Polícia

FISCALIZAÇÃO

Após interdições por golpistas, BR-163 amanhece sem pontos de bloqueio

Rodovia foi fechada e pneus foram queimados na noite deste domingo (8), em apoio a invasão em Brasília

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Não existe nenhum ponto de bloqueio de viés golpista, em rodovias de Mato Grosso do Sul, na manhã desta segunda-feira (9), de acordo com a Polícia Rodoviária de Federal (PRF-MS).

Conforme apurado pela reportagem do Correio do Estado, neste momento, duas viaturas da PRF estão próximas a rotatória do Shopping Bosque dos Ipês, BR-163, sentido Cuiabá. O trânsito é tranquilo no local.

Inconformados com a posse do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), terroristas se empolgaram com a invasão antidemocrática em Brasília na tarde deste domingo (8) e retornaram às rodoviais, para formar novos pontos de interdição.

Segundo informações da PRF, às 19h30min de domingo (8), cerca de 30 manifestantes interditaram totalmente a BR-163/KM-491, em Campo Grande.

Às 21h30min, atearam fogo em pneus e o número de vândalos subiu para 100. A via continuou totalmente paralisada.

A PRF e equipes da CCR MSVia estiveram no local para negociar a liberação do trânsito e apagar o fogo. Após negociação, às 22h30min, o fluxo de veículos seguiu no sistema pare-siga.

A pista foi totalmente liberada às 1h55min, mas, congestionamentos permaneceram. A PRF reforçou o policiamento em todas as rodoviais do Estado para barrar possíveis pontos de bloqueio.

Outras interdições

O protesto começou um dia após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 31 de outubro de 2022. Lula foi eleito com 60.345.999 votos (50,9%) e Bolsonaro 58.206.354 votos (49,1%). 

Em Mato Grosso do Sul, Bolsonaro ganhou com 59,49% (880.606) dos votos válidos e Lula 40,51% (559.547). 

O segundo turno das eleições foi realizado em 30 de outubro, e, insatisfeitos com o resultado das urnas, manifestantes começaram a ocupar quartéis e estradas no dia posterior a vitória de Lula.

Eles pediam por intervenção militar, recontagem dos votos e diziam que a eleição poderia ter sido fraudada para dar vantagem ao petista.

Manifestações, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PSL) e contrários a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), começaram a bloquear rodovias e atear fogos em pneus, em forma de protesto.

ARAL MOREIRA (MS)

Bebê de cinco meses é morto com foice e mãe fica ferida na fronteira

Autor do crime alegou que teria agido por vingança, pois o pai do bebê queimou sua motocicleta

30/08/2026 15h15

Fachada da Delegacia de Polícia Civil de Aral Moreira

Fachada da Delegacia de Polícia Civil de Aral Moreira DIVULGAÇÃO/PCMS

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Bebê de cinco meses, do sexo masculino, foi morto com golpes de foice, na madrugada deste domingo (30), em Aral Moreira, município localizado a 386 quilômetros de Campo Grande, na fronteira Mato Grosso do Sul (Brasil)/Paraguai.

A mãe da criança, Regina Ramires, também foi agredida e está internada no hospital.

O assassino é Rafael Romero Escobar, que pertence a mesma vizinhança. De acordo com populares, ele confessou o crime e alegou que teria agido por vingança, pelo fato do esposo de Regina e pai do bebê ter queimado sua motocicleta no sábado (29).

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Civil foi acionada pela Polícia Nacional do Paraguai para auxiliar em uma ocorrência de homicídio e tentativa de homicídio. Então, os policiais civis seguiram até o local, o qual estava preservado pelas autoridades paraguaias.

De acordo com o boletim de ocorrência, o autor, Rafael Romero, invadiu a casa onde estava Regina Ramires (mãe) e seus dois filhos, de 5 meses e de 5 anos e os atacou.

O filho de 5 anos conseguiu fugir da residência e pediu socorro a populares. Em seguida, a Polícia Paraguaia e o Corpo de Bombeiros Militar foram acionados.

Regina foi socorrida pelos bombeiros e encaminhada ao hospital. Não se sabe o estado de saúde dela. A foice, com resquícios de sangue, foi apreendida no local dos fatos.

Polícia Científica e Polícia Militar estiveram no local para realizar a perícia e isolar a área. O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) de Ponta Porã.

O pai do bebê teve que reconhecer o corpo do filho no IMOL. O corpo da criança deve ser liberado nas próximas horas para velório e sepultamento.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Aral Moreira como “homicídio qualificado por motivo fútil” e “homicídio qualificado por motivo fútil na forma tentada”.

Operação Little Bag

PF bloqueia R$ 7 milhões em bens contra organização criminosa em MS

Dinheiro em espécie e veículos foram apreendidos

27/08/2026 09h00

Dinheiro em espécie apreendido pela Polícia Federal

Dinheiro em espécie apreendido pela Polícia Federal DIVULGAÇÃO/PF

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Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (27), quatro mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, durante a Operação Little Bag, em Dourados e de Itaporã, municípios localizados a cerca de 230 quilômetros de Campo Grande.

Além dos mandados, também houve bloqueio e sequestro de bens no valor de R$ 7 milhões. Dinheiro em espécie (R$ 160.000,00) e veículos (Fiat Strada, Volkswagen Voyage e Iveco Daily) foram apreendidos. Quatro pessoas tiveram a prisão decretada, sendo que três foram presas e uma está foragida.

As medidas foram expedidas pela Justiça da Comarca de Dourados.

Conforme apurado pela reportagem, a operação está relacionada a apreensões de maconha que ocorreram em 2025.

A investigação apontou uma organização criminosa atuante em Mato Grosso do Sul, com participação em outros estados brasileiros, que é responsável pelo envio de drogas a regiões do País.

O objetivo é combater a produção, tráfico, comercialização, venda e envio de entorpecentes de Mato Grosso do Sul para outros estados do Brasil.

Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 38.992,959 quilos de maconha foram apreendidos, no ano de 2025, em Dourados. De 1° de janeiro a 27 de agosto de 2026, foram 69.761 quilos.

Não há dados sobre o município de Itaporã na plataforma da Sejusp.

O tráfico de drogas é um problema crescente no Brasil.

Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006.

Mas, mesmo proibidos, ainda ocorrem em larga escala em Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido como um vasto corredor no Brasil, devido à sua extensa fronteira com outros países. Com isso, é uma das principais rotas utilizadas para a entrada de substâncias ilícitas no país. 

O tráfico resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios.

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