Polícia

MATO GROSSO DO SUL

Apreensão de armas de fogo aumentou 9,54% só nos primeiros meses do ano

O número representa um aumento de 52 armas a mais entre janeiro e maio de 2023 comparado ao mesmo período do ano anterior

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O número de apreensões de armas de fogo em Mato Grosso do Sul aumentou 9,54% entre janeiro e maio de 2023 em comparação com o mesmo período do ano passado. As informações são da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

De acordo com os dados levantados, foram apreendidas 597 armas em 2023, entre o primeiro dia do ano e 14 de maio. Em 2022,  a quantidade apreendida foi de 545 armas no mesmo período, o número representa um aumento de 52 armas.

Para o secretário de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, os números são resultados da ampliação do trabalho da polícia de fiscalização e atuação nas rodovias do Estado.

"Os números positivos são resultado do policiamento preventivo, principalmente na Capital, incrementado com a Obtenção de Capacidade Operacional Plena (OCOP), um programa que triplicou o número de viaturas de forma preventiva. Além do trabalho de policiamento já desenvolvido nas rodovias", afirmou o secretário 

O levantamento da Sejusp mostra ainda que no ano de 2020 foram apreendidas um total de 1.639 armas e no ano seguinte 1.702 armas. Já em 2022 as forças estaduais de segurança tiraram de circulação em Mato Grosso do Sul 1.560 armas de fogo, o que representou uma queda em comparação aos dois anos anteriores.

Fronteira e Divisa

De acordo com Antonio Carlos Vieira, a fronteira é um dos principais fatores para o aumento de armas apreendidas. "Mato Grosso do Sul, fazendo fronteira com Paraguai e Bolívia, na grande extensão de mais de 1.500 quilômetros de fronteira seca, tem uma expansão do número de vias que permite adentrar no nosso território todos os tipos de ilícitos transfronteiriços, como armas e drogas".

Segundo Vieira, para enfrentar esse tipo de modalidade criminosa exige a participação dos órgãos da segurança pública Estadual e Federal no Mato Grosso do Sul e ainda a expansão das ações para as divisas do Estado.

"Quando implementamos a fiscalização não só na fronteira, mas nas divisas (com os estados), aumentamos o volume de apreensões de armas e munições e produtos contrabandeados, inclusive de cocaína. Foram instalados radares em Porto Murtinho, Ponta Porã e Corumbá. Esses radares fiscalizam aeronaves de tráfego aéreo de baixa altitude que são empregados principalmente para o transporte de cocaína e armas longas, como o fuzil".

As aeronaves que são apreendidas e interceptadas fizeram com o que o crime organizado migrasse o transporte destes produtos para vias terrestres e fluviais. "Diante disso, temos um aumento do volume de drogas apreendidas, temos um volume de apreensões de armas e munições em decorrência da demanda, principalmente dos grandes centros", afirmou Vieira.

"Em Mato Grosso do Sul, por sermos corredor para estes grandes centros consumidores, temos robustecido o policiamento, justamente como uma forma, não só de reprimir crimes dentro do nosso território, mas para também colaborar com o restante do país, coibindo os ilícitos que passam pelas nossas vias e tem como destino os grandes centros consumidores e daqui para outros países e continentes", explicou o secretário.

Segundo o diretor do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), Everson Antonio Rozeni, as ações que promovem a busca por armamento irregular têm sido reforçadas. "Temos intensificado as buscas para localizar armas, o que tem aumentado as apreensões. A maioria das armas irregulares apreendidas pelo DOF são armas pequenas, revólveres e pistolas".

Rodovia

Nas rodovias do Estado, conforme o Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) a quantidade de armas apreendidas teve aumento significativo. Em 2022 foram apreendidas 13 armas nas rodovias do Estado. Em 2023, só no primeiro semestre, que ainda nem chegou ao fim, já foram apreendidas 11 armas.

Para o major do BPMRv, Clayton da Silva Santos, os treinamentos têm sido aperfeiçoados com cursos especializados para uma fiscalização mais atenta nas ações desenvolvidas.

"O aperfeiçoamento dos policiais, com o Curso de Especialização de Policiamento Rodoviário, que além de nos dar maiores conhecimento de fiscalização de trânsito, nos deu maiores noções de abordagem e fiscalização no que tange ao acometimento de ilícitos, faz a diferença nas ações desenvolvidas", afirmou o major.

Segundo ele, o Estado também "proporcionou o curso de Aperfeiçoamento Tático Ostensivo Rodoviário, que opera única e exclusivamente na questão criminal, no combate ao tráfico de drogas e armas", acrescentou.

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alerta

Idoso sobe de escada em telhado, cai e morre em Campo Grande

Ele foi socorrido em estado gravíssimo, com politraumatismo, mas faleceu na Santa Casa

16/09/2026 11h50

Telhado - imagem de ilustração

Telhado - imagem de ilustração Foto: Bruno Henrique/Arquivo Correio do Estado

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Francisco Caetano dos Santos, de 73 anos, morreu após cair de um telhado, que possui quatro metros de altura, na tarde desta terça-feira (15), na Vila Cidade Morena, em Campo Grande.

De acordo com o boletim de ocorrência, o idoso subiu em uma escada para fazer um reparo no telhado de sua residência, quando se desequilibrou e caiu.

Ele ficou inconsciente e teve sangramento na cabeça. Em seguida, a família acionou o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS).

Ele foi socorrido em estado gravíssimo e encaminhado até o Hospital Santa Casa de Campo Grande, onde passou por exames e foi diagnosticado com politraumatismo.

Mas, ele não resistiu e faleceu instantes depois no hospital.

O caso foi registrado como “morte decorrente de fato atípico” na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL).

ALERTA

A situação traz um alerta: uma tarefa aparentemente comum pode se transformar, em poucos segundos, em uma tragédia.

Subir no telhado pode parecer uma tarefa simples, mas envolve riscos graves e que podem resultar em ferimentos sérios ou até mesmo em morte.

Além da altura, a pessoa pode perder o equilíbrio, escorregar, pisar em uma telha que não suporta seu peso ou cair.

A recomendação é não subir no telhado por conta própria. Acione um profissional capacitado, que tenha os equipamentos de segurança adequados para realizar o trabalho.

Parque do lageado

Menino de 17 anos assassinado a tiros é a 396ª vítima de homicídio em 2026

Ele foi atingido com quatro tiros na região da face e faleceu na hora

15/09/2026 09h00

Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), onde o caso foi registrado

Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), onde o caso foi registrado Paulo Ribas

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Menino, de 17 anos, que não teve o nome divulgado, foi assassinado a tiros, na noite desta segunda-feira (14), em uma conveniência localizada na rua Anselmo Selingard, Parque do Lageado, em Campo Grande. Ele foi atingido com quatro tiros na região da face e faleceu na hora.

Conforme apurado pela reportagem, o menino estava no bar acompanhado de outras pessoas, quando um homem chegou de carro atirando e fugiu logo em seguida.

A princípio, horas antes, a vítima teria se envolvido em uma discussão com outras pessoas nas proximidades do local. Corpo de Bombeiros Militar foi acionado, mas ele faleceu antes mesmo da chegada do socorro.

Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica estiveram no local para realizar os procedimentos de praxe. O Batalhão de Choque (BPMChoque) também deu apoio a ocorrência. Em seguida, a funerária retirou o corpo.

Após o homicídio, houve intensa aglomeração de populares no local. Autoridades competentes vão apurar as causas do assassinato e as circunstâncias da ocorrência.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 396 pessoas foram mortas (homicídio doloso), entre 1º de janeiro e 15 de setembro de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Desse número,

  • 354 são homens
  • 34 mulheres
  • 8 não tiveram o sexo divulgado
  • 135 são jovens
  • 203 são adultos
  • 28 são idosos
  • 18 são adolescentes
  • 6 são crianças
  • 6 não tiveram a idade divulgada
  • 108 ocorreram em Campo Grande
  • 288 ocorreram no interior do Estado

Os assassinatos ocorreram em janeiro (29), fevereiro (19), março (35), abril (23), maio (38), junho (37), julho (46), agosto (41) e setembro (20).

 

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