como símbolo de representação dos estados separatistas do Sul que defendiam a escravidão.

Prints que circulam nas redes sociais mostram mensagens ofensivas, humilhações e pressão psicológica que seriam direcionadas à adolescente. Reprodução/PCMS

Nos dias atuais a bandeira não perdeu esse simbolismo, sendo inclusive comumente vista em caminhadas de supremacistas brancos e grupos da extrama-direita norte-americana, servindo como um duradouro emblema global de segregação, racismo e discurso de ódio racial, como mostram os historiadores. 

Prints que circulam nas redes sociais mostram mensagens ofensivas, humilhações e pressão psicológica que seriam direcionadas à adolescente. Reprodução/PCMS

Como se não bastasse, o indivíduo dono dessa bandeira mantinha em sua localidade uma espécie de "arsenal", com uma arma de fogo e diversos tipos de armamentos brancos.

É possível verificar que entre esses itens aparece uma faca mais comprida e uma série de lâminas táticas. Há, por exemplo, uma "Karambit", popular pela curvatura do fio em forma de garra, e alguns canivetes. 

Também destacam-se um modelo de faca Balisong, conhecida como mariposa ou "canivete borboleta", que trata-se de uma arma branca de origem filipina que consiste em uma lâmina central composta por dois cabos independentes giratórios, que inclusive escondem o gume quando unidos. 

Chamam atenção ainda dois modelos de facas menores que são conhecidas como "push-daggers", lâminas curtas, afiadas e pontiagudas, recomendada por especialistas de segurança para a defesa pessoal pela praticidade do tamanho e fácil empunhadura. 

A indumentária desse alvo era composta ainda por uma espécie de balaclava que possui lentes acopladas e um, no mínimo, "curioso" item branco e pontudo em formato cônico que muito se assemelha aos trajes usado pela Ku Klux Klan, ou ainda, a depender da ótica, ao gorro usado em procissões religiosas conhecido como "capirote". 

Prints que circulam nas redes sociais mostram mensagens ofensivas, humilhações e pressão psicológica que seriam direcionadas à adolescente. Reprodução/PCMS

Por fim, entre as apreensões está relacionada também uma camiseta de uma banda chamada "Burzum". Esse projeto de origem nurueguese têm associação aos ideiais de supremacia branca e idelogia neonazista graças a Varg Vikernes, que seria único o integrante oficial do grupo. 

Vikernes promove o nacionalismo radical abertamente, aliado a um paganismo odioso que leveu Varg a incendiar igrejas cristãs ainda na década de 1990, quando foi inclusive condenado pelo assassinato do guitarrista da banda Mayhem, Øystein Aarseth, conhecido como Euronymous.

Segundo a Polícia Civil de MS, as investigações ainda seguem em curso, e novas medidas poderão ser adotadas a partir da análise do material apreendido.


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