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Detento é condenado a 30 anos de prisão por torturar e matar colega de cela

O réu vai responder pelo crime de tortura após a morte de um preso, de 54 anos, na cela da delegacia de Sete Quedas em Mato Grosso do Sul

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O detento identificado como M.S.A., de 32 anos, foi condenado a 30 anos de prisão pela tortura e morte do colega de cela, ocorridas no dia 27 de março de 2017, em Sete Quedas.

O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (07), no Tribunal do Júri de Sete Quedas, e foi conduzido pelo Promotor de Justiça Substituto Felipe Rocha Vasconcellos de Freitas Pinheiro.

Entenda

No dia 27 de março de 2017, o interno identificado como M.S., de 54 anos, foi brutalmente torturado e espancado por M.S.A. e outros dois detentos na cela da delegacia de polícia.

Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a vítima sofreu represália por não obedecer ordens dos agressores.

O que culminou em uma sessão de espancamento e, para impedir que pedisse socorro, teve a boca obstruída com objetos. O episódio foi descrito pelo MPMS como "violência extrema" contra a vítima, que não teve como se defender.

Durante a apresentação do resultado da causa da morte, o laudo necroscópico indicou que M.S. veio a óbito por traumatismo cranioencefálico, provocado por trauma físico violento.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria do crime e os seguintes agravantes:

  • motivo fútil;
  • tortura;
  • uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Sentença

O réu M.S.A. vai responder por crime qualificado por motivo fútil, emprego de tortura e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, em regime fechado, com condenação de 30 anos de prisão.

O juiz considerou como agravantes a tortura sofrida pela vítima, a impossibilidade de defesa, além do fato de o réu ser reincidente e possuir histórico de violência.

Também foi determinada a imputação de indenização no valor de R$ 30.000,00, que deve ser paga à família da vítima.

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ARAL MOREIRA (MS)

Bebê de cinco meses é morto com foice e mãe fica ferida na fronteira

Autor do crime alegou que teria agido por vingança, pois o pai do bebê queimou sua motocicleta

30/08/2026 15h15

Fachada da Delegacia de Polícia Civil de Aral Moreira

Fachada da Delegacia de Polícia Civil de Aral Moreira DIVULGAÇÃO/PCMS

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Bebê de cinco meses, do sexo masculino, foi morto com golpes de foice, na madrugada deste domingo (30), em Aral Moreira, município localizado a 386 quilômetros de Campo Grande, na fronteira Mato Grosso do Sul (Brasil)/Paraguai.

A mãe da criança, Regina Ramires, também foi agredida e está internada no hospital.

O assassino é Rafael Romero Escobar, que pertence a mesma vizinhança. De acordo com populares, ele confessou o crime e alegou que teria agido por vingança, pelo fato do esposo de Regina e pai do bebê ter queimado sua motocicleta no sábado (29).

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Civil foi acionada pela Polícia Nacional do Paraguai para auxiliar em uma ocorrência de homicídio e tentativa de homicídio. Então, os policiais civis seguiram até o local, o qual estava preservado pelas autoridades paraguaias.

De acordo com o boletim de ocorrência, o autor, Rafael Romero, invadiu a casa onde estava Regina Ramires (mãe) e seus dois filhos, de 5 meses e de 5 anos e os atacou.

O filho de 5 anos conseguiu fugir da residência e pediu socorro a populares. Em seguida, a Polícia Paraguaia e o Corpo de Bombeiros Militar foram acionados.

Regina foi socorrida pelos bombeiros e encaminhada ao hospital. Não se sabe o estado de saúde dela. A foice, com resquícios de sangue, foi apreendida no local dos fatos.

Polícia Científica e Polícia Militar estiveram no local para realizar a perícia e isolar a área. O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) de Ponta Porã.

O pai do bebê teve que reconhecer o corpo do filho no IMOL. O corpo da criança deve ser liberado nas próximas horas para velório e sepultamento.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Aral Moreira como “homicídio qualificado por motivo fútil” e “homicídio qualificado por motivo fútil na forma tentada”.

Operação Little Bag

PF bloqueia R$ 7 milhões em bens contra organização criminosa em MS

Dinheiro em espécie e veículos foram apreendidos

27/08/2026 09h00

Dinheiro em espécie apreendido pela Polícia Federal

Dinheiro em espécie apreendido pela Polícia Federal DIVULGAÇÃO/PF

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Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (27), quatro mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, durante a Operação Little Bag, em Dourados e de Itaporã, municípios localizados a cerca de 230 quilômetros de Campo Grande.

Além dos mandados, também houve bloqueio e sequestro de bens no valor de R$ 7 milhões. Dinheiro em espécie (R$ 160.000,00) e veículos (Fiat Strada, Volkswagen Voyage e Iveco Daily) foram apreendidos. Quatro pessoas tiveram a prisão decretada, sendo que três foram presas e uma está foragida.

As medidas foram expedidas pela Justiça da Comarca de Dourados.

Conforme apurado pela reportagem, a operação está relacionada a apreensões de maconha que ocorreram em 2025.

A investigação apontou uma organização criminosa atuante em Mato Grosso do Sul, com participação em outros estados brasileiros, que é responsável pelo envio de drogas a regiões do País.

O objetivo é combater a produção, tráfico, comercialização, venda e envio de entorpecentes de Mato Grosso do Sul para outros estados do Brasil.

Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 38.992,959 quilos de maconha foram apreendidos, no ano de 2025, em Dourados. De 1° de janeiro a 27 de agosto de 2026, foram 69.761 quilos.

Não há dados sobre o município de Itaporã na plataforma da Sejusp.

O tráfico de drogas é um problema crescente no Brasil.

Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006.

Mas, mesmo proibidos, ainda ocorrem em larga escala em Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido como um vasto corredor no Brasil, devido à sua extensa fronteira com outros países. Com isso, é uma das principais rotas utilizadas para a entrada de substâncias ilícitas no país. 

O tráfico resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios.

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